Domingo, 25 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 11

Olá meus amores! :D

 

Achei por bem vir aqui hoje postar mais um capitulo, dedicado a todos os que comentaram no capitulo anterior... Mas principalmente para os que não custumavam comentar, e que agora comentam! x) Acreditem que todos os comentários que me fizeram me inspiraram muito e deram motivação ^^. e eu já estou neste momento a escrever o capitulo treze, que é assim... diferente! x)

 

Muito obrigada a todos!

Portanto, este post é para vocês! x)

ENJOY!

 

* * *

Chapter Eleven
 
 
Dormir naquela noite revelou-se um enorme exercício de abstracção. A agitação no quarto do Tom foi mais do que muita, eu não fazia ideia que um homem e duas mulheres pudessem fazer tal algazarra numa cama só… Nenhum deles deve ter pensado na barulheira que estavam a fazer, e eu aposto como todo o andar os ouviu aos gemidos, gritos e gargalhadas. E eu, coitado de mim, estava mais uma vez encerrado no meu quarto escuro, a tentar fingir que não estava a acontecer absolutamente nada no quarto do meu irmão…
 
Eu estava de olhos fechados à horas, a tentar imaginar-me noutro sitio, noutras circunstancias… Estava a tentar abstrair-me daquela situação constrangedora para adormecer finalmente! Se eu ao menos pudesse fechar os ouvidos da mesma forma que eu estava a fechar os olhos…
 
O Tom nunca me tinha faltado ao respeito assim, pelo menos não tantas vezes seguidas! Ele tinha de estar com algum problema grave para perder o controlo desta maneira. E eu só pedia aos céus para que esse problema não se chamasse Lilïa.
 
É claro que não conseguia parar de pensar que aquela rapariga maravilhosa tinha uma surpresa para mim na noite seguinte… Mas a preocupação sobrepunha-se fortemente ao entusiasmo, e quando em pensava na Lilïa, não conseguia evitar pensar no Tom também… O mesmo Tom que estava neste momento a fazer gemer uma Francesa e uma Americana ao mesmo tempo. OH, a minha cabeça tinha-se transformado num nó GIGANTE!
 
Eventualmente acabei por adormecer, mas não foi um sono leve, e muito menos agradável. Lilïa entrava nele, por isso deveria ser um sonho tranquilo e feliz, mas o meu irmão também estava lá, o que transformou tudo num pesadelo.
 
Acordei com suores frios depois do que me pareceu ter sido apenas cinco minutos. Ao verificar o relógio na mesa-de-cabeceira verifiquei que afinal faltavam já poucos minutos para a uma da tarde.
 
Inspirei fundo e rolei na cama, ficando de barriga para cima, preparando-me para um novo dia. Não ia fingir que continuava a dormir tranquilamente na minha cama e que não tinha ouvido barulho algum na noite anterior. Aliás, não ia continuar a fingir absolutamente nada! Não ia passar de hoje. Vou obrigar o Tom a ser sincero comigo!
 
Levantei-me de uma vez só, afastando a preguiça sem remorsos. Agarrei e vesti a primeira camisola que encontrei no meu quarto ainda imerso em escuridão, e amarrei o meu cabelo negro atrás da minha nuca com um elástico que tinha no pulso.
 
Caminhei depois determinado na direcção do quarto do Tom, sem sequer parar para pensar… Coisa que devia ter feito antes de abrir a porta sem pedir licença.
 
“Estás acordado, Tom?” Perguntei antes do meu olhar, pouco adaptado à luminosidade, encontrar três corpos nus adormecidos e entrelaçados por cima dois lenços brancos.
 
Desviei os olhos no mesmo momento, que merda!E agora, o que é que eu fazia? Eu não conseguia adiar mais a minha conversa com o Tom… mas esta não era a melhor altura, definitivamente!
 
Combati ainda um pouco contra o meu desespero, “Tom?” Chamei o mais baixo que consegui, voltando a olhar para o vergonhoso cenário à minha frente. A única resposta que obtive foi um resmungar murmurado.
 
O meu irmão ainda mudou de posição, saindo dos braços de Caroline, para se enterrar no peito de Stacey… Eu não podia ficar ali nem mais um minuto! Caminhei então a passadas largas para longe daquele quarto, e decidi experimentar a varanda da sala pela primeira vez.
 
Dali a vista era fenomenal. Eu conseguia observar o areal da praia de Maili em quase toda a sua extensão… conseguia apontar rigorosamente os sítios onde eu e Lilïa nos havíamos encontrado… conseguia até ver ao longe a pequena sombra negra no final do areal, que eu tinha aprendido ser a casa dela.
 
Aquela visão de esplendor e a brisa fresca da maresia ajudaram-me a racionalizar os meus pensamentos alterados.
 
“Falo com o Tom quando elas forem embora,” Decidi eu falando sozinho, enquanto traçava o plano na minha mente. “Não posso ir ter com a Lilïa logo à noite sem falar com o Tom primeiro… mas falo com ele quando as pindéricas saírem, e SE elas saírem… Se não saírem, expulso-as!”
 
Agendar essa conversa na minha mente, e arranjar maneiras alternativas para essa conversa acontecer, ajudou a acalmar as minhas preocupações… e, em contrapartida, a libertar por fim a minha ansiedade em relação ao meu encontro com Lilïa.
 
Eu ia estar com ela naquela noite… Receber uma surpresa dela! O meu coração acelerou como se eu fosse um daqueles tolos apaixonados, e eu tinha mesmo um sorriso na cara a condizer com essa disposição. O que eu sentia pela Lilïa era forte… talvez até demasiado forte…
 
O meu coração acelerou mais um pouco quando foi atingido pela ansiedade. O relógio marcava agora uma da tarde, Lilïa havia combinado o encontro comigo às nove da noite… O que raios iria fazer eu para preencher dez horas de espera angustiante?
 
“O que é que se faz à uma da tarde?...” Perguntei-me, ainda na varanda, sentindo-me um perfeito idiota. A verdade é que nos últimos tempos, durante ambas as Tours, passava a maior parte dos dias a dormir… sabia lá eu o que era suposto uma pessoa fazer à uma da tarde! “Comer parece uma boa opção… O meu estômago já está a reclamar. O jantar de ontem ficou muito aquém das expectativas…”
 
E depois do almoço? Eu almoço rápido, vou continuar com imenso tempo livre! Preciso de ocupar o meu tempo, senão enlouqueço… “Talvez uma ida à praia resolva o problema.”
 
Senti-me satisfeito com o facto de ter o plano do dia delineado… e concretizá-lo foi ainda melhor. Em menos de nada eu estava vestido com os meus calções de banho negros e tinha vestido uma t-shirt branca, escolhidos a dedo para não dar nas vistas. Ainda coloquei um boné branco do Tom, os meus óculos escuros, e mantive o meu cabelo amarrado com o elástico… tudo isto para não correr riscos absolutamente nenhuns de ser reconhecido.
 
Não me dei ao trabalho de verificar se o Tom continuava a dormir ou não. Certamente, se já tivesse acordado, eu teria dado por isso. Ou ele já teria vindo ter comigo, ou a sucessão de ruídos incómodos da noite anterior teria recomeçado.
 
Saí do quarto somente com uma toalha debaixo do braço, e o meu telemóvel e carteira nos meus bolsos.
 
Como eu havia previsto, o almoço não poderia ter sido mais rápido, um cachorro quente e uma fatia de pizza no bar da piscina do hotel… Apesar do meu estômago estar a pedir para ser alimentado decentemente, o meu estado de ansiedade não o permitia.
 
Momentos depois de ter terminado a minha deficiente refeição, já estava deitado debaixo do sol abrasador, no areal de Maili, esperando adormecer como no dia anterior. Dormir sem dúvida que ajudava o tempo a passar, o problema era conseguir que o sono viesse.
 
Eu rebolava-me na minha toalha. Primeiro punha-me de barriga para cima, depois de barriga para baixo… tentei ainda virar-me para ambos os lados, ou enroscar-me sobre mim mesmo, mas o sono não veio… mais uma consequência da malfadada ansiedade.
 
Acabei por intervalar tentativas de adormecer, com mergulhos prolongados. Passava meia hora deitado na toalha, e depois outra meia hora dentro de água, e assim queimei o meu tempo até o relógio do meu telemóvel marcar as cinco da tarde.
 
Aí desisti de fingir que era apenas mais um turista satisfeito por estar a aproveitar um animado dia de praia, enrolei a minha toalha e regressei ao hotel… esperando sinceramente que a dupla companhia de Tom já tivesse saído do nosso quarto.
 
* * *
Continua...
Eu sei que este capitulo não é nada de especial --' Prometo que o proximo será melhor... Mesmo assim, gostava  de saber o que acharam, por isso COMENTEM AMORES :D
 
Loads of Kisses to All of You! 

ps. mia! Em relação ao que me disseste no comentário ao capitulo anterior.... Bem, eu já tinha pensado nessa possibiliade, apesar de não ter sido essa a minha ideia inicial. Ainda estou um pouco indecisa sobre o que fazer. Como nunca escrevi sobre esse tema o mais provavel era ficar uma bela porcaria --' mas ainda vou estudar isso xD

 

música: Super Mário na Nintendo DS, outra vez --'
sinto-me: Capitulo Treze!Capitulo Treze!
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 10

Olá meus amores x)

 

Estava a ver que nunca mais conseguia ter tempo hoje para vir aqui postar o belo do capítulo xD Metade deste capitulo está escrita desde Setembro, acreditam? xD A outra metade escrevi na Terça-Feira. Foi bastante cómico tentar lembrar-me onde queria levar o capítulo, já que ele é tão... erm... cómico, estupido, estranho... não consigo classificá-lo, mas diverti-me à brava a escrevê-lo, apesar dele não ser tão cómico assim --' ]

 

Não vos chateio mais.

Leiam lá que conversamos depois! xD

ENJOY! ^^

 

*  *  * 

 

Chapter Ten
 
Não voltei a ver o Tom quando regressei ao apartamento. Ao entrar somente ouvi a água do chuveiro a correr na sua casa de banho, pelo que decidi ir tomar o meu banho também... esperei poder falar com ele depois. Eu ainda estava por baixo do chuveiro, a tratar de tirar o champô do cabelo quando ouvi a porta da entrada bater com violência. O Tom tinha saído do apartamento sem me dizer nada.
 
Não consegui perceber se ele me estaria a evitar, mas de certa forma até me sentia aliviado por não ter de me cruzar com ele… pelo menos não agora. Precisava de tempo para digerir os meus medos e as minhas suspeitas em relação ao comportamento do meu irmão.
 
O estômago começou a protestar. Já era tarde e eu precisava de jantar… mas descer até ao restaurante era uma ideia que não me atraía minimamente. Liguei então para o serviço de quartos e encomendei um jantar simples e rápido, hambúrguer com batatas fritas e um balde de gelado de chocolate, nada melhor para afogar preocupações!
 
Enquanto comia, procurei não pensar em mais nada… e que tarefa complicada eu fui arranjar! Na minha cabeça multiplicavam-se imagens em que Lilïa se entregava aos braços do meu irmão… Imagens essas nas quais eu não tinha lugar algum para além das sombras. Seria isso que o Tom queria? Ter a Lilïa? Tê-la só para si? Teria sido esta a primeira vez em que eu me tinha intrometido entre o meu irmão e o seu alvo a conquistar?
 
Tinha a refeição a meio quando desisti de a comer. O meu estômago que à tão pouco tempo implorava por comida, dava agora voltas descontroladas, agoniando-me. Não cheguei sequer a tocar no gelado que derretia do seu balde para a pequena mesa da sala.
 
Já com o coração a bater descontroladamente e o ar a faltar-me, deduzi que dormir não fosse a melhor escolha, iria apenas piorar a situação. Vasculhei na minha mala de viagem por um filme de terror que me agarrasse ao ecrã, na esperança de não imaginar os belos e rubros lábios da Lilïa a serem beijados pelo meu irmão.
 
“Aargh! FUNCIONA!” Gritei enraivecido enquanto esmurrava o leitor de DVD do hotel que não parecia querer funcionar. Segundo depois aquele aparelho idiota acabou por me obedecer, pelos vistos tenho de usar a força mais vezes.
 
O filme de terror que escolhi era o favorito do Tom e do Georg. Chamava-se “Not Dead Yet” e era sobre uns seres canibais que estavam vivos o suficiente para devorarem humanos, mas estavam também mortos o suficiente para não poderem ser destruídos. Em poucas palavras: um autentico banho de sangue que me apavorava, e me dava a volta ao estômago a cada cena que o via… O ideal para prender a minha atenção e fazer-me esquecer tudo o resto.
 
Como já estava a espera, a parte em que um zombie arrancava a cabeça da protagonista não me fez ficar aos vómitos, como tinha feito todas as vezes anteriores. Para meu espanto até consegui ver todos os detalhes sem tirar os olhos do ecrã, nem sequer pestanejei por um segundo que fosse…
 
As horas foram passando, os filmes foram-se sucedendo, vi a sequela de "Not Dead Yet", a "Still Not Dead", mas fartei-me depressa. Mudei para a saga “Saw” e agradeci aos céus pelo Tom ser um verdadeiro fã, encontrei todos os DVD’S, “Saw I”, II, III, IV e V... mas para meu lamento, nenhum dos cinco surtia os efeitos que eu queria.
 
Eu pretendia esquecer o que me atormentava, todas as perguntas que me assaltavam, ou então adormecer de exaustão ali mesmo, no sofá. No entanto, voltei a não estremecer quando no “Saw II” uma das protagonistas caiu num fosso cheio de seringas que se lhe espetaram por todo o corpo...
 
As imagens macabras sucediam-se no televisor à minha frente, mas elas eram-me completamente alheias. Agora já não era só o nome da Lilïa que ecoava nos meus ouvidos, era o do Tom também. Tom e Lilïa, Tom e Lilïa, Tom e Lilïa...
 
Seria possível que eu e o meu irmão gémeo estivéssemos apaixonados pela mesma rapariga? Isso nunca nos tinha acontecido… Eu não saberia como agir!
 
Já o “Saw IV” estava a terminar quando ouvi gargalhadas estridentes e descontroladas de duas mulheres vindas do corredor do hotel. Não precisei de pensar muito para adivinhar correctamente o seu acompanhante... De certeza que era o Tom.
 
Vim a confirmar isso mesmo segundos depois, quando a porta do apartamento se abriu, vi o meu irmão completamente embriagado e com um sorriso idiota nos lábios, sendo suportado de ambos os lados por duas belas raparigas que riam descontroladamente, uma delas loira e outra morena.
 
"Heya Billie... Trouxe compania! Espero que não te importes…" Abordou-me ele, arrastando-se até mim com um olho aberto e outro fechado. Naquele preciso momento apeteceu-me bater-lhe, será que ele não consegue ganhar juízo de uma vez por todas?
 
"Estas beldades são, a Carolinee..." E fez um aceno para a rapariga loira à sua direita, que soltou uma gargalhada idiota e lhe depositou um longo beijo no pescoço.
 
Senti-me enojado só de olhar, e o meu irmão ria-se, "Humm, isso foi bom, querida. Tens de fazer isso mais vezes... Bem, Billie, é a Caroline, e esta a Stacey... A Stacey é parecida com a tua havaiana, não achas? Trouxe-a como um presente para ti!"
 
Eu estava chocado com o que acabara de ouvir, pelo que fiquei apático quando Stacey avançou para mim aos zigue-zagues, aproximando demasiado os seus lábios dos meus, e inundando os meus pulmões com um cheiro insuportável a álcool. Senti náuseas no mesmo momento, felizmente reagi a tempo de a impedir que me beijasse.
 
Afastei-a depressa, entregando-a novamente aos braços do meu irmão. Ela pareceu resmungar e fingir um beicinho.
 
Eu então estava ultrajado, "Mas tu estás parvo, Tom?! Não tens vergonha? Estás completamente bêbado, a distribuir raparigas como se fossem bonecas! Que raios se passa contigo?!"
 
"Oh Billie, deixa de ser convencional... Ela até é bem parecida com a Lilïa! E bem boa! Escolhi-a a dedo para ti..."O meu irmão parecia estar a divertir-se bastante, mas eu não estava achar piada nenhuma.
 
Olhei melhor para a Stacey, e percebi o onde ele queria chegar. A Stacey era morena, tinha longos cabelos negros e olhos verdes. Mas só se estivéssemos muito bêbados, como o meu irmão estava, é que se poderia talvez dizer que ela era parecida com a Lilïa... O cabelo da Stacey não era tão brilhante como o cabelo negro da Lilïa, e além de ser baço, era espigado também. Os seus olhos eram de um tom verde doente, incapazes de se comparem aos tons de puro jade com que brilhavam os olhos de Lilïa.
 
O seu bronzeado não era natural, era demasiado forçado, Stacey parecia ter passado semanas num solário, enquanto que o tom de Lilïa era suave, puro e natural. Os seus corpos podiam ser igualmente esbeltos, mas era o de Lilïa que fazia o meu coração bater mais depressa, só pelo facto de não andar a oferecer-se, nem a expor-se através de mini-saias e grandes decotes, e saltos absurdamente altos, como Stacey o estava a fazer.
 
“Tom, tu tens noção do que estás a fazer?... Ou do estado em que tu estás?” Perguntei-lhe tentando permanecer calmo. Discutir com um bêbado não é tarefa fácil.
 
“Tenho perfeita noção do estado em que estou, sim…” Respondeu-me ele com a voz a arrastar, de olhos postos no decote de Caroline e acariciando o fundo das costas de Stacey ao mesmo tempo, “Tenho tuas belas raparigas nas mãos e tu não tens nenhuma… Por isso, vou divertir-me a sério, enquanto tu vais fantasiar com a tua havaiana!”
 
“O quê?! Eu não fantasio!” Gritei-lhe enervado. Eu podia ir sonhar com a Lilïa, imaginar, mas nunca fantasiar… coisas… com ela! As minhas faces começaram a ficar rosadas no mesmo instante.
 
A Stacey e a Caroline continuaram com os seus risinhos irritantes. Perguntei-me se os seus cérebros seriam grandes o suficiente para elas serem capazes de formular uma frase que fosse.
 
“A mim não me enganas maninho, tenho a certeza que fantasias com ela… Sou o teu irmão gémeo Bill, acredita, eu sei!” Agora riam-se os três descontroladamente, e a mim só me apetecia desaparecer.
 
Percebi que não valia a pena discutir com o meu irmão enquanto ele estivesse naquele estado, pelo que respirei fundo, esforçando-me por não dramatizar, e memorizei dentro de mim tudo o que lhe queria dizer na cara amanhã, quando ele estivesse sóbrio… Aí sim, fantasiei com a discussão que iríamos ter no dia seguinte.
 
“Eu não vou dizer mais nada, Tom. Estou farto desta tua atitude… Amanhã falamos.” Cuspi-lhe irritado, virando-lhes as costas no mesmo momento, e dirigi-me para o meu quarto.
 
Antes de fechar ruidosamente a porta atrás de mim, ainda ouvi o meu irmão berrar, “Billie! A Stacey quer a tua companhia, Billie!!”
 
Ignorei-o completamente, como é óbvio. Além disso, o meu irmão não se deve ter importado: em vez de uma rapariga na sua cama, esta noite, acabaria por ter duas.
 
*  *  *

Continua...

Antes de me despedir, queria agradecer por todos os comentários que recebi. Posso ter ficado muito tempo fora, mas continuo a depender dos vossos comentários para ter motivação para continuar a escrever!  Por isso... MUITO OBRIGADO A TODOS ^^

 

Reparei que houve muita gente [ muita gente mesmo ] a ler e a não comentar. Acreditem que eu não vos mordo xD Apercio qualquer comentário, seja ele uma frase ou um testamentoo que eu quero são comentários sinceros... bons ou maus, tanto faz, desde que seja a vossa opinião. De outra forma não poderei corrigir os meus erros nem melhorar a minha escrita ^^ 

 

Loads of Kisses to All of You! x)

 

sinto-me: Coise... xD
música: Anuncios na TV -.-'
publicado por Dreamer às 18:44
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Resumo 1/9

 

Ready? Set! GO!!...
 
Como prometido, aqui está o pequeno resumo de tudo o que se passou na "Forever Sacred" até ao momento. Espero que tenha conseguido reduzir o essencial dos acontecimentos neste pequeno Resumée xD Se não, as minhas sinceras desculpas... A intenção foi a melhor! ^^
 
Ah, e não podia deixar de dedicar este resumo à Inês Spark, pelo post maravilhosissimo que fez para mim... Mais uma vez, continua a não ser suficiente para expressar a minha gratidão x)
 
Mas sem mais demoras:
Le Resumée!
 
*  *  *
Chapters 1 to 9
Small Resume
 
 
Depois de longas e cansativas tours pela Europa e Estados Unidos da América, os Tokio Hotel têm direito a duas semanas de férias, para recuperar energias perdidas. Gustav e Georg já têm os seus planos traçados. Enquanto o primeiro decide passar duas semanas nos Alpes com a família, o segundo prefere regressar a Las Vegas para se reencontrar com uma fã que lá havia conhecido, e com a qual se havia envolvido.
 
São os irmãos Kaulitz que ficam indecisos em relação ao destino das suas curtas férias. Tom insiste em passá-las no Havai, na maravilhosa e pouco frequentada praia de Maili, mas Bill resiste. A distância e a diferença horária demovem-no de aceitar essa proposta, e não abona a favor o facto de terem vivenciado uma má experiencia na sua última viagem a um destino paradisíaco, as Maldivas.
 
Contra sua vontade, e vítima de chantagem pelo irmão gémeo, Bill acaba por ceder à teimosia e persistência de Tom, aceitando acompanhá-lo até Maili. Os receios de Bill, de que aquela viagem de descanso se tornasse num mar de complicações, revelam-se infundados a princípio. Tudo o fazia crer que tinha chegado a um paraíso na terra, até que, na sua primeira ida à praia, encontra à beira mar, brincando alegremente nas ondas, uma rapariga que parecia ter sido retirada de um sonho.
 
Ela era tão perfeita, tão sagrada, estava tão ligada com aquele cenário do paraíso que Bill temeu interpelá-la, receando que toda aquela visão divina se desvanecesse. Os remorsos atormentam-no desde o segundo em que ele a viu partir, e durante toda a noite, por não ter tido a coragem necessária de chegar até ela, de se apresentar, de conversar… Bill sentiu-se determinado a encontrá-la novamente, não aceitava que nunca mais a pudesse ver. Recusava-se a acreditar que a tivesse perdido.
 
Felizmente, logo no dia seguinte, depois de uma incessante busca, ele encontra-a na mesma praia, sentada à beira mar, e na peculiar companhia de uma enorme tartaruga selvagem. Quando dá por si, Bill já está demasiado próximo da rapariga para fugir dela novamente. Acaba por nascer entre eles uma conversa casual… Essa conversa levou a risos e a trocas intensas de olhares. Gerou-se uma súbita mas forte cumplicidade entre os dois.
 
Esse doce momento não poderia durar para sempre. Ambos tiveram de seguir o seu caminho, mas não antes de se apresentarem. O nome da rapariga era sonante como a mais suave das melodias: Lilïa Wai-ola. E o mais curioso de tudo é que ela nunca tinha ouvido o nome “Bill Kaulitz” antes daquele momento, e desconhecia por completo a sua banda.
 
Nada poderia ter agradado mais a Bill. Lilïa não estava a vê-lo como uma figura pública, um cantor, uma rockstar… nem como o ícone que ele representava. Ela estava a conhecê-lo sem filtrá-lo por tabus, sem fazer os típicos juízos antecipados e sem qualquer tipo de estereótipos… Ela estava a ver o Bill que quase ninguém via… Lilïa estava a conhecer o Bill que ele desejava que ela pudesse conhecer.
 
No dia seguinte, mais um encontro acidental origina mais uma agradável conversa. Lilïa contou-lhe mais sobre as suas origens. Havia nascido naquela mesma ilha e continuava a viver lá, com os seus pais e dois irmãos, numa casa de madeira que era ao mesmo tempo um restaurante gerido pela família.
 
Bill estava absolutamente fascinado com toda a magia que rodeava a rapariga, pelo que Lilïa não resistiu, durante a sua despedida, a convidá-lo para um encontro no dia seguinte no restaurante dos seus pais… Disse-lhe que seria como uma surpresa. A explodir de alegria, Bill aceitou o convite prontamente, sem parar para pensar duas vezes.
 
Mas nem tudo é perfeito nesta história.
 
Desde que Bill se começou a aproximar mais de Lilïa, que o seu irmão gémeo se tem afastado dele gradualmente. O olhar alegre e cheio de vida de Tom tornou-se baço, as suas gargalhadas já não são genuínas nem contagiantes como sempre haviam sido. De cada vez que Bill fala de Lilïa com o seu irmão, Tom simplesmente se torna apático, muda de assunto ou decide que tinha algo melhor para fazer… E de todas as vezes que Bill lhe pergunta o que se passa, Tom torna-se evasivo, e mente descaradamente, negando que se passe algo.
 
Infelizmente para todas as jovens que estão alojadas no único hotel de Maili, não é só nesse campo que Tom se tornou estranho. Como já é de conhecimento geral, o SexGot nunca conseguiu ficar muito tempo sem fazer as suas implacáveis conquistas. No entanto, essas conquistas estão a assumir proporções monstruosas. Tom, para além de se aproveitar de fãs cegas pelo fascínio, chega mesmo a escolher um grupo de quatro turistas francesas, quatro amigas íntimas, as quais vai seduzindo, uma a uma, até conseguir levá-las às quatro para a sua cama.
 
Por mais que Bill o tente chamar à razão, Tom limita-se a continuar o seu jogo cruel e desrespeitoso, parecendo soar magoado quando deseja sorte ao irmão para os seus encontros com Lilïa.
   
A mente de Bill divide-se agora em desmedida felicidade e em extrema preocupação. Desmedida felicidade já que não só tem um encontro marcado com a bela Lilïa, como esta diz que terá uma surpresa para ele… E extrema preocupação porque Bill teme que a razão pela qual Tom se tornou tão evasivo tenha algo a ver com Lilïa. Bill receia que o irmão esteja a sentir algo por aquela havaiana que parece saída de um mundo de sonhos… Receia que as suas atitudes, cada vez mais nojentas para com outras raparigas, sejam uma forma de se vingar do irmão, ou de tentar fugir ao problema.
 
Estaria Tom a ficar apaixonado por Lilïa, como Bill se começava a sentir? Ou seria este medo o fruto da imaginação de um irmão preocupado?...
 
 *  *  *
Plim!
Como devem ter reparado, o blog está um pouco cor-de-laranja... ORANGE ATTACK! xD Espero que gostem deste semi-novo visual [ que não tem nada de especial --' ] e que dêem as vossas sinceras opiniões sobre a fic x)
 
Agora, com a vossa lincença, vou explorar o Magalhães que a minha irmãzinha acabou de receber! xD
 
Loads of Kisses to All of You! 
 
sinto-me: MAGALHÃES!! x'D
música: Super Mário na Nintendo DS --'
publicado por Dreamer às 21:04
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Domingo, 28 de Setembro de 2008

Forever Sacred - Cap 9

Olá meus amores ^^

 

Cá estou eu de volta! Disse no outro blog que ia acabar o nono capitulo desta fic, e o prometido é devido xD Aqui está ele para vosso deleite! Não me estou a sentir muito bem, as razões estão no post do outro blog... Ainda me estou a contorcer com dores e a sentir-me uma inútil... O meu nível de auto-estima neste momento não está grande coisa, pelo que eu não gosto muito deste capitulo que escrevi... Acho que não está grande coisa, mas só vocês me poderão dizer o que acharam!

 

Não posso deixar de agradecer a todos os que comentaram... Acreditem que cada comentário é um sorriso enorme que me dão ^^ Mais uma vez... ADORO-VOS!! Não me canso de dizê-lo ^^

 

Bem, não tenho muito assunto de conversa, portanto não vão apanhar grande seca comigo desta vez xD Aqui vai o nono capitulo da fic! [ o nono, não é o décimo... certo Inês? xD ]

 

ENJOY! ^^

 

* * *

 

 

Cada passo que eu dava fazia-me crer que o meu peito estava prestes a explodir de felicidade. Há muito tempo que eu não me sentia assim, tão entusiasmado, tão feliz… tão apaixonado. Nem tinha memória de alguma vez o meu coração ter sido conquistado de forma tão forte e tão súbita como desta vez… Oh, ela é mesmo única…
 
Lilïa… O seu nome ecoava nos meus pensamentos, quando um rapaz de rastas que corria na minha direcção quase me derrubou. Primeiro ouvi a sua voz muito distante, como se, apesar dele estar a cinco centímetros de mim, estivesse a quilómetros de distância, “Bill! Bill? Tu estás bem?”
 
Demorei algo tempo até conseguir focar o rosto daquele rapaz e reconhecer que era meu irmão… Eu estava completamente aluado, com o sorriso mais idiota de sempre rasgado nos meus lábios. Foi num murmúrio sumido e extremamente excitado que perguntei ao Tom, “Porque não haveria de estar bem?”
 
Ele apressou-se a responder, agora mais calmo, no entanto ainda muito apreensivo, “Não sei, pareces… distante.”
 
Claro que pareço distante. Eu estou distante! Estou radiante, combinei um encontro com a Lilïa e ela ainda me disse que teria uma surpresa para mim! Eu tinha mais do que razões para estar aparvalhadamente feliz!
 
“Estive com ela…” Consegui explicar ao meu irmão, num murmúrio ainda meio gaguejado. Recordei-me agora que o tinha deixado a dormir na sua toalha sabe-se lá por quanto tempo! Coitado, ele estava com aspecto de carne assada… e tinha razões de sobra para estar preocupado comigo.
 
“Eu sei que estiveste com ela, Bill. Eu vi…” Foi a resposta curta e seca que recebi dele. Não pude deixar de estranhar, pelos vistos ele continuava aborrecido com algo que eu desconhecia… e de alguma forma a minha felicidade parecia afectá-lo. Pode parecer parvo visto que sou seu irmão gémeo, mas eu já tinha medo de saber a razão pela qual ele estava assim.
 
“E não vieste ter connosco?” Perguntei com receio da sua resposta… E ela surgiu ríspida e agressiva, tal qual eu tinha previsto.
 
“Para quê, Bill? Estavam tão bem os dois sozinhos… Eu só ia estragar.” A forma com que ele enfatizou a palavra «estragar» arrepiou-me.
 
Sem dizer mais palavras, o Tom já me tinha virado as costas e avançado a passo apressado pelo areal na direcção das nossas toalhas. “Tom! Anda cá!” Berrei-lhe enquanto o chamava, não sabia o que se passava com ele, mas queria poder ajudá-lo da melhor maneira que estivesse ao meu alcance. “TOM!!”
 
“Não tenho tempo, Bill…” Respondeu-me com um olhar vazio, muito diferente daquele sorriso brilhante que me contagiava sempre. “Combinei com a Caroline que ia jantar com ela hoje, tenho de me despachar...”
 
“Então mas a rapariga não se chamava Christinne?” Perguntei-lhe confuso. Ele ontem tinha estado com a Christinne, a rapariga de cabelos roliços e com muitas sardas, e tinha-lhe prometido que hoje se encontrariam… Christinne, e não Caroline.
 
“Quero lá saber da Christinne…” Cuspiu o meu irmão com grande desprezo. A sua frieza chegou mesmo a perturbar-me, “Ela é só uma miudinha mimada, demasiado imatura… Talvez a Caroline seja melhor, pelo menos parece ser mais atrevida. Pode ser que ela me deixe levá-la para a cama sem fazer grandes dramas…”
 
“TOM!!” Berrei-lhe estupefacto, enquanto me esforçava por o seguir pelo areal, agora que já carregávamos as nossas tralhas de regresso ao hotel. Eu estaria a ouvir bem? O meu irmão tinha voltado ao mesmo! E eu que achei que ele se tinha tornado ligeiramente mais sensível…
 
“Que raios se passa contigo, Tom?” Continuei a gritar-lhe mas ele fingia que não me ouvia. Sim, fingia, porque toda a praia estava a olhar para nós... mas o meu irmão continuava a afastar-se de mim velozmente, chegando ao caminho de tábuas do hotel muito antes de mim.
 
“TOM!” Gritei-lhe uma última vez, e finalmente ele virou-se para me encarar… Os seus olhos estavam vermelhos de raiva, os seus dentes e punhos muito cerrados, demonstrando o quão tenso ele estava.
 
“Porra, pá!” Foi a vez dele gritar quando eu o alcancei, “Eu sei como me chamo, escusas de andar por aí a berrar… A esta altura Maili inteira sabe o meu nome!”
 
A raiva começou a correr nas minhas veias também, e não consegui evitar dar-lhe um murro no braço, que mais pareceu um empurrão mal dado. Era nestas alturas que eu gostava de ter mais força que o meu irmão.
 
Vi-o ficar especado a olhar para mim, como que tivesse acordado de um transe, ou melhor, como se tivesse acordado de um acesso de ódio. Ambos estávamos subitamente mais calmos, por isso decidi agarrar-lhe nos ombros como havia feito na noite anterior, gentilmente, e voltei a repetir a mesma pergunta que lhe tinha feito nessa altura, “O que se passa contigo, mano? Estou cada vez mais preocupado contigo…”
 
Olhei fundo nos seus olhos castanhos, procurando uma resposta. Mas ele simplesmente desviou o olhar, encolhendo os ombros com indiferença sem pronunciar uma palavra que fosse.
 
“Fui eu que te fiz alguma coisa?” Perguntei-lhe angustiado, sem saber se lhe deveria fazer essa pergunta ou não, “Estás tão amargo e frio comigo… Que foi que te fiz, Tom?”
 
A reacção dele ainda me angustiou mais. O Tom demorou a responder, como se estivesse prestes a admitir algo... Algo que ele sabia que me ia magoar. O meu coração disparou. Eu estava de facto a fazer algo que estava a perturbar o meu irmão gémeo… mas pior de tudo, eu não sabia o que era!
 
Com um sacudir gentil de ombros o meu irmão afastou-se de mim, continuando incapaz de me olhar nos olhos. Quando a sua resposta veio, soou trémula… soou a uma mentira, “Não ligues, Bill… É só sono de mais e sexo de menos… Isto passa.”
 
Se não fossemos um par de gémeos tão próximos, com uma ligação tão forte, eu nunca teria sido capaz de interpretar aquele olhar que ele me lançou quando me fitou por apenas um segundo. A resposta para a atitude do Tom apareceu clara na minha mente… E eu estava aterrorizado. Se as minhas suspeitas se verificassem, eu nunca saberia como reagir.
 
“Tu… Tom, tu…” Gaguejei enquanto o meu coração bombardeava quantidades absurdas de adrenalina para as minhas veias, “Tu estás assim por eu… eu e a Lilïa…?”
 
Nem tive coragem de terminar a pergunta, o ar faltou-me. Ele tinha-se sentido interessado pela Lilïa desde o primeiro momento em que a viu… Tal como eu. Mas neste aspecto fomos sempre tão diferentes, nunca consegui distinguir a simples atracção que ele sente por uma rapariga, de um sentimento mais sério, mais verdadeiro… de amor, e isso estava a aterrorizar-me. Será que ele sentia por ela o mesmo que eu sentia?
 
Os olhos dele prenderam-se aos meus durante um longo segundo que mais pareceu uma longa e penosa hora, e por fim ele afastou-se, com um sorriso amargo nos lábios, “Não sejas parvo, Bill… E não sabes o que dizes.”
 
Okay, eu agora tinha a certeza que ele me estava a mentir. O seu olhar vazio era a prova que eu precisava. Chamei-o novamente, como que tentando convencer-me que eu estava errado, mas o meu irmão já estava a entrar as portas de vidro do Hotel, “TOM!”
 
Da entrada o Tom gritou-me, “Bill, Bill, Bill, Bill!!... Vês o quão irritante isso é?” Espantei-me ao ver um sorriso no seu rosto, podia ser um sorriso fraco e meio amarelo, mas contribuiu para que eu me acalmasse. Tive de me rir com ele.
 
Através de um aceno breve, o Tom despediu-se, “Tenho de ir tomar banho e disfarçar o escaldão para a minha noite com a Caroline… Até logo, mano.”
 
E foi assim que ele me deixou, de calções de banho, de chinelos e toalha de praia na mão, e com uma tonalidade de pele que não me pertencia, a olhar para a porta do Hotel… Temendo que pelo simples facto de me estar a aproximar da Lilïa, me estar a afastar do meu irmão.
 
 
* * *
 
Continua...
Espero que tenham gostado, porque eu gostei mesmo muito pouco =(
Preciso de opiniões sinceras, tenho mesmo muitas dúvidas em relação a este capitulo!
 
Vou tentar adiantar o próximo ainda hoje, mas não sei se a minha bexiga vai colaborar comigo... Vamos a ver como corre! xD
 
Loads of Kisses to All of You! x)
 
 
música: Muse - Bliss
sinto-me: Ai a porra da minha bexiga! =(
publicado por Dreamer às 18:28
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Forever Sacred - Cap 8

Olá meus amores!

 

Bem, devem querer saber porque raio não postei mais cedo... E eu tenho a dizer que desta vez não foi falta de tempo o meu problema... --' Eu devo ser o anormalético ser humano nomais azarado à face do planeta... Na Sexta Feira à tarde perdi a minha pen. «E o que é que isso tem de mal?» podem perguntar vocês, e eu respondo: É dentro da pen que eu guardo todas as minhas fics, T-O-D-A-S, mesmo aquelas que ainda não estão postadas. Desde que o meu pc fixo avariou, passei as fics para a pen e ando a utilizar os ficheiros sem os passar para o pc portátil... simplesmente porque o portátil é dos meus pais --' Ou seja, perdi a minha pen e entrei em pânico xD Mas felizmente as minhas suspeitas confirmaram-se, e eu tinha-a deixado na faculdade... Encontrei-a hoje de manhã. Uffff!! Que alívio! x'D

 

Desculpem o facto de eu ser uma despassarada de primeira apanha x'D Mas bem, já têm aqui o novo capitulo, muito especial por sinal xD Espero que compense. E ainda, queria agradecer a todos os que comentaram, ADORO-VOS ^^

 

Os que leram e não comentaram... [ Sim, eu sei que anda por aí gente a ler de borla! xD ] Queridos, eu não vos mordo! xD Só quero mesmo saber o que acham. Mesmo que odeiem, eu quero saber, só assim posso melhorar! Por isso comentem, pode ser só uma simples frase, desde que seja sincera ^^

 

E agora, sem mais demoras,

ENJOY! ^^

 

* * *

 

Não sei quanto tempo passou desde que adormeci na praia, mas o sol que estava no seu ponto mais alto do céu quando fechei os olhos pela última vez, tinha agora descaído para oeste, o que me levou a crer terem já passado várias horas. Sentia o meu corpo demasiado quente, a minha pele queimava… Só esperava não ter apanhado um escaldão demasiado grave.
 
A custo, sentei-me na minha toalha e esforcei-me por abrir os olhos. Ao fazê-lo encontrei o meu irmão ainda adormecido na toalha a meu lado, deitado na areia de barriga para cima. Senti-me no dever de o acordar:
 
“Tom… Tom?” Chamei, mas ele nem se moveu. Decidi insistir, chocalhando o seu ombro, “Tom, acorda pá… Tens de sair do sol.”
 
Sem ele ter acordado devidamente, ouvi-o resmungar algo que eu não percebi, e rodar o seu corpo, de forma a deitar-se desta vez de barriga para baixo. Não consegui evitar soltar uma gargalhada, “És uma sardinha, é? Já assaste de um lado e agora vais assar do outro?”
 
“Deixa-me estar, Bill… Quero dormir.” Implorou ele, ainda sem abrir os olhos, regressando ao profundo estado de sono do qual não me pareceu ter chegado a sair.
 
“Deixa-te ficar, então.” Ri-me novamente, mas desta vez mais resignado. Eu não ia ficar ali a olhar para ele a dormir, muito menos a queimar-me mais do que já me tinha queimado, portanto decidi avisá-lo, “Eu vou dar um mergulho para arrefecer. Volto já, Tom, está bem?”
 
Ele resmungou mais alguma coisa que eu voltei a não compreender, mas também não preocupei. Tinha a certeza que quando voltasse à toalha o ia encontrar ainda adormecido.
 
Levantei-me o mais devagar que consegui, sentir a minha pele queimada a esticar era tão doloroso… Mas atravessar o areal escaldante era ainda mais doloroso, as semelhanças entre mim e um coxo, enquanto eu corria em direcção às águas, eram mínimas. Mal tive tempo de me endireitar quando, finalmente, os meus pés entraram na água… No entanto, e para minha infelicidade e vergonha, desequilibrei-me estupidamente, e caí de forma aparatosa na água.
 
À minha volta não se tardaram a ouvir gargalhadas. Agora tinha o rosto cada vez mais vermelho, e o escaldão não tinha nada a ver com isso. Estava tão envergonhado que não tardei a mergulhar fundo no meio da suave ondulação, e nadei o mais que consegui, afastando-me da costa.
 
Já tinha saudades de me sentir assim, o meu corpo quente a atravessar as águas. Há muito que não estava assim, em sintonia com o mar… O meu corpo a dissolver-se naquele liquido puro, como se eu e ele fossemos um só. Sempre me senti confortável neste elemento, por várias vezes até desejei poder respirar debaixo de água para nunca mais ter de voltar à superfície. Pensamentos parvos, eu sei, mas quando estou assim, bem distante do areal, quando à minha volta não há mais nada senão o grande azul, eu só queria unir-me ao mar… Sempre tive esta sensação, esta vontade, mas nunca a expressei para além dos meus pensamentos, porque acho que nem o meu irmão compreenderia.
 
Recomecei as minhas braçadas, desta vez sem me preocupar por quanto tempo o faria, limitei-me a nadar paralelamente à costa e a deixar-me levar pela corrente. Eu não era o único a fazê-lo, nem poderia ser, não era só o areal que estava apinhado de gente, também as águas estavam assim. Cruzei-me com muita gente dentro de água enquanto nadava sem sequer prestar atenção aos seus rostos… Só um habitava na minha mente, o doce rosto da Lilïa.
 
Quando chegou à altura de voltar para trás, depois de eu ter perdido a conta aos metros que tinha nadado, decidi repousar um instante, deixando o meu corpo mole boiar na superfície calma das águas.
 
Estava tão relaxado que demorei a aperceber-me de uma voz doce e cristalina que chamava o meu nome, não muito longe de mim, “Bill?... Bill Kaulitz?”
 
Aquela voz… Eu conhecia aquela voz…
 
“Lilïa?!” Chamei de volta timidamente enquanto nadava na direcção de uma rapariga de cabelos negros que se aproximava de mim… E lá estava ela, Lilïa Wai-ola.
 
“Sim, sou eu, Bill! Como estás?” Cumprimentou-me ela, rindo alegremente enquanto dava umas últimas braçadas para me alcançar. Observei-a enquanto ela nadava graciosamente na minha direcção, e nem me surpreendi pelo facto dela me parecer mais como uma sereia do que com uma humana.
 
Quis responder-lhe, Estou bem melhor agora que aqui estás, mas decidi não abusar da minha sorte, “Estou muito bem, a aproveitar o dia… E tu?”
 
“Estou igualmente bem…” Respondeu-me ela gentilmente, enquanto juntos nos fomos aproximando da costa, para uma zona menos profunda, onde pudéssemos colocar os pés no chão.
 
Estar ali ao lado dela roubava-me a respiração e qualquer tentativa que eu fizesse para parecer racional. O meu coração disparava dentro do meu peito, enquanto os meus joelhos estremeciam… Eu queria encontrar um assunto decente para conversar com ela mas nada me parecia suficientemente bom.
 
A Lilïa observava-me com curiosidade, e com um sorriso doce nos seus lábios carnudos. Meu deus, ela está em biquini! Que estúpido que eu sou, é claro que ela estava em biquini, de que outra maneira é que ela poderia estar? Obriguei-me a não olhar demasiado para o seu corpo delgado de curvas perfeitas, nem a perder tempo a admirar como a cor o seu biquini assentava tão bem com o tom da sua pele… Tinha de arranjar assunto e depressa.
 
“Este sitio é lindo, tens muita sorte por morar aqui.” Foi a primeira coisa que me veio à cabeça ao olhar em volta. Não estava a dizer mentira nenhuma, só queria que ela não me tomasse por idiota por fazer comentários tão banais.
 
“Sim, já me apercebi disso…” Surpreendi-me ao ver aquele sorriso que eu tinha começado a adorar a rasgar-se no seu rosto, enquanto ela se esforçava por pentear os seus cabelos negros. “Acho que não seria sequer a mesma pessoa se não tivesse nascido nesta praia.”
 
“Tu nasceste… nesta praia?” Gaguejei incrédulo. Já tinha admirado a forma como ela parecia pertencer àquele ambiente… Mas nada me faria adivinhar que ela tivesse de facto nascido naquela praia.
 
Pelos vistos ela nãos achou estranha a minha admiração, limitou-se a responder-me com naturalidade, “Sim… Naquela casa ali ao fundo, vês?” E então apontou com os seus dedos longos e finos na direcção de uma casa antiga, construída em madeira negra mesmo no fundo do areal. O rés-do-chão dessa casa parecia ter sido transformado numa esplanada.
 
“Uau… E ainda moras lá?” Não consegui conter a minha admiração e disparei a pergunta sem pensar. Só depois de ver a sua sobrancelha levantar-se em sinal de apreensão é que me apercebi que poderia estar a ser inoportuno. “Desculpa… Não queria parecer intrometido nem nada, desculpa a sério. Não precisas de responder.”
 
“Não sejas tonto…” Riu-se ela novamente, desta vez dando-me uma ligeira pancada no meu ombro. Não tardou a explicar com um sorriso, “Ainda moro lá, sim. Moro lá com os meus pais e os meus dois irmãos. O primeiro piso é um bar, o bar que os meus pais herdaram dos meus avós… Eu e os meus irmãos trabalhamos lá no nosso tempo livre, para os ajudar.”
 
Eu estava absolutamente petrificado, quanto mais conhecia a Lilïa, mais ela me fascinava… A única coisa que consegui balbuciar foi, “Fantástico…”
 
Devo ter feito uma cara tão aparvalhada que ela desatou a rir. As suas gargalhadas fizeram o meu estômago dançar de forma desconfortável, que raios se passava comigo?
 
Seguiu-se um momento de longo silêncio no qual eu fiquei sem saber o que fazer, tinha medo de me fazer passar por idiota outra vez.
 
Foi ela quem falou, perguntando-me timidamente, “E tu… só tens essa tal banda? Os Hotel não-sei-de-onde?”
 
A careta amorosa que ela fez a dizer Hotel não-sei-de-onde fez o meu coração derreter, pelo que demorei a corrigi-la, “Os Tokio Hotel...?” Ela acenou positivamente com a cabeça, ainda rindo, e eu pude ver as suas faces ruborizar… Ela estava com vergonha?
 
Tentei afastar todos os meus desejos de a tomar nos meus braços e apressei-me a explicar-lhe, sentindo-me automaticamente atrapalhado por viver uma vida tão fútil em comparação à vida simples dela, “Sim, só tenho a banda, não trabalho em mais nada, nem estudo… Tivemos sorte, somos reconhecidos o suficiente para vivermos disso…”
 
Previ que um silêncio perturbador se instalasse, por isso decidi brincar com ela, “Mas ao que parece há alguém que ainda não nos conhece…”
 
Resultou, ela lançou-me um sorriso maravilhoso e levantou as mãos ao alto como uma criminosa, “Sim, admito, sou culpada!” Depois baixou os braços e corou novamente, quando murmurou, “Mas adorava conhecer as vossas musicas…”
 
“Talvez tas mostre um dia destes…” Quando dei por mim estava a corar também, isto estava a tornar-se caricato.
 
“Parece-me muito bem.” Assentiu ela, esforçando-se por esconder o rosto atrás de uma cortina de cabelos negros que brilhava intensamente.
 
Desta vez o silêncio que se instalou não era incómodo, apenas me fazia estremecer de prazer só de pensar na ideia de lhe poder cantar as minhas músicas. Entrei num estado à vontade tão grande que, sem me aperceber, comecei a desfazer-me em lamechices.
 
“Este sítio é mesmo mágico… Parece estar tudo em sintonia… As plantas, as águas, os animais, a vossa tradição… Até em ti se vê essa ligação!” Okay, agora é que ela me ia rotular como o maior idiota da história do Havai. Tenho de aprender a estar calado.
 
Nada me poderia ter preparado para uma reacção tão entusiasmada da parte dela, “A sério, Bill? Achas mesmo isso?”
 
Corei intensamente quando confessei, “Sim, Lilïa…”
 
Por um longo momento, os seus olhos cor de jade fixaram os meus, brilhando mais intensamente que nunca… e eu quase a tomei nos meus braços. O seu olhar era tão intenso e tão irresistível que eu fui obrigado a quebrar o contacto e proibi-me a mim mesmo de revelar o que o meu coração descontrolado queria gritar.
 
Não sei quanto tempo ficámos ali os dois, brincando descontraidamente com a suave ondulação. O silêncio já não era desconfortável, muito pelo contrário, era cheio de sentido, e nem eu ou ela sentíamos necessidade de o preencher. Estávamos tão bem assim, trocando perciosos olhares, desfrutando cada mergulho, cada toque ligreiro e casual das nossas mãos… Quem me dera poder ficar assim para sempre.
 
Há muito tempo que não estava com uma rapariga tendo a certeza que ela não queria nada mais do que a minha companhia, e apercebi-me que tinha saudades disso.
 
Mas o que é bom não dura para sempre, e a despedida veio mais depressa do que eu teria gostado, “Lamento, Bill… Mas tenho de ir ajudar os meus pais.” Dizendo isto, começou a dirigir-se ao areal, e eu segui-a instintivamente, “Prometi que só vinha dar um breve mergulho, mas já aqui estou à que tempos contigo.”
 
O seu tom não era enfadonho, longe disso, quando olhei o seu rosto ela sorria abertamente.
 
“Eu também tenho de ir…” Sorri para ela, escondendo o quanto lamentava a despedida, “Deixei o meu irmão a dormir na toalha, ele já deve estar mais assado que um frango!”
 
Lilïa soltou uma forte gargalhada, provavelmente a mais forte daquele dia. Deixei-me deslumbrar pela sua beleza, como é que era possível ela ficar ainda mais bela quando se ria?
 
“Então não te demores mais, Bill…” Aconcelhou ela, ainda rindo. “O teu pobre irmão já deve estar demasiado bem passado!”
 
As nossas gargalhadas morreram no momento em que tomámos cada um o nosso caminho, indo em direcções opostas da mesma praia. Não me queria separar dela novamente… Não queria ficar outra vez na incerteza…
 
“Quando é que te vou poder ver outra vez?” Perguntei a medo, inseguro se deveria ter feito aquela pergunta ou não.
 
Depois de um curto silêncio, durante o qual Lilïa ponderou a sua resposta, vi o canto dos seus lábios curvar-se de alegria, “Bem… Se gostaste tanto da magia da ilha, e da nossa tradição, vem ter comigo ao bar dos meus pais amanhã há noite… Digamos que será a surpresa ideal para ti.”
 
O meu coração explodiu de alegria, “Uma surpresa?” Gaguejei incrédulo, seria aquilo um sonho?
 
“Sim, acho que será uma surpresa…” Confirmou Lilïa, reprimindo uma gargalhada. Deduzi que eu estava com cara de idiota absurdamente feliz a olhar para ela, que vergonha…
 
Antes de me voltar as suas costas ela ainda me recomendou, “Não te atrases, Bill! Tens de lá estar antes das nove da noite. Se quiseres leva o teu irmão…”
 
“Está bem…” Gaguejei ainda fora de mim, incapaz de acreditar que isto me estava esmo a acontecer. Ainda com um sorriso rasgado no rosto, despedi-me, “Até lá, então.”
 
“Adeus, Bill!” Foi a última coisa que ouvi a sua voz cristalina me dizer, e depois o seu corpo delgado e moreno misturou-se na multidão de pessoas que passeava à beira-mar.
 
* * *
 
Continua...
Plim! Espero que tenham gostado... Fico à espera de saber opiniões ^^
Hoje não vos chateio mais, até porque estou a morrer de fome e sono x'D
 
Loads of Kisses to All of You! ^^

 

sinto-me: Fome. Sono. Fome xD
música: The Kaiser Chiefs - Every Day I Love You Less And Less
publicado por Dreamer às 20:07
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Forever Sacred - Cap 7

Olá meus amores!

 

Estou frustrada... Ontem foi o primeiro dia de aulas e os meus professores já marcaram trabalhos para entregar depois de amanhã... Sinceramente isto é de loucos! O trabalho será mega trabalhoso, a realização de um portfolio de trabalhos que fizémos nos últimos dois anos! E querem isso pronto já! Que frustração, a sério. Ainda só consegui ler uma fic, vou tentar ler o resto das vossas depois de Quinta-Feira, depois de ter a m*rda do trabalho entregue --' Juro que estou capaz de matar alguém... Grrr...

 

Mas bem, não estou aqui só para desabafar as minhas mágoas de veterana do curso de aquitectura que não tem sequer tempo para comprar a porcaria do traje académico... Venho-vos entregar o sétimo capitulo da fic antes de me pôr a trabalhar!

 

Antes disso, queria só agradecer os tantos comentários, mil beijinhos para todos!, e queria dizer à Ritoka que terei todo o prazer de ler e comentar a tua fic! Mas, como acima expliquei, só poderei fazê-lo depois de Quinta-Feira. Fiquei muito feliz ao ler o teu comentário, e eu é que te agradeço ^^

 

E agora,

ENJOY! x)

 

* * *

 

 

Não dormi grande coisa naquela noite. Em parte devido ao Tom. Não conseguia mesmo perceber o que se passava com ele. Num momento estava tudo normal, mas no outro ficou estranho, apático, ausente… Eu estava preocupado com ele.
 
Aos poucos, a preocupação que sentia pelo meu irmão foi sendo afogada pela excitação que sentia no peito. A razão para o meu coração estar a bater mais forte era muito simples, resumia-se a um nome: Lilïa Wai-ola. Lilïa, aquela simples rapariga que se cruzou comigo e que arrebatou o meu coração de uma forma simples, mas arrebatadora. Estaria eu apaixonado? Agora que pensava assim, julguei encontrar explicação para o turbilhão de sentimentos que me arrebata quando a vejo… quando penso nela…
 
Mas não podia ser, não podia ter sido uma coisa assim tão repentina. Eu teria de ter cuidado com o que sentia, não me podia deixar levar assim, era insensato da minha parte. Terei de ter ainda mais cuidado com o meu coração, ele parece enganar-se, iludir-se… Tenho de manter os meus pés bem assentes no chão.
 
Horas depois de ver o sol nascer por entre a janela entreaberta, achei que não havia mais necessidade de fingir que estava a dormir, por isso levantei-me. Por estranho que pareça, não sentia qualquer sono, apenas uma vontade incontrolável de ir para a praia.
 
Não estava à espera de chegar à sala e encontrar o meu irmão ali, recostado no sofá, diante um televisor que obedecia a um zapping frenético. Ele estava tão absorto nos seus pensamentos que nem me viu chegar:
 
“Já acordado, Tom?” Perguntei-lhe, fazendo o tremer de susto… Meu deus, ele continuava estranho, o seu olhar, normalmente brilhante e cheio de vida, estava vazio e apagado como na noite anterior.
 
“Acho que estou a ficar farto de dormir tanto…” Foi a resposta seca que ele me deu, enquanto se recostava novamente no sofá sem olhar para mim uma única vez.
 
“Que raios se passa contigo afinal?” Perguntei-lhe asperamente, sentando-me a seu lado enquanto o fustigava com o olhar. Detestava ver o meu irmão assim sem saber o que ele tinha, sentia-me impotente.
 
“Não se passa nada…” Descansou-me ele pousando o comando agora que tinha encontrado um canal semelhante à Eurosport, onde passava um jogo de voleibol feminino… Pelo menos este era um bom sinal, pensei eu com um sorriso. Depois ele continuou num murmúrio que eu mal ouvi, “Estou só a pensar… naquilo que disseste.”
 
Terei ouvido bem? Ele estava mesmo a considerar o que eu lhe tinha dito em relação às relações que tem tido, e à forma como trata as raparigas? Não, não podia, ele teria de estar doente para fazer uma coisa dessas…
 
“Vais pedir desculpas à Christinne?” Perguntei imediatamente com um sorriso esperançoso rasgado nos lábios, seria possível que depois de tanto tempo, o meu irmão estava a mudar?
 
Quais quer esperanças que eu possa ter mantido durante aquele segundo, foram apagadas quando ele me olhou como se nunca me tivesse visto na vida, “Do que é que estás a falar, Bill?”
 
“Do que é que estás tu a falar, Tom?” Disparei-lhe de volta, cada vez mais confuso. Ele estava a pensar no que eu lhe tinha dito, mas não estava a pensar no ralhete que eu lhe tinha dado sobre como tratar raparigas… Então estava a pensar em quê? Para além disto só lhe falei da minha tarde com a Lilïa…
 
O Tom olhou para mim por um momento, como se estivesse a decidir se deveria contar-me ou não o que lhe passava pela cabeça, mas depois encolheu os ombros e olhou novamente para a televisão, “Não ligues mano, isto passa…”
 
Não quis insistir mais. Ele sabia exactamente onde eu queria chegar e estava a retrair-se, portanto eu ia respeitar a sua vontade e ia mesmo parar de insistir.
 
A vontade incontrolável que sentia dentro do peito de correr para o areal em busca da Lilïa voltou a crescer, e depressa tomou conta de mim. Não demorei a imaginar como seria estar com ela novamente, na minha cabeça eu e ela já conversávamos alegremente sobre os assuntos mais banais… Estava a sonhar acordado. Fui desperto das minhas divagações quando o meu irmão começou a mudar de canal novamente, ao que parece o jogo de voleibol feminino havia terminado, e tinham começado provas masculinas.
 
“Queres ir para a praia, Tom?” Perguntei-lhe ainda com um sorriso idiota nos lábios.
 
“Acho que era uma ideia.” Foi a única coisa que o ouvi murmurar antes de mudar novamente de canal.
 
Por mais que eu quisesse não insistir em saber o que o meu irmão tinha, continuava a não suportar vê-lo assim. Agarrei-lhe os ombros com força e sacudi-os, como ele muitas vezes me fazia a mim, e comecei a implicar com ele por entre gargalhadas, “Reage rapaz! Vamos para a praia! Eu vou ver se encontro a Lilïa, e tu procuras a Christinne…” Os seus olhos serraram-se mais um pouco, pelo que eu corrigi, “Não precisa de ser a Christinne então, uma qualquer… que te agrade!”
 
Nem acredito que estava a dizer uma coisa destas depois de ralhar com ele sobre o assunto, mas eu não conseguia ver o meu irmão assim… Se para ficar bem tinha de engatar raparigas ao acaso, então, por mais que custasse, ele que fizesse isso!… Tenho noção que estou a ser egoísta, e bastante contraditório, mas só quero ver o meu irmão bem, alegre, com aquele sorriso tão contagiante no seu rosto. 
 
E pelos vistos estava a resultar, porque consegui arrancar um pequeno sorriso dele. “Suponho que uma ida à praia me faça bem…” Riu-se o meu irmão, atacando-me com cócegas logo a seguir. Consegui ver agradecimento no seu olhar.
 
“Então vamos!” Anunciei com uma gargalhada, levantando-me no mesmo instante e arrastando o meu irmão comigo.
 
Antes de nos dirigir-mos ao areal ainda passamos pelo bar do hotel. Nem eu nem o Tom tínhamos jantado na noite anterior, e como já passava das onze e meia da manhã, era demasiado tarde para um pequeno-almoço. Comemos umas tostas bem grandes, com mais ingredientes do que era costume, e bebemos uns batidos de frutas, e só depois partimos para o areal da praia de Maili.
 
Durante o dia a praia estava mais povoada do que à hora que a tínhamos frequentado nos dois dias anteriores. Eu e o meu irmão tivemos mesmo dificuldade em encontrar um local onde estender as nossas toalhas. Convenci o Tom a avançar o mais possível para longe do hotel, aproximando-nos da zona onde ontem tinha encontrado a Lilïa no dia anterior, e o Tom não se importou.
 
Assim que nos estendemos ao sol os meus olhos começaram a fechar-se. Finalmente a noite mal dormida começou a trazer as suas consequências. Ali, debaixo daquele sol quente, naquela temperatura abrasadora, o meu corpo foi ficando cada vez mais entorpecido.
 
“Oh meu deus, Tom… Estou a ficar com tanto sono.” Refilei para o meu irmão, quase sem conseguir abrir os olhos, praticamente implorando que ele fizesse algo para me acordar. Esperei que ele dissesse alguma coisa, mas nem se moveu. Quando me apercebi, ele já tinha adormecido, a sua respiração profunda e regular, e a inércia do seu corpo deitado ao lado do meu confirmavam-no.
 
“Oh não, Tom… Eu não quero dormir!” Protestei uma última vez, antes da minha mente ser embalada num sono profundo.

 

 

* * *

 

Continua...

Tada! Eu sei que foi pequeno, mas teve de ser xD Vêem? Postei mais depressa do que era custume, e prometo que o próximo capitulo, para além de trazer surpresas e ser maior, virá também depressa!

 

Espero que tenham gostado, e que me desculpem pela minha vida atarefada, mas realmente não tenho andado a conseguir conciliar as coisas... Que frustração --'

Adorava saber a vossa opinião!

 

Loads of Kisses to All of You!

 

música: Bloc Party - Banquet
sinto-me: Frustração, frustração!
publicado por Dreamer às 18:37
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

Forever Sacred - Cap 6

Olá meus amores,

VOLTEI ^^

*Dreamer faz festa e dança à volta do computador*

 

Não, não é nenhuma miragem, eu voltei mesmo x) Aww... Tinha tantas saudades de vir aqui! Primeiro apanhei um susto oO "Onde foram os comentários!?" Mas fiquei feliz por, mesmo assim o post passado ter ficado com 57 comentários.. Uau, tanta gente a comentar O.O Eu sei que devem ter pensado que eu tinha morrido, ou até que estou a escrever este post do mundo dos mortos... Mas eu estava mesmo a precisar de tirar férias de mim mesma, e foi isso que fiz nas últimas semanas. Agora estou de volta, e espero não ter de desaparecer tão cedo xD

 

No entanto, antes de vos presentear com o tão esperado capitulo [ esperaram mesmo muito tempo para lê-lo, eu até estou com vergonha --' ] eu quero fazer uma homenagem àqueles que estão sempre aqui, que me apoiam com os seus comentários e também com fantásticas conversas no msn... [ olhem para a organizadinha que eu sou, até fiz uma listinha ^^ ]

 

Akira LP

Ritz [ Twinas^^ ]

Inês Spark

mia

Biscóitah

Maupa

Bunna

JOw'z

x Puky

Su

Bitter-Sweeter

Molly

protagonistas

Nair

Tááh

Dirty Little Secret

• Sara
x Bubbles
CicianGosth
*Tomma Caralha*
Lila
claudia
*Menina do ToM*

gata_poeta

Sofia Oliveira

angel***

Bi@hH

sófi

Tokio Hotel ^^

kaulitza_fur_immer

Anónimo ( Sejas tu quem fores xD )

Ritoka

mus@

Crazy Romantic Star Kaulitz [LBSFM]

.:*KitKatty*:.

a Bubbles . TKF

J.G.

Jojo zinha* lovely*

Rita

Daniela

 

 

[ Txiii... Que grande lista, meu deus! xD Mas todos merecem! Imploro desculpas de joelhos se me esqueci de alguém! :x ] A todos vocês, o meu sincero muito obrigado, podem ter acerteza que tenho vontade de ir aí ter com cada um de vocês, e pregar uma beijoca na vossa bochecha ^^
 
Re-li agora cada nome e fiquei com uma lágrima no olho... Se ainda escrevo estas fics e se continuo a vir a estes blogs, é mesmo por vocês! Obrigado por tudo!
 
Maaaas,
menos lamuria e mais fic,
que vocês já se devem estar a cagar para mim xD
ENJOY! x)
 
* * *
 

 

Estava perdido em divagações à medida que fazia o meu percurso de regresso ao hotel. Se não fossem as pequenas ondas, agora muito frias, a cobrirem-me as pernas até ao joelho, eu provavelmente perder-me-ia na minha própria mente. Esforçava-me para gravar na memória pedaço daquele encontro, cada palavra, cada gesto, cada olhar… Tudo para mim era precioso, e eu não queria perder nem um segundo daquelas recordações ainda tão recentes.
 
Revivi aquele momento vezes e vezes sem conta, enquanto avançava demasiado lentamente através das águas. Eu não me importava com o tempo que fosse levar a chegar ao hotel. Para dizer a verdade, eu não me importava com grande coisa para além de repetir o nome dela na minha mente tantas vezes quantas possíveis… Lilïa… É um nome perfeito, para uma pessoa perfeita.
 
Dentro de mim acendia-se a esperança. Apesar dela se ter retirado de forma brusca e inesperada, eu também reconheço que estava a ultrapassar as marcas quando quase fiz aquele comentário… “Que nome lindo!…” Recordei fazendo uma careta envergonhada, “É um nome lindo, mas não tão lindo como…” Tu. Só me faltou dizer aquela palavra… Tu. Mas cobarde como sou nestes assuntos, a voz não me saiu, e eu estou mesmo surpreendido por ter conseguido o resto da frase. O facto é que ela percebeu a palavra que eu queria dizer e não disse… e afastou-se.
 
Ela afastou-se mais rapidamente do que eu teria gostado, sem trocarmos mais palavras. Fiquei sem saber se haveriam hipóteses de nos encontrarmos novamente, mas algo dentro de mim, uma esperança provavelmente absurda, disse-me que sim, que esta não seria a última vez que eu ouviria aquela sua voz doce e cristalina.
 
Estava perdido nas minhas divagações, afundado nas memórias, quando avistei as luzes do hotel e comecei a subir o areal. Sem prestar atenção nenhuma ao chão que pisava, muito menos ao que me rodeava, quase tropecei num casal de namorados que estavam deitados na areia, a aproveitar a privacidade da praia deserta e o brilho da lua que surgia num tom laranja sombrio no horizonte. Fiquei tão atrapalhado por os ter incomodado que me tentei afastar rapidamente, repetindo atrapalhadamente, “Desculpem, desculpem, não vos vi! Não queria incomodar… Desculpem!”
 
O casal olhou-me naquela escuridão profunda durante o que pareceu uma eternidade, e depois ouvi um riso feminino, enquanto se dirigiu a mim uma voz masculina que eu reconheceria em qualquer lugar, “Bill, és tu?”
 
“Tom!” Exclamei genuinamente admirado. Já devia conhecer o meu irmão, se há alguém na praia de Maili a fazer coisas impróprias no areal durante a noite, esse alguém só pode ser o Tom Kaulitz.
 
“O que é que estás aqui a fazer a estas horas?” Perguntou-me ele, levantando-se da areia com a rapariga. Nem ouvi a pergunta que ele me tinha colocado… Agora que olhava bem para a rapariga, e com a luz que provinha do hotel a iluminar-lhe o rosto, percebi que era a mesma que eu tinha encontrado no restaurante do hotel na noite anterior. Pelos vistos, a promissora Christinne que o meu irmão tinha ficado de encontrar, era a raparia de cabelos ruivos roliços que ontem me tinha pedido um autógrafo.
 
Lembrei-me da inocência com que ela me tinha abordado, e o entusiasmo que vi nos seus olhos quando lhe assinei aquele pedaço de papel… Ela era uma rapariga simples, inocente, e o meu irmão estava a aproveitar-se dela. Não pude evitar sentir repulsa do Tom, ele estava a fazer tanto mal a uma rapariga que não merecia passar por isso.
 
Nem sequer respondi, limitei-me a enviar um olhar cheio de repreensão ao meu irmão e a murmurar, “Eu vou andando para o hotel… Até logo.”
 
Infelizmente, ou felizmente para a rapariga, o Tom veio atrás de mim, e parecia genuinamente confuso, “Espera aí, Bill! O que é que se passa?”
 
“Não se passa nada, Tom…” Respondi-lhe, parando para o encarar, mas não consegui esconder a revolta que sentia dentro de mim. Atrás dele, consegui ver os olhos castanhos tristes da Christinne postos em mim.
 
Bem no fundo, estava mortinho para contar tudo o que tinha acontecido comigo ao Tom… Mas não queria ter essa conversa ali, não à frente da Christinne, “Divirtam-se os dois,” Aconselhei o mais educadamente que consegui, “Eu espero acordado por ti, Tom. Não te preocupes que eu conto-te tudo…”
 
O Tom soltou uma gargalhada irónica enquanto corria no areal para me alcançar, “Nem penses nisso! Quero saber agora!!” Eu lancei-lhe um olhar de reprovação enquanto apontava para a pobre rapariga que agora começava a ficar para trás. Por um breve segundo consegui ver um brilho demasiado intenso nos seus olhos, estaria ela prestes a chorar?
 
O meu irmão apercebeu-se disso, pelo que voltou até ela, para a abraçar enquanto a reconfortava, lançando-lhe aqueles olhares galantes e persuasivos, “De certeza que não te importas, não é Chris? Prometo que amanhã retomamos precisamente no ponto que parámos hoje…”
 
Com um leve aceno positivo com a sua cabeça, Christinne assentiu a proposta. Apesar de ter esboçado um sorriso, os seus olhos eram o espelho da tristeza que estava a sentir… Ela não merecia isto.
 
“Vamos, Bill?” Perguntou-me ele extremamente entusiasmado, agarrando no meu braço e arrastando-me rapidamente para o hotel, sem dar hipótese à Christinne de nos seguir. Eu sabia que aquela era uma pergunta retórica, eu não teria outra escolha para além de ir com ele… De repente comecei a pôr em dúvida se deveria de facto contar-lhe o que tinha acontecido comigo naquele início de noite.
 
Chegámos mais depressa ao apartamento do que eu teria gostado, e fui ainda mais depressa bombardeado pela sua curiosidade, “Vá Bill, desembucha!... Arranjaste uma gaja foi? Era boa?... Andaste enrolado com ela na praia, foi?”
 
O seu interrogatório seguiu a um ritmo demasiado acelerado, pelo que para conseguir falar não foi suficiente responder aos gritos, tive mesmo de lhe agarrar os braços e implorar, “Posso falar, ou tu ainda vais continuar com os teus devaneios por mais algum tempo?”
 
Ele riu-se coçando as rastas por baixo do seu boné e depois foi sentar-se no sofá da pequena sala de estar de braços cruzados, “Pronto, pronto, Billie, não digo mais nada!” Anunciou com um sorriso, “Sou todo ouvidos.”
 
Sentei-me ao lado dele e comecei a sentir-me nervoso, como uma criancinha prestes a confessar uma grande asneira… que parvoíce! Tentei afastar esse pensamento de mim e decidi começar pelo princípio, “Lembras-te da rapariga que vimos ontem na praia?”
 
Primeiro o Tom torceu o nariz de forma cómica, como se esforçasse por se recordar algo, mas depois soltou uma gargalhada, “Claro que me lembro! Uma como aquela, nem eu esqueço de um dia para o outro!”
 
Houve algo que eu não consegui apanhar no que o meu irmão disse, e naquele momento foi como se um mau pressentimento me assolasse… Mas que raios se passava comigo? Já não conseguia conversar devidamente com o meu irmão gémeo?
 
“Bem… sabes, Tom…” Gaguejei enquanto arranjava forças para falar, a verdade é que estava cada vez a ficar mais corado… e ao mesmo sentia uma vontade enorme de bater em mim mesmo por estar a ser tão idiota.
 
“Desembucha, porra!” Protestou o Tom impacientemente, dando-me uma pancada no ombro, como se eu estivesse engasgado.
 
Fechei os olhos, e disparei o mais depressa que consegui,
“Encontrei-ahojenapraiaefaleicomela…”
 
O meu irmão desatou a rir, e agarrou-se à sua barriga, pedindo controlo, “Não percebi uma palavra, Bill… Experimenta respirar enquanto falas!”
 
Sentindo-me um perfeito parvo, segui o seu conselho e repeti o que tinha dito, desta vez muito mais calmamente, “Encontrei-a hoje na praia… E falei com ela.”
 
Fiz uma pausa, aguardando a reacção do meu irmão. Vi-o ficar absolutamente chocado e de olhos arregalados enquanto me fitava incrédulo, provavelmente não estava à espera que eu tivesse um tão grande espírito de iniciativa… Nisso compreendi-o, eu próprio me surpreendi por ter tido coragem de falar com ela.
 
“Tu fizeste o quê, Bill Kaulitz?” Perguntou-me ele num murmúrio gaguejado quase inaudível, depois soltou mais uma das suas gargalhadas sonoras, “Tens noção que agora vais ter de me contar todos os pormenores?”
 
E foi mesmo isso que fiz. Contei-lhe tudo, desde o momento em que a avistei na companhia daquela tartaruga à beira mar, até ao momento que a vi desaparecer nas sombras do areal. Contei-lhe cada pormenor que as minhas recordações me permitiram guardar… Sem me aperceber estava a sorrir imensamente feliz, foi como se regressasse à praia. Por momentos admito que me esqueci que o meu irmão estava ali à minha frente, pasmado com cada palavra que eu dizia.
 
Quando terminei eu estava ofegante, o meu coração batia descompassado como se eu tivesse mesmo revivido aquele momento. Mas o meu irmão estava muito quieto, como se ainda digerisse o que eu lhe estava a contar.
 
Ficámos assim, em silêncio durante o que me pareceram horas. Eu não queria dizer o que quer que fosse antes do meu irmão falar… Queria saber o que ele achava de tudo isto.
 
“Lilïa… Lilïa Wai-ola.” Repetiu ele inexpressivamente, assustando-me. Os seus olhos estavam completamente vazios, pela primeira vez eu era incapaz de perceber o que ele estava a sentir.
 
“Sim… É o seu nome.” Confirmei ainda a medo, esperando preocupado por uma reacção mais normal da pessoa que estava à minha frente.
 
Finalmente essa reacção chegou com uma gargalhada seca do meu irmão, “Eu não consigo acreditar, Bill… Onde foste buscar a coragem para te atirares de cabeça?”
 
Agora foi a minha vez de coçar a cabeça num gesto envergonhado. “Não faço a menor ideia…”
 
“Boa, mano, muito bem… Parabéns!” Congratulou-me o Tom, mas havia algo no seu entusiasmo que me fazia ficar de pé atrás. Havia ali algo que eu não estava a compreender…
 
“Está tudo bem contigo, Tom? Estás estranho…” Tentei manter os meus olhos nele, procurar alguma resposta, mas não encontrei nada.
 
Ele limitou-se a encolher os ombros, levantando-se do sofá no segundo a seguir, dirigindo-se ao seu quarto e perguntando com indiferença: “Marcaste algum encontro com ela?”
 
“Não…” Respondi, culpando-me por não ter feito isso. “Aconteceu tudo de forma tão inesperada e tão depressa que não tive tempo de o fazer… Nem sequer pensei nisso.”
 
O Tom riu-se novamente, agora virando-me as costas, “Vou me deitar, Billie… Hoje o dia foi longo.” Sem me dar hipótese de dizer o que quer que fosse para além disso, “Parabéns e… Boa sorte.”
 
Fechou a porta do seu quarto sonoramente atrás de si, deixando-me sozinho na sala, a olhar o vazio. Teria eu feito, ou dito, algo que tivesse magoado o meu irmão?

 

* * *

 

Continua...

O drama, o horror, a intriga... x'D Pois é, nem tudo nesta fic são rosas, e os problemas e mistérios começam a aparecer ^^ Espero que tenha valido a pena a vossa espera, e espero também não vos tenha desiludido... Por favor, let me know!

 

Vou ficar à espera das vossas opiniões sinceras,

já sabem que não vivo sem elas!

 

Já tenho esta fic escrita até ao capitulo nove, por isso não irei demorar muito a postar o próximo capitulo xD Entretanto também vou regressar aos vossos blogs e vou me actualisar! Já não leio as vossas fics há tanto tempo... Tenho tantas saudades =')

 

Loads of Kisses to All of You!

[ que saudades que tinha de dizer isto ^^ ]

 

música: CSI NY on the background
sinto-me: Edward Cullen *---*
publicado por Dreamer às 00:40
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Forever Sacred - Cap 5

Olá meus amores!

 

Não senhores, como alguns perguntaram, Eu Não Morri! x'D Bem, mas a verdade é que nestes ultimos dias não me tenho andado a sentir muito bem, tem sido um pouco dificil, e neste momento as coisas ainda não estão perfeitas... mas espero que sinceramente que melhore --' Por isso não tenho escrito, por isso não tenho ido à net, por isso não tenho andado a ler as vossas fics --'

 

Bem, mas hoje estou aqui, e com um capitulo maior do que o habitual para vos compensar ^^ Espero que gostem dele, porque provavelmente foi o capitulo que me deu mais gozo, e ao mesmo tempo, mais trabalho, a escrever xD

 

Queria também aproveitar para dedicar este capitulo a alguém especial, este capitulo é para ti Biscóitah, e por uma razão muito simples. Tens acompanhado esta fic desde o incio, tens comentado sempre... E os teus comentários deixam-me sempre com um sorriso idiota xD Tenho muita pena de nao ter tempo para acompanhar a tua fic, porque eu ja li coisas tuas ha uns tempos e sei o talento que tens... E sinto me mal por nao conseguir retribuir os comentários que me deixas. Por isso, e para te compensar, este capitulo é para ti ^^

 

Mas agora passemos à fic,

ENJOY ^^

 

* * *

 

Não sei quanto tempo andei, mas deixei todas as minhas pegadas vincadas na areia atrás de mim e vi-as desaparecer pela vontade da maré. Não sabia quando iria parar de caminhar, talvez no final da extensão do areal… Mas e se não a encontrasse? Preferia não pensar nisso, pelo menos não para já. Continuava a acreditar que a ia encontrar, e não deixei que o facto de ser o único a caminhar naquelas areias, a única pessoa ainda na praia, me apagasse a esperança.
 
O meu coração batia mais forte a cada passo que eu dava, enchendo-se de medo… eu continuava a procurar uma silhueta alta e delgada, de cabelos negros a esvoaçar no vento, por isso desvalorizei o vulto que vi sentado na areia molhada, ao lado do que me parecia ser uma rocha que brotava da areia… as pequenas ondas banhavam ambos suavemente enquanto a maré subia lentamente.
 
Tinha a minha mente tão focada naquela minha prioridade máxima, que só quando estava a escassos metros do vulto é que o consegui identificar… A suave brisa marinha levanta ao de leve os seus longos cabelos negros, fazendo-os agitar-se ligeiramente, ao mesmo tempo que eles brilhavam intensamente à luz do sol que se começava a pôr lá longe, onde o mar beijava o céu.
 
Reconheci de imediato o tom dourado da sua pele, a delicadeza do sua expressão e a beleza do puro verde dos seus olhos… Era ela. A rapariga que já se tinha tornado tão sagrada para mim.
 
Interrompi naquele mesmo momento a minha marcha. O eu coração explodia-me no peito agora que a minha busca havia terminado. Eu estava completamente rendido ao vê-la ali, a sorrir daquela maneira tão doce, brincando com a rocha que estava repousada a seu lado… Rocha? Como poderia eu ter sido tão cego!? Não era uma rocha e sim uma tartaruga selvagem, na verdade a maior que eu alguma vez vira! Ela parecia brincar com a tartaruga enquanto a acariciava gentilmente, e o animal não se fazia de rogado, até dava pequenos passos vagarosos de modo a aproximar-se dela.
 
Um arrepio de satisfação percorreu a minha espinha e acordou-me do meu transe. Eu não estava a sonhar aquela doce visão, eu fazia parte dela! O medo e a vergonha tomaram conta de mim como no dia anterior… mas desta vez eu estava demasiado perto para poder passar despercebido. Ela… Aquela rapariga, dona de uma beleza tão rara, levantou por um momento os seus olhos daquele ser que a acompanhava, e pousou os seus olhos nos meus, sorrindo para mim, como se soubesse que eu estava ali buscando por ela. O verde intenso do seu olhar perfurou-me e obrigou-me a encurtar a distância entre nós. As minhas pernas caminharam até ela sem que eu lhes ordenasse isso, e mesmo quando eu quis parar, elas continuaram, suspendendo somente o seu movimento quando eu cheguei bem perto da pacífica tartaruga.
 
Os olhos da rapariga quebraram o contacto com os meus, retomando a tartaruga que agora parecia revelar sinais de querer mais miminhos daquela amável humana… Aí eu comecei a entrar em pânico novamente. Estava ao lado dela, tínhamos estabelecido um contacto… Eu tinha de falar com ela! Mas sobre quê!? Como!?
 
As palavras saíram da minha boca sem que eu as pudesse controlar, e eu disse-as num murmúrio envergonhado sem sequer pensar… “Ich hatte noch nie ein so groß…”
 
Para meu espanto a rapariga levantou os olhos da tartaruga novamente, mas para me olhar com uma careta extremamente querida, que revelava a sua completa confusão. Só aí eu percebi que tinha falado em alemão e não em inglês, língua que certamente ela perceberia. “Desculpa…” Pedi atrapalhado falando agora em inglês, tentando esconder o quão corado eu estava, e arrumando as minhas mãos atrás das costas, para que ela não as visse estremecer “Eu disse que nunca tinha visto uma tão grande como essa…”
 
O seu rosto iluminou-se com compreensão, que foi acompanhada de uma pequena risada, cristalina como as águas que chegavam até nós, onda após onda. E então perguntou-me, com um sorriso sincero rasgado nos seus lábios rubros, “Nunca foste a um Jardim Zoológico?”
 
Oh, a sua voz ainda era mais bela que as suas gargalhadas. Por um momento fiquei tão hipnotizado que nem me lembrei de lhe responder. Ainda não acreditava que estava ali com ela, a falar com ela… Só depois, quando senti os seus olhos pousados nos meus, esperando por mim, é que eu me apercebi que nunca tinha ido a um Jardim Zoológico, “Não, nunca fui…”
 
Num primeiro momento ela não disse nada, pareceu-me que ela tinha ficado envergonhada. As suas bochechas morenas tomaram um leve tom vermelho, como se ela corasse. Mas logo de seguida, num gesto suave e gentil, tocou a areia molhada a seu lado e convidou-me, enquanto os seus olhos verdes perturbadores perfuravam os meus, “Senta-te aqui.”
 
Não fui capaz de recusar tal pedido. Com todo o cuidado sentei-me a seu lado, ignorando o facto de ter ficado logo com as pernas cobertas de areia. Por um momento pensei se ela não se importava de estar ali assim, sentada na areia molhada com a sua fina saia de pano que hoje era cor de pérola… Mas não, era como se a sua saia fosse uma cauda e ela uma sereia… Ela não se importava de estar cheia de areia e molhada, os seus olhos não largavam aquele ser marinho, e as suas mãos perdiam-se em carícias nele.
 
Comecei a admirar aquela inocente tartaruga, e fiquei enamorado pela sua beleza, assim como a rapariga tinha ficado. Não evitei que um murmúrio me escapasse, “Ela é tão linda…”
 
A rapariga cessou as carícias e sorriu para mim, como se tivesse acabado de acordar de um sonho, “É, não é?” Riu-se ela, com aquele seu jeito doce. Surpreendi-me quando no momento a seguir vi tristeza no seu olhar… e essa tristeza foi explicada pela afirmação que ela fez a seguir, “É uma pena ser uma espécie em vias de extinção…”
 
Consegui sentir a mesma tristeza que a assombrava a ela, e até uma ponta de medo. Eu julgava estar no paraíso, mas esse paraíso estava a morrer aos poucos. Foi uma novidade para mim, achei que todas as espécies neste maravilhoso arquipélago tivessem tudo o que precisam para sobreviver, “Oh… A sério?”
 
Ela quebrou o olhar dos seus olhos tristes com os meus, e tornou a olhar a tartaruga, desta vez com mais carinho e mais amor, como se de uma amiga se tratasse. Acariciava uma das patas da tartaruga com extremo cuidado e gentileza, e depois falou com pesar na sua bela voz, “É a verdade… Como deves imaginar, com o aumento dos empreendimentos turísticos deixou de haver a maior parte dos habitats naturais para elas… Não têm para onde ir, não têm o que comer… por isso, morrem.”
 
O seu tom de voz fez-me sentir o quanto a magoava constatar aquilo, admitir a realidade… E eu fiquei igualmente receoso pelo futuro daquela espécie. Deixei escapar um suspiro triste enquanto esticava timidamente a minha mão e tentando também acariciar a tartaruga na sua carapaça, “Isso é tão triste…”
 
Eu vi os seus olhos verdes brilharem com o que me pareceu ser um olhar esperançado, enquanto um sorriso renascia no seu rosto tornando-a ainda mais bonita. “Mas esta é uma lutadora… Não és?” Brincou ela com uma risada, fazendo algo parecido a cócegas à tartaruga. Por um momento quase que pude jurar que o animal lhe sorria alegremente.
 
“Tens jeito com ela…” Disse-lhe quando a tartaruga deu mais um passo vagaroso na sua direcção, afastando-se lentamente de mim e das minhas carícias, “Parece gostar muito de ti.”
 
A rapariga soltou mais uma daquelas risadas e eu senti um arrepio saboroso a percorrer-me o corpo e a levantar os cabelos da minha nuca. “Achas mesmo?” Perguntou-me ela, ainda rindo e olhando mais de perto para a tartaruga, como se ela lhe fosse responder.
 
“Eu não acho, tenho a certeza absoluta…” Respondi automaticamente, rindo com ela… O seu sorriso, as suas gargalhadas eram contagiantes e extremamente reconfortantes, tal qual eu havia sonhado. Estávamos a falar há tão poucos minutos e eu já me sentia tão à vontade. Apontei para a tartaruga, que agora parecia querer subir para o colo dela, e argumentei, “Olha bem para ela, não me liga nenhuma!”
 
A rapatiga riu-se mais um pouco, pousando os seus olhos verdes nos meus novamente, só que desta vez foi diferente… Houve ali um momento estranho, como se ela me estivesse a ver pela primeira vez. Depois, pegou em esforço na grande tartaruga e colocou-a à nossa frente novamente e não tardou a explicar, sempre com um sorriso nos seus lindos lábios, “Isso é porque não estás a fazer-lhe festinhas como deve ser… ela não é nenhum cão.”
 
Apercebi-me que tinha estado, de facto, a fazer festas à tartaruga como faço a um cão. Soltámos os dois uma risada suave e ficámos perdidos no olhar um do outro mais uma vez. Só quebrámos esse momento quando ela tornou a encher a tartaruga de carícias, fazendo passar os seus dedos suave e lentamente por uma das patas da tartaruga, esforçando-se por me ensinar, “Faz assim… Assim ela sente mais o teu toque, e não se assusta.”
 
Olhei-a atentamente, e por momento desejei estar no lugar da tartaruga, ser eu o objecto do seu carinho e da sua atenção… Que desejo mais idiota, Bill Kaulitz! Tentei abstrair-me daquele pensamento louco, enquanto via os ensinamentos da rapariga a surtirem efeito. A tartaruga a começara a reparar em mim, e agora, em vez de avançar somente na direcção dela, avançava para o meio de nós os dois, fazendo com que nos aproximássemos lentamente.
 
O meu coração começou a bater a uma velocidade incrível, eu conseguia pela primeira vez sentir o cheiro dela… Era um misto de flores silvestres com o da maresia… era um aroma raro que acreditei ser único, diferente de todos os que eu já havia sentido, e quanto mais eu procurava adjectivos para o descrever, mais dificuldade encontrava em precisá-lo. Decidi por isso afastar a minha mente do desejo súbito que tive de beijar os seus lábios bem desenhados, e fiz a primeira pergunta que me veio à cabeça, “Como é que percebes tanto de tartarugas?”
 
Ela, que parecia ter estado também perdida por um momento, mas respondeu-me simplesmente corrigindo a sua posição na areia, envolvendo os seus joelhos com um dos braços, “Bem, é o meu dever… Estudo Biologia Marinha na Hawaiian Pacific University.”
 
Por um lado isso não me surpreendeu, foi mais como que uma confirmação… Eu sabia que ela pertencia àquele lugar, àquele espírito, àquela magia, e que não estava só de passagem como eu. Os meus olhos percorreram a paisagem à nossa volta, queria saber se ela tinha nascido mesmo aqui, só para ter a certeza se, como eu suspeitava, ela tinha as suas raízes nesta ilha, “Então… és de cá?”
 
Ela sorriu, olhando prolongadamente para as ondas que rebentavam suaves aos nossos pés, e respondeu-me suavemente num murmúrio, compreendendo a profundidade da minha pergunta. “Sim… sou.”
 
Ficámos ambos ali, em silêncio durante o que me pareceu uma eternidade, diante aquela grande tartaruga preguiçosa. Apesar de parecermos parados no tempo, a terra não parava de girar, e o sol continuava a pôr-se no horizonte. Podia ficar para sempre ali, e passar a noite que se aproximava ao lado dela… Senti-la perto de mim era tão reconfortante. Mas a noite caminhava a passos largos até nós, e a água morna que nos atingia em ondas ocasionais, tornava-se cada vez mais fria e incomodativa. A quente brisa foi arrefecendo também e tornando-se cada vez mais carregada de humidade. Apesar de tudo, estas condições atmosféricas não me estavam a causar incomodo nenhum, estar ali com ela valia qualquer sacrifício, mas ela parecia cada vez mais desconfortável, e até estar a tremer ligeiramente de frio.
 
Para meu pesar, ela fez uma última carícia à tartaruga que agora parecia adormecida, e levantou-se lentamente, tentando sacudir a areia molhada da sua saia mas sem sucesso. Eu levantei-me com ela, muito expectante, receando uma despedida que o meu coração achava ser tão prematura. Mas a despedida veio, pronunciada naquela voz tão doce e melódica como o som das ondas aos nossos pés. “Bem, desculpa, mas tenho de ir andando… Está a ficar tarde.”
 
E dito isto acenou uma despedida tímida para mim e começou a afastar-se a passos curtos e lentos, pisando cautelosamente a areia debaixo dos seus pés descalsos, com os seus cabelos sempre a dançar na brisa fria da noite.
 
Não, ela não podia ir-se embora já… Eu não sabia o seu nome! Como é que eu não me tinha apresentado? Acho sempre que as pessoas já me conhecem que nem sequer me apresento. Só agora me apercebia que ela era a primeira rapariga em vários anos, com quem eu falava pela primeira vez, e que não tinha um ataque de entusiasmo ou histeria. Teria ela estado este tempo todo a fingir que não me conhecia?
 
Corri na sua direcção, disposto a alcança-la e a descobrir o seu nome, “Espera!” Gritei-lhe com urgência, e ela suspendeu a sua marcha no mesmo momento, olhando para trás, olhando para mim. Então eu perguntei-lhe, com um sorriso brincalhão, “Tu podes já saber o meu nome, mas eu ainda não sei o teu…”
 
Pela segunda vez, vi-a fazer aquela careta fofinha que espelhava a pura confusão quando ela me perguntou de volta, “Hãn? Não leves a mal, mas… Eu já te conheço?”
 
Arrependi-me no mesmo momento de lhe ter colocado a pergunta daquela forma. Agora eu ia dar imagem de um parvo convencido… Eu ia dar a imagem que o meu irmão dá de cada vez que se apresenta a uma rapariga!
 
Eu estava tão atrapalhado que comecei a gaguejar como um tolo no mesmo instante, tentando explicar-me, “Erm… Acho que já me conheces, sim. Quer dizer, não sei… Eu sou…” Não queria dizer a palavra «famoso», isso soaria demasiado mal. Nem queria dizer que era uma «celebridade» … A palavra ideal surgiu logo depois, e eu proferi-a de imediato, continuando a explicação.
 
“Eu sou conhecido… Tenho uma banda… os Tokio Hotel. Eu sou o vocalista.” Quanto mais eu me explicava, mas confuso o olhar dela ficava. Quase que conseguia perceber um sorriso nos seus lábios, a minha figura era mesmo patética, e eu tinha noção disso. Decidi portanto terminar a minha insistência fazendo uma última tentativa exasperada, “Tu não sabes mesmo quem eu sou?”
 
Vi-a quebrar o olhar durante alguns segundos. Segundos esses em que corou ligeiramente tentando esconder o seu rosto atrás de uma madeixa dos seus cabelos. Só depois me respondeu num murmúrio envergonhado, “Desculpa, mas não sei… Não te reconheço mesmo.”
 
Devo confessar que isto estava a ser uma surpresa para mim. Acho que passavam muitos anos desde a última vez que falei com uma rapariga sem que ela me conhecesse, reconhecesse ou fosse minha fã… Há muito tempo que uma rapariga não olhava para mim sem ver uma figura pública, um cantor, uma rockstar… um icone. Sentia-me tão aliviado, tão feliz por ela me estar a ver sem tabus, sem juízos antecipados e sem estereótipos… Ela estava a ver o Bill que quase ninguém conhecia… Ela estava a ver o Bill que eu desejei que ela pudesse ver.
 
Subitamente senti-me muito mais descontraído, mais solto… Podia agir livremente, ser como eu sou e não manter a imagem que os meus produtores querem que eu mantenha. Sabia que ela não se iria agarrar ao meu pescoço a pedir um autografo, e que também sabia que ela não tinha passado aquele pôr-do-sol comigo por interesse, e que também não iria a correr contar a todas as revistas e aos mais insistentes paparazzi que tinha acabado de passar agradáveis momentos com o vocalista dos Tokio Hotel.
 
Ela continuava parada, absolutamente imóvel, só o pano da sua saia e os seus negros cabelos se moviam com a leve brisa. No seu rosto brilhava um sorriso expectante e eu não consegui resistir a avançar para ela a passos largos, com um sorriso aberto nos lábios enquanto me apresentava, “Bem, sendo assim… Eu chamo-me Bill Kaulitz.”
 
As nossas mãos juntaram-se num breve cumprimento. Naqueles poucos segundos senti que a mão dela era bem mais pequena que a minha, mais suave, mais frágil, muito e mais delicada. Senti todo o meu corpo dormente quando as nossas mãos se tocaram, e uma sensação estranha e reconfortante atravessou o meu coração. Mas essa sensação desapareceu tão depressa como apareceu, assim que ela soltou a minha mão, escondendo ambas as suas atrás das costas timidamente.
 
Esperei que ela se apresentasse, ou fizesse alguma espécie de sinal, qualquer coisa, mas ela simplesmente se concentrou a conter algumas gargalhadas, “Qual é a piada?” Perguntei-lhe muito confuso e sentindo-me gradualmente mais acanhado.
 
Ela desistiu de conter o seu riso, e deixou que as suas gargalhadas cristalinas se ouvissem. “Tu és engraçado, Bill Kaulitz…” Deixou escapar ela por entre mais risadas. Vê-la assim, alegre e bem disposta, fez-me rir com ela, mesmo eu sabendo que ela estava a rir-se de mim. “És quase tão engraçado como o teu nome.” Acrescentou, agora simplesmente sorrindo para mim, com aquele olhar que me fazia derreter.
 
Ficámos presos no olhar um do outro mais uma vez, e eu nem tive coragem para me perguntar a razão de nos encontrarmos constantemente nesta situação. Foi ela quem quebrou o silêncio, estendendo a sua mão cuidadosamente para mim, sendo ela a apresentar-se desta vez, com aquela sua voz doce cheia de carinho, “O meu nome é Lilïa, Lilïa Wai-ola.”
 
Ao ouvir o seu nome senti um calor reconfortante e familiar inundar a minha alma. Era provavelmente o nome mais lindo que eu alguma vez ouvira, e estranhamente senti que ela não poderia ter outro nome, este assentava-lhe na perfeição. “Que nome lindo!…” Deixei escapar num murmúrio hipnotizado, enquanto me esforçava por memorizar o toque da sua mão na minha, já que a mão dela fugia lentamente da minha outra vez.
 
Sem pensar duas vezes, lembrei-me de fazer um trocadilho com o nome dela havia feito com o meu, “É um nome lindo, mas não tão lindo como…” Só quando estava quase a acabar a frase é que me apercebi do que estava prestes a dizer. Não fui só eu a corar violentamente, vi o rosto moreno da Lilïa tomar também um tom rubro, ao mesmo tempo que ela se começava a afastar de mim lentamente. 
 
“Adeus, Bill Kaulitz.” Foi a única coisa que ela me disse antes de me virar as costas e começar a caminhar apressadamente pelo areal, sem olhar para trás uma única vez.
 
“Adeus, Lilïa...” Respondi-lhe num murmúrio, mesmo sabendo que ela não me ouviria. Dizer o nome dela assim, pela primeira vez, fez o meu coração acelerar. Mas olhar para ela, e vê-la afastar-se de mim, sabendo que ela poderia estar ofendida pelo que eu lhe disse, ou quase lhe disse, fez com que uma onda de tristeza e insegurança me inundasse.
 
Por um lado estava feliz, tinha conseguido falar com ela, atrapalhadamente, mas tinha conseguido. Ela não me conhecia, e isso para mim era um alívio. Ela tinha-me dito o seu nome… Lilïa. Um nome lindo e mágico, igual a ela mesma.
 
Fiquei na ânsia de saber se a veria novamente, agora que a sua imagem não passava de um vulto negro a atravessar o sombrio areal. Pelos vistos ia ser assim, ia viver na incerteza de saber se a veria novamente ou não. Mas de uma coisa tinha a certeza, se eu a procurasse, eu iria encontrá-la. O mar guiar-me ia até ela.
 
* * *
 
Continua...
Tada! Espero que este capitulo tenha compensado tanto tempo sem fic! E espero do fundo do coração que tenham gostado xD Até terça-feira será difcil aparecer por aqui, já que nesse dia vou ter o tão temido EXAME DE CÓDIGO! O.O
 
Vou ficar à espera dos vossos comentários, quero saber opiniões ^^ Tenham a certeza que só estão a ler este capitulo neste momento porque me deixaram todos aqueles comentários no capitulo anterior! As coisas têm mesmo andado más, e foi pensando naqueles que lêem e comentam que eu me esforcei por o escrever! Por isso a todos os que comentam, um gigante obrigado! Aos que lêem e não comentam: Não tenham medo de dizer o que acham, a vossa opinião é sempre muitissimo benvinda! ^^
 
Loads of Kisses to All of You! x)

 

sinto-me: A cabeça a rebentar --'
música: Tokio Hotel - Heilig
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Forever Sacred - Cap 4

Olá meus amores!! ^^

 

Eu sei, devem estar a pensar, «Olha afinal esta não morreu...» x'D Eu sei que ando muito desaparecida. Nem tempo para ler as vossas fics eu tenho, sinto-me a ficar cada vez mais atrazada... Espero conseguir recuperar e comentar posts vossos. Eu prometo que se eu ler, eu comento, não gosto de ler de borla --'

 

Bem, a razão desta atrapalhação toda é, [ para além de juntar à festa o facto de ter de partilhar este computador com a minha irmã ] ter os meus pais de férias, [ saímos, vamos passear, vamos à praínha ^^ ]  e também de ter exame de código daqui a duas semanas! [ estou a morrer de remorsos porque ainda nao estudei alguns temas como deve ser --' ]

 

Isto tudo para concluir que não tenho muito tempo para vir ao pc, e muitas vezes quando aqui chego já estou a morrer de sono --' [ como é o caso --' ] Lamento estar a ser uma má para vocês, principalmente quando vocês estão a ser tão bons para mim! Principalmente ali a Tom Kaulitz Fans que me encheu de comentários fofinhos e os quais eu agradeço do fundo do coração ^^

 

Mas agora, menos lamento e mais Fic,

porque foi por isso que aqui vieram xD

ENJOY! xD

 

* * *
 

Não adormeci antes dos primeiros raios da aurora invadirem o meu quarto. Desta vez a culpa não foi dos ruídos animados provenientes do quarto do meu irmão. Não, desta vez ele e a sua acompanhante tinham-me respeitado. O problema, ou os problemas, foram outros. As insónias foram demasiado fortes, o arrependimento por não ter arriscado era demasiado angustiante… a vontade de a ter comigo corroía-me. Lembro-me me perguntar se isto não seria já obsessão… Não, não pode ser. Não o é… É apenas arrependimento… remorsos.
 
Não dormi um sono confortável, nem isso me seria possível. Tive visões daquele pôr-do-sol, vi-a novamente… Mas desta vez não fui cobarde, fui até ela e conversámos até depois do sol se pôr. Não sei do que falámos, não me lembro exactamente… Mas lembro-me do tom da sua voz, do som das suas gargalhadas reconfortantes e genuínas.
 
Acordei sobressaltado depois do que me pareceu ser apenas cinco minutos, depois de ouvir um violento estrondo no apartamento. Demorei mais do que o normal para conseguir raciocinar, a minha cabeça parecia dormente, ainda presa ao mundo dos sonhos. Mas depois percebi, alguém tinha entrado no apartamento e passeava agora com passos pesados na zona de estar, ou assim avaliava eu pelo som que essa pessoa fazia ao caminhar.
 
Levantei-me a custo, o meu corpo estava relutante em obedecer-me, parecia querer permanecer adormecido. Quando por fim as minhas pernas suportaram o meu corpo, forcei os meus olhos a manterem-se abertos e procurei um relógio. Depressa achei um na minha mesa-de-cabeceira, tive de esfregar os olhos para confirmar que estava a ler as horas correctamente… Meu deus, passavam já vinte e sete minutos das quatro da tarde.
 
Arrastei-me para fora do quarto ainda descalço e profundamente ensonado, para encontrar o Tom já vestido com calções de banho e uma t-shirt comprida, e servindo-se de uma bandeja de comida que eu adivinhei ter sido trazida pelo serviço de quartos.
 
“Bom dia, flor do dia!” Cumprimentou-me ele jovialmente, num tom gozão, enquanto se sentava num dos sofás com um prato cheio de massa no seu colo. “Ou deverei dizer, flor da tarde?”
 
Apesar do Tom ter achado imensa piada ao que tinha dito, e de se estar a rir como um parvinho enquanto provava a sua massa, eu apenas me limitei a soltar um prolongado bocejo e a perguntar-lhe de forma aborrecida, “Estás acordado à muito tempo?”
 
Ele tinha já fios de massa pendurados na sua boca, quando me respondeu, “O suficiente para ter ido com a francesinha à piscina do hotel … e de voltar para aqui e pedir um almoço decente para nós os dois.”
 
Eu soltei um grunhido surpreendido enquanto o Tom sugava os fios de massa. Simplesmente não era habitual o meu irmão lembrar-se de mim quando o assunto era a comida. Ele ainda estava a mastigar quando se começou a rir, “Não me olhes com essa cara, Bill. Encomendei massa a contar contigo… Ia acordar-te agora mesmo.”
 
Eu agradeci-lhe com um sorriso sincero e um murmurado “Obrigado.”, pegando logo no prato de massa que esperava por mim no carrinho do serviço de quartos. No segundo a seguir já estava sentado no sofá ao lado do meu irmão, comendo como ele, equilibrando o prato nos meus joelhos. A verdade é que depois de ter ficado desde a noite anterior sem comer devidamente, acabei por me sentir genuinamente esfomeado.
 
Passámos a refeição debaixo de um silêncio muito pouco usual, apenas quebrado pelo nosso ruidoso mastigar. Deduzi de imediato que se tivesse passado algo de errado na sua noite… talvez não tivesse sido como ele esperava. “A noite foi assim tão má?” perguntei-lhe puramente brincando com ele, ao mesmo tempo que pousava os meus talheres no meu prato, dando como terminado o meu almoço.
 
“Tu nem me digas nada, Bill…” Resmungou o meu irmão visivelmente chateado, enquanto expressava uma careta de repugno e arrumava os seus talheres. Ao ver-me expectante por uma resposta, ele explicou-me, “Consegues imaginar a sensação de comer algo que já foi mastigado por imensa gente?”
 
“TOM!” Berrei-lhe assustado, fazendo um gesto brusco, e implorando-lhe para que não continuasse. Não me admirei por ficar subitamente mal disposto, “Não preciso que me descrevas mais nada, está bem?”
 
Ele começou a rir-se no mesmo instante, e acabou por se levantar e colocar o seu prato vazio, assim como o meu, novamente no carrinho. A custo, graças à sonolência e dormência em que, apesar de tudo, a minha mente ainda se encontrava, tentei recapitular tudo o que o meu irmão me havia dito, e não tardei a ficar confuso.
 
Então ele não tinha gostado da noite, mas mesmo assim faz o sacrifício para acordar «cedo», e ainda concretiza algo absolutamente inédito, que é sair no dia seguinte com a rapariga com quem passou a noite? Decidi perguntar-lhe para ele me poder esclarecer, ao mesmo tempo que o meu estômago cheio de massa dava uma cambalhota desconfortável, “Tu depois da «comida regurgitada» ainda foste passear para a piscina com ela?”
 
O meu irmão não perdeu tempo a colocar aquele sorriso perverso no seu rosto, e ao mesmo tempo começou a percorrer os seus lábios com a língua, parando no seu piercing. Foi cheio de entusiasmo que ele me respondeu, “A Claudette disse que estava aqui de férias com duas amigas mais inexperientes… Por isso decidi ir à piscina com ela de manhã, para tentar conhecê-las.”
 
Eu quase lhe bati de tão escandalizado que estava. O meu irmão começava a ultrapassar os limites do razoável. Expressei com o meu olhar o nojo extremo que sentia por ele naquele momento, “Mas tu não tens mesmo vergonha, Tom Kaulitz?!”
 
Ele riu-se ainda mais para mim, enquanto se levantava do sofá, na direcção do quarto, “O que é, pá? Elas são amigas, não são? Elas que se entendam sozinhas, não tenho nada a ver com isso!”
 
Quase fulminei o meu irmão com o olhar. As atitudes dele estavam a tomar proporções monstruosas! O respeito para com as raparigas com quem ele se deitava estava agora completamente ausente. Sentia a raiva a alastrar-se pelo meu corpo como fogo… Ele era meu irmão gémeo! Como é que neste aspecto conseguimos ser tão diferentes!? Ele não podia continuar a ser assim, não podia continuar a desprezar as raparigas desta maneira, não podia continuar a usá-las… Eu não ia permitir isso! “Tom temos de falar sobre a tua atitude… Isto já está a ser demais!” Inquiri-o enquanto me levantava também para o seguir.
 
O meu irmão limitou-se a entrar no seu quarto, e a sair logo depois com os chinelos enviados nos dedos dos pés e uma toalha pendurada no seu ombro. Respondeu-me apressadamente, com um sorriso irónico, e sem me deixar interrompê-lo à medida que ele se dirigia para a porta de saída do apartamento, “Adoraria ficar para essa conversa, Bill, mas não vai dar… Tenho um encontro marcado com uma das amigas da Claudette, a Christinne… Uma ruivinha com muito potencial. Até logo, maninho!”
 
Eu continuei a persegui-lo, mas ele nem se dignou a esperar por uma resposta da minha parte. Ele já tinha aberto a porta e já estava a preparar-se para sair e continuava a fingir que não me via ou ouvia. Ainda lhe berrei muito indignado, “Eu não acredito, Tom… Volta aqui! TOM!”
 
Mas a única resposta que tive foi o estrondo da porta quando ele a fechou com toda a força na minha cara.
 
“Porra!…” Bramei dando um pontapé na parede mais perto de mim. Arrependi-me logo a seguir de o ter feito por estar descalço… não conseguia sentir os meus pequenos dedos dos pés. Quase uivei de dor, mas a raiva que sentia do meu irmão era mais forte e o uivo pareceu-se mais com um rosnar atiçado.
 
Fui sentar-me no sofá esmurrando tudo o que encontrava pela minha frente, incluindo um alto abajur que caiu desamparado no chão. Não me lembrava de alguma vez ter-me sentido assim, tão nervoso, tão descontrolado… Precisava de me acalmar, precisava de pensar em outra coisa… Oh, isso era fácil. Nem dois segundos depois estava a pensar nela, na rapariga da praia…
 
Será que a iria ver naquele dia? No mesmo momento comecei a sentir alegria e nervosismo a tomarem conta do meu corpo. Era provável que eu a visse… Pelo menos esperava que sim.
 
Tracei o plano na minha cabeça. Iria esperar por ela na praia… De certo que ela apareceria novamente, caminhando pelo meio da rebentação para delicia dos meus sentidos. E desta vez eu não podia fugir, nem me podia deixar acanhar. Tinha de me encher de coragem e aborda-la… Ainda não sabia o que iria dizer, confiava que me haveria de surgir alguma coisa, algum improviso, que me iria permitir conversar com ela, estabelecer uma ligação. Neste momento era tudo o que eu pedia: Queria estabelecer uma ligação com aquela rapariga, queria conhecê-la e que ela me conhecesse também.
 
Não demorei a arranjar-me e a sair do quarto, tendo a o areal da praia de Maili como destino, e demorei ainda menos tempo a chegar lá. Cheguei a temer que me fosse cruzar com o Tom no caminho, e que me fosse enervar novamente, mas felizmente nada disso aconteceu. Assim que alcancei o areal procurei o local onde tinha estado no dia anterior, e não me foi difícil encontrá-lo. Lá estendi a minha toalha, sentei-me de frente para o mar, fitando as pequenas ondas que rebentavam suavemente e esperei… Esperei ver um vulto aproximar-se por entre as águas, esperei ver aqueles cabelos negros brilhantes esvoaçar…
 
O forte entusiasmo, e a expectativa constante que faziam o meu coração bater mais depressa e o meu corpo ficar dormente, foram-se desvanecendo com os minutos que passavam… Com as horas que se iam… Eu mal me movi na minha espera, sempre sentado de costas muito direitas e pernas cruzadas. Apesar de sentir o meu corpo a ficar gradualmente mais quente e a minha pele dolorida, não me movi. Queria vê-la quando ela chegasse, não queria perder tempo… Mas ela não veio.
 
O horizonte começou a preparar-se para receber o sol uma vez mais, e o céu pintou-se naqueles mesmos tons resplandecentes e sumptuosos de lilás, violeta, roxo, vermelho, laranja, e amarelo, nos quais tinha vibrado na tarde anterior… O mar calmo brilhava novamente, como se tivesse sido talhado com os mais puros diamantes… Mas a visão não era a mesma, a rapariga não estava lá.
 
Senti o meu coração acelerar a cada segundo que passava… A cada segundo que passava sem eu ver a sua silhueta surgir na linha do areal. Não, ela não podia ter-se ido embora… Não podia ter desaparecido! O meu ritmo cardíaco começou a ficar descontrolado apesar de eu me continuar a convencer que a voltaria a ver… Os remorsos eram tão grandes que eu não me deixava convencer que a tinha perdido, ainda antes de ter tido uma oportunidade de a conhecer.
 
Cansei-me de esperar. Não conseguia ficar ali, imóvel naquele banco de areia, sem a procurar. Não conseguia nem podia. No fundo algo me dizia que a encontraria se procurasse por ela naquela extensa praia.
 
Levantei-me rapidamente, tentado não parar para pensar no que estava a fazer, e enrolei a minha toalha debaixo do meu braço, pegando nos chinelos com a minha outra mão... e lá ia eu. Estava incerto, inseguro daquilo que estava a fazer, sentia-me um louco a perseguir a sua cura, mas ainda assim caminhei a passadas largas na mesma direcção que a rapariga tinha seguido na tarde anterior. Os meus olhos foram varrendo tanto o dourado areal, como o vasto mar, a cada passada que eu dava… Era como se eu esperasse vê-la surgir no meio das águas, como uma sereia, com tanta naturalidade como a de a encontrar caminhando nas areias...
 
A cada passada que eu dava, mais o meu coração apertava e mais o ar me faltava… A minha esperança emagrecia a cada metro que eu percorria. Mas o meu coração continuava cheio de arrependimento e não me permitiu cessar aquela busca, ou regressar ao apartamento admitindo a minha derrota. Por isso continuei a caminhar. Continuei determinado a encontrá-la…
 
* * *
 
Continua...
Queria saber a vossa opinião, como é obivo ^^ Preciso mesmo muito de saber o que acham, preciso dos vossos incentivos para continuar a escrever, porque ultimamente tenho andado mesmo muito atarefada! --' [ acho que já tinha dado para perceber --' ]
 
Prometo tentar mer e comentar o máximo de blogs possiveis, e para isso vou começar agora a pôr a leitura em dia com as vossas fics! x)
 
Loads of Kisses to All of You! ^^

 

sinto-me: Com sononinho +__+
música: Bloc Party - SXRT
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Forever Sacred - Cap 3

Olá meus amores lindos ^^

 

Consegui acabar o capitulo e postá-lo agora xD Apesar de já passar da meia noite, espero que ainda haja gente a ler isto agora x) Não me queria alongar muito, acho que os que leram o meu post anterior devem compreender o quão mal eu me sinto neste momento --'

 

Mas antes do capitulo eu queria festejar uma coisinha ^^ O reconhecimento do meu Blog atravessou o ocenano atlântico, e chegou ao Brasil!! *Dreamer histérica faz a maior festa de sempre* Vocês nem querem imaginar a quantidade de pulinhos que eu dei na cadeira quando li o comentário da Thá, que me informou desse facto! Bem... Para ti, Thá, vão mil e um abraços e beijinhos, e dedico-te este capitulo, ele é só para ti! xD

 

As restantes pessoas que comentaram, não pensem que me esqueci de vocês, cada comentário foi um soriso daqueles bem rasgados que puzeram na minha cara! Muito, mas mesmo muito obrigado, sabem que vos adoro a todos x)

 

Sem mais lamechisses,

ENJOY ^^

 

* * *

Quando cheguei ao apartamento não havia qualquer sinal do Tom, ele bem que me tinha avisado para não o esperar para jantar. Sem sequer parar para pensar, dirigi-me à casa de banho, entrando no chuveiro o mais depressa possível… Precisava de tomar um duche bem frio. Precisava de organizar a minha cabeça.
 
Suponho que fosse fruto da diferença horária, e do grande cansaço que me afectava… mas eu não conseguia tirar aquela visão, aquela rapariga, da minha mente. Sempre que fechava os olhos via o seu sorriso. Sempre que me esforçava por pensar em outra coisa, era na sua pele bronzeada que eu pensava, no brilho dos seus cabelos… no verde dos seus olhos. Eu sentia-me a enlouquecer!
 
Isto é tudo culpa do sono! Insisti quantas vezes me foram possíveis, só para me tentar convencer, Assim que adormecer a imagem, a visão, ela, vai desaparecer… Ainda vou descobrir que foi só um sonho!
 
Fechei os olhos, deixando que a água gelada que caía em cima da minha cabeça e escorria pelo meu corpo nu me purificasse… implorando para que apagasse aquele doce rosto e aquele corpo delgado da minha memória… simplesmente porque aquela visão me estava a consumir, como uma droga da qual tinha ficado dependente depois de a ter consumido pela primeira vez… Não, isto é do sono… Eu só preciso de dormir.
 
Saí do chuveiro ainda mais depressa do que entrei. Parecia que ali, com o barulho da água nos meus ouvidos, ouvia a rebentação onde a rapariga brincava, molhando a bainha da sua saia, e isso estava a torturar-me.
 
Enrolei o meu corpo molhando num turco macio, mas não saí da casa de banho antes de me olhar ao espelho… Eu estava mesmo com mau aspecto. Os meus olhos estavam vermelhos e sublinhados por olheiras negras e profundas. A minha cor estava mais pálida do que o habitual, eu sentia-me despido sem a minha maquilhagem, e sem alma com o meu cabelo negro assim, encharcado e escorrido. Mas era exactamente este visual que eu teria de manter nestas duas semanas, tinha de passar despercebido. Não pude evitar sentir pena de mim mesmo… estava com um aspecto completamente miserável.
 
Fui-me vestir sem secar o cabelo, apenas enxugando-o minimamente com a toalha onde tinha limpo o corpo. Não vesti já o pijama. O meu estômago estava a incomodar-me, eu tinha de ir ao restaurante do hotel comer alguma coisa e só depois me poderia ir deitar. O Tom continuava sem aparecer, portanto a cada momento que passava, mais eu me convencia que ele tinha encontrado uma «barbie» para se divertir.
 
Assim que cheguei ao piso inferior, deparei-me com o restaurante fechado, sendo o único local onde ainda era servida comida uma zona à parte, um buffet de self-service. Não me fiz de rogado, e dirigi-me até lá… Não estava com paciência para massas ou saladas, por isso fui directo às carnes e servi-me com dois bifes e muitas batatas fritas.
 
A minha mente vagueava enquanto eu me servia, presa na memória daquela visão tão bela, presa naquela rapariga que eu não tinha tido coragem de interpelar. Estava a condenar-me pela milésima vez por não ter tido forças para falar com ela, quando ouvi uma voz feminina muito tímida perto de mim.
 
“Tu és o Bill dos Tokio Hotel, não és?” Ouvi aquela voz perguntar-me. Por um momento pedi aos céus que fosse ela… a rapariga da praia. Mas quando me virei para a encarar encontrei uma rapariga muito diferente. A sua estatura era baixa e entroncada, os seus cabelos ruivos muito encaracolados estavam apanhados num carrapito, e os seus olhos castanhos brilhavam para mim, cheios de felicidade e admiração.
 
Naquele primeiro momento apeteceu-me dizer-lhe que não, que não era «o Bill», vocalista dos Tokio Hotel… Naquele primeiro momento quis ser uma pessoa normal, como aquela rapariga da praia… Mas eu não podia fugir a quem eu era: um músico, uma celebridade, um ícone… tinha fãs, e tinha deveres para com eles… Decidi sorrir-lhe, e ser o mais simpático possível, apesar de me sentir a morrer por dentro, “Sou o Bill, sim…”
 
Ela soltou uma risada fofinha e deu um ou dois pulinhos, “Oh meu deus, eu não acredito!!” Riu-se ela corando ligeiramente fazendo realçar as muitas sardas que tinha salpicadas pelo rosto. Apesar de tudo, senti uma luz aquecer-me por dentro ao vê-la sorrir, “Podes dar-me um autógrafo, Bill?” Perguntou-me ela tirando uma caneta e um pequeno bloco de notas de trás das costas. Eu não pude dizer que não. Pousei o prato da minha comida na bancada à minha frente e fiz um rabisco rápido no papel, enquanto a via dar mais uns pulinhos de felicidade.
 
“Mil obrigados, Bill!” Agradeceu-me ela, dando-me um curto abraço cheio de emoção. Tão depressa como ela tinha aparecido, desapareceu, deixando-me sozinho e desamparado. Não pude evitar perguntar-me se a rapariga na praia me conhecia… se ela teria a mesma reacção desta fã. No fundo esperei que não, que ela nunca me tivesse visto, nem ouvido o meu nome.
 
Eu queria conhecer a rapariga da praia, queria saber quem ela realmente era e queria que ela me conhecesse a mim… Ao verdadeiro Bill, e não ao vocalista dos Tokio Hotel. Este pensamento não me abandonava, estava sempre presente como uma obsessão, quase não me deixou comer porque me formou um aperto na garganta e fez com que o meu estômago desse cambalhotas descontroladas.
 
Saí dali ainda com metade da comida no meu prato, afinal não devia ter tanta fome como julgara. Decidi refugiar-me no meu apartamento. Precisava de falar com o Tom, explicar-lhe o que estava a sentir… talvez ele me ajudasse. Talvez ele dissesse uma das suas baboseiras e me chamasse à realidade, fazendo-me esquecer aquela visão mágica… aquela rapariga.
 
Cheguei ao apartamento quase sem dar conta, ia perdido nos meus pensamentos, ia perdido nela. Assim que fechei a porta atrás de mim, vi o Tom surgir do interior do seu quarto, já em tronco nu e boxers, com as suas rastas apenas presas por um lenço branco… devia estar a preparar-se para se ir deitar. O sorriso perverso que ele trazia nos lábios quase me fez antever a pergunta que ele me fez, sem sequer de me cumprimentar. “Então, Bill, que tal foi? Conta-me tudo!”
 
Este tipo é impressionante. Estaria ele mesmo a perguntar o que eu julgava que ele estava a perguntar? Tentei esclarecer logo a minha dúvida, “Que tal foi o quê, Tom?”
 
“O jantar com a rapariga…” Disse ele rapidamente com um olhar confuso. Então ele achava mesmo que eu para além de ter ido falar com ela ainda a tinha convidado para jantar… É oficial, meu irmão gémeo não me conhece.
 
“Eu não jantei com rapariga nenhuma!” Quase lhe berrei, tentando fugir para o meu quarto. Afinal não ia conseguir conversar com o Tom devidamente, não me ia acalmar… Muito pelo contrário, só estava a ficar mais enervado e chateado comigo mesmo por não ter tido coragem para falar com aquela rapariga.
 
“Então mas tu vais falar com a rapariga e não a convidas para jantar?” Inquiriu-me novamente o meu irmão, perseguindo-me pela sala sempre com o mesmo tom galante e atrevido, e com aquele sorriso que me começava a enervar rasgado nos lábios.
 
“Eu não falei com a rapariga!” Berrei-lhe desta vez, já sem paciência e com um sentimento de culpa a encher-me o peito… Eu devia ter falado com ela.
 
“Tu não… o quê?!” Bramiu escandalizado o meu irmão, deitando as mãos à cabeça, apenas me fazendo sentir pior. “Mas porquê, Bill?!”
 
Eu soltei um suspiro longo e triste, e encostei as minhas costas à ombreira da porta do meu quarto, antes de ser capaz de lhe responder num murmúrio fraco e desolado. “Eu não consegui, Tom…”
 
Estava à espera de todas as respostas vindas dele, menos daquela: “Oh meu deus, que desperdício!” A esta altura tive de lhe virar costas para não lhe bater. Ele estava mesmo a conseguir enervar-me, “Se não estavas com coragem dizias, que assim ia lá eu! Ela era mesmo boa…”
 
“Cala-te, não fales dela assim!” Berrei-lhe num rugido furioso, cortando-lhe a fala, ao mesmo tempo surpreendendo-me com o meu próprio acesso de raiva. Porque é que este assunto me perturbava tanto? Como é que uma bela desconhecida tinha tomado posse de mim tão facilmente?
 
O meu irmão também pareceu surpreso com a minha reacção, pelo que recuou uns passos exclamou exactamente aquilo mais me estava a atormentar, “Wohow… Nem a conheces e já a defendes assim. Isso é amor, Billizinho!”
 
“Não digas asneiras…” Cuspi-lhe rapidamente num tom fraco ao mesmo tempo que era incapaz de o encarar. Ele não tinha razão, não podia ter. O que eu precisava era de dormir, a minha mente estava demasiado confusa…
 
O Tom aproveitou para avançar para mim, com aquele sorriso perverso novamente rasgado nos seus lábios, e depois perguntou-me em voz baixa e de modo cúmplice. “Então quer dizer, que se amanhã a encontrarmos, posso tentar levá-la para…”
 
“Não, não podes!” Rugi, desta vez muito mais bruscamente. Imaginá-la nos braços do Tom como mais uma groupie, enjoava-me. Ela não era assim. Eu não a conhecia, mas ela era mágica, sagrada... Eu tinha certeza disso.
 
“Mas perdeste a oportunidade que eu te dei…” Começou a refilar o Tom como um menino mimado, “Estou aqui com uma segunda escolha por causa de ti!”
 
Esperem lá… Esta eu não percebi, “Qual segunda escolha?”
 
No segundo seguinte, ouvi uma voz feminina, com um sotaque que me pareceu francês, a chamar sensualmente do interior do quarto do meu irmão. “Oh Tommy…”
 
“Aquela segunda escolha.” Riu-se baixinho o Tom, apontando na direcção da porta do seu quarto, e começando-se a dirigir para lá em passos curtos.
 
O meu irmão não tem emenda. “Tu és horrível…” Murmurei-lhe reprovadoramente. Ele continuava a servir-se de raparigas bonitas, muitas delas fãs que o adoravam, só para se divertir por uma noite! Eu não ia deixá-lo fazer isso à rapariga da praia, ele não a ia fazer sofrer como fazia a tantas… ele não a ia estragar.
 
“Mas elas gostam!” Respondeu-me com aquele ar de convencido que já lhe é tão característico. Agora estávamos ambos a olhar um para o outro da porta dos nossos quartos… A minha intenção tinha sido de desabafar com ele, mas perdi completamente a vontade depois desta conversa.
 
“Vou dormir…” Informei-o, virando-lhe as costas, já quase fechando a porta do meu quarto. Por um momento hesitei, mas para conseguir dormir tinha de voltar atrás para lhe pedir num sussurro envergonhado, “Tenta não fazer muito barulho. E por favor, se ela… gemer… tapa-lhe a boca.”
 
O Tom sorriu para mim, aquele sorriso sincero que ele tinha que me obrigava sempre a sorrir com ele, “Não te preocupes, maninho.” Eu estava a fechar a minha porta novamente quando ele me chama novamente e pergunta: “Mas amanhã posso…?”
 
“Podes o quê?” Perguntei-lhe confuso, fazendo a minha cabeça espreitar pela frecha da minha porta entreaberta.
 
“Tentar comer a miúda da praia…” Esclareceu-me ele, insistindo impacientemente. Ele sempre foi muito teimoso mas desta vez estava a ser demais!
 
“Não, Tom!” Quase lhe gritei, fazendo cara séria e rude. Já estava farto daquele assunto. O que era preciso eu fazer para o Tom parar de insistir? O que era preciso eu fazer para manter aquela linda e sagrada rapariga longe das garras sedentas do meu irmão?
 
“Mas…” Implorou-me ele uma última vez, fazendo um beicinho querido e olhinhos de cachorro.
 
“TOM!” Berrei-lhe já fora de mim. Talvez o Tom ainda estivesse na esperança que eu cedesse, como cedo sempre às suas vontades. Mas desta vez não, desta vez seria diferente, eu não ia ceder. Eu não ia abdicar dela… mesmo sabendo que poderia nunca mais voltar a vê-la.
 
“Ok… Até amanhã.” Despediu-se ele num tom triste, desaparecendo depois no interior do seu quarto, para se deitar com mais uma das suas conquistas.
 
E eu? Eu fiquei sozinho. Fechado no meu quarto, lutando contra as minhas inexplicáveis insónias… Por mais que eu cerrasse os olhos, via-a à minha frente, ouvia as suas risadas, sentia no meu corpo a leve brisa que fazia os seus cabelos e a sua saia dançar… Houve alturas em que eu achei que tinha regressado à praia e que a tinha à minha frente, mas eu estava somente num estagio entre a consciência e o sonho… Eu continuava sozinho naquele quarto, mas sempre com a memória daquela rapariga na minha mente.

 

* * *

 

Continua...

Espero que continuem a gostar, e comentem!

Sabem que a vossa opinião é perciosa ^^

 

Loads of Kisses to All of You!!

 

sinto-me: M. Phelps na EuroSport *---*
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Dreamer @ 02-04-2008

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