Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 14

Olá meus amores ^^

 

Hoje já me estou a sentir um pouco melhor... e por isso cá vai mais fic x) A grande novidade, e provavelmente uma das poucas coisas boas [ talvez a única ] que aconteceu esta semana, deu-se à coisa de três horas na sala de cinema 11 do Forum de Almada:

 

Rick - Sabes, os Kaiser Chiefs vêem a Lisboa no Domingo. ^^

Dreamer *Lamenta-se por não ter ninguém com quem ir* - Eu sei --'

Rick - Estava a pensar... Queres ir comigo?

Dreamer *Dá um pulo na cadeira do cinema e guincha* - I DO!! :D

 

E pronto, às 17h48 estavamos na fnac a comprar os bilhetes [ que foram caros à brava --' ] e já os tenho à minha frente! Pela primeira vez em muitos dias, Dreamer is Happy ^^

 

Mas chega de conversa,

Aqui vai a Fic!

ENJOY! ^^

 

* * *

Chapter Fourteen
[ BILL ]
 
 
“Oh, não… Eu não posso chegar atrasado! Não posso chegar atrasado!”Eu ia repetindo este mantra histericamente, como se ele me fosse ajudar a correr mais depressa pelo areal da praia de Maili.
 
Já tinha o meu par de ténis numa das mãos, enquanto levava as minhas meias na outra… Não havia mais nada que eu pudesse fazer para correr mais depressa do que já estava a correr. Ainda bem que já era noite cerrada e que não havia ninguém por perto para ver as minhas figuras. Só um ou dois holofotes iam iluminando o meu caminho.
 
“Quase… Estou quase, Lilïa!” Gritei enquanto corria sozinho. Que palerma, ela nem me podia ouvir!
 
Eu estava eléctrico. A conversa com o meu irmão tinha corrido bem, apesar de eu continuar desconfiado das suas mudanças de humor súbitas… Ele tinha-me dito para eu ir ter com a Lilïa, para eu ser feliz com ela, e era mesmo isso que eu tencionava fazer...
 
Os meus olhos já conseguiam alcançar o restaurante, construído em madeira negra sobre o areal, que também era a casa da Lilïa… Estava muito iluminado, com luzes de todas as cores, e tinha inclusivamente o exterior iluminado com tochas ardentes e enfeitado com faixas de flores coloridas… Percebi de imediato que se tratava de um restaurante típico, e muito tradicional, havaiano que devia ter bastante sucesso, já que era noite de Sexta-Feira e estava repleto de clientes.
 
Os clientes acediam ao restaurante por um nível mais elevado do que o areal, onde havia o acesso para os carros e o parque de estacionamento… Tive de ralhar comigo mesmo, “Sou mesmo um anormal! Podia ter vindo de táxi que já cá estava à séculos!”
 
Sentei-me nuns degraus de madeira que davam acesso ao restaurante para calçar as meias e os ténis, e para me compor, ainda amaldiçoando a minha estupidez. Eu estava mais de dez minutos atrasado…
 
“Estou a ver que as rockstars na Alemanha não gostam de ser pontuais…” Disse uma voz feminina, extremamente melodiosa atrás de mim. Eu sabia de quem era aquela voz…
 
“Lilïa!...” Exclamei ao levantar-me para a encarar, ao mesmo tempo senti as minhas bochechas aquecerem… Boa, eu estava a corar, e ela estava absolutamente belíssima…
 
O seu cabelo negro caía-lhe suavemente pelas costas, penteado para um dos lados, onde tinha uma flor branca linda sobre a orelha. No seu corpo dourado assentava um vestido cor de pérola que caía mesmo cima dos joelhos. A luz flamejante das tochas ia pintando tons mais amarelados no seu vestido e fazia os seus olhos cor de jade sobressair… Oh, eu nunca tinha visto nada tão belo.
 
Gaguejei um pouco, tentando desculpar-me, enquanto ela me olhava com um largo sorriso, mas fingia-se aborrecida, cruzando os braços e franzindo uma sobrancelha, “Desculpa, Lilïa, eu fui um parvo em vir a pé. Ainda vim a correr a maior parte do caminho, mas acabei por me atrasar!”
 
Ela soltou uma gargalhada sonora, “Tu vieste a pé!?”
 
“Vim…” Respondi-lhe ainda mais envergonhado, se é que isso era possível. “Estraguei os teus planos por me ter atrasado?”
 
“Não estragaste nada, Bill, seu tonto…” Desculpou-me ela, ainda sorrindo, enquanto encurtava a distância entre nós, “Eu só queria ter mais tempo para te mostrar o restaurante, antes da surpresa… Mas assim vai ter de ser uma apresentação relâmpago.”
 
“Hãm!?” Foi a única coisa que consegui indagar. Apresentação relâmpago antes de uma surpresa… Isso queria dizer o quê? A minha expressão deve ter reflectido bem o meu estado de confusão, porque a Lilïa se apressou a acrescentar.
 
“Não te preocupes, faz tudo parte do meu plano para esta noite!” Riu-se Lilïa novamente, pegando na minha mão com delicadeza e fazendo-me segui-la escadas acima, até ao interior do restaurante.
 
Eu não me apercebi muito bem do que se estava a passar à minha volta quando atravessamos a multidão de turistas e clientes e entrámos finalmente no restaurante da família da Lilïa. Eu estava mais concentrado na pequena mão delicada e quente que rodeava a minha cuidadosamente. Eu não conseguia ver nem ouvir mais nada, só conseguia sentir a mão dela na minha. Sei que o ar se enchia com uma melodia de guitarras acústicas, mas não eu conseguia compreendê-la, só a considerava bastante agradável.
 
Foi uma surpresa quando ouvi uma voz masculina, muito grave e rouca chamar-nos: “Lilïa! O que ainda andas aqui a fazer com esse rapaz? Não devias já estar a preparar-te?”
 
Ela, que estava a conduzir-nos na direcção de um terraço, parou abruptamente e mudou de direcção, para se dirigir ao balcão do restaurante. Atrás desse balcão estava um homem que devia ter quase cinquenta anos. A sua pele era dourada como a de Lïlia, e os seus olhos eram do mesmo tom de jade. Percebi, mesmo antes dela nos apresentar, que aquele só poderia ser o seu pai.
 
“Vem cá, Bill, vou te apresentar o meu pai.” No rosto do homem rasgou-se logo um grande sorriso, e ele estendeu-me a sua mão direita, “Pai, este é aquele meu amigo de quem te falei, Bill Kaulitz… E Bill, este é o meu pai, Noa Wai-ola.”
 
“Aloha! Sê bem-vindo, rapaz!” Proclamou ele sorrindo, enquanto me apertava a mão firmemente com os seus dedos calejados. “É um prazer conhecer-te.”
 
“O prazer é todo meu…” Gaguejei, tentando ser o mais simpático possível, mas a verdade era que estava a morrer de timidez.
 
A filha ainda abriu a boca para continuar a falar, mas logo fomos interrompidos por uma mulher que tinha os mesmos cabelos negros que Lilïa, ou melhor… Era uma cópia de Lilïa, com a diferença de ser vinte anos mais velha. “Filha, o que ainda estás aqui a fazer? Estão todos à tua espera…!”
 
“E esta é a minha mãe, Bill… Maïle Wai-ola.” Riu-se Lilïa, apontando para mim e depois para a sua mãe. Pelos vistos Maïle não tinha reparado em mim.
 
“Ah, desculpa querido, não te vi…” Disse-me ela, apertando a minha mão também, mas com muito mais delicadeza do que Noa, “Então és tu o rapaz a quem a ‘Lïa queria mostrar-”
 
“Shiu, mãe!” Pediu-lhe Lilïa com uma gargalhada, “Não estragues a surpresa agora!”
 
A mulher riu-se com ela, abraçando-a pelos ombros, suavemente, como só uma mãe orgulhosa sabe, “Não é claro que não, querida, desculpem-me.”
 
Eu dei por mim a sorrir com eles, “Então ainda não é agora que eu vou saber o que é essa tal surpresa?” Perguntei timidamente. Sentia-me um pouco a mais, eles eram uma família, bastante próxima e cúmplice por sinal, eu era só um intruso.
 
“A ‘Lïa é mesmo assim, Bill,” Respondeu-me Noa, enquanto retirava o seu avental, fincando só com uma camisa colorida e uns calções de banho, e passava de trás do balcão para a frente, para vir ter connosco, “Ela adora fazer surpresas!”
 
Enquanto dava uma cotovelada ao pai e lhe lançava olhares cúmplices, Lilïa proclamou, “Ainda bem que já todos sabem como eu sou… Agora, ainda pai, temos trabalho a fazer!”
 
 E dito isto, pegou no braço de Noa e começou a arrastá-lo na direcção de uma porta que dizia «autorized personal only».Antes de se afastar demasiado, ainda me disse, “Bill tu podes ficar com a minha mãe enquanto eu não venho… O meu irmão mais novo, Makoa, também deve andar por aí.”
 
“Está bem…”Respondi-lhe a medo. A cada passo que ela dava, mais nervoso eu ficava. Eu não queria estar sozinho com Maïle, tinha acabado de a conhecer! Ela era mãe de Lilïa… O que é que ela saberia sobre mim? Que tema de conversa era suposto nós termos?
 
 “Espera Lilïa!”Chamei-a, gritando e correndo atrás dela, de tão assustado que estava. Ainda bem que ela ainda não tinha atravessado a porta para a qual se dirigia.
 
Ela parou abruptamente, e cedeu passagem a Noa, para que ele entrasse, fez-lhe sinal, garantindo que não demoraria. Depois voltou-se para mim, e eu pude ver que ela trazia preocupação no seu olhar cor de jade.
 
 “Passa-se alguma coisa, Bill? Estás bem?”
 
Eu estava demasiado corado, ela deve ter reparado nisso. O facto de eu estar a gaguejar não ajudou muito, “Eu estou bem, não é… Erm… Pois. Eu sei que este restaurante é dos teus pais, e que vindo aqui, eu já devia estar à espera de os conhecer… mas nem sequer me lembrei que isso poderia acontecer! Eu estou…”
 
A voz falhou-me de vez, mas ela terminou a frase por mim, “Estás cheio de vergonha, estou a ver…” Depois soltou uma gargalhada melodiosa e acrescentou, “Nem acredito que estou na presença de uma rockstar envergonhada!”
 
“Pois, é mais ou menos isso…” Admiti, sendo incapaz de a olhar nos olhos durante muito tempo. Eu estava a ser ridículo! “Desculpa, Lilïa.”
 
O meu nervosismo desapareceu no momento em que ela colocou as suas mãos nos meus ombros, e me disse, ainda sorrindo, “Não tens com o que te preocupar, a minha mãe vai ficar contigo, para… explicar-te o que vai acontecendo. Podes ficar à vontade com ela, não tens de te envergonhar… Às vezes acho que ela é que tem vinte anos e eu os quarenta! Vais dar-te lindamente com ela. Além disso, assim que eu acabar venho logo ter contigo.”
 
Pois… Eu só retive metade do que a Lilïa me disse. Fiquei bloqueado na parte de «explicar o que vai acontecendo.»Tive de lhe perguntar, O quê?… A tua mãe vai explicar-me o que vai acontecer? Explicar o quê? O que é que vai acontecer?”
 
A mão direita Lilïa fez uma espécie de massagem no meu ombro, e depois ela começou a afastar-se, entrando pela porta que eu não queria que ela entrasse, “Já não deve demorar muito para começar, Bill, só falto mesmo eu! Verás com os teus próprios olhos em poucos minutos.”
 
“Espera!”Ainda lhe gritei novamente. Mas desta vez ela já não me respondeu. Eu limitei-me a ficar ali congelado, ainda hipnotizado pelo dançar do seu cabelo negro, antes de Lilïa desaparecer por completo atrás da porta.
 
* * *
Continua... 
Agora a fic segue um caminho diferente, vamos saber mais sobre a Lilïa, a sua vida e a sua familia... Espero que gostem, e não deixem de dar a vossa opinião! COMENTEM :D
 
Antes de me despedir, queria agradecer a todos os maravilhosos comentários que me deixaram, muito obrigada mesmo ^^ Eu sei que sou dona de uma insegurança patética, mas isto é genético --' 
 
Loads of Kisses to All of You!
 
 

 

sinto-me: Kaiser Chiefs! Weeeee ^^
música: Kaiser Chiefs - Oh My God
publicado por Dreamer às 18:47
link do post | favorito
De MiladY a 30 de Janeiro de 2009 às 23:05
olaaa!!

cm eu compreendo o bill...lol! qdo conheci os pais do meu namorado, tb tava bue envergonhada!! :P LOL! axo q é geral!

cada vez mais adoro esta fic!!! tou curiosa p saber mais coisas da Lilia!!! ;D

qual sera a surpresa?? alguma dança? :) :D

bjokas :) *********
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