Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

An Deiner Seite - Cap 55

Olá meus amores!! ^^

 

O prometido é devido, e como eu disse que vos daria um novo capitulo hoje, aqui está ele! ^^ Já estou a trabalhar no último capítulo, já tenho o começo escrito e as ideiazinhas todas organizadinhas. Espero demorar menos tempo a postá-lo do que demorei a postar este, mas quanto a isso não posso fazer promessas. A única coisa que sei é que será difcilimo ou até impossivel escrever durante o fim de semana --'

 

Entretanto, estou felicissima! A aula de condução já correu melhor... Quer dizer, nos primeiros cinco minutos de aula já tinha andado uma rua inteira em contra mão e entrado a toda a velocidade numa rotunda... A única coisa que a Luísa disse foi: "Tu dás cabo do meu Pacemaker se fazes mais uma dessas." --' Mas depois descobrimos que eu tinha o banco muito para a frente, e que por causa disso não conseguia mexer as pernas como deve ser... Não é que depois de ter chegado a porcaria do banco para trás comecei a fazer tudo bem? --' Eu sou mesmo uma vergonha xD

 

Akyra, porque voltaste aos blogs com a tua escrita maravilhosa, e por fazeres comentários como aqueles que me deixaste no capitulo anterior, este capitulo é para ti ^^

 

Queria ainda enviar um miminho espcial para todos os que comentaram o capitulo anterior! Adoro os vossos comentários, são sempre tão simpáticos e amorosos x) Adoro-vos!!

 

Mas sem mais conversa fiada...

Aqui está o PENULTIMO CAPITULO da fic!

Oh meu deus, fiquei emocionada a escrever isto =')

 

ENJOY! x)

 

* * *

 

[ Alana ]
 
Agarrei-me com força à mão da Emi quando fechei a porta do quarto atrás de mim. Assim como ela, eu precisava de um apoio, algo que me sustentasse e me impedisse de cair sem forças no chão daquele corredor. O belo sonho de uma noite tinha acabado, e só o destino sabia se me ia deixar aproximar do Gustav novamente.
 
“Isto não é o fim…” A voz dele ainda ressoava na minha cabeça, repetindo cada uma das palavras que ele me tinha dito na nossa despedida. “Tu tens o meu número de telemóvel e eu tenho o teu, vamos poder falar todos os dias, Alie.”
 
“Mas eu tenho medo, Gustav…” Sussurrei enquanto me esforçava por conter um soluço, abraçando-me com mais força ao pescoço dele. “Tenho medo que isto que temos, que foi tão súbito, não passe de uma ilusão para ti…Amanhã podes acordar e achar que o que aconteceu entre nós foi um grande disparate.”
 
Ele cobriu de imediato os meus lábios com as pontas dos seus dedos, e eu fui incapaz de dizer o que quer que fosse. “Não digas disparates, Alana Laurie. Eu posso ainda não ter certeza do que sinto por ti, mas sei que é real… Sei que isto que nos une não é nenhum disparate, muito pelo contrário, é um sentimento muito forte.”
 
Fui acordada das minhas memórias pela voz do Andreas que estava mesmo à nossa frente, e agora que eu reparava bem, vi que o Saki também estava ali com ele. “Estão prontas para ir?” Perguntou-nos ele simplesmente, enquanto que o segurança nos olhava de cima abaixo com desprezo.
 
Dirigi um breve olhar à Emi, como que lhe perguntando se poderíamos ir, mas ela não parecia ter ouvido nada. Continuava com os olhos fixos no chão, dando o seu melhor para conter as lágrimas, e apertava a minha mão com muita força sem se aperceber.
 
Com um sorriso muito fraco e quase sem coragem de encarar o Andreas, respondi um breve, “Sim…” e no segundo a seguir já estávamos a ser guiadas na direcção do elevador.
 
“O Saki não vem connosco,” Foi explicando o Andreas à medida que íamos andando, “Ele só vai descer com a banda… Vocês vão sair com um segurança do hotel, para não dar muito nas vistas...” Eu mal ouvi o que ele ia dizendo, e a Emi de certeza que não ouviu nem uma palavra. Ambas estávamos destroçadas.
 
Pobre Andreas. Estava a tentar ser o mais simpático possível connosco, mas era-me impossível retribuir. Todo o meu corpo tremia, não sei se de dor se de insegurança… O meu coração parecia não querer abrandar o seu ritmo estonteante, e os meus pulmões pareciam não querer se encher de ar. Comecei a pensar no pior… E se eu nunca mais visse o Gustav?
 
O pânico tomou conta de mim e eu nem dei conta que já estava dentro do elevador, e que este já iniciava a sua viagem, levando-nos de volta ao piso térreo. A única coisa que eu sentia era a dor de ter perdido aquele que sempre quis para mim, e que tinha sido meu apenas por poucas horas… Sentia isso, e a dor na minha mão, que a Emi continuava a apertar cada vez com mais força, como se a sua vida dependesse disso.
 
Quando a olhei surpreendi-me, o seu rosto estava anormalmente sereno, apesar de me continuar a apertar a mão com todas as suas forças. Dos seus olhos, fixos no chão do elevador, começaram a cair lágrimas sem cessar. Só os deuses saberiam o que ela está a sentir. Se eu pegasse na minha dor e a multiplicasse por mil, talvez aí eu poderia ter uma ideia do seu sofrimento.
 
Oh, Emi…Os meus dedos acariciaram os dela, tentando animá-la ou acalmá-la. Mas ela manteve-se sempre assim, demasiado serena, horrivelmente inexpressiva… Depressa também eu comecei a chorar.
 
A porta abriu-se para o Hall do hotel, encontrámo-lo muito mais agitado do que na noite anterior. Onde quer que olhássemos víamos sempre grupos de seguranças atarefados, jornalistas ansiosos, e até empregados do hotel e alguns hospedes expectantes pela passagem dos Tokio Hotel. Mas isso não era o pior, da rua vinha o som dos gritos de centenas de fãs, que estavam ali, muitas desde a noite anterior, só na esperança de os ver passar.
 
A Emi aproximou-se mais de mim, os seus olhos varriam toda aquela gente que, por sorte, nem tinha dado conta da nossa presença. Senti que ela estava nervosa, por isso abracei-lhe os ombros e murmurei, “Não te preocupes…”
 
“Lamento que as coisas sejam assim…” Quase gritou o Andreas para que o pudéssemos ouvir, o seu olhar dizia que ele estava a ser sincero. “Vocês não mereciam... Lamento tanto.”
 
“Não faz mal…” Murmurei abanando a cabeça e encolhendo os ombros, não consegui dizer mais nada para além disso, a minha voz não saía…
 
“Desculpa, Emily.” Pediu ele, colocando a sua mão no ombro dela, num gesto amigável. Vi-a estremecer, como só agora se apercebesse que estávamos na companhia do Andreas. Não estava a gostar nada do estado em que ela estava, precisava de a tirar dali o mais depressa possível.
 
Os olhos lacrimejantes da Emi fitaram os olhos dele por um momento, enquanto a sua boca se curvava num sorriso triste. No entanto, foi de imediato ela desviou o olhar, encolhendo os ombros num gesto fraco.
 
Por um momento ele continuou a olhá-la preocupado, mas depressa se virou para trás chamando alguém. Quem respondeu ao seu chamamento foi um homem encorpado, vestido com um fato negro. Era o segurança que nos ia tirar do meio daquele caos.
 
A minha voz tremia enquanto eu lhe explicava que estávamos de carro, e onde o tinha deixado estacionado. Combinámos que ele nos iria deixar no carro, e que iria esperar que arrancássemos para regressar ao hotel. Não percebi se isso era para nossa segurança, ou se era uma imposição da desconfiança do exigente David Jost.
 
“Adeus, Alana. Adeus, Emily…” Despediu-se o Andreas, sem fazer mais do que um aceno com a cabeça. “Mais uma vez lamento…” Ambas retribuímos o aceno, não fomos capazes de falar, apertar-lhe a mão, ou deixar-lhe um abraço por ter sido tão gentil connosco.
 
“Vamos?” Perguntou o segurança com um tom rude, apesar de ser visível a sua tentativa de parecer amável. Os seus pequenos olhos negros transpiravam preocupação, e eu não pude deixar de sentir uma onda de simpatia por ele.
 
“Vocês estão bem?” Perguntou-nos ele por cima do ombro, enquanto abria caminho por entre as pessoas que se acumulavam no Hall, para que pudéssemos passar.
 
“Vamos estar melhor quando nos tirar daqui…” Disse-lhe o mais calmamente que consegui, aparando sempre a Emi nos meus braços. Ela continuava assustada e confusa e o corpo dela parecia tremer e vacilar enquanto caminhávamos… Eu estava tão preocupada com ela. “Está quase princesa, estamos quase…”
 
Finalmente saímos pelas mesmas portas por onde tão habilidosamente tínhamos entrado na noite anterior, e como seria de prever, o caos estava instalado ali. Centenas de fãs, várias à beira do histerismo, berravam os nomes deles… Muitas berravam o nome dele.  
 
Cada “Amo-te Gustav!” que eu ouvia no meio da multidão era uma lança que me trespassava. Eu também achava que sentia «esse amor» antes de o conhecer, antes de passar uma noite com ele… Agora vejo que aquilo que sentia não chega nem perto do que eu sinto agora. Como se atreviam elas a dizer que o amavam? Como é pensavam ter o direito de usar o mais maravilhoso dos sentimentos para classificar aquilo que sentiam por ele… uma pessoa que nem sequer conheciam? Só depois de o conhecer, ainda que por tão breves momentos é que tinha percebido o verdadeiro significado do verbo «Amar»…
 
Depressa a minha raiva foi desviada, quando ao nosso lado uma rapariga histérica berrou, “Fick mich Tom!!”. Não vos consigo descrever o que vi no olhar que a Emi enviou a essa rapariga. Era um misto de dor, raiva, ódio, medo e insegurança, banhados por lágrimas que começavam a cair novamente. Por um momento achei que a Emi fosse dar um murro à rapariga, mas ela controlou-se.
 
“Venham por aqui, rápido.” Pediu o segurança, e só aí me apercebi que quase o tínhamos perdido de vista. Esforcei-me para levar a Emi comigo, a multidão estava a apertar demasiado, mas finalmente conseguimos passar.
 
Depois de termos saído do meio da confusão, o segurança obrigou-nos a avançar em passo de corrida até ao carro. Em menos de nada já estávamos a entrar para dentro do meu Rusty. Agradeci ao segurança, mas ele não se afastou, ia ficar ali até irmos embora.
 
“Eu gostava de vê-los a sair…” Foi a primeira vez que ouvi a voz da Emi desde que tínhamos saído do quarto. A voz tremia-lhe e parecia demasiado fraca. Eu disse-lhe que sim com a cabeça, eu também queria vê-los uma última vez.
 
“Lamento mas isso não será possível, menina.” Informou-nos o segurança com aquela voz bruta, “O Senhor Jost não vai deixar a banda sair do quarto enquanto vocês não se forem embora.”
 
“Odeio esse gajo, pá!”, Deixei escapar num rugido. Ele não tinha o direito de nos estar a fazer isto! Com a raiva a pulsar nas minhas veias, e com a sedutora vontade de espancar o Jost a tomar conta de mim, rodei a chave do carro, ligando-o ruidosamente. Fechei os olhos durante um momento, implorando racionalidade, e depois avancei com Rusty sem me preocupar para já com o destino.
 
Olhei uma última vez para o hotel pelo espelho retrovisor, sentindo a distância entre mim e o Gustav a aumentar dolorosamente a cada segundo que passava, e a cada metro que as rodas do Rusty percorriam. Tirando por momentos os olhos da estrada, encontrei a Emi enroscada no banco ao meu lado, com o rosto coberto de lágrimas.
 
“Queres ir para onde, linda?” Perguntei-lhe, eu própria apesar de estar ao volante, não sabia muito bem para onde estava a ir.
 
“Qualquer sitio…” Respondeu ela num murmúrio quase inaudível. A dor que ela estava a sentir era palpável em cada palavra que saía da boca dela, “… qualquer sitio, menos para casa.”
 
Fiz-lhe a vontade. A mim também não me apetecia ir para casa, pelo menos não agora. Não queria aceitar que esta fantasia tivesse acabado. Queria aliviar a dor que sentia no coração para ser capaz de digerir o que nos estava a acontecer… Tinham sido demasiadas emoções fortes em tão poucas horas. Tínhamos ganho tudo, vencido todos os obstáculos. Tínhamos sido as raparigas mais felizes em todo o planeta… E no entanto tínhamos perdido tudo. Agora sentiamo-nos as mais tristes e as mais miseráveis, aquelas que dariam tudo apenas por mais um momento de glória nos braços de quem mais amamos.
 
Amamos? Sim, a Emi sempre amou o Tom… E eu, eu acho que este sentimento que me arranha cá dento é amor. Nunca o senti antes… mas acho que estou correcta.
 
Deixei que o meu inconsciente me guiasse até ao meu local de refúgio predilecto, aquele de descobri sozinha quando cheguei a Portugal e quando mais precisava de abrigo, antes de conhecer a Emi, claro.
 
Minutos depois estávamos a atravessar a ponte vinte cinco de Abril em direcção à margem sul, seguidamente guiei pelas estreitas ruas da Almada Velha em direcção ao meu objectivo. Durante toda a viagem eu e a Emi chorámos em silencio, tentando não pensar no que estávamos a deixar para trás. Eu fui tentando manter pensamentos optimistas, apesar de tudo… Queria acreditar que aquela despedida não seria um «Adeus» mas um breve «Até já».
 
E finalmente chegámos ao alto do Cristo Rei. Guiei o Rusty lentamente até à beira do penhasco, e depois desliguei o carro, fitando a Emi com um meio sorriso, “Bem-vinda ao meu refúgio.”
 
Vi-a sorrir e só por isso fiquei mais calma. Acabei por sair do carro e respirar aquele ar que tinha a mistura do cheiro campestre com o da maresia. O zumbido constante dos carros a passar na ponte era trazido até nós pela leve brisa que se fazia sentir. Aos nossos pés estendia-se o verde Tejo, e na outra margem Lisboa fitava-nos triunfante brilhando no sol da manhã. E o gigantesco Cristo Rei erguia-se imponente ao nosso lado, abrigando-nos na sua sombra.
 
A paz que aquele local que transmitia sempre, inundou-me uma vez mais, e eu senti-me subitamente serena e muito mais racional. Olhando a Emi neste momento senti que também ela estava mais calma.
 
“Três anos a morar do outro lado do rio, e nunca imaginei a vista que se tem daqui…” Ouvi-a murmurar com um sorriso nos lábios.
 
“Descobri isto dias depois de ter chegado a Portugal…” Não precisámos de dizer mais palavras. Estávamos ambas em sintonia, sabíamos na perfeição o que a outra estava a sentir. Já não derramámos mais lágrimas, a harmonia e serenidade daquele local entravam em nós com abundância.
 
Acabei por fazer aquilo que fazia sempre, sentei-me em cima do capô do Rusty, descansando as minhas costas no vidro da frente. A Emi depressa me imitou, e lá ficámos as duas a fitar Lisboa, com os nossos pensamentos perdidos nos mesmos quatro rapazes, que estavam prestes a deixar o nosso país. Por mais irónico que pareça, dali conseguíamos ver os aviões que saíam e entravam no Aeroporto da Portela.
 
“Que horas são…?” Ouvi a Emi perguntar ao meu lado, e eu percebi que o que ela queria saber era se o avião deles já tinha partido ou não.
 
“Passam cinco minutos das dez da manhã…” Respondi-lhe eu dando uma breve olhadela no meu relógio. Assim que disse isto, viu-se mais um pequeno avião levantar voo e sobrevoar os céus da cidade.
 
Tanto eu como a Emi deixámos cair uma última lágrima. Não me perguntei como, mas tínhamos a certeza que era aquele avião que estava a levar para bem longe os amores da nossa vida.
 
 
[ Gustav ]
 
Conseguimos chegar ao aeroporto mesmo a tempo de apanhar o avião. O Jost está radiante. Nós estamos destroçados. Tomámos os nossos lugares à pressa, eu ao lado do Georg e o Tom ao lado do Bill, como sempre. O Jost, o Andreas e o resto da equipa estão algures lá para trás. O nosso avião já arrancou, já nos colou aos nossos acentos e já levantou voo. E eu ainda não parei de pensar na Alie.
 
Pergunto-me como estará ela a lidar com tudo isto, queria saber se ela está a sofrer… Queria poder consolá-la, queria poder estar com ela neste momento e protegê-la no meu abraço. Acredito que poderei fazê-lo no futuro. Sim, estaremos juntos sem dúvida. Eu nunca senti este sentimento tão forte por ninguém, e agora que o sinto não vou abrir mão dele… não vou desistir de ser feliz, não vou abandonar a minha Alie. Minha Alie, isto soa tão bem… Eu amo-te Alie…Um sorriso idiota brotou nos meus lábios sem eu dar conta.
 
De repente, fui acordado dos meus pensamentos pelaa conversa que o Tom e o Bill estavam a ter. Eles estavam a falar à longos minutos, desde que se tinham sentado. Mas agora, por alguma razão, a conversa tornara-se violenta captando a minha atenção, e eu dou por mim a ouvi-los…
 
“Não me chateies mais com isto, Bill! Porra!” Quase berrou o Tom, cuspindo enervado para o irmão. De que raios estariam eles a falar?
 
“Eu realmente não te percebo!” Continuou o Bill, num tom de voz escandalizado e reprovador, mantendo os braços cruzados em sinal de protesto. “Tu ama-la, eu sei que sim! E deixa-la ir embora assim!? Sem sequer uma promessa de um próximo encontro?”
 
“Para quê!? Explica-me para quê!” O Tom já estava a gritar e toda a gente à volta de nós estava a olhar para eles, “Para que é que eu lhe vou prometer que nos vamos ver novamente quando sei que isso é mentira? Acabou tudo entre nós! Não temos qualquer hipótese de estarmos juntos no futuro…”
 
A voz do Tom calou-se abruptamente, e quem falou a seguir foi o Bill, mas fê-lo num tom tão preocupado que quase me assustei. “Tom… Tem calma mano.”
 
Quando olhei novamente para eles, encontrei o Tom a tentar esconder lágrimas gordas que caíam dos seus olhos. Naquele momento senti uma eterna ligação com ele. Ambos estávamos a sentir o mesmo em relação a uma rapariga, e ambos estávamos a sofrer horrivelmente com isso.
 
Tomei a liberdade de me intrometer na conversa, “Tom…?” Chamei-o num murmúrio, tentando passar despercebido aos olhares dos estranhos que nos rodeavam. Ele olhou para mim quando conseguiu controlar as lágrimas, e então eu falei o mais calmamente possível:
 
“Podes achar que não, mas eu sei o que estás a sentir. Sinto exactamente o mesmo pela Alie…” Fiz uma pausa no meu discurso, tentando retomar o fôlego agora que os meus olhos começavam a arder, anunciando as lágrimas que estavam prestes a cair. O Tom não me deixou continuar, interrompeu-me no mesmo momento.
 
“Tu dizes que sentes o mesmo que eu!?” Cuspiu ele cheio de desprezo nas suas palavras, “Como é que podes sentir o mesmo!? Eu e a Emi amamo-nos, a nossa história começou à seis anos atrás na Alemanha! Como é que podes dizer que sentes o mesmo por uma miúda que conheceste ontem??”
 
“Como é que te apercebeste que amavas a Emi?” Encostei-o à parede com esta pergunta. Ele sempre tinha dito que o amor que ele sentia por ela tinha «aparecido» de um momento para o outro, e que ele não o conseguia explicar. Como seria de esperar ele não me respondeu, “Eu descobri que amava a Alie de um momento para o outro, e como tu, não sei explicar porquê, mas sei que aconteceu!”
 
“E onde é que queres chegar com isto?!” O Tom já estava a gritar novamente, e mais uma lágrima escorreu dos seus olhos castanhos. “Elas nunca serão nossas… Nunca mais poderemos estar com elas!”
 
“Eu honestamente não sei porque é que dizes isso, Tom…” Confessei-lhe calmamente, “Eu troquei contactos com a Alie, e sei que deves ter feito com a Emi… Temos tudo o que é preciso para nos encontrarmos com elas. Temos os contactos, temos vontade, temos amor… Só nos falta a disponibilidade que certamente iremos arranjar.”
 
“Estás a mentir a ti próprio quando dizes isso, Gustav.” Respondeu-me ele, sentando-se direito no seu banco, fitando-me com um olhar derrotista, “Tanto eu como tu sabemos que as nossas relações com elas não poderiam resultar… Não sei porque é que insistes.”
 
Tive de soltar uma gargalhada irónica que soou mais fria do que eu pretendia. Foi com os meus olhos fixos no do Tom que eu abri o meu coração para lhe dizer, “Eu insisto porque eu amo a Alie. Eu continuo com esta esperança porque eu acredito que se lutarmos, poderemos ser felizes juntos um dia não muito distante… E tu, se amasses a Emi como dizes que amas, farias exactamente o mesmo que eu.”
 
* * *
 
Continua...
Ai, sinto-me tão melancolica... O próximo capitulo vai ser o ULTIMO! =(
Vou ter muitas saudades de escrever esta fic, ai vou pois!
 
Comentem muito!
Alegrem-me e digam-me a vossa mais sincera opinião sobre ele ^^
 
Loads of Kisses to All of You! xD
 

 

sinto-me: Melancólica +.+
música: Carros a passar na rua...
publicado por Dreamer às 20:48
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45 comentários:
De Mii. a 25 de Julho de 2008 às 21:30
Já está a acabar : x
Nãao qero -.-

Estáa tão linda, estou mesmo curiosa com o fim qe vais dar a Fic .
Como sempre, cada vez qe leio um capitulo, fico sem palavras *-*

Beijinho~
De Mii. a 25 de Julho de 2008 às 21:50
1ª a comentar *-*

Está tão bonita a Fic , não me canso de dizer x D
No inicio, ficava curiosa sobre a vida daquela adolescente alemã, qe tinha aqela familia um tanto estranha, mas incrivelmente comum, qe vivia aqele pesadelo na escola mas qe em compensasão tinha aqele namorado incrivelmente qerido e aqele melhor amigo fantástico.
Foi bom assistir a mudança das personagens.
Agora ela estava a cumprir o seu sonho, e eles o deles, infelizmente separados .

E a Alie, a miuda mais doce e com os planos mais engenhosos qe eu já alguma vez vi 8D

A Emi e a Alie inconsoláveis, neste capitulo, fez-me imensa impressão : x

A musica é fantástica, eu amo essa musica *-*
Estou mesmo ansiosa pela próxima Fic (esta ainda nãao acabou e eu ja estou a pensar na próxima -.-)

Isto está relativamente grande, é melhor parar : D
Posta rápido para eu "perder" mais 20 minutos a ler um destes fantásticos capitulos (eu leio devagar xD)
Beijinhos~
De × Cat a 26 de Julho de 2008 às 23:41
Concordo com a Mii.

Baaaaah, tá'cabar :'(

Mas tá lindo *_____*

Amo a tua fic *_________________________*

xD

Ai,

MAIS
MAIS
MAIS
MAIS

Soy loca por tu fic xD

E eu chorei com este capitulo >_<

Beijinhoo melancolica preferida <33
De mia a 25 de Julho de 2008 às 21:35
o facto de me pores qase a choras significa que este capitulo ta msm mto emocional ^^

a sério eu adoro a forma como escreves! todos os sentimentos.. estao tao bem descritos que ajuda a perceber de uma maneira ou de outra o qe e' msm sofrer por amor :D

fico a espera do proximo :)
De Sofia Oliveira a 25 de Julho de 2008 às 21:37
não tenho explicações para este capítulo..

até chorei..
também vou sentir saudades desta de ler esta fic..

e acho que o Gustav está a fazer muito bem a enfrentar o Tom com aquelas palavras a dizer o que sente, acho magnifico o Gustav..
e Tom acho que ele só está a dizer aquelas coisas de boca para fora, eu sei que no fundo no fundo ele tem uma esperança de ser feliz com ela..

já sabes Quero mais...

espero que o último capítulo seja magnifico, lindo, apesar de os outros também terem sido lindos, mas o último é o último..

e foi com esta fic que comecei a ler fics.. e estou a gostar muito de ler fics, não só a tua mas também ando a ler de mais pessoas..
mas a tua não tem explicações, vai me marcar porque foi a primeira..


beijinhos**
De Twinas^^ a 25 de Julho de 2008 às 21:37
O Gustav tinha tanta razão!
Vê-se que não foi só uma noite, como costuma ser com o Tom, foi o início de algo belo.
E o Tom devia acreditar no destino, Às vezes faz coisas muito boas.
*Rita reza para que tenham um final feliz*
Fazes um final feliz? Siiiiim? *Rita faz cara de cãozinho*
Beijo *
De Sii '' a 25 de Julho de 2008 às 21:38
ta lindo...acreditas k chorei...lindo...maravilhoso...amei!!!!


kero mais sim?!?!?

já o ultim...como pode?!?!não pode...


jinhu'hh
De x Puky a 25 de Julho de 2008 às 21:42
Deixas-me fazer um testamento?

*.*

Este capitulo está triste. Emocionei-me bastante. Não gosto despedidas e com a tua escrita revivi uma despedida. Consegui ficar triste. E consegui ficar calma quando a Emi e a Alie foram para o refugio da Alana.
O Gustav foi um querido e adorei o que ele disse. O Tom não esta a ser muito racional. Esta a ser pessimista. Esta a deixar a tristeza domina-lo, e isso não é bom.
Ah Mais uma coisa. Um amor, se for verdadeiro, não é maior se durar à anos, ou apenas à umas horas. Um amor verdadeiro não se mede com o tempo. Não há nada capaz de medir a sua intensidade. Assim como não palavras que o descrevam.

Acho que tens mesmo muito jeito e estou ansiosa pelo último =)

Beijinhos da Puky ^^
De Funny Girl x a 25 de Julho de 2008 às 21:42
Não acredito que esta fic vai mesmo acabar e que é já no próximo capitulo...

O Gustav tem razão...

O Tom não pode desistir, não quando o que ele e a Emi têm é tão forte,

Poças o Tom ai dele que desista dela que vai ver o que lhe acontece x)

Lindo este capitulo *.*

Posta mais sinhe??

Beijinhos*
De Silver a 25 de Julho de 2008 às 21:56
Oh meu Deus. Oh meu Deus.

Oh meu Deus.


Eu acho que "Oh - meu - Deus ." MUITO bem acentuado chega para dizer o que eu acho do capitulo, por isso...

Oh meu Deus.
De Mollie a 25 de Julho de 2008 às 21:56
1º comentário!!!!

AMEI! O Gustav é mesmo querido...!

A maneira como descreves os sentimentos é perturbadoramente perfeita... Tens noção, que mais uma vez me puseste a chorar?!

Pena ser o penultimo, mal posso esperar pelo DERRADEIRO ULTIMO!

Acaba em grande...

beijo**
LV
De Claudjinhaa a 25 de Julho de 2008 às 22:09
Está a acabar , que pena ... :'(
Chorei imenso com este capitulo , a musica tmb nao ajuda xD
bjinhos

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Dreamer @ 02-04-2008

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