Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Forever Sacred - Cap 1

Olá meus amores ^^

 

Como prometido, aqui está o primeiro capitulo da fic ^^ Não me vou alongar muito porque acredito que alguns de vocês estejam demasiado curiosos para me aturarem xD Mas vou só responder a três comentários ^^

 

Inês Spark - Quando eu disse «amanhã» não me lembrei do pormenor de serem duas e tal da manhã e já ser «hoje» xD 

 

Su - Não vou fazer nenhuma introdução à fic porque acredito que lendo este capitulo vão ter todas as introduções que precisam ^^ 

 

Sara - Não, a rapariga no cabeçalho não sou eu xD Foi uma imagem que saquei da internet e depois modifiquei... Mas até a minha mãe já me perguntou "Onde é que te tiraram essa foto?" e mesmo depois de eu lhe ter dito que não era eu na imagem, ela não se convenceu e continuou a perguntar onde e quem me tinha tidado a foto x'D Suponho que a rapariga seja muito parecida comigo --'

 

E agora, sem mais demoras,

o primeiro capitulo da nova fic!

[ é um capitulo parvo, mas necessário para perceberem o enquadramento da história... lamento imenso se desiludir alguém... lol prometo que o próximo será melhor ]

 

Enjoy xD

 

* * *

 

Não, esta não é a minha ideia de férias. Muito menos a minha ideia de descanso. Das últimas vinte e quatro horas, dezoito delas foram passadas dentro de três aviões e as restantes seis em três aeroportos… Depois de quase quatro meses passados em duas tours, uma pela Europa e outra pela América é mesmo disto que eu estava a precisar… gosto tanto de ser irónico.

 
Ajeitei-me pela milésima vez naquele banco de avião, tentando ignorar os roncos do meu irmão ao meu lado. Com alguma sorte chegaremos ao nosso destino paradisíaco em menos de uma hora… e talvez quando chegar eu seja capaz de pôr o sono em dia já que estou acordado há quase trinta e duas horas.
 
O que eu tenho mesmo de fazer é deixar de dar ouvidos ao Tom quando ele diz: «Tenho uma ideia genial para as nossas férias!». Já quando foi daquelas férias nas Maldivas, para além de ter sido uma viagem horrível de avião, por termos apanhado uma tempestade enorme, ficámos completamente trocados com as diferenças horárias. Quero só ver como vai ser desta vez…
 
Ainda me lembro quando decidimos o destino de férias deste final de verão. Estávamos no backstage, a relaxar mesmo antes do nosso último concerto da tour americana, quando o Georg puxa essa conversa:
 
“Mal posso esperar pelas férias…” Pelo sorriso perverso com que ele falou, e pelo olhar cúmplice que ele trocou com o Tom, percebi que as suas razões metiam mulheres.
 
“Grande Georg!” Gritou o Tom pelo meio de uma gargalhada, saltitando na sua direcção, para lhe se meter com ele, lhe despenteando o cabelo.
 
Eu troquei olhares confusos com o Gustav, pelos vistos ele também não estava a perceber o que se passava, “Perdemos alguma coisa?” Perguntei ao meu irmão, também em nome do Gustav.
 
“Não lhes contaste?” O Tom estava genuinamente surpreendido, pelo que fitou o Georg em busca de uma justificação para não nos ter falado desse tal assunto.
 
Para espanto dos três, o Georg ficou muitíssimo vermelho, e foi incapaz de responder… Isso arrancou uma gargalhada ao grupo. E foi portanto o meu irmão que nos teve de explicar o que se passava:
 
“Lembram-se daquela miúda que o Georg engatou em Las Vegas?” Como nem eu, nem o Gustav fazíamos sinais de nos recordar-mos da tal rapariga, o Tom começou a tentar explicar, “Aquela loira, podre de boa…”
 
“Sim, Tom. É mesmo assim que nos vamos lembrar.” Interrompeu o Gustav com ar aborrecido, e eu não contive uma gargalhada.
 
“Se me deixasses acabar…” Continuou o Tom insistentemente, com cara de gozão, “Aquela que o Georg engatou no casino do hotel, e que passou a noite com ele…”
 
“A que tomou pequeno-almoço connosco no dia seguinte?” Interrompi eu desta vez, mais impaciente que o Gustav tinha sido. Bastava-lhe dizer que tínhamos tomado pequeno-almoço com a rapariga. Nenhuma fã ou groupie tomou pequeno-almoço connosco durante ambas as tours a não ser ela. Alicia, acho que era assim que se chamava.
 
“Essa mesmo!” Anunciou o Tom num salto, apontando com o dedo indicador para mim como se eu fosse a própria Alicia, haja paciência. Pelo canto do olho vi o Georg encolher-se ainda mais, num gesto envergonhado muito pouco característico dele, enquanto eu e o Gustav nos riamos da sua figura.
 
“Fiquem sabendo então, que aqui o nosso Georg vai passar estas duas semanas de férias com ela!” Concluiu finalmente o meu irmão em tom vitorioso. Eu e o Gustav respondemos a esta notícia batendo palmas e rindo. A rapariga parecia ser boa pessoa, e o Georg derretia-se completamente quando ela estava por perto, portanto nós estávamos felizes por ele.
 
“E viva Las Vegas!” Riu-se por fim o Tom, dando um murro amigável no ombro do Georg, que estava agora mais corado que nunca.
 
“E vocês, que planos têm para as vossas duas semanas de férias?” Perguntou-nos ele, tentado esconder as faces rosadas, e procurando mudar de assunto o mais rápido possível.
 
“Eu vou para os Alpes com a minha família, acho que já vos tinha dito…” Falou primeiro o Gustav, enquanto enrolava os últimos adesivos em volta dos dedos, preparando-se para o concerto.
 
“Já tinhas dito, sim…” Respondi eu, retirando a vez ao meu irmão, que já tinha aberto a boca para falar, “Só eu e o Tom é que ainda não sabemos para onde vamos.”
 
Eu ainda não tinha acabado a frase, já o Tom me interrompia bruscamente, “Não sabes tu, porque eu já te disse para onde quero ir!”
 
Oh não, lá ia ele começar com a mesma história outra vez, “Tom, eu já te disse que eu quero descansar, e não ficar doente com a gigantesca diferença horária!”
 
Ele cruzou os braços amuado, e disse com voz de velho rezingão, “Enquanto lá estiveres vais te esquecer completamente dessa coisa da diferença horária.”
 
“Mas afinal para onde é que o Tom quer ir?” Perguntou o Georg numa gargalhada, e só aí é que eu e o meu irmão nos apercebemos que tanto ele como o Gustav estavam perdidos de riso a assistir à nossa discussão.
 
“O Tom quer ir para o Havai!” Berrei bem alto ultrajado, e depois comecei a falar muito depressa sem dar hipótese ao meu irmão de intervir, “ Acham isto normal? Já nos chegou as Maldivas o ano passado, a viagem foi um autêntico pesadelo! A viagem de avião foi um horror, perderam-nos as bagagens, os taxistas perdiam-se de cada vez que queríamos ir a algum lado… E graças à diferença horária, raras eram as vezes que eu conseguia sair da cama de dia!”
 
Estavam todos a olhar para mim como se eu fosse uma ave rara, mas eu não me importava. Só sabia que uma experiencia daquelas não era para repetir!
 
“Estás a ser um bocado dramático, Bill.” Disse-me o Gustav sorrindo, e eu sabia que ele se estava a conter para não soltar as mesmas gargalhadas que o Georg estava a soltar.
 
“Também acho!” Interveio logo o Tom extremamente presunçoso, “Acho que tens de acreditar em mim um bocadinho…Vão ser as melhores férias de sempre!”
 
“Acredita no Tom, Bill” Riu-se o Georg, para meu desespero, também apoiando o meu irmão. Será que eu sou a única pessoa racional nesta banda?
 
“Mas isto é o quê?!” Resmunguei escandalizado, levantando-me do meu lugar no sofá, e bradando aos céus, “É uma armação do Tom para ele conseguir o que quer?!” Todos se riram de mim novamente, e da minha figura, e eu já não estava a gostar mesmo nada da brincadeira.
 
“Oh Bill, tu deves ser a única criatura no mundo que recusa umas férias no Havai!” Riu-se novamente o Georg, sem conseguir parar de rir.
 
Okay, agora estavam mesmo a conseguir tirar-me do sério. O Tom tinha os seus olhos castanhos insistentes presos nos meus, e ele sabia perfeitamente que eu estava prestes a ceder ao seu capricho. Bem, se era assim que ele queria as coisas, era exactamente assim que ele as ia ter! Ele que não viesse depois refilar que lhe perderam novamente a sua tão preciosa mala dos bonés…
 
“Pronto, desisto! Ganhaste parvalhão, vamos passar as férias ao Havai!” Resmunguei relutante, cruzando os meus braços e sentando-me num sofá individual longe do grupo. No mesmo momento o Tom rebentou em celebrações, saltando do seu lugar, e pondo-se a fazer uma dança idiota, parecida com o hula, e soltando guinchos vitoriosos irritantes, enquanto o Georg e o Gustav batiam palmas e se riam.
 
Fui despertado desta memória quando o Tom me deu um murro na cara inconscientemente. Ele continuava a dormir aquele sono pesado, como se o desconfortável banco fosse, de facto, a mais confortável das camas… Sortudo. Só eu é que não conseguia adormecer. Olhar pela janela a meu lado e só ver azul-azul-azul tira-me completamente e sono, e quase que me faz ter um ataque de ansiedade.
 
De repente oiço a voz afável do comandante através altifalante, e sinto-me exponencialmente aliviado. “Caros passageiros, dentro de aproximadamente dez minutos aterraremos no aeroporto de Honolulu. A temperatura no exterior será de trinta e nove graus centígrados e o nível de humidade está abaixo dos vinte por cento. Não se esqueçam de acertar os vossos relógios, para a hora local… em todo o arquipélago do Havai são neste momento cinco horas e dezassete minutos da tarde. Foi um prazer voar convosco. Em nome de toda a tripulação, desejo-vos uma agradável estadia.”
 
Logo de seguida senti o avião inclinar-se para a frente e percebi que se preparava para aterrar. Por cima das nossas cabeças acenderam-se as luzes para apertar os cintos de segurança, e eu não demorei mais do que poucos segundos a obedecer-lhes.
 
Foi com enorme prazer que comecei a acordar o Tom às bofetadas, quase matando o meu pobre irmão de susto, “Acorda meu grandessíssimo idiota! Estamos a chegar!”
 
* * *
 
Continua...
Vêem? Eu disse que era um capitulo parvo --' Mas prometo que posto o segundo amanhã, e que vai ser bem melhor que este xD
 
Já sabem, comentem muito, digam-me o que acham deste começo.
Sabem que a vossa opinião é importantissima para mim ^^
 
Loads of Kisses to All of You!

 

 

sinto-me: Vou matar o meu pc --'
música: Bloc Party - So Here We Are
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Ideia Radiante da *Inês Yang --> Encontro!!

Olá meus amores!! ^^

 

Não, hoje não há fic… Lamento, mas prometo que amanhã haverá!! x)

O que me trás aqui hoje é o encontro de escritores de fics!

 

Sim! Há novidades em relação ao encontro! Pois é. A pedido de muitas famílias, vamos promover encontro de escritores de fics em ambos os concertos… Dias 1 e 29 de Junho! :D Assim quem não for ao Rock in Rio pode se encontrar no dia 29, e quem não for a dia 29 pode se encontrar no Rock in Rio! ( Depois, pessoas sortudas que vão aos dois concertos, tipo eu, podem-se encontrar nos dois dias!! xD )

 

Hurrey!! De certeza que muita gente ficou feliz agora. :D

 

Mas para além disso… Há mais notícias!

 

 

A Inês achou por bem que deveria haver uma espécie de “inscrições” para ambos os encontros… Seria óptimo termos uma noção de quantas pessoas vão aos encontros e de onde vêem.

 

Atenção! Toda a gente interessada em participar nos encontros TEM de responder a estas perguntas! Porque eu e a Inês vamos apontar os nomes de quem se inscrever num papelinho, e depois o resto não pode participar, são completamente renegados xD

 

Estaremos a brincar? Não sei, depois logo se vê se o fazemos ou não! ^^

 

São perguntinhas curtas e simples, que não demoram tempo nenhum a responder e que só nos vão facilitar a vida nos encontros! Basta fazerem copy-paste do questionário num comentário e responder. Mais fácil que isto é impossível! ^^

 

Como nós somos muito fofinhas, dividimos as perguntas em obrigatórias e opcionais, assim não precisam de responder a perguntas mais pessoais ou às que não tiverem paciência para responder! x)

 

 

(Obrigatórias)

 

1. Qual é o nick que usas nos blogs? ( como se não fosse aparecer no comentário --‘ )

2. Como te chamas, ou como é que gostas que te chamem? x)

3. Quantos anos tens?

4. De onde és? ( não precisam de dizer a morada inteira, basta a cidade ou localidade, não planeamos ir buscar-vos a casa xD )

5. Em que dia vais?

6. Se vais no dia 29, para que fila vais? ( a da plateia, do balcão 1 ou do balcão 2? )

7. Qual o mail que podemos adicionar ao msn para podermos entrar em contacto contigo? ( seria óptimo termos os vossos contactos, até mesmo para vos informarmos mais depressa sobre futuras novidades dos encontros! )

8. Vais levar uma t-shirt com o teu nick dos blogs? ( a esta são obrigados a responder que sim xD )

 

(Opcionais)

 

Música…

6. Que músicas dos TH estás com mais ansiedade de ver ao vivo?

7. Para além de TH que outras bandas têm lugar no teu coração?

 

Em relação às fics…

8. Quantas fics já escreveste?

9. Como se chamavam?

10. Escreves só fics dos Tokio Hotel, ou escreves fics com outros temas?

11. Escreves coisinhas originais?

 

12. Somos mesmo chatas, não somos? xD

 

 

Pronto, vêem? Não doeu muito!… Espero ter muitas respostas e muita gente a ir aos encontros!! Vamos tornar esses dias ainda mais especiais, sim? ^^

 

 

Loads of Kisses!!

 

sinto-me: Com muuito soninho...
música: Beautifull Lie - 30 Seconds to Mars
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Ideia Radiante da *Inês Yang --> Encontro!!

Oláa outra vez!!

[ Lá está esta chata outra vez, devem estar vocês a pensar, uns dias não posta nada e noutos não consegue estar quieta xD Bem é mais ou menos isso... ]

 

Mas o assunto que me tráz aqui agora não tem nada a ver com fics, ou melhor, tem tudo a ver com fics! xD Eu passo a explicar...

Como já devem saber, a *Inês Yang teve a brilhante ideia de nós, escritores de fics, nos encontrarmos no dia 29 de Junho, no concerto! Quem não fôr está lá em espírito, diz ela e eu concordo plenamente x)

 

Como há pessoas de todo o país a escrever fics, a maneira mais fácil de nos encontrarmos seria mesmo no concerto, visto que vem bastante gente para Lisboa nesse dia.

 

Coloca-se então a questão: Como nos encontramos?

 

Quem esteve no Pavilhão Atlântico no dia 16 de Março, lembra-se com certeza da confusão e desorganização das filas... E como é lógico, ninguém quer perder o seu lugar. Portanto tive esta ideia muito simples e prática que nos vai ajudar a encontrarmo-nos:

 

Cada um de nós pode pegar numa camisola simples e nela estampar o seu nick dos blogs! Assim, seria fácil encontrarmo-nos e reconhecermo-nos. ^^

 

Eu e a Inês estivemos a falar sobre esta iideia, e tem uma falha, como já devem ter percebido. Não vamos estar todas na mesma fila, nem no mesmo sítio...

 

Por isso a Inês pensou nisto:

 

Trazemos as t-shirts com os nossos nicks dos blogs e, assim que pudermos, deixamos alguém a marcar o nosso lugar na fila e andamos a circular por lá. Aí vamos encontrando outros escritores, conhecendo, trocando contactos... Depois quem andar a circular vai dizendo onde os outros estão e tal. Como ela lhe chamou, seria um meet & greet!

 

Depois como vêem aí as férias de verão, quem morar perto uns dos outros pode se ir encontrando mais vezes!

 

Podemos sempre encontrarmo-nos depois do concerto, mas vai haver de certeza muita gente a ir embora assim que o concerto termine... Também podíamos almoçar juntos, mas seria muito complicado tanta gente almoçar ao mesmo tempo...  

 

Enfim, digam o que acham!

Divulguem a ideia! :D

 

Sempre que houver mais novidades sobre o assunto, eu aviso aqui e a Inês no blog dela! ^^

 

Kisses!!

sinto-me: Com o nariz entupido ^^
música: Televisão a dar o filme "O Dia Depois de Amanhã"
publicado por Dreamer às 18:21
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

An Deiner Seite - Cap 1

Oláa! A pedido de muitas familias, cá está a nova fic! Como já disse antes é um pouco diferente da anterior, e mais longa. Aqui os manos Kaulitz, assim como o Georg e o Gustav são um ano mais velhos do que na realidade... Só para quem achar as idades um ano ao lado, é por isso. xD Mas de resto não há mais grandes anuncios ou apresentações a fazer... Resta-me deixar-vos com a nova fic, e aqui está ela! Enjoy! :D

 

* * *

 

“Emily! EMILY WOLFF! ACORDA!” Que bom acordar de manhã com os gritos histéricos da nossa madrasta. Especialmente quando aos gritos se juntam pancadas na porta do nosso quarto. Sim, porque com oito anos de convivência com a senhora Catherine, eu aprendi a trancar a porta do meu quarto quando me deito, para evitar que me gritem aos ouvidos logo pela manhã.

 

Assim é mais equilibrado: ela grita do lado de fora, dá murros na porta e eu berro-lhe do lado de dentro. “Já estou ACORDADA!” Gritei-lhe de volta para ver se ela se ia embora, mas não saí do conforto dos meus lençóis.

 

“Espero bem que sim menina, senão temos chatice!”A arrogância dela já não me surpreendia nem um bocadinho. Limitei-me a fazer um gesto obsceno com a mão na direcção da porta e tapei a cabeça com os cobertores. Eu tinha dezasseis anos, estava prestes a ter dezassete, ao contrário da filha dela que tinha oito. Ela podia ralhar e gritar com a pobre Beatrice à vontade, mas comigo não. Eu não sou filha dela!

 

Acabei por me arrastar para fora da cama e depois para o chuveiro. Mas obviamente que liguei a minha aparelhagem no caminho e pus o volume máximo: System of a Down, o meu verdadeiro despertador.

 

Só voltei a desligar a aparelhagem quando saí do quarto, já pronta para ir para a escola. Peguei na minha mala, bastante leve por sinal, e na minha amada guitarra e desci as escadas.

 

Quando cheguei à cozinha para tomar o pequeno-almoço estava lá a «família feliz» toda reunida. O meu pai, o senhor Claus Wolff, estava como sempre com a cara presa ao jornal do dia, a minha madrasta a fazer ovos mexidos, e a minha meia-irmã Bea a fazer uma das suas birras do costume.

 

“Mas a Emily pode ir de t-shirt para a escola e eu tenho de levar casaco porquê?” Berrava ela enquanto batia com os pés, mas felizmente nem o meu pai nem a minha madrasta lhe estavam a ligar muito.

 

“Levas casaco porque sim Bea, e ponto final.” Respondeu-lhe o meu pai, muito serenamente, sem sequer tirar os olhos do jornal.

 

Ela deu um berrinho histérico, bateu com o pé mais uma vez e quando me viu cruzou os braços e fez-se de amuada.

 

Graças à fantástica justiça portuguesa, eu, filha de mãe portuguesa e pai alemão, tinha sido condenada a ficar enterrada na vila de Loitsche, enquanto o meu irmão mais velho gozava do bom tempo em Lisboa. Digam-me, por favor, porquê?!…

 

“Bons dias.” Cumprimentei quando me sentei à mesa. Nenhuma das três personalidades presentes se dignou a olhar para mim.

 

“Bom dia filha.” Murmurou o meu pai com os olhos ainda presos à porcaria do jornal.

 

“Hoje os meus amigos têm ensaio,” Disse-lhes eu enquanto comia os ovos que a Catherine me estava a servir, “E eu vou assistir. Sou capaz de chegar tarde, por isso não esperem por mim para jantar.”

 

“Hum hum.” Murmurou o meu pai a mastigar os ovos, “Mas não tens teste de matemática amanhã?”

 

É tão bom viver numa casa onde estão todos sempre tão bem informados daquilo que temos de fazer… Estou a ser irónica, é claro. “Pai, o teste é hoje.”

 

“Ah,” Disse ele semicerrando os olhos para ler a letras mais pequenas de uma notícia, “Então está bem.” Porreiro pá, pensei eu. A indiferença dele doía-me mais do que um Não.

 

Quando abri a boca para tentar ter uma conversa construtiva com ele, a Catherine berrou do balcão, “Bea come os ovos!”

 

“Não quero!” Respondeu a miúda com voz irritante, ainda de braços cruzados.

 

Portanto, desisti de ter a tal conversa construtiva com o senhor Wolff. Felizmente poucos segundos depois ouvi uma buzina vinda da rua e segui a minha deixa.

 

“Até logo, família.” Gritei por cima do ombro enquanto corria para a porta de casa com a minha mala na mão e a guitarra às costas.

 

“VAIS OUTRA VEZ DE MOTA COM AQUELES VÂNDALOS?” Berrou a Catherine da cozinha. Antes sequer de lhe dar uma resposta, bati com a porta de casa nas minhas costas e corri pelo jardim até à estrada. E lá estavam eles, os meus dois «vândalos» preferidos.

 

* * *

 

PLIM! E foi este o primeiro capitulo! Espero que estejam a gostar... Não se esqueçam de me dizer o que acham! :D

 

 

sinto-me: Feeliz! xD
música: Linkin Park - Somewhere I belong
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 1

Como prometido, aqui está o primeiro post/capitulo da primeira fan fic publicada neste blog! Hurrey! Lê e desfruta.

 

* * *

 

Estava sentada no sofá mais confortável da sala, enquanto a televisão à minha frente obedecia ao zapping frenético que eu estava a comandar. Nada me chamava à atenção, nada me satisfazia… nada me arrancava do peito aquele medo horrível, aquela angústia desmedida. Os meus olhos encheram-se de lágrimas antes que eu me pudesse controlar, tive de tapar a minha cara com as mãos para que o meu lamento não fosse mais ruidoso que um murmúrio.

 

Mesmo assim ele percebeu, ou então adivinhou o que eu estava a sentir, porque eu ouvi os seus passos apressados no caminho que ele fez entre a cozinha e a sala. Vi uma figura expectante algures na entrada, depois senti o cheiro dele. Mesmo sabendo de antemão quem era, deixei-me surpreender pela sua voz grave e pelo seu tom carinhoso:

 

“Sway, está tudo bem?” Ele ajoelhou-se à minha frente, removendo as minhas mãos da minha cara, e acariciando-me o rosto. Assim que os meus olhos viram o seu sorriso explodi num choro silencioso. Tive de me abraçar ao pescoço dele e não medi a minha força. Tinha de o sentir, precisava que ele me protegesse. Precisava que ele me dissesse que tudo ia correr bem.

 

“Tenho tanto medo Tom, tanto…” Desabafei enquanto ele se sentava ao meu lado, protegendo-me com o seu abraço. Descobri que a minha cabeça encaixava perfeitamente no espaço entre o ombro e a cabeça dele, ficando assim bem junto do seu pescoço.

 

“Eu sei, eu sei… Mas vai tudo correr bem.” O Tom reconfortou-me enquanto me acariciava os cabelos. Eu fechei os olhos e fiquei a ouvir a respiração dele, a sentir o peito dele subir e descer juntamente com o meu.

 

“Achas mesmo que vai correr tudo bem?” Perguntei-lhe eu a medo passados uns minutos, quando levantei a cabeça.

 

Os meus olhos encontraram os dele. Eu vi-o sorrir uma vez mais, aquele sorriso ao qual eu nunca tinha resistido antes e não resisti novamente. “Sabes,” começou ele brincalhão enquanto me fazia cócegas, “Eu falei com Deus, perguntei-lhe como iam correr as coisas e ele garantiu-me que ia ficar tudo bem!”

 

Eu estava a rir-me tanto das cócegas insistentes que nem me apercebi que a tentar fugir dele, me desequilibrei. No momento seguinte, e porque ele me estava a agarrar com todas as suas forças, caí no chão e ele caiu comigo.

 

Ainda me estava a rir quando abri os olhos e o encontrei em cima de mim, olhos fixos nos meus num expressão que eu nunca tinha visto antes. Foi como se o tempo parasse. Notei que o olhar dele desceu ligeiramente para fixar os meus lábios e eu senti o meu corpo inteiro derreter. Fiquei congelada, sem saber o que fazer.

 

A minha cabeça começou a pensar a mil à hora enquanto eu me esforçava para tentar adivinhar o que o Tom estava a pensar. À medida que os lábios dele se aproximavam dos meus quis desesperadamente que ele me beijasse… Mas isso era errado, não era?

 

No momento antes dos seus lábios beijarem os meus, o telemóvel dele tocou. “Que oportuno,” Suspirou ele aborrecido, sentando-se no chão ao meu lado. Quando eu me sentei também ele já tinha lido a mensagem.

 

“É o Bill,” respondeu-me ao ver a pergunta nos meus olhos, e mostrou-me a mensagem no visor, “Por acaso não se esqueceram de mim, não? Que chato, pá.” Protestou com um sorriso. “Vamos lá a cima ter com ele?”

 

“Vamos!” Disse-lhe sorrindo de volta. Levantei-me mais depressa que o Tom, por isso ofereci-lhe a minha mão para o ajudar. A mão dele ficou presa à minha um pouco mais do que era necessário e ele acrescentou num murmúrio:

 

“Não te esqueças de onde íamos…”

 

Sorri tímida para ele, e senti a minha cara aquecer. Porque raios estava eu a corar? Nós éramos amigos, só isso! A minha estadia na casa deles era somente para lhes fazer companhia neste momento difícil.

 

A verdade é que nos últimos dias comecei a sentir algo mais entre mim e ele. Não sabia ao certo o que era, mas tinha a certeza que existia. Tomar conta do Bill aproximou-nos de uma maneira especial… E eu desejei nunca ter de voltar à minha própria casa.

 

*  *  *

Fim do primeiro capitulo! Não te esqueças de comentar, quero saber o que achas!

 

sinto-me: Entusiasmada
música: Der Letzte Tag
publicado por Dreamer às 20:13
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Abertura

Ora, está oficialmente aberto este blog!

 

A sua função será, e como já deves ter percebido, postar fan fictions sobre os Tokio Hotel. Se não sabes o que é uma fan fiction, eu passo a explicar: Digamos que é uma fantasia, uma história, sobre algo que já existe, intrepertada de outra forma ou modificada (como o próprio nome indica) por fãs... E podem ser escritas fan fictions, ou fan fics, de praticamente tudo: livros, séries, filmes, jogos... e música também.

 

Sim, existem imensos sites para publicar coisas destas... Mas eu não encontrei um que me agradasse, portanto decidi criar um eu mesma. Daí o nascimento deste blog modesto.

 

Não te acanhes, vou adorar saber a tua opinião, portanto comenta! A tua opinião é muito benvinda e vital para que eu possa melhorar as minhas histórias. Eu vou postar aqui as fan fics capitulo a capitulo, post a post, tudo muito light para não ser muito chato, e vou tentar fazer updates todos os dias.

 

Apresentações feitas, despeço-me e até ao próximo post!

 

sinto-me: Feliz!
música: Leh' Die Sekunde
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Dreamer @ 02-04-2008
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