Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

An Deiner Seite - Cap 22

Oláa minha gente!! :D

 

Eu sei, sou muito má não tenho andado a postar... Peço imensas desculpas, mas chegou aquela altura do semeste em que todos os professores acham que devemos fazer ainda mais trabalhos do que aqueles que era suposto. Estou completamente atulhada :x Já nem sequer tenho tempo para comer três vezes ao dia... E dormir... o que é isso? :(

 

Vou tentar não ficar mais de dois dias sem postar, mas não prometo nada... Desculpem :(

 

[ Esta é a verdadeira vida dos estudantes de arquitectura... ]

 

Bem, mas em relação ao último post! Deixaram-me absulutamente maravilhada pela quantidade de pessoas que postaram! Hurrey!! :D Mil obrigadas à Buna, à Inês, ao Point Taken, à Sofia, às protagonistas, à Morcega, à Joaninha, à Hapiness, à Vampirinha, à Mii, à mia, à Bitter - Sweeter, meu deus já estou sem ar... xD Todos os que não disse, carradas de beijinhos e miminhos! ^^

 

E agora... mais um capitulo! :D

PLIM!

 

* * *

 

Perdi a noção das horas. Não tinha ideia nenhuma de há quanto tempo estávamos a ensaiar. O programa incluía músicas originais da banda e algumas covers, não só dos 30 Seconds to Mars mas também dos Linkin Park, bandas que passaram a ser indispensáveis para mim.

 

Agora estávamos a tocar uma original, supostamente ia ser a última do dia porque já estávamos os quatro cansadíssimos. Chamava-se Gangster Lullaby, era mais punk rock do que outra coisa, e era bem animada. Recebíamos um óptimo feedback do público de cada vez que a tocávamos.

 

Finalmente a música chegou ao fim e eu já estava praticamente sem fôlego, mas o meu irmão parecia mais entusiasmado que nunca.

 

“Mais uma! Mais uma!” Gritava ele com um sorriso gigante, sentado no banco da bateria mesmo atrás de mim.

 

“Tu não tens mesmo amor à tua irmã mais nova, pois não?” Refilei enquanto bebia uns goles de água.

 

“Podíamos tentar a Breaking the Habit…” Sugeriu o Patrick com um sorriso manhoso. Era estranho, mas eu não conseguia cantar esta música sem chorar. Mexia comigo, sei lá, fazia-me recordar aquilo que eu tinha vivido à tão pouco tempo atrás.

                                                                          

“Fazia-te bem, Emi.” Aconselhou o meu irmão com um murmúrio. Eu ainda olhei para o Jared na esperança que ele dissesse que queria parar para descansar, mas ele limitou-se a olhar para mim com aqueles olhões.

 

Este era o primeiro ensaio que eu tocava com a minha guitarra. Antes andava a usar uma guitarra velha, mas agora tinha a minha, aquela que tinha o nome do Tom gravado. Se eu não aguentava cantar esta música com a outra guitarra, nem imaginava como ia ser com a minha… Mas tive de ceder.

 

“Pronto, vamos lá…” Disse eu já com um aperto no peito. Aquela música dava mesmo cabo de mim.

 

O Jared pousou o baixo e sentou-se ao piano de mesa que tínhamos conseguido espremer para dentro do quarto de hóspedes. Nem dois segundos depois o Patrick pôs a sample a tocar e começou lá a fazer a magia dele. Eu comecei a tocar os acordes na guitarra e depois a cantar… O aperto no peito foi ficando cada vez mais crítico.


”Memories consume
Like opening the wound.
I'm picking me apart again.
You all assume.
I'm safe here in my room,
Unless I try to start again…”

 

Lembrei-me automaticamente de estar deitada na minha cama a planear o meu suicido. Lembrei-me de como saí de casa nesse dia, sem esperança de voltar. Lembrei-me de me estar a amparar apenas com uma mão, de ter a guitarra pendurada no meu pescoço e de estar pronta para me largar.

“I don't know what's worth fighting for
Or why I have to scream.
I don't know why I instigate
And say what I don't mean.
I don't know how I got this way,
I know it's not alright.”

 

Era estupenda a maneira como estas palavras me afectavam e as más memórias que elas me traziam. Quando cheguei ao refrão já tinha a minha voz a fraquejar. Tentei afastastar aquelas memorias de mim, mas parecia impossível. Ainda assim, continuei...


”Clutching my cure,
I tightly lock the door,
I try to catch my breath again.
I hurt much more
Than anytime before,
I had no options left again.”

 

Lembrei-me de estar deitada na minha cama outra vez, mas desta vez eu chorava, não tinha conseguido atirar-me. Estava sozinha. Lembrei-me de ouvir o meu pai a gritar lá em baixo e de correr para o telefone. Lembrei-me de como combinei a minha fuga com a minha mãe…

”I don’t want to be the one
The battles always choose.
'Cause inside I realize
That I'm the one confused.”

O refrão chegou outra vez e eu já tinha lágrimas a escorrerem-me pelo rosto. A voz fraquejou mas eu insisti e não parei de cantar, tinha de combater esta fraqueza e ultrapassar este sofrimento…


”I'll paint it on the walls,
'Cause I'm the one at fault!
I'll never fight again,
And this is how it ends!”

Tom… Porque é que eu te perdi? Como é que eu continuo sem ti? Como é que as coisas chegaram a este ponto? Não consegui reprimir um soluço e quase fui obrigada a parar… O meu corpo estava a ceder, eu quase larguei a guitarra e saí dali… Mas eu não podia parar! Eu tinha de acabar a música!

 

Então inspirei e chamei a mim todas as forças que me restavam. Depois, e apesar de estar a chorar mais do que nunca, gritei o resto da letra.


”I don't know what's worth fighting for
Or why I have to scream.
But now I have some clarity
to show you what I mean.
I don't know how I got this way,
I'll never be alright.

So I'm breaking the habit,
I'm breaking the habit,
I’m breaking the habit,

TONIGHT!”

 

Assim que a música terminou, desliguei os cabos da minha guitarra, e saí do quarto de hospedes a correr sem sequer olhar para trás. Eu sabia que tinha três pares de olhos presos em mim, mas também sabia que eles, apesar de não compreenderem por completo o que estava a sentir, respeitavam-me.

 

Fui na direcção do meu quarto e fechei a porta atrás de mim. O meu primeiro impulso foi trancá-la, mas isso era algo que eu já não fazia desde que tinha chegado a Portugal, portanto não o fiz.

 

Limitei-me a deitar-me na cama com a minha guitarra e a chorar. Agarrei-me bem a ela, como se ela me fosse trazer o Tom de volta, e não consegui controlar as minhas lágrimas… Chorei até adormecer.

 

* * *

 

Continua...

Não se esqueçam de deixar a vossa opinião! :D Comentem!!

Loads of Kisses! ^^

 

sinto-me: Cansada e cheia de trabalho...
música: Jericho na Tv! xD
publicado por Dreamer às 01:47
link do post | favorito
De Funny Girl x a 7 de Maio de 2008 às 21:48
Ai meu deus...

E nunca mais ela voltará a ver o Tom??

Posta mais sim??

Please!!

bjitos~~
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres


Dreamer @ 02-04-2008
Photobucket
online
Contador

.mais sobre mim

.links

.Junho 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.TH Fics Publicadas

.Was it a Dream?
.An Deiner Seite
.Forever Sacred
.Don't Stop!
.All we can do is Try.
.Living a Lie
.Crashing Cars
.Oneirophobia

.mais comentados

.Follow me :D

. Don't Stop! - Chap 2

. Don't Stop! - Chap 1

. Wake up sleepy head !

. "Forever Sacred" - Chap 2...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Chap 1...

. "Forever Sacred" - Resumo...

PhotobucketPhotobucket