Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 20

Olá meus amores!

 

Estava dificil, mas finalmente consegui terminar este capitulo para o vir postar ^^ Eu sei que demorei demasiado tempo, e vocês merecem a minhas mais sinceras desculpas! Andei ocupada com o meu novo blog de Fics de HP, para quem ainda não o conhece, sintam-se à voltade para dar lá um saltinho ^^ Podem aceder também através do link ali ao lado, na lista de links x)

 

Mas não vou demorar com mais conversas,

Aqui vai o capitulo!

ENJOY!

 

* * *

Chapter Twenty
[ TOM ]
 
 
Entreabri os olhos devagar, deixando a luz do sol que entrava abundantemente pela janela cegar-me. Eu não queria acordar, preferia voltar a adormecer… preferia não ter de suportar mais um dia naquele inferno. Sim, inferno! Achava que ia encontrar o paraíso na terra, mas graças ao Bill, Maili é um pesadelo para mim.
 
Tentava não recordar-me daquilo que o meu irmão me tinha tão minuciosamente descrito na noite anterior… A dança espectacular, o canto divinal, a conversa inacabável e o beijo inesquecível. Eu dava tudo para tirar da minha cabeça a voz do meu irmão a descrever os seus sentimentos por Lilïa! “Não é justo… ela devia ser minha.”
 
A minha garganta começou a apertar e os meus olhos a arder… Que líquido quente era este a escorrer-me habilmente pelo rosto? Lágrimas!?
 
“Oh, não. Não senhor!…” Gaguejei enquanto me sentava desajeitadamente na cama. Eu não chorava à anos! Tinha prometido a mim mesmo que não o voltaria a fazer… e no entanto, sem me aperceber, estava a quebrar a minha promessa.
 
Esforcei-me por retomar a racionalidade, ignorar que o meu coração bombeava sangue com mais velocidade do que era suposto e que os meus pulmões pareciam não querer obedecer-me. A minha cabeça latejava, mas isso era por ter bebido demais na noite anterior… Só havia uma maneira de curar essa dor e ignorar o que eu sentia no meu coração apertado, e isso envolvia mais bebida.
 
A dor de cabeça era demasiada para eu manter os olhos abertos, por isso deixei que eles se fechassem novamente, enquanto eu tacteava a minha mesa-de-cabeceira procurando o meu telemóvel. Só depois de percorrer pela segunda vez a mobília com a minha mão é que me lembrei que Bill o tinha levado para o seu quarto e provavelmente não o tinha devolvido… Eu teria de descobrir que horas eram de outra maneira.
 
Arrastei-me para fora da cama, e saí do meu quarto ainda em boxeurs. Não tinha forças para nada, nem para vestir uma camisola. Não me surpreendi por não ter encontrado o meu irmão na sala de estar do apartamento, para dizer a verdade achei que ele tivesse saído bem cedo para se encontrar com Lilïa na praia.
 
Espreitei para dentro do quarto do meu irmão, e então é que o vi, deitado na sua cama, ainda adormecido. Não o quis acordar, preferia que ele dormisse, pelo menos assim não me descrevia o quão doces eram os lábios de Lilïa.
 
Caminhei devagar e silenciosamente com os meus pés descalços na direcção da cama do Bill, para poder recuperar o meu telemóvel… e para minha infelicidade, quando já estava a sair do quarto, um pedaço de madeira do chão rangeu e isso foi o suficiente para o despertar.
 
“Hãm? Lilïa!? O quê?” Ouvi o meu irmão gaguejar ao acordar sobressaltado. Porra, até a acordar tinha de dizer o nome dela? Quando os olhos castanhos de Bill foram capazes de me focar ele pareceu muito mais aliviado, “Ah Tom, és tu…”
 
“Sim, eu ainda não mudei de sexo, nem de nacionalidade.” Resmunguei ironicamente, incapaz de lhe dar uma resposta mais decente.
 
“Desculpa, estava a ter um pesadelo.” Ele parecia ainda estar a recuperar o fôlego ao sentar-se na cama. Com um gesto convidou-me para que eu me sentasse a seu lado, mas eu não reagi e continuei em pé, diante de sua mesa-de-cabeceira.
 
“Um pesadelo, hum?” Foi a única coisa que consegui dizer. Não conseguia olhar para o meu irmão sem me lembrar do que ele me tinha contado na noite anterior… do beijo que ele e Lilïa tinham trocado, e isso estava a deixar-me doido.
 
“Sim. Desculpa-me se te assustei.” Assustar!? Por amor de deus… O meu aspecto miserável não se devia a um susto que eu tivesse apanhado, mas ao facto de ter de estar ali, a fingir que não me importo que o meu irmão namore com a única rapariga por quem eu alguma vez senti algo.
 
“Que horas são?” Perguntou-me Bill e só então eu me apercebi que estava à demasiado tempo calado, a fitar uma tábua do chão que estava ligeiramente solta, aquela que me tinha denunciado.
 
“Já passa das quatro da tarde.” Confirmei inexpressivamente ao verificar o visor do meu telemóvel.
 
“Oh! Desculpa maninho, desculpa!” Pediu-me o Bill, saltando da sua cama rapidamente e atirando-se nos meus braços. Mas o que é que lhe deu? “Eu disse-te que íamos passar o dia juntos, e depois acabo por adormecer!”
 
Oh não… Eu tinha-me esquecido disso. Eu estava a tentar a todo o custo fugir do Bill, e agora ia ter de passar o dia inteiro com ele? “Não te preocupes, Bill, podemos estar juntos outro dia… Não precisa de ser hoje.” Eu não consigo olhar-te nos olhos hoje…
 
“Nem pensar! Eu vou já levantar-me, arranjar-me e nós vamos os dois passear juntos, sem mais ninguém!” Ele largou os meus braços de uma vez e começou a apanhar a sua roupa que estava espalhada pelo chão do quarto. Estava de facto radiante com a ideia de passar o dia comigo, e entusiasmado ao ponto de eu achar que ia ser difícil demovê-lo.
 
“Bill, a sério, não precisas.” Implorei, desta vez sinceramente, lutando para pôr um sorriso no meu rosto mas a não conseguir fazê-lo.
 
Foi com um nó na garganta, uma dor lancinante no peito e o meu coração a sangrar que acrescentei, “Vai ter com a Lilïa, eu fico bem sozinho.”
 
“Ela hoje não pode estar comigo, combinámos para amanha.” Respondeu o meu irmão com naturalidade, sem se aperceber que eu estava a morrer por dentro, “Por isso, meu maninho querido, sou todo teu!”
 
 “Uau, que bom...” Suspirei desinteressado. Não queria nada passar o dia inteiro com o meu irmão. Ele já se estava a vestir à minha frente, sem qualquer tipo de pudor, e eu aproveitei para me dirigir à porta.
 
“Vai-te vestir também.” Recomendou-me o Bill, rindo-se não percebi bem do quê, “Vamos à praia!”
 
“Que remédio...” Resmunguei, e eu tenho a certeza que o meu irmão não me ouviu porque continuou, agora a cantarolar alegremente enquanto se vestia. Estas férias estavam a ser fantásticas para ele, não haja dúvidas… e para estarem a ser fantásticas para ele, estavam a ser um inferno para mim.
 
Arrastei-me de volta para o meu quarto, sentindo-me ainda mais miserável do que quando tinha acordado, e nem tinha sido assim à tanto tempo atrás. O meu corpo parecia não me pertencer, o meu ritmo respiratório estava desordenado com o meu ritmo cardíaco, e a minha mente enchia-se de imagens dolorosas que eu não queria sequer imaginar…
 
Eu sabia que amar nos tornava fracos, nos tornava vulneráveis… mas não tinha ideia do quão miseráveis ficamos. Finalmente pude constatar que sempre tivera razão, amar faz-nos mal… é uma doença. Eu só tinha de arranjar uma forma de me curar.
* * *
Continua...
Eu sei que este capitulo foi pequinino e que não compensa o tempo que estiveram à espera, mas eu prometo que o próximo, para além de ser maior, vai ser rico em emoções fortes! xD E vai também ser narrado pelo Tom ^^ Vou tentar postar o proximo capitulo entre amanhã e segunda-feira...
 
Antes de me despedir, não podia deixar de agradecer os comentários fantásticos que me deixaram! Sabem que vos Adoro a Todos ^^ Vocês dão-me motivação para continuar x) Muito obrigada!
 
Loads of Kisses to All of You!
 
sinto-me: Ataque de espirros --'
música: Os meus Atchins! x'D
publicado por Dreamer às 17:23
link do post | comentar | favorito
50 comentários:
De Ritz a 28 de Fevereiro de 2009 às 17:52
Possa pequenino? x'D
Oh Dreamy, diz aí ao Tom que nos venha ensinar a tocar guitarra às duas que ficava logo mais feliz x)

Ai quero comentar e não sei o que dizer --'
O próximo capítulo vai ter emoções fortes? L.L BOOOOOM tens de postar rapidinho então x)
Beijinhos *
De Ritz a 28 de Fevereiro de 2009 às 17:53
PRIMEIRAAAA
Para compensar aquele capítulos em que os meus comentários não estavam presentes :$
De MiladY a 28 de Fevereiro de 2009 às 18:04
olaaaa!!

so agr e q reparei q tiveste ks 2 semanas sem postar :P loool! nem tinha dado conta q tinha sido tnt tempo :P

eu sei q pareço q tou smp a repetir-m, mas ADORO os teus capitulos! consegue-s msm sentir as emoçoes do Tom!! tadito, ta msm mal :P já nem sabia o q eram lagrimas! :') liindo :D

tou super curiosa p saber cm vai correr o dia deles :P fico a xpera do proximo capitulo :D

bjokas gds :) **********
De Sofia Oliveira a 28 de Fevereiro de 2009 às 19:28
coitado do Tom.. a primeira vez apaixonado e tinha logo que acontecer isto, e ainda por cima o irmão está envolvido.. ele sente-se sozinho. (eu até lhe podia fazer companhia :D)

gostei. :D

beijinhos
De Eloise a 28 de Fevereiro de 2009 às 19:35
A espera valeu a pena, gostei imenso! Coitadinho do Tom, está a aprender o que é amar x)

"Eu sabia que amar nos tornava fracos, nos tornava vulneráveis… mas não tinha ideia do quão miseráveis ficamos. Finalmente pude constatar que sempre tivera razão, amar faz-nos mal… é uma doença. Eu só tinha de arranjar uma forma de me curar. "
ESTA FRASE FICOU MESMO LINDA :)

beijinhos, e fico à espera de mais! ^^
De Peter Inviction a 28 de Fevereiro de 2009 às 19:47
O amor doi.. Eu sei...

u.u'

Será que vai acontecer algo durante o passeio entre irmãos (tipo, encontrar a Lïlia)? Ou não?!

Quero saber tudo!

^^


Kisses*
De Melancia a 28 de Fevereiro de 2009 às 20:34
POSTASTE!...nem acredito q postaste...estou tao feliz,mas tao feliz q ainda nem sequer li!...vim antes partilhar a miinha felicidade ctg lol...so fico triste por n ter sido a primeira a comentar :( mas eu prometi e vou cumprir...daqui a nada vais receber 5 comentarios so meus lol...bj (vou ler :D)
De Melancia a 28 de Fevereiro de 2009 às 20:45
AMEI AMEI AMEI!...adoro o facto de ser o Tom a narrar, n sei pq mas incondicionalmente forma se um sorriso na minha cara...obg por postares...ai e nem acredito q o proximo vai ser narrado tb po ele :D
De Melancia a 28 de Fevereiro de 2009 às 20:49
Neste comentario quero justificar o pq de ter tanto gostado deste capitulo...antes de mais esta PERFEITO!...amei a forma como o estruturaste, as reflexoes do Tom sao bem explicitas e penso q conseguiste esclarecer mto bem a ideia de "amar"...o sofrimento provocado por este sentimento no Tom e bem visivel!
De Maria a 28 de Fevereiro de 2009 às 20:53
Hallo querida! ^^

Ao ler este capítulo, fiquei ainda com mais pena do Tom do que já tinha! Coitado! Ele não merece mesmo passar por isso!
""Foi com um nó na garganta, uma dor lancinante no peito e o meu coração a sangrar que acrescentei, “Vai ter com a Lilïa, eu fico bem sozinho.”"" --> Esta parte foi a mais triste para mim! O coração dele está completamente despedaçado! O amor realmente é uma doença! Que por vezes não tem cura e deixa grandes estragos atrás!

Eu só espero que o tempo que eles passem juntos, não deixe o Tommy mais magoado e destroçado! Só espero que o Bill não se ponha a falar sobre a Lilïa, muito menos do beijo que trocaram! Se não é aí que o Tom fica completamente de rastos!

Eu quero muito que o Bill seja feliz, porque ele merece! Mas o Tom também o merece ser e não é justo ele sofrer por causa disso!!

Ficarei à espera que postes o próximo capítulo!
Kiss muito grande, querida! ^^
De Melancia a 28 de Fevereiro de 2009 às 20:53
Neste penultimo comentario quero te apresentar os meus paragrafos preferidos lol...(hj n te deixo em paz)

"Eu sabia que amar nos tornava fracos, nos tornava vulneráveis… mas não tinha ideia do quão miseráveis ficamos. Finalmente pude constatar que sempre tivera razão, amar faz-nos mal… é uma doença. Eu só tinha de arranjar uma forma de me curar. "....amei a forma como escolheste demonstrar o ponto de vista do Tom perante a ideia de "amar" mais uma vez...aprecio bastante a forma como tranmites esse tipo de ideias, consegues smp escolher os termos, expressoes,metaforas...em fim td o q engloba vocabulario perfeito lol...

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Dreamer @ 02-04-2008
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