Sábado, 24 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 10

Olá meus amores x)

 

Estava a ver que nunca mais conseguia ter tempo hoje para vir aqui postar o belo do capítulo xD Metade deste capitulo está escrita desde Setembro, acreditam? xD A outra metade escrevi na Terça-Feira. Foi bastante cómico tentar lembrar-me onde queria levar o capítulo, já que ele é tão... erm... cómico, estupido, estranho... não consigo classificá-lo, mas diverti-me à brava a escrevê-lo, apesar dele não ser tão cómico assim --' ]

 

Não vos chateio mais.

Leiam lá que conversamos depois! xD

ENJOY! ^^

 

*  *  * 

 

Chapter Ten
 
Não voltei a ver o Tom quando regressei ao apartamento. Ao entrar somente ouvi a água do chuveiro a correr na sua casa de banho, pelo que decidi ir tomar o meu banho também... esperei poder falar com ele depois. Eu ainda estava por baixo do chuveiro, a tratar de tirar o champô do cabelo quando ouvi a porta da entrada bater com violência. O Tom tinha saído do apartamento sem me dizer nada.
 
Não consegui perceber se ele me estaria a evitar, mas de certa forma até me sentia aliviado por não ter de me cruzar com ele… pelo menos não agora. Precisava de tempo para digerir os meus medos e as minhas suspeitas em relação ao comportamento do meu irmão.
 
O estômago começou a protestar. Já era tarde e eu precisava de jantar… mas descer até ao restaurante era uma ideia que não me atraía minimamente. Liguei então para o serviço de quartos e encomendei um jantar simples e rápido, hambúrguer com batatas fritas e um balde de gelado de chocolate, nada melhor para afogar preocupações!
 
Enquanto comia, procurei não pensar em mais nada… e que tarefa complicada eu fui arranjar! Na minha cabeça multiplicavam-se imagens em que Lilïa se entregava aos braços do meu irmão… Imagens essas nas quais eu não tinha lugar algum para além das sombras. Seria isso que o Tom queria? Ter a Lilïa? Tê-la só para si? Teria sido esta a primeira vez em que eu me tinha intrometido entre o meu irmão e o seu alvo a conquistar?
 
Tinha a refeição a meio quando desisti de a comer. O meu estômago que à tão pouco tempo implorava por comida, dava agora voltas descontroladas, agoniando-me. Não cheguei sequer a tocar no gelado que derretia do seu balde para a pequena mesa da sala.
 
Já com o coração a bater descontroladamente e o ar a faltar-me, deduzi que dormir não fosse a melhor escolha, iria apenas piorar a situação. Vasculhei na minha mala de viagem por um filme de terror que me agarrasse ao ecrã, na esperança de não imaginar os belos e rubros lábios da Lilïa a serem beijados pelo meu irmão.
 
“Aargh! FUNCIONA!” Gritei enraivecido enquanto esmurrava o leitor de DVD do hotel que não parecia querer funcionar. Segundo depois aquele aparelho idiota acabou por me obedecer, pelos vistos tenho de usar a força mais vezes.
 
O filme de terror que escolhi era o favorito do Tom e do Georg. Chamava-se “Not Dead Yet” e era sobre uns seres canibais que estavam vivos o suficiente para devorarem humanos, mas estavam também mortos o suficiente para não poderem ser destruídos. Em poucas palavras: um autentico banho de sangue que me apavorava, e me dava a volta ao estômago a cada cena que o via… O ideal para prender a minha atenção e fazer-me esquecer tudo o resto.
 
Como já estava a espera, a parte em que um zombie arrancava a cabeça da protagonista não me fez ficar aos vómitos, como tinha feito todas as vezes anteriores. Para meu espanto até consegui ver todos os detalhes sem tirar os olhos do ecrã, nem sequer pestanejei por um segundo que fosse…
 
As horas foram passando, os filmes foram-se sucedendo, vi a sequela de "Not Dead Yet", a "Still Not Dead", mas fartei-me depressa. Mudei para a saga “Saw” e agradeci aos céus pelo Tom ser um verdadeiro fã, encontrei todos os DVD’S, “Saw I”, II, III, IV e V... mas para meu lamento, nenhum dos cinco surtia os efeitos que eu queria.
 
Eu pretendia esquecer o que me atormentava, todas as perguntas que me assaltavam, ou então adormecer de exaustão ali mesmo, no sofá. No entanto, voltei a não estremecer quando no “Saw II” uma das protagonistas caiu num fosso cheio de seringas que se lhe espetaram por todo o corpo...
 
As imagens macabras sucediam-se no televisor à minha frente, mas elas eram-me completamente alheias. Agora já não era só o nome da Lilïa que ecoava nos meus ouvidos, era o do Tom também. Tom e Lilïa, Tom e Lilïa, Tom e Lilïa...
 
Seria possível que eu e o meu irmão gémeo estivéssemos apaixonados pela mesma rapariga? Isso nunca nos tinha acontecido… Eu não saberia como agir!
 
Já o “Saw IV” estava a terminar quando ouvi gargalhadas estridentes e descontroladas de duas mulheres vindas do corredor do hotel. Não precisei de pensar muito para adivinhar correctamente o seu acompanhante... De certeza que era o Tom.
 
Vim a confirmar isso mesmo segundos depois, quando a porta do apartamento se abriu, vi o meu irmão completamente embriagado e com um sorriso idiota nos lábios, sendo suportado de ambos os lados por duas belas raparigas que riam descontroladamente, uma delas loira e outra morena.
 
"Heya Billie... Trouxe compania! Espero que não te importes…" Abordou-me ele, arrastando-se até mim com um olho aberto e outro fechado. Naquele preciso momento apeteceu-me bater-lhe, será que ele não consegue ganhar juízo de uma vez por todas?
 
"Estas beldades são, a Carolinee..." E fez um aceno para a rapariga loira à sua direita, que soltou uma gargalhada idiota e lhe depositou um longo beijo no pescoço.
 
Senti-me enojado só de olhar, e o meu irmão ria-se, "Humm, isso foi bom, querida. Tens de fazer isso mais vezes... Bem, Billie, é a Caroline, e esta a Stacey... A Stacey é parecida com a tua havaiana, não achas? Trouxe-a como um presente para ti!"
 
Eu estava chocado com o que acabara de ouvir, pelo que fiquei apático quando Stacey avançou para mim aos zigue-zagues, aproximando demasiado os seus lábios dos meus, e inundando os meus pulmões com um cheiro insuportável a álcool. Senti náuseas no mesmo momento, felizmente reagi a tempo de a impedir que me beijasse.
 
Afastei-a depressa, entregando-a novamente aos braços do meu irmão. Ela pareceu resmungar e fingir um beicinho.
 
Eu então estava ultrajado, "Mas tu estás parvo, Tom?! Não tens vergonha? Estás completamente bêbado, a distribuir raparigas como se fossem bonecas! Que raios se passa contigo?!"
 
"Oh Billie, deixa de ser convencional... Ela até é bem parecida com a Lilïa! E bem boa! Escolhi-a a dedo para ti..."O meu irmão parecia estar a divertir-se bastante, mas eu não estava achar piada nenhuma.
 
Olhei melhor para a Stacey, e percebi o onde ele queria chegar. A Stacey era morena, tinha longos cabelos negros e olhos verdes. Mas só se estivéssemos muito bêbados, como o meu irmão estava, é que se poderia talvez dizer que ela era parecida com a Lilïa... O cabelo da Stacey não era tão brilhante como o cabelo negro da Lilïa, e além de ser baço, era espigado também. Os seus olhos eram de um tom verde doente, incapazes de se comparem aos tons de puro jade com que brilhavam os olhos de Lilïa.
 
O seu bronzeado não era natural, era demasiado forçado, Stacey parecia ter passado semanas num solário, enquanto que o tom de Lilïa era suave, puro e natural. Os seus corpos podiam ser igualmente esbeltos, mas era o de Lilïa que fazia o meu coração bater mais depressa, só pelo facto de não andar a oferecer-se, nem a expor-se através de mini-saias e grandes decotes, e saltos absurdamente altos, como Stacey o estava a fazer.
 
“Tom, tu tens noção do que estás a fazer?... Ou do estado em que tu estás?” Perguntei-lhe tentando permanecer calmo. Discutir com um bêbado não é tarefa fácil.
 
“Tenho perfeita noção do estado em que estou, sim…” Respondeu-me ele com a voz a arrastar, de olhos postos no decote de Caroline e acariciando o fundo das costas de Stacey ao mesmo tempo, “Tenho tuas belas raparigas nas mãos e tu não tens nenhuma… Por isso, vou divertir-me a sério, enquanto tu vais fantasiar com a tua havaiana!”
 
“O quê?! Eu não fantasio!” Gritei-lhe enervado. Eu podia ir sonhar com a Lilïa, imaginar, mas nunca fantasiar… coisas… com ela! As minhas faces começaram a ficar rosadas no mesmo instante.
 
A Stacey e a Caroline continuaram com os seus risinhos irritantes. Perguntei-me se os seus cérebros seriam grandes o suficiente para elas serem capazes de formular uma frase que fosse.
 
“A mim não me enganas maninho, tenho a certeza que fantasias com ela… Sou o teu irmão gémeo Bill, acredita, eu sei!” Agora riam-se os três descontroladamente, e a mim só me apetecia desaparecer.
 
Percebi que não valia a pena discutir com o meu irmão enquanto ele estivesse naquele estado, pelo que respirei fundo, esforçando-me por não dramatizar, e memorizei dentro de mim tudo o que lhe queria dizer na cara amanhã, quando ele estivesse sóbrio… Aí sim, fantasiei com a discussão que iríamos ter no dia seguinte.
 
“Eu não vou dizer mais nada, Tom. Estou farto desta tua atitude… Amanhã falamos.” Cuspi-lhe irritado, virando-lhes as costas no mesmo momento, e dirigi-me para o meu quarto.
 
Antes de fechar ruidosamente a porta atrás de mim, ainda ouvi o meu irmão berrar, “Billie! A Stacey quer a tua companhia, Billie!!”
 
Ignorei-o completamente, como é óbvio. Além disso, o meu irmão não se deve ter importado: em vez de uma rapariga na sua cama, esta noite, acabaria por ter duas.
 
*  *  *

Continua...

Antes de me despedir, queria agradecer por todos os comentários que recebi. Posso ter ficado muito tempo fora, mas continuo a depender dos vossos comentários para ter motivação para continuar a escrever!  Por isso... MUITO OBRIGADO A TODOS ^^

 

Reparei que houve muita gente [ muita gente mesmo ] a ler e a não comentar. Acreditem que eu não vos mordo xD Apercio qualquer comentário, seja ele uma frase ou um testamentoo que eu quero são comentários sinceros... bons ou maus, tanto faz, desde que seja a vossa opinião. De outra forma não poderei corrigir os meus erros nem melhorar a minha escrita ^^ 

 

Loads of Kisses to All of You! x)

 

sinto-me: Coise... xD
música: Anuncios na TV -.-'
publicado por Dreamer às 18:44
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De Bitter - Sweeter a 24 de Janeiro de 2009 às 19:51
Duas? Elá.
Como disse o Bill e bem "as raparigas não são nenhumas bonecas paa distribuir".

Só espero que o sermão que o Bill está a preparar mude a mentalidade do irmão.

beijinhos
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