Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 19

Olá meus amores! :D

 

Estou super atrasada com a escrita do capitulo vinte, mas não vos queria deixar sem Fic este fim de semana x) Tenho tido vários azares este fim de semana... Ontem à noite tive um encontro imediato com uma barata esfomeada num restaurante japonês --' E hoje a tentar fazer o almoço queimei quatro dedos... ambos os polegares e os indicadores. Não foi bonito de se ver aqui a Dreamer a gritar sozinha em casa com os quatro dedos debaixo de água. --'

 

Hoje devia ter estudado... mas não consegui concretizar essa tarefa muito bem. Estou com a cabeça noutro lado, que nem sei bem que lado é. Sinto-me meio perdida.

 

Antes da fic queria deixar um aviso: Entre amanhã e Sexta-Feira vai ser muito dificil vir aqui aos blogs porque vou participar numa Workshop de Arquitectura... Portanto, para além de ser dificil postar, também me vai ser dificil comentar os vossos blogs. No proximo Sabado e proximo Domingo vou actualizar-me, não se preocupem.

Espero que me compreendam, amores!

 

Agora, sem mais conversa,

ENJOY! x)

 

* * *

Chapter Nineteen
 
 
O telefone continuava a chamar e não havia meio de o Gustav atender. Eu já não sabia o que fazer para acalmar o ritmo frenético do meu coração. As minhas mãos transpiravam e todo o meu corpo tremia… Não, não pode ser”, Tentei convencer-me a mim mesmo, “Não deve haver ameaça de morte nenhuma, o Tom deve ter ouvido mal…”
 
“Hallo?” Ouvi uma voz grave responder ao meu ouvido, e eu quase caí da cama abaixo. O Gustav tinha finalmente atendido.
 
“Estou? Estou, Gustav?!” Chamei tentando ouvi-lo melhor, mas a chamada parecia estar com algumas interferências. Afinal eu estava no meu do Oceano Pacifico e ele no centro da Europa.
 
 “Ah, és tu!” Exaltou ele ao reconhecer a minha voz. Ele parecia estar a rir-se. Como poderia ele estar a rir numa situação destas!? “Como tens passado, Bill?”
 
“Estou preocupado, ora essa!” Respondi-lhe de imediato sem sequer pensar. O meu coração parecia estar prestes a sair-me pela boca, mas eu consegui-me controlar o suficiente para continuar a falar, “Quando cheguei ao apartamento o Tom disse-me que tinha falado contigo sobre ameaças de morte! Estou assustadíssimo! O que é que aconteceu?”
 
Ouvi um gargalhada do outro lado do telefone e só tive vontade de começar a pontapear tudo à minha frente. Mas hoje estavam todos a gozar comigo?
“Eh, acalma-te, Billie…” Pediu-me o Gustav, não tardando a explicar-me, “Isso são problemas com o Jost. O Tom deve ter-se explicado mal, deve ter-te feito parecer que a situação é mais grave do que ela realmente é. O coitado não me parecia estar muito sóbrio ao telefone...”

“Pois, não estava mesmo…”
Disse, respirando um pouco mais calmo. Se fosse algo de muito grave o Gustav reagiria de uma forma completamente diferente. Pelo menos agora tinha certeza que eu e a Lilïa não havíamos sido expostos, “O anormal do meu irmão pregou-me um susto de morte! Mas que raio se passa, afinal?”
 
“Bem, o Jost não está muito feliz.” Ouvi a voz do Gustav tornar-se verdadeiramente marcada por preocupação, “O Georg está a dar demasiado nas vistas em Las Vegas. Acho que anda a passear em público com a rapariga que conhecemos lá, a Alicia.”
 
“Sim, e então Gustav? Isso é um problema?” Perguntei confuso. O Jost nunca se intrometeu nas nossas relações… e aliás, aquilo que o Georg devia estar a fazer em Vegas com a Alicia, era exactamente aquilo que eu estava a fazer com a Lilïa aqui, com a diferença de ele corria mais riscos de ser visto e reconhecido do que eu.
 
“O problema, Billie, é que parece que ele se anda a enrolar com ela em público.” Agora, para além de preocupação, a voz do Gustav estava cheia de reprovação, “Já saíram fotografias deles os dois a beijarem-se em revistas, as fãs mais fanáticas estão a passar-se… O Jost tem recebido na nossa caixa de e-mail centenas de ameaças de morte dirigidas à pobre Alicia!”
 
“Oh meu deus, que loucura…” Gaguejei com o meu coração a retomar o ritmo louco de antes. Afinal o meu maior medo tinha-se concretizado, um jovem amor estava a ser ameaçado e quem sabe até destruído por uma imprudência estampada em capas de revistas… Eu e Lilïa estávamos seguros de tal ofenda, mas Georg e Alicia já não tiveram a mesma sorte.
 
“Pois, agora imagina o Jost, stressado como ele é. Já pediu ao Georg para voltar para a Alemanha, mas ele não quis.” A voz do Gustav chegava a mim distante e distorcida, não por um erro telefónico, mas por eu estar a ter dificuldade em concentrar-me. “Então, em vez disso, o nosso querido produtor mandou para Vegas uma equipa inteira de seguranças para os proteger caso alguma dessas ameaças se venha a revelar verdadeira.”
 
Eu não conseguia parar de pensar que poderia ser eu no lugar do Georg, e Lilïa no lugar da pobre Alicia, “Gustav, tu já chegaste a falar com Georg?” Perguntei, esforçando-me por recuperar a lucidez.
 
“Sim, claro que falei… O que ele diz é que está apaixonado, Bill. Que ele e a Alicia estão a namorar e que esse namoro se mantinha quer ele estivesse em Vegas ou na Alemanha.” Oh, como eu compreendia o Georg. Eu podia regressar à Alemanha neste momento que o que sinto por Lilïa jamais se alteraria.
 
Tentei assumir a situação, interiorizá-la, e pensar numa forma para remediar o escândalo que se havia gerado. Tentei colocar-me no lugar do Georg, imaginar que o que existe entre mim e Lilïa era a mesma relação sólida que existe entre Georg e Alicia… e depois tentei pensar numa forma de tornar esse meu relcionamento público, pensar na forma como diria aos nossos fãs que eu havia encontrado o amor da minha vida.
 
Depois apercebi-me que não poderia ser nada feito muito bruscamente, isso só desencadearia reacções extremistas como aquelas que estavam a ser vistas agora com as ameaças de morte… Eu e Lilïa não poderíamos ser vistos em público juntos, muito menos aos beijos! Nada poderia ser assumido no inicio, teríamos de ser pacientes, levar o nosso tempo para preservar a privacidade e a segurança daquelas que aquelas que amamos.
 
Uma raiva começou a crescer dentro de mim. Como é que o Georg podia ter sido tão imprudente? Como é que ele não tinha pensado nas consequências das suas acções?
 
“Nós não podemos fazer as coisas assim!…” Comecei a falar em voz alta, partilhando a minha opinião com o Gustav. Sem me aperceber, eu estava a falar no plural, “Nós não podemos assumir namoros de um dia para o outro, aparecer em sítios públicos com raparigas, ser fotografados aos beijos… Não podemos!”
 
“E o que pensas que eu lhe disse!?” Ripostou Gustav no mesmo tom. Ele partilhava a mesma opinião que eu, “O Georg já não ouve ninguém, Bill. Mas o pior é que eu acho que ele está mesmo apaixonado...”
 
“Eu tenho de falar com ele… O Georg tem de ser chamado à razão.” Talvez eu conseguisse fazer isso. Se eu lhe contasse aquilo que existe entre mim e Lilïa e ele percebesse que estamos os dois na mesma situação, talvez aí o Georg me desse ouvidos.
 
“Espero sinceramente que consigas fazer isso.”Suspirou a voz preocupada do Gustav do outro lado do telefone.
 
“Vou tentar pelo menos.” Garanti-lhe enquanto a minha garganta apertava de angústia. Eu tinha de mudar o assunto de alguma forma para nos aliviar o ânimo. Recorri ao assunto mais básico, “Tens-te divertido na neve?”
 
“Sim, muito! Os meus pais e a minha irmã estão a adorar, também… Passamos os dias na neve. Está a ser muito relaxante…” A voz do Gustav começou a soar muito mais alegre. Percebi que ele estava satisfeito por mudar de assunto. “E as vossas férias como estão a correr? O Tom já se meteu com muitas raparigas? Ele que não dê barraca nenhuma, não precisamos de nada disso agora com os problemas que o Georg já tem.”
 
“Não te preocupes com isso,” Descansei-o dando graças a deus por Maili ser tão pouco movimentada, “Que eu tenha contado foram só quatro ou cinco raparigas, e nenhuma fez nenhum drama. Aqui em Maili estamos «protegidos» das atenções públicas, não é uma praia muito frequentada.”
 
“Sim, os paparazzi andam doidos à vossa procura! Ainda ninguém sabe onde vocês estão.” Riu-se o Gustav e eu fui inundado por uma corrente de alívio.
 
“Ainda bem!” Admiti sem pensar duas vezes no que estava a dizer, “Se nos encontrassem seria um pesadelo…”
 
“Um pesadelo… Porquê!?” Oh não, eu já tinha falado demais. Como me mantive calado, sem saber o que responder, ainda dei mais razões ao Gustav para ele ficar desconfiado, “O que é que se passa, Bill!?”
 
“Nada Gustav, não se passa nada.” Tentei dissuadi-lo, consciente que ele continuaria a insistir.
 
“Bill, eu conheço esse tom. Estás a mentir.” Esse é o mal de nos conhecermos tão bem entre os quatro. Mesmo que queiramos, já não conseguimos esconder nada uns dos outros.
 
“Não te preocupes, Gustav. Vai tudo correr bem…” Disse-lhe, esforçando-me por o convencer e acalmar antes que ele começasse a dramatizar. Se o Gustav soubesse do que há entre mim e Lilïa iria passar-se, principalmente por estarmos a correr os mesmos riscos de Georg e Alicia.
 
“Não me digas que o Tom deu alguma barraca!?” Eu podia dizer que sim e o assunto morria por aí. Já era comum as acompanhantes do Tom dramatizarem depois do meu irmão lhe dar com os pés… Mas eu não consegui mentir.
 
“Não, o problema não é o Tom…”
 
“Então… Tu!?” Detesto a forma como o Gustav consegue tirar conclusões acertadas de tudo. Não demorou muito para que eu começasse a ouvir a sua voz zangada, “Oh não, Bill! Tu também não, por favor! Já nos basta o Georg!”
 
“Mas isto é sério, Gustav. O que eu sinto é verdadeiro.” Tentei confessar-lhe já que não havia outra saída. Ele tinha de compreender que eu já não conseguia passar sem Lilïa.
 
“O Georg também diz isso.” Ripostou-me ele de forma brusca, como se o argumento de Georg fosse uma mentira… como se o meu também o fosse!
 
“E se calhar ele diz a verdade!” Respondi-lhe já quase gritando. O Gustav tinha de compreender a minha situação, e a do Georg também.
 
“As férias estão a fazer-vos mal…” Observou ele, rindo-se ironicamente dos nossos sentimentos.

“Pelo contrário…!” Garanti, sentindo-me ofendido, “ Eu nunca me senti tão bem. Tão… livre!”
 
Do outro lado do telefone os gritos começaram. E o Gustav so grita quando está mesmo, mesmo muito enervado, “Por amor de deus! Bill, se não queres que essa tua rapariga receba ameaças de morte também, não dês nas vistas… Tem muito cuidado, imploro-te! Depois quem ouve do Jost sou eu, o único idiota de nós os quatro que atende o telemóvel quando ele nos liga durante as férias!”
 
“Está bem, eu prometo que tenho cuidado…” Agora estava mais descansado. Sabia que o Gustav podia não compreender completamente aquilo que eu sentia, mas ele continuava preocupado comigo e respeitava a minha escolha de não ignorar este amor.
 
“Portem-se bem, Kaulitz! Os dois, hãn!!”Refilou ele, já em tom de brincadeira.
 
“Sim senhor!” Ri-me, entrando também na sua brincadeira, e iniciando as despedidas. “Diverte-te por aí, Gustav.”
 
“Adeus, fiquem os dois bem…” Despediu-se ele, agora mais sério.
 
Eu já estava prestes a premir a tecla vermelha do telemóvel quando ouço o Gustav a chamar-me, e coloco novamente o auscultador junto do ouvido.
 
“Quero que saibas Billie, que fico mesmo muito feliz por teres encontrado alguém tão importante. Estou a torcer para que corra tudo bem entre vocês os dois.”
 
A voz dele soou tão sincera que eu fiquei sem palavras. Afinal parecia que ele compreendia os meus sentimentos… e, apesar de extremamente preocupado, estava a torcer pela minha felicidade!
 
Eu fiquei verdadeiramente emocionado, pelo que, antes de desligar a chamada, fui incapaz de dizer mais do que um sentido: “Obrigado.”
 
Agora eu estava sozinho, deixado só no meu quarto com os meus recentes medos e inseguranças. Talvez o que aconteceu ao Georg e à Alicia fosse um aviso para mim, para eu ter cuidado no futuro quando estivesse com Lilïa…
 
… Mas não foi só isso que ficou a pairar na minha mente quando finalmente me enrolei nos meus lençóis à espera de adormecer. Nós, eu e Lilïa, havíamo-nos beijado… Beijado, só isso. Nem sequer tínhamos falado sobre o beijo, nem sobre o seu significado. Eu sabia que aquele beijo tinha tido bastante significado para os dois, aliás, eu senti que Lilïa partilhava dos mesmos sentimentos que eu… No entanto a questão que se coloca é «Que relação existe entre nós?» e «Até onde é que estamos dispostos a ir para a preservar?”.
 
Georg e Alicia têm uma relação forte, eles já são inseparáveis… Mas será que eu e Lilïa também o somos? Quando eu regressar à Alemanha, o que vai ser de nós?

 

* * *

Continua...

Espero que tenham gostado deste capitulo enorme xD Vou tentar continuar a escrever o capitulo vinte que será mais um narrado pelo Tom x) Queria agradecer muitissimo pelos comentários que deixaram no capitulo anterior... São mesmo muito importantes para mim!

 

Um Obrigado do tamanho do mundo para vocês ^^

Adoro-vos x)

 

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Where is my mind?
música: Au Revoir Simone - Sad Song
publicado por Dreamer às 18:49
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