Terça-feira, 3 de Junho de 2008

An Deiner Seite - Cap 33

Oláa minha gente! ^^

 

E depois de uma semana e tal a postar no outro blog e sem postar neste, aqui está algo que não viam à muito tempo! xD Como já tinha dito no outro blog, o concerto de Domingo encheu-me mesmo de inspiração... Ontem à noite voltei a escrever a fic! E a pedido de muitas familias... aqui está mais um capítulo!!

 

Na minha ideia original este capítulo não existia, ele surgiu assim do nada, mas acho que resultou bem... Digamos que vão ter uma surpresa da qual não estavam à espera. Nem eu a previ, simplesmente aconteceu xD

 

Mas agora chega de suspense, e passemos à fic ^^

ENJOY!!! [  já tinha saudades *.* ]

 

* * *

 

“Ai meu deus, estou tão nervosa!” Suspirava eu nos camarins do Santiago Alquimista, abraçada à minha Alie.
 
Ela abraçava-me de volta, acariciando-me os cabelos, e murmurava carinhosamente com um sorriso orgulhoso nos lábios: “Tem calma, Emi. Vai tudo correr bem!”
 
Eu estava mesmo nervosa. Depois daquele encontro com fans no McDonnald’s, subimos novamente a rua da Sé de Lisboa para voltarmos ao Santiago Alguimista… E qual não é o nosso espanto quando encontrámos à porta uma fila interminável de fãs nossos à espera para entrar!... estavam artilhados com cartazes e tudo! Quando nos viram começaram todos a gritar por nós e eu fiquei incrivelmente feliz, mas ao mesmo tempo horrivelmente nervosa…
 
Agora nos camarins e abraçada à Alie, tentava acalmar-me. O medo de desiludir aquela multidão era enorme. E se me faltasse a voz? E se me enganasse na letra? E se partisse uma corda da minha guitarra? Podia acontecer tanta coisa mal…
 
Vindo do nada aparece o meu irmão e começa a chocalhar-me às gargalhadas, “Anima-te Emi!”
 
A ele juntou-se o Patrick e começaram os dois a fazer-me cócegas, acabando por me atirarem para um dos sofás do camarim: “Vai correr tudo bem rapariga!”
 
Eu, o Raff, a Alie e o Patrick, omeçamos a contar anedotas uns aos outros para nos animarmos e tentarmos esquecer o nervosismo. Só o Jared se mantinha à parte. Com o seu baixo nos braços, ia dedilhando algumas músicas que íamos tocar no concerto. Era assim que ele gostava de se preparar para um concerto e era assim que matava o nervosismo, por isso nem eu, nem os outros iamos entrevir.
 
Faltavam agora menos de quinze minutos para o concerto, e nós já ouvíamos a plateia cantar e a gritar, ficando cada vez mais ansiosa pelo aproximar da hora da actuação. Os técnicos vieram-nos avisar para nos prepararmos para subir ao palco. E eu apesar de ter estado mais calma nos últimos minutos, senti o nervosismo subiu novamente à flor da pele, dando-me uma súbita volta ao estômago.
 
“Acho que vou ali à casa de banho…” Informei saltitando já na sua direcção. Ouvi risos atrás de mim, mas nem sequer liguei. Fechei a porta da casa de banho atrás de mim e ajoelhei-me junto da sanita os mais depressa que consegui.
 
Senti tudo o que eu tinha ingerido ao jantar sair projectado pela minha boca. Apanhei o meu cabelo para trás e apoiei a minha outra mão na parede enquanto o meu estômago continuava a expulsar a comida meio digerida. Este nervosismo estava mesmo a dar cabo de mim. O medo de falhar estava a possuir-me.
 
Finalmente o vómito parou e eu consegui sentar-me no chão, ainda arfando. As palavras saíram da minha boca num murmúrio sem que eu me apercebesse que as estava a dizer, “Preciso de ti, Tom…”
 
Levantei-me a custo, e apoiando-me com os cotovelos no lavatório, lavei a cara e a boca. Peguei na primeira toalha que apanhei e limpei a cara. À medida que a toalha libertava os meus olhos, pousei o meu olhar numa rapariga que me olhava fixamente do outro lado do espelho. Foi provavelmente a primeira vez que olhei de verdade para mim mesma desde que saí da Alemanha.
 
Admirei o quanto eu tinha mudado. A menina que de quase dezassete anos, tinha agora dezanove. O cabelo castanho-escuro estava mais longo, mais escadeado e uma franja a caía desalinhada em cima dos meus olhos cor-de-mel… Mas não era o aspecto que eu estava a analisar.
 
Aquele olhar triste e perdido que eu trouxe comigo para Portugal, tinha desaparecido e dado lugar a um olhar seguro e confiante. Ao mesmo tempo, aqueles impulsos loucos que eu sentia e decisões extremistas que tomava, tinham-se dissolvido em coerência e calma no agir.
 
Não foi preciso muito tempo para perceber que precisava daquela loucura de novo na minha vida, ou pelo menos parte dela.
 
Sorri para o reflexo e ele sorriu-me de volta perguntando:
“Sabes o que tens de fazer, não sabes?”
 
Respondi-lhe acenando positivamente com a cabeça, e deitei a minha mão ao bolso direito das minhas jeans negras. De lá tirei o meu telemóvel.
 
Segurei-o com firmeza, fitando as teclas e os seus números. Sabia aquele número de cor, nunca me iria esquecer dele. Podiam passar os anos todos da eternidade que eu não me iria esquecer.
 
“Vá, Emi… Marca o número.” Instruiu o meu reflexo novamente. Lentamente os meus dedos foram marcando o tal número de telemóvel, desde o primeiro algarismo até ao último.
 
“Vá…” Ouvi-a insistir uma vez mais antes de eu premir a tecla verde. O segundo em que senti o meu dedo premir a tecla pareceu uma eternidade. Ainda estava com o telemóvel na mão quando o ouvi começar a chamar.
 
“Oh croma… Agora é aquela parte em que aproximas o telemóvel do ouvido.” Para reflexo estava a tornar-se irritante, mas eu obedeci-lhe. Esperei enquanto o telemóvel continuava a chamar, até que atenderam.
 
Do outro lado ouvi um, “Hallo?”
 
Os meus joelhos fraquejaram e eu tive de me amparar ao lavatório para não cair no chão. O ar faltou-me e dos meus olhos começaram a cair lágrimas gordas. Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar…
 
“Hallo? Quem fala?” Perguntou novamente a voz… A voz do Tom, do meu Tom. Cobri o rosto com a minha outra mão e deixei-me sentar no chão novamente.
 
“Bill, deste o número a alguma fã?” Ouvi a voz Tom perguntar longe, como se tivesse desviado o telemóvel. Ouvi a resposta da voz do Bill ainda mais distante, “Isso és tu que costumas fazer, eu não!”
 
Um sorriso nasceu no meu rosto coberto de lágrimas: eu estava com eles novamente. Ao fim de tanto tempo estávamos juntos. Era certo que era apenas através de uma chamada telefónica, mas estávamos juntos.
 
“Eu estou a ouvir a tua respiração, sei que estás aí.” Era a voz do Tom novamente e dirigida ao telemóvel, parecia um pouco irritado, “Se não responderes eu desligo…”
 
Tive de puxar para mim todas as forças que eu julgava que tinha, para ser capaz de pronunciar duas simples palavras: “Sou eu…”
 
Desta vez foi a voz dele que ficou silenciosa. Eu comecei a chorar ainda mais, sabia que ele me tinha reconhecido.
 
“Tom…?” Chamei por ele, enquanto enterrava a minha cabeça nos meus joelhos.
 
“Emi…” Ouvi ele murmurar lentamente. E o meu coração começou a acelerar a uma velocidade vertiginosa. Achei que ia desfalecer.
 
O silêncio que se instalou entre nós os dois pesava toneladas e estava a começar a asfixiar-me. Havia tanta coisa que eu lhe queria dizer, mas não fui capaz de pronunciar nem mais uma palavra.
 
“Quem é Tom?” Ouvi a voz do Bill aproximar-se do telemóvel. Oh Bill, queria-te pedir desculpas por nunca te ter respondido à carta… mas a minha voz já não me pertencia!
 
Ouvi o Bill novamente, mas desta vez bastante mais perto e muito alarmado, “Estás a chorar, Tom!! Que se passa!? Quem é ao telefone!?”
 
O Tom estava a chorar… Ele nunca chorava por nada! Ao saber aquilo senti uma lâmina dilacerar-me o coração, quis falar, mas a chamada caiu. O Tom desligou.
 
Senti um impulso de raiva percorrer-me o corpo, raiva por ter perdido aquele que mais amo. O meu braço atirou o telemóvel para o outro lado da casa de banho, e este ao atingir a parede de azulejo estilhaçou-se em mil pedaços, tal como o meu coração.
 
Imediatamente ouvi a voz preocupada do Jared do outro lado da porta, “Emi? Está tudo bem?”
 
Num gesto sem vontade, limpei as minhas lágrimas e engoli a minha tristeza, para responder serenamente, “Foi só o meu telemóvel, não te preocupes.”
 
Sentia-me tão mal. Talvez não tivesse sido boa ideia ligar ao Tom, tinha medo de agora não conseguir concentrar-me no concerto.
 
Depois de uns momentos de silêncio em que eu não me movi do meu lugar, ouvi o Jared falar novamente, “Os técnicos já nos vieram chamar, Emi. Está na hora.”
 
Porreiro pá, era mesmo disso que eu precisava: ir agora para o palco, neste estado lastimável. “Vou sair já, Jared. Obrigado.”
 
Levantei-me e apanhei todos os pedaços do meu telemóvel, depois saí o mais depressa que pude. Sabia que o Jared ia estar à minha espera quando eu abrisse a porta, por isso não foi surpresa encontrar-me com aqueles olhos azuis cor de mar.
 
Coloquei o melhor sorriso que consegui, e venci o meu desgosto arrumando por agora a memória daquele telefonema. Tinha centenas de pessoas à espera de verem o meu melhor e eu não estava disposta a desiludi-las.
 
Com a determinação a pulsar no meu peito, dei o grito de guerra que dava sempre antes de cada concerto: “Let’s get this party started!”

 

* * *

 

Continua...

Hein? Que tal? Espero que depois de tanto tempo de espera, não vos ter desiludido. Peço imensas desculpas por não ter postado mais cedo, mas foi mesmo impossivel. Vou tentar postar com mais frequencia apartir de hoje ^^

 

Comentem! Preciso mesmo de saber a vossa opinião! *.*

Loads of Kisses to All of You!! x)

sinto-me: Dói-me tudo --'
música: The White Stripes - Jolene
publicado por Dreamer às 16:00
link do post | comentar | favorito
20 comentários:
De Sii '' a 3 de Junho de 2008 às 16:33
adorei est capitulo...

podia nao estar previsto mas esta mt bom...msm...


keru mais...


adoro a fic...


n m mates de curiosidade...
De Sássára a 3 de Junho de 2008 às 16:54


Este capitulo faz-me chorar ._.

Beijinho @
De Su a 3 de Junho de 2008 às 17:11
Meu Deus! Não estava nada à espera disto!!
ADOREI COMPLETAMENTE


Tens mesmo de postar mais frequentemente ;)

Beijinhos
De taraxinhabill a 3 de Junho de 2008 às 17:12
ate k enfim k ela falou com o tom!!!hehehe

muito gira, aserio ta mesmo boa!!! adoro!!

kuss***
De xX-Akyra-Xx a 3 de Junho de 2008 às 17:17
uma palavra

PERFEITO

ele a chorar

a chamada

a cena foi perfeita!!

ate li este cap por duas vezes lol

psota mais bitte!

^.^
De Bitter - Sweeter a 3 de Junho de 2008 às 18:06
Desculpa Desculpa Desculpa
Preguiça de comentar as coisas -.-

Ai Dreamer *.*
Este capítulo deixou-me com as lágrimas nos olhos.
Eles vão ficar juntos, again! <33*


De Bitter - Sweeter a 3 de Junho de 2008 às 18:08
Eu quero ler mais, vá lá U.U
De S.Mille a 3 de Junho de 2008 às 18:13
o Tom chorou!!! [ya eu sei que ele nao e de pedra mas eu nunca imaginava a chorar... ok na minha ele chora...




Coitada da Emi...



Quero MAIS... plz???????????????





'brigada


kissssssssssssssssssssssss
De Bitter - Sweeter a 3 de Junho de 2008 às 18:15
Olha, já te disse que adoro a tua fic?
Cada capitulo que passa mais viciada fico *.*

De Bitter - Sweeter a 3 de Junho de 2008 às 18:21
Dreamer Maria, eu quero ler mais T.T
Eu necessito de ler mais.

Comentar post

Dreamer @ 02-04-2008

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