Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 16

Olá meus amores! :D

 

Desculpem a demora do capitulo, mas estive com bastantes problemas... E agora, felizmente, parece que já tudo a acalmar. Chamem-me louca, mas decidi encurtar as minhas férias. Está-me a fazer mal ficar tanto tempo sem fazer nada... Inscrevi-me numa Workshop de Arquitectura e decidi fazer melhoria da minha nota da disciplina de Resistência dos Materiais. [ eu sei que sou louca --' ] Entretanto consegui avançar um pouco esta Fic e também aquela de twincest de que eu vos tinha falado ^^

 

Mas menos conversa e mais Fic,

ENJOY! xD

 

* * *

Chapter Sixteen
 
 
“Aposto como não tens nada disto na Europa!” Exclamou Makoa, enquanto me dava cotoveladas e se ria.
 
O espectáculo de dança tinha terminado há poucos momentos, e ainda ecoava à nossa volta o som dos aplausos. Lilïa, assim como as restantes dançarinas, haviam-se retirado depois de um largo agradecimento e ela ainda não tinha regressado para perto de mim, como tinha prometido que faria.
 
Para o outro lado do balcão já havia regressado Maïle, que estava novamente atarefada a satisfazer a mais pedidos dos clientes. Enquanto isso eu estava entregue ao sempre entusiasmado Makoa, que continuava a dar-me cotoveladas para que eu lhe respondesse. “É uma das coisas bonitas de cá, sabes? Eu não sou muito dado a tradições. Sou o primeiro da família a ter um computador e a saber usá-lo, e fui o primeiro a comprar um telemóvel, acreditas? Mas tenho de admitir, a nossa tradição é linda!”
 
“Sim, sim… Tenho de concordar contigo. É absolutamente fascinante.” Ri-me enquanto o interrompia. Parecia que Makoa não conseguia ficar calado, não que isso me incomodasse, eu ficava era preocupado por não saber como é que ele conseguia respirar sem nunca se calar.
 
“É mesmo…” Continuou ele, como se eu não tivesse falado, “Sabes? Desde o ataque a Pearl Harbor que os meus bisavós saíram de Honululu para construir aqui esta casa… Acreditas? Esta mesma casa! Foram dos primeiros a vir viver para Maili! Quando cá chegaram regressaram às origens e voltaram a ligar-se à tradição antiga… Achavam que o mundo estava a evoluir no sentido errado, e que os avanços tecnológicos só serviam para alimentar mais guerras. Disparates, se me perguntas a mim! Mas é por eles se terem ligado tanto às tradições que criaram este restaurante, e já na altura deles havia estas amostras das danças… Tudo para relembrar os havaianos dos seus costumes!”
 
O acelerado Makoa estava a fornecer-me demasiada informação ao mesmo tempo. Eu estava disposto a tentar acompanhar porque me fascinava conhecer a história da sua família… Mas era cada vez mais difícil compreender o seu discurso atrapalhado.
 
“Estou a ver que o meu irmão mais novo te encurralou…” Disse-me uma voz feminina atrás de nós. A voz que eu mais queria ouvir....
 
“Lilïa, já aqui estás!” Festejei o seu regresso com um sorriso. De repente, já não me sentia tão ameaçado pelo simpático, mas desgastante Makoa. Ela estava novamente belíssima, com o mesmo vestido cor de pérola que havia usado antes do espectáculo e com o cabelo apanhado da mesma forma, com a delicada flor branca.
 
“Quando é que me ias dizer que o Bill, era «O Bill» dos Tokio Hotel?” Perguntou o rapaz ultrajado à sua irmã, como se eu não estivesse ali mesmo à sua frente.
 
A resposta de Lilïa foi o mais sincera que poderia ser, “Erm... Eu achei que isso não era importante.”
 
O queixo de Makoa caiu, “Não era importante!?” Quando continuou, o rapaz já estava a gritar, “Eu sou fã dele à anos e tu achas que não é importante!?”
 
Para minha surpresa, Lilïa manteve-se bastante calma e ainda se riu com a reacção do irmão, “Ora! Eu sabia lá…”
 
Apesar de ele ter continuado a refilar Lilïa, pela segunda vez naquela noite, pegou na minha mão. Mas desta vez riu-se ao meu ouvido, antes de me guiar numa corrida através das mesas, “Anda Bill, vamos fugir do Makoa!”
 
“Ei, esperem aí!” Gritou o rapaz, tentando seguir-nos, mas foi travado pelo seu pai. Ao que parecia, precisava de ajudar nas tarefas do restaurante.
 
Lá porque já não tínhamos ninguém a correr no nosso encalço, não parámos de correr. Estava a saber bem, correr enquanto nos riamos das nossas próprias figuras, e sempre de mãos dadas. Só parámos mesmo quando chegámos ao areal. 
 
Aí sentamo-nos na areia, lado a lado, e ainda rindo... e com as nossas mãos ainda entrelaçadas. Só quando o nosso riso esmoreceu é que a mão dela, fina e delicada, largou a minha suavemente. Durante um primeiro momento em que nos mantivemos silenciosos, desejei continuar a segurar a mão dela… mas ainda bem que ela me fez pensar noutra coisa, iniciando uma conversa:
 
“Desculpa ter-te deixado com o Makoa, eu não sabia que ele te conhecia…” Disse-me ela, sorrindo para mim novamente, “O meu irmão chateou-te muito?”
 
“Não!!” Menti, soltando uma gargalhada. Ele tinha-me chateado um pouco mas eu não tinha levado aquilo a mal. “Ele só… fala muito depressa.”
 
“Eu sei, às vezes é insuportável.” Riu-se ela comigo. E durante outro delicioso momento, os nossos olhos ficaram presos. Esperei que ela estivesse a sentir o que eu estava a sentir… Aquele formigueiro no corpo, aquelas borboletas no estômago…
 
“Gostaste da surpresa?” Perguntou-me ela, encurtando a distância entre nós e posicionando-se de frente para mim. Estávamos tão próximos agora que eu conseguia sentir o seu cheiro misturado com a maresia. O seu tom dourado brilhava na luz do luar e eu não podia estar mais hipnotisado.
 
“Foste… Foi uma surpresa maravilhosa!” Gaguejei atrapalhado, quase dizendo aquilo que o meu coração sentia verdadeiramente. Tenho de aprender a controlar-me…
 
Sem nos apercebermos ou nos esforçarmos por isso, começámos uma animada conversa. Os temas iam sucedendo-se naturalmente, não era preciso forçá-los.
 
Descobri que eu e a Lilïa temos opiniões diferentes em praticamente tudo, mas foi isso que me fascinou naquela conversa, a sua diferença, a sua maneira de ver as coisas, os seus gostos… Curiosamente, apesar de sermos tão diferentes e termos origens tão divergentes, nunca entrámos em discussão, muito pelo contrário. Ambos queríamos compreender ao máximo o outro, perceber o seu ponto de vista.
 
Era tão fácil falar com ela e tão interessante ao mesmo tempo. Senti que nos tornávamos mais cúmplices e que compreendíamos mais um do outro a cada momento que passava.
 
Para dizer a verdade, não sei quanto tempo ficámos ali. Sei que o barulho no restaurante atrás de nós já tinha sido silenciado, e a única coisa que ouvíamos à nossa volta era o som da rebentação.
 
Foi quando os bocejos de Lilïa se começaram a verificar com mais frequência que eu decidi perguntar, apesar de querer ficar ali indeterminadamente, “Não está a ficar tarde para ti? Se calhar é melhor eu ir andando…”
 
Durante um momento Lilïa hesitou na sua resposta. Percebi que ela queria dizer que não, que podíamos ficar juntos mais um pouco. Mas depois um bocejo interrompeu-a e ela teve de ser sincera. “Não leves a mal, Bill, mas eu estou muito cansada. Foi um dia de loucos e eu já só consigo ver a minha cama à frente.”
 
“Eu compreendo, não te preocupes.” Garanti-lhe com um sorriso. Ela deve ter-se levantado muito mais cedo do que eu e passou o dia inteiro a trabalhar, devia mesmo estar a ficar com muito sono.
 
Levantámo-nos os dois ao mesmo tempo, e eu comecei as indesejadas despedidas, “Vou andando então…”
 
“Vais onde, tonto?” Riu-se Lilïa para mim, enquanto punha as suas mãos nas ancas, “Eu levo-te ao hotel!”
 
 “Não precisas de ir a pé este caminho todo, tu mesma disseste que estás cansada.” Recusei de imediato a sua oferta. Claro que queria estar com ela o máximo de tempo possível, mas também queria ser um cavalheiro.
 
“Eu não vou levar-te a pé, Bill…” Riu-se ela, enquanto me encaminhava areal acima, na direcção do restaurante, “Vou levar-te ao hotel de carro. No meu carro.”
 
“Tu conduzes!?” Balbuciei incrédulo. Lilïa surpreendia-me a cada momento que passava. Que mais me reservaria ela?
 
“É claro que conduzo! Um Honda Civic de 1978, para ser mais precisa… O meu pequeno amor.” Confirmou ela, soltando uma pequena gargalhada melodiosa à medida que passávamos ao lado do restaurante, agora vazio, e nos íamos aproximando do que parecia uma garagem construída na mesma madeira negra que a casa.
 
Durante um breve momento Lilïa parou para olhar para mim, já que eu continuava de queixo caído, com a mesma expressão surpreendida no meu rosto.
 
Aí ela avaliou o meu olhar com um sorriso, e acautelou-me, “Não olhes assim para mim, Bill Kaulitz. Há muita coisa em mim que tu ainda não conheces!”
 

* * *

Continua...

Espero do fundo do coração que tenham gostado ^^ 

 

Antes de me despedir queria, claro, agradecer a todos os que comentaram! Sem dúvida que ajudaram a trazer inspiração aqui para os meus lados e me deram vontade de escrever ^^ Sem vocês fica sempre tudo muito mais dificil, por isso não deixem de COMENTAR x)

 

Loads of Kisses to All of You!

ps. Como houve bastante gente a perguntar, eu esclareço: Não fui eu que inventei os nomes das personagens... São nomes verdadeiros e de origem havaiana. Em relação às danças, aos kahikos e aos instrumentos, tive de fazer uma pesquisa rápida sobre o assunto, claro, mas também são o mais proximo da realidade que eu consegui recriar ^^ A praia de Maili, a casa da Lilïa e o Hotel em que os Kaulitz estão hospedados também existem na realidade, se tiverem curiosidade posso postar um printscreen do GoogleEarth para vos mostar x)

 

sinto-me: Aliviada.
música: Jason Mraz - You and I Both (acoustic)
publicado por Dreamer às 19:33
link do post | favorito
De Eloise a 6 de Fevereiro de 2009 às 20:26
Magnífico, como sempre :)
O Makoa entusiasma-se demasiado quando abre a boca xD Mas não é por mal, por isso tá perdoado!
O Bill todo nervoso e eles de mãos dadas *-* gostei, como sempre!
E ainda bem que as coisas se estão a compor para os teus lados, e ás vezes encurtar as férias pode ser bom, para nos distrairmos! :)
beijinhooos!
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