Sábado, 9 de Agosto de 2008

Forever Sacred - Cap 2

Olá meus amores ^^

 

Vim agora do Forum de Almada onde passei a tarde ás compras ^^ Mas não comprei nada de jeito --' E fiquei práticamente uns vinte minutos a babar-me para uma bateria da Pearl... A bateria era mesmo, mas mesmo linda *_*

 

Ainda experiementei uns oculos de sol tipo mosca, o comentário do meu pai foi: "Pareces uma barata tonta, tira isso da cara antes que as pessoas vejam..." --' Coitada de mim, sou uma incompreendida.

 

Bem, em relação à fic... muito obrigado a todos aqueles que comentaram! O mais importante foi que várias pessoas comentaram, algumas que nunca tinham comentado antes, e isso deixou-me muito feliz ^^ Um abraço gigante para todos x)

 

Agora, nao vos empato mais,

ENJOY! ^^

 

* * *

 

 

“Ahh… Tom, eu não aguento mais…” Declamei num suspiro exausto assim que entrámos no apartamento de hotel, que se seria a nossa casa durante as próximas duas semanas. A viagem de táxi do aeroporto até aqui, à praia pouco frequentada do Maili, tinha sido rápida mas maravilhosa. A ilha proporcionou-nos uma paisagem de cortar a respiração, mas revelou-se pequena já que a movimentada Honolulu não ficava longe.
 
Larguei as minhas malas na entrada de arrastei-me até a uns sofás que estavam diante uma grande varanda. Quis ficar ali, a ver a areia dourada e as águas cor de safira até adormecer, o que não deveria demorar muito porque os meus olhos já se estavam a fechar.
 
Quase tive um ataque de coração quando o Tom me berrou aos ouvidos, “Hey! Mas tu estás parvo ou quê?!” Quando abri os olhos em sobressalto encontrei o seu nariz demasiado próximo do meu. Este tipo tem de arranjar uma maneira mais simpática e civilizada de acordar as pessoas, “O que é que se passa?!” Continuou ele a insistir, desta vez agarrando um dos meus ombros e chocalhando-o, como se isso me ajudasse a ultrapassar todo aquele sono que eu tinha em atraso.
 
“Pára, porra!” Ordenei-lhe retribuindo um safanão e levantando-me do sofá. A minha cabeça parecia um balão a encher gradualmente e eu estava cheio de tonturas e vertigens… Precisava mesmo de dormir. Respondi-lhe então num sopro fraco e quase inaudível, porque não tinha forças para mais. “Não aguento estar nem mais um minuto acordado, vou-me deitar… vou dormir.”
 
O Tom aproximou-se de mim no mesmo instante, não me deixando dirigir àquele que seria o meu quarto durante a nossa estadia, “Bill… passam dez minutos das seis da tarde! Se vais dormir agora, acordas de madrugada sem sono. E depois dizes que a culpa é da diferença horária!”
 
Eu nem me dei ao trabalho de me preocupar com o que ele estava a dizer, retomei a minha marcha, mas desta vez para apanhar as malas que tinha deixado na entrada, “Está descansado Tom, eu não me importo de acordar de madrugada e voltar a adormecer até à hora de almoço…”
 
Ele veio atrás de mim outra vez, e eu estava a começar a ficar irritado com a atitude dele, parecia um pestinha insuportável… Não esperem, ele não parecia uma pestinha insuportável, ele era um pestinha insuportável! “Mas depois não tens sono logo à noite, Bill!!” Tornou a insistir irritantemente.
 
“TOM!!” Gritei-lhe quando cheguei à porta do meu quarto com as malas. Larguei-as, para agarrar a minha cabeça que tinha ficado subitamente mais pesada. “Por favor… Tem piedade de mim!” Implorei-lhe agora em voz baixa, sem ser capaz de abrir os olhos, “Tu dormiste durante os três voos, mas eu não. Preciso mesmo de me ir deitar...”
 
O Tom cruzou os braços contrariado, fazendo aquele beicinho amuado que eu não suportava, “Não dormiste durante os voos porque não quiseste, Bill…”
 
Subitamente, misturada com a raiva que senti da sua resposta, ocorreu-me a razão da sua insistência… Ele deveria querer ir a algum lado, mas não deveria querer ir sozinho, “Pronto, admite lá Tom!” Roguei-lhe desarmado, revelando toda a exaustão que sentia nas minhas palavras, “Queres que eu vá contigo a algum lado, não é?”
 
Ele nem sequer me respondeu, limitou-se a juntar as mãos como um anjinho e a colocar aquele ar bajulador de olhinhos de cachorro. Naquele momento apeteceu-me bater-lhe por ele ser tão egoísta, mas ao mesmo tempo comecei-me a rir, a figura dele era tão ridícula.
 
“Onde é que queres ir?” Perguntei-lhe amparando-me na ombreira da porta, sabendo que me ia arrepender por estar a baixar a guarda daquela maneira, cedendo aos seus caprichos.
 
Mantendo-se naquela mesma pose, o Tom limitou-se a soltar um pequeno guincho que suou a: “Praia…”
 
Depois de um longo suspiro desesperado e exausto da minha parte, passei ambas as minhas mãos pela cara, sentindo raiva de mim mesmo por acabar sempre por fazer tudo o que o Tom quer, “Então vá, eu vou buscar as minhas coisas…” Voltei atrás por um breve segundo só para o intimidar com um aviso, “Ai de ti que me acordes se eu adormecer na toalha!”
 
“Mas com certeza, sua excelência!” Exaltou ele, todo satisfeito, correndo para o seu quarto, também para se ir preparar para sair.
 
Já não estava quase ninguém na praia quando chegámos ao areal, e não era para admirar. Eram quase sete da tarde, a hora a que o jantar era servido no nosso hotel, o único hotel da praia do Maili, e além disso, o sol estava prestes a desaparecer no horizonte.
 
A paisagem era lindíssima. Por de trás do hotel viam-se os montes centrais da ilha, completamente cobertos de vegetação, e à nossa frente víamos o infinito do céu tingido em tons de laranja, lilás e azul, beijando o mar calmo numa linha difusa. Era uma vista paradisíaca é certo, mas mesmo assim, acho que não devíamos ter vindo passar as nossas férias aqui.
 
“Eu não sei o que é que estou aqui a fazer…” Murmurei ao estender a minha toalha e a deitar-me nela pesadamente de barriga para baixo, fechando os olhos de imediato.
 
“Não adormeças já, Billie…” Implorou-me o meu irmão preparando-se para ir mergulhar naquele azul imenso, mas eu já sentia a minha mente a deslizar para o sonho e deixei-me levar, sentindo a minha mente e o meu corpo extremamente mais leves.
 
Só voltei a mim quando senti um corpo deitar-se ao meu lado, nem me cheguei a mexer-me ou a abrir os olhos. Sabia que era o Tom, por isso perguntei-lhe com a voz a arrastar, “A água… estava boa?”
 
Ele limitou-se a rir e a soltar uma pequena gargalhada, “Melhor não podia estar!” E depois acrescentou com um suspiro longo que me fez imaginar que ele se estivesse a espreguiçar, “Como vês, o teu maninho tem sempre razão, Bill! Estamos no melhor sitio do…” Ele interrompeu o seu discurso abruptamente, “Valha-me deus! O que é aquilo?!”
 
Ele assustou-me de tal maneira que eu levantei o tronco de imediato, muito sobressaltado. Sem dizer uma palavra segui com os olhos o ponto em que o Tom tinha fixado os seus, e foi como se o meu coração parasse de bater.
 
O sol estava neste momento a desaparecer no horizonte, pintando os céus com a maior variância de cores que eu alguma vez tinha visto… Todos os tons de azul, lilás, violeta, roxo, vermelho, laranja, e amarelo… O mar calmo brilhava como se de um manto de diamantes se tratasse, e o único som que enchia os meus ouvidos era o rebentar das minúsculas ondas à beira mar. Mas não era só isto que me estava a cortar a respiração e fazer acreditar que eu ainda dormia, e sonhava o mais belo dos sonhos…
 
À beira mar, brincando nas pequenas ondas, passeava uma rapariga… Os seus cabelos eram negros como a noite que se avizinhava, e brilhavam com intensidade àqueles últimos raios de sol. Os seus olhos eram de um tom verde tão maravilhoso, que invejava a vegetação que cobria os montes da ilha. Não percebi se era pelo reflexo dourado do sol, mas a sua pele, de tão morena parecia reluzir como ouro. As suas roupas tinham um aspecto artesanal. O que parecia ser um curto top de tom pérola, era rico nos mais simples e belos bordados, e a sua comprida e leve saia de pano lilás dançava hipnoticamente na leve brisa que se levantava, assim como o seu cabelo.
 
Ela tinha expresso no seu rosto o sorriso mais belo que eu alguma vez vira, enquanto saltitava as pequenas ondas, molhando a bainha da sua saia, e tinha os seus olhos brilhantes fixos no sol que se punha… Aquela era uma visão demasiado mágica para ser real. Parecia retirada da mais bela das pinturas, ou de um filme de um realizador conceituado… Não, aquilo não podia ser obra do acaso… Aquela visão, aquela rapariga, eram demasiado belas para serem reais.
 
Fui acordado do meu transe quando o Tom se levantou da sua toalha, esfregando as mãos e mexendo a sua língua freneticamente no seu piercing, “Bem, querido maninho, não me esperes para jantar…” Começou a caminhar na direcção da rapariga, e eu pude prever as suas intenções naquele mesmo instante.
 
Não consegui evitar sentir-me revoltado, ele não podia estragar aquela bela visão… Ele não podia usar-se daquela rapariga como se usa de todas as outras! Não, esta é especial… “Tom!” Chamei-o enquanto sentia o meu coração aflito acelerar no meu peito, eu não podia deixá-lo fazer o que quer que fosse com aquela rapariga. “Tom! Não vás!”
 
Ele parou a sua marcha e olhou com desdém para trás, para mim, “Que foi?” Ele sabia perfeitamente a minha resposta antes de eu a dizer. Ele conseguiu ler o que eu estava a sentir no meu olhar, suponho que o facto de eu ter ficado subitamente pálido e a estremecer também me tenha denunciado.
 
Estava tão nervoso que não conseguia falar sem gaguejar, “Não vás, Tom… Ela não.” E depois, sem conseguir explicar porquê, implorei-lhe, “Não a estragues...”
 
A surpresa e o interesse estavam espelhados no seu olhar do meu irmão. Eu nunca tinha tido uma reacção daquelas a um engate dele, sempre me mantive de parte… Mas desta vez sentia que tinha de o impedir.
 
O Tom pareceu compreender o que eu queria dizer, e talvez por isso tenha voltado para junto de mim. No entanto, assim que ele se aproximou o suficiente, começou a rir-se e a provocar-me, “Ficaste interessado nela, foi? Ficaste apaixonadinho?”
 
Apeteceu-me bater-lhe quando ele disse aquilo, não tinha nada a ver com isso… Ela era simplesmente… sagrada.
 
Ele não podia tratá-la como qualquer outra! Fingindo indiferença e deixando sair a raiva, respondi-lhe, “Está é calado, sim? Vai para o hotel, arranja duas loiras de plástico para te entreteres… e deixa-a estar.”
 
Ele lançou-me um olhar duvidoso, e manteve aquele sorriso provocador nos lábios quando me disse, “Está bem, mas olha que é só desta vez… Eu vi-a primeiro.”
 
Depois pegou na sua toalha e nos seus chinelos e começou a regressar ao hotel, supus que fosse para fazer aquilo que eu lhe tinha proposto.
 
“Espero que vás lá falar com ela… Não a deixes passar a noite sozinha!” Gritou-me ele antes de desaparecer no meio das palmeiras, quando atravessava o caminho de tábuas de madeira de acesso ao hotel.
 
Fiquei sem saber o que fazer quando voltei os meus olhos novamente para ela, para aquela rapariga tão fora do comum. A visão já não era a mesma… O sol já se tinha posto, a cada segundo o céu escurecia mais, sendo agora apenas desenhado a violeta, roxo e azul-escuro e o mar parecia ser feito de seda de uma bela tonalidade cinza. Mas a rapariga continuava ali, agora completamente virada de costas para mim, fitando a imensidade do mar.
 
Quis aproximar-me dela, mas os meus pés não se moveram. Quis falar com ela, meter conversa, dizer qualquer coisa… mas nem os meus lábios se mexeram ou a minha garganta produziu qualquer som. Limitei-me a olhá-la… admirá-la. Parecia que ela fazia parte de toda aquela beleza, maravilha e magia pura daquela ilha.
 
Poucos momentos depois, e para meu lamento, ela começou a afastar-se. A praia de Maili tinha apenas o que parecia ser um quilómetro e meio de extensão, sendo ladeada nas extremidades por rochedos. Estávamos numa dessas extremidades do areal, e ela começou a caminhar da direcção do extremo oposto, sem olhar para trás e sem tirar os seus pés descalços da rebentação.
 
Fiquei a vê-la caminhar até ela não ser mais do que o pequeno vulto no meio de tantas outras sombras, e fui-me arrependendo mais a cada segundo que passava por não me ter aproximado dela… por não ter falado com ela.
 
Ela desapareceu da minha vista… eu perdi a única hipótese que tive de descobrir alguém tão especial… perdi a hipótese de a conhecer. Já não havia qualquer luz natural na atmosfera à minha volta, e aquela leve brisa que antes corria agradável, começava a incomodar-me.
 
Sentia-me frio, tanto por fora como por dentro… e sentia-me vazio. Vazio, porque me senti perto de alcançar algo que não compreendia muito bem o que era, mas que sabia que procurara há muito. Vazio, porque ela não estava por perto.
 
Tomei o mesmo caminho que o meu irmão tinha tomado há tão pouco tempo atrás… rezando aos céus, sem me aperceber, para voltar a ver aquela rapariga… nem que fosse só mais uma vez.

 

 

* * *

 

Continua...

Tada! Começa a emoção... Espero que estejam a gostar! ^^

Não se esqueçam de deixar o vosso comentário dando a vossa opinião! x)

 

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: *baba* Bateria da Pearl *baba*
música: A que a Inês mandou ^^
publicado por Dreamer às 22:15
link do post | comentar | favorito
35 comentários:
De mia a 9 de Agosto de 2008 às 22:24
acho qe vou transmitir aquilo que vais ter nos próximos capitulos: QUERO MAIS!
De *Menina do ToM* a 9 de Agosto de 2008 às 22:35
omg.... estouu mesmo impressionada....

adoro como escreves, simplesmente venero. estou a ler e parece que consigo imaginar na perfeiçao as cenas todas, tudo aquilo que o Bill sentiu quando viu a miuda.

algo indiscritivel....

parabens mesmo, este fanfic ainda agora começou e já está a ficar linda por mais!!

espero mais sim??

beijinhos...

fica bem
De spark a 9 de Agosto de 2008 às 22:38
"música: A que a Inês mandou ^^"


Mesmo linda *------*

Tal como a fic...


Tenho de ir ao forum almada ver essa pearl e depois vou ao forum montijo comprar a t-shirt dos green day *baba*



Vou ver se posto alguma coisa decente hoje --'


Kiss <3
De Melody * a 9 de Agosto de 2008 às 22:47
puseste-me a chorar!
Isto foi EXACTAMENTE o que se passou comigo no passado! E este assunto deixa-me sem á toa!
Por isso, talvez por causa disso, e por teres essa escrita, cmecei a chorar!

Esta Mesmo Lindo!
Nunca devemos desperdiçar as oportunidades que nos aparecem! Por muito que o medo e que a vergonhas nos impeçam =X

Posta mais ^^

kissinhos amor
De Su a 9 de Agosto de 2008 às 23:41
Capitulo lindo +_____+

Quem me dera ser essa tal rapariga :P

Mais mais mais!

Beijinhos
De Funny Girl x a 10 de Agosto de 2008 às 00:18
Rapariga misteriosa...

Pela descrição bastante especial,

Adorei este capitulo,

E penso que o Bill se apaixonou,

Tipo amor à primeira vista!

Posta mais sinhe??

Beijinhos*
De Mii. a 10 de Agosto de 2008 às 00:21
Está tão linda *-*
Derreti ao ler estes capitulos , estou ansiosa pelos próximos +.+

Beijinho
De Patrícia a 10 de Agosto de 2008 às 00:22
Pois eu não comentava..
Mas prometi qe sempre qe pedisse o faria!!
e blábláblá..

LOool

Vou começar a ler agora..
Ia sair da net..
Mas ainda bem qe passei aqi!!
Post fresqinho..
x)

Bjo
De elly-ana a 10 de Agosto de 2008 às 00:48
quando é que ele a vai ver outra vez??

ai, isto está tao lindo...

posta mais...

beijinhos***
De Patrícia a 10 de Agosto de 2008 às 00:59
Lindo
Lindo

Ele não sabe mas ela é especial
pq ele se apaixonou..
Não vai parar de falar e pensar nela!!
E blábláblá..

Ela vai ter um namorado qe não
curte.. [ou um ex bué chato qe ainda nao
percebe qe eles já acabaram]
|looooool|
Mas ela tb se vai apaixonar pelo
Bill K' (ela não sabe qe é AMOR)

Sinto qe o Tom vai ser fundamental
Para a história, |elemento-chave|
E qe vai comer muitas!!

Loool
Só filmes..

x) Amei simplesmente
E qero mais!!!!
E mais...

Comentar post

Dreamer @ 02-04-2008

.mais sobre mim

.links

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.mais comentados

.Follow me :D

. Don't Stop! - Chap 2

. Don't Stop! - Chap 1

. Wake up sleepy head !

. "Forever Sacred" - Chap 2...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Resumo...