Sábado, 26 de Abril de 2008

An Deiner Seite - Cap 14

Oláa! :P

 

Tenho um trabalho horrível de Teoria de Arquitectura, sobre o memorial em arquitectura, para entregar na segunda-feira... Pago vinte euros a quem mo quizer fazer. :x

[ Desculpem o desabafo. xD ]

  

Não vos vou fazer esperar mais plo próximo capítulo, porque foram uns amores a encher me de comentários, como sempre! :D E protagonistas, o teu comentário deixou-me absolutamente K.O. acho que nunca ninguém me tinha dito uma coisa daquelas... ainda estou a corar! x)

  

Este capitulo devia ser classificado para maiores de desasseis ou coisa do genero. O capitulo é um pouco... Bem, depois vocês vêem. Não posso deixar de dizer: não tentem isto em casa. :x lol

  

Sem mais demoras, a fic!

Enjoy! :D

 

* * *

 

A aula de alemão estava a ser horrivelmente secante, mas eu fiz o meu melhor para me manter concentrada. Precisava de ocupar a minha mente com alguma coisa, senão ia explodir antes da hora que eu mesma tinha marcado.

 

Fui olhando para o relógio mais vezes do que aquelas que eu gostaria. Vi o tempo passar lento demais. Mas finalmente chegaram as nove e meia. Exactamente uma hora depois das aulas terem começado. A escola estava cheia de alunos, e esse era mesmo o meu objectivo.

 

Levantei o braço e esperei que a professora me visse. “Sim, menina Wolff, alguma dúvida na leitura?”

 

Tinha aquela frase tão mecanicamente gravada na cabeça que nem sequer respondi como deve ser, “Posso ir à casa de banho?”

 

A professora tirou os óculos de leitura e olhou para mim com desdém, “Mas a menina chega quinze minutos atrasada e ainda quer ir à casa de banho?”

 

“Tem mesmo de ser, professora.” Estava a tentar ser o mais educada possível, mas mesmo que ela não me deixasse eu ia sair da sala.

 

“A menina não vai a lado nenhum senão tem participação disciplinar.” Respondeu ela secamente.

 

“Tudo bem, faça a participação.” Levantei-me peguei nas minhas coisas e saí da sala. Ninguém disse nada, nem mesmo a professora.

 

Subi as escadas lentamente, “Stairway to heaven.” Murmurei com um riso nervoso.

 

Cheguei ao quinto piso sem me cruzar com ninguém e ainda bem. Tirei as chaves da mala e abri a porta da rádio. Quando a fechei encostei as minhas costas nela. Estava quase…

 

Tranquei a porta só para ter a certeza que não ia ser incomodada, depois atirei as chaves e a minha mala para um canto, já não precisava delas. Peguei na minha guitarra com cuidado, como se se tratasse de um bebé. Passei a fita pelas minhas costas e liguei-a. “É agora, meu amor, chegou a nossa hora.”

 

Ainda bem que a rádio tinha três janelas grandes. Em cada uma das dos lados pus uma coluna com um metro de altura, e para a central arrastei o suporte do microfone e pus-me em pé em cima do parapeito. A altura a que eu estava era perfeita… e a hora tinha chegado.

 

Liguei o micro, mas ainda não tinha a certeza se estava a funcionar. Era demasiado idiota dizer «1, 2, 3, teste, teste.» Lembrei-me de imediato da coisa perfeita a fazer…. Uivar.

 

Primeiro o som saiu da minha garganta tremido, estava demasiado nervosa, mas fui ganhando confiança. Nada se ouvia na escola para além do meu uivo.

 

Quando já estava segura de mim comecei a tocar os primeiros acordes da Chop Suey. A música fluiu dos meus dedos, fechei os olhos e imaginei a bateria do Gustav a tocar nas minhas costas. Esqueci-me por completo que estava pendurada numa janela do quinto andar e comecei a cantar em plenos pulmões:

 

“Wake up!
Grab a brush and put a little makeup.
Hide the scars to fade away the shake up.
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable…”

Comecei a ouvir barulho lá em baixo, mas nem sequer parei. Era mesmo esse o meu objectivo, chamar toda a escola à janela, para me verem cantar… Para me verem exorcizar os meus males. Ia me libertar da prisão que a minha vida se tinha tornado à frente daqueles que sempre me despresaram. Esperei estar a dar o exemplo, para que nunca mais fizessem a uma pessoa aquilo que me fizeram a mim durante seis anos.


O refrão chegou e os meus olhos encheram-se de lágrimas. Não de tristeza, mas de alívio, tudo era perfeito:

“I don't think you trust
In, my, self righteous suicide
I, cry, when angels deserve to DIE!”


Dei o grito que a música exigia e senti a dor de oito anos de pesadelo a evaporar-se. Abri os olhos para olhar para baixo e reparei que não só estava uma multidão aos meus pés como também havia cabeças a espreitar de janelas abaixo de mim.

 

Continuei a cantar, e ao mesmo tempo alguém começou a bater na porta atrás de mim. Rezei para que a porta aguentasse até eu ter terminado.


A música embalou-me de tal maneira que quando começou a chegar ao fim tinha lágrimas escorrer-me pelo rosto.


”Father into your hands,
I commend my spirit.
Father into your hands…

Why have you forsaken me?
In your eyes, forsaken me
In your thoughts, forsaken me
In your heart, forsaken, me OH!”

Não sei como fui capaz chorar compulsivamente e acabar a música ao mesmo tempo, mas consegui. O reverb dos últimos acordes extinguiu-se e fez-se silêncio à minha volta. Tinha lágrimas negras da maquilhagem a escorrer-me pelas bochechas, mas fiquei subitamente serena.

 

Deixei a minha guitarra ficar pendurada no meu pescoço e inclinei-me para a frente, agarrando-me apenas ao caixilho da janela. Lá em baixo começaram a gritar, finalmente perceberam o que eu queria fazer.

 

Uma queda de cinco andares no asfalto devia ser suficiente… Pelo sim, pelo não, fiz pontaria às pedra de um canteiro logo ali ao lado. “Adeus Tom…” Murmurei no segundo antes de me largar, mas ouvi um estrondo atrás de mim: Tinham arrombado a porta.

 

Aquele momento de distracção foi o suficiente para eu me desconcentrar e hesitar. Quando finalmente me larguei, já umas mãos fortes me tinham agarrado e puxaram-me para dentro.

 

“NÃO! DEIXEM-ME CAIR!” Berrei ao ver que estava a ser arrastada por um dos professores de educação física. A sala da rádio de repente ficou cheia de funcionárias e professores. “LARGUEM-ME!”

 

Eles agarravam-me com força… Por mais que eu resistisse e lhes batesse eles não me largavam. Gritavam comigo, mas eu estava tão nervosa que não conseguia ouvir uma única palavra.

 

Eu devia estar morta, eu devia ter caído! Não sabia se estava a pensar ou a dizê-lo, mas eu devia ter morrido. Deviam ter deixado eu me matar… Eu devia ter caído com a minha guitarra, devíamos ter morrido as duas.

 

A minha guitarra ainda estava ao meu pescoço. Agarrei-me a ela, tive medo de a perder, tive medo que ma arrancassem. Era a última coisa que me restava…

 

Não! Eu devia estar morta.

 

* * *

 

Continua...

Pois é. Eu avisei que estava com medo de postar este capítulo. :x

Espero não ter desapontado... e por favor dêem-me a vossa opinião, sim?

 

Quero Comentários... assim, Muitos! :D

 

Kiss!!

 

sinto-me: Erm... Com medo. lol.
música: Chop Suey - System of a Down
publicado por Dreamer às 10:52
link do post | favorito
De protagonistas a 26 de Abril de 2008 às 11:40
1º que tudo não tens de que agradecer simplesmente é a minha opinião... e penso (de certeza) que também de uma das co-autoras do meu blog e a aposto que quando a megan ler a tua fic tabém se vai apaixonar :)

Bem passando a história AMEI esta capítulo e juro-te qe se me quisesse suicidar (coisa que não quero) era assim que o fazia xD

Vá posta mais que eu quero saber mais..... please
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres


Dreamer @ 02-04-2008
Photobucket

.mais sobre mim

.links

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.mais comentados

.Follow me :D

. Don't Stop! - Chap 2

. Don't Stop! - Chap 1

. Wake up sleepy head !

. "Forever Sacred" - Chap 2...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Resumo...