Domingo, 22 de Maio de 2011

Wake up sleepy head !

 

Este é um post que eu já deveria ter escrito há muito mais tempo e desculpem-me se não o fiz. Até tenho vergonha de aparecer aqui agora! Estou oficialmente a anunciar que está fanfic está em pausa, ( Oh really!? No shit! -.- ) até dias melhores. Espero chegar a concluir esta história um dia destes. Talvez me dê uma pancada de garra e inspiração (E DE TEMPO LIVRE), e pimbas!, em menos de nada escrevo o que falta.

 

Até lá, continuará nesta pausa terrível.

Voltei aos blogs, mas estarei mais activa no meu blog pessoal,

link -> http://dreamersworld.blogs.sapo.pt/

 

Espero que seja um...

...Até já! 

 

 

Loads of kisses to all of you,

E obrigada por continuarem a vir aqui, mesmo quando eu não o fiz

Loads of kisses to all of you <3 

 

sinto-me: Dores de costas... -.-
música: Tv on the backgroung
publicado por Dreamer às 16:23
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 20

Olá meus amores!

 

Estava dificil, mas finalmente consegui terminar este capitulo para o vir postar ^^ Eu sei que demorei demasiado tempo, e vocês merecem a minhas mais sinceras desculpas! Andei ocupada com o meu novo blog de Fics de HP, para quem ainda não o conhece, sintam-se à voltade para dar lá um saltinho ^^ Podem aceder também através do link ali ao lado, na lista de links x)

 

Mas não vou demorar com mais conversas,

Aqui vai o capitulo!

ENJOY!

 

* * *

Chapter Twenty
[ TOM ]
 
 
Entreabri os olhos devagar, deixando a luz do sol que entrava abundantemente pela janela cegar-me. Eu não queria acordar, preferia voltar a adormecer… preferia não ter de suportar mais um dia naquele inferno. Sim, inferno! Achava que ia encontrar o paraíso na terra, mas graças ao Bill, Maili é um pesadelo para mim.
 
Tentava não recordar-me daquilo que o meu irmão me tinha tão minuciosamente descrito na noite anterior… A dança espectacular, o canto divinal, a conversa inacabável e o beijo inesquecível. Eu dava tudo para tirar da minha cabeça a voz do meu irmão a descrever os seus sentimentos por Lilïa! “Não é justo… ela devia ser minha.”
 
A minha garganta começou a apertar e os meus olhos a arder… Que líquido quente era este a escorrer-me habilmente pelo rosto? Lágrimas!?
 
“Oh, não. Não senhor!…” Gaguejei enquanto me sentava desajeitadamente na cama. Eu não chorava à anos! Tinha prometido a mim mesmo que não o voltaria a fazer… e no entanto, sem me aperceber, estava a quebrar a minha promessa.
 
Esforcei-me por retomar a racionalidade, ignorar que o meu coração bombeava sangue com mais velocidade do que era suposto e que os meus pulmões pareciam não querer obedecer-me. A minha cabeça latejava, mas isso era por ter bebido demais na noite anterior… Só havia uma maneira de curar essa dor e ignorar o que eu sentia no meu coração apertado, e isso envolvia mais bebida.
 
A dor de cabeça era demasiada para eu manter os olhos abertos, por isso deixei que eles se fechassem novamente, enquanto eu tacteava a minha mesa-de-cabeceira procurando o meu telemóvel. Só depois de percorrer pela segunda vez a mobília com a minha mão é que me lembrei que Bill o tinha levado para o seu quarto e provavelmente não o tinha devolvido… Eu teria de descobrir que horas eram de outra maneira.
 
Arrastei-me para fora da cama, e saí do meu quarto ainda em boxeurs. Não tinha forças para nada, nem para vestir uma camisola. Não me surpreendi por não ter encontrado o meu irmão na sala de estar do apartamento, para dizer a verdade achei que ele tivesse saído bem cedo para se encontrar com Lilïa na praia.
 
Espreitei para dentro do quarto do meu irmão, e então é que o vi, deitado na sua cama, ainda adormecido. Não o quis acordar, preferia que ele dormisse, pelo menos assim não me descrevia o quão doces eram os lábios de Lilïa.
 
Caminhei devagar e silenciosamente com os meus pés descalços na direcção da cama do Bill, para poder recuperar o meu telemóvel… e para minha infelicidade, quando já estava a sair do quarto, um pedaço de madeira do chão rangeu e isso foi o suficiente para o despertar.
 
“Hãm? Lilïa!? O quê?” Ouvi o meu irmão gaguejar ao acordar sobressaltado. Porra, até a acordar tinha de dizer o nome dela? Quando os olhos castanhos de Bill foram capazes de me focar ele pareceu muito mais aliviado, “Ah Tom, és tu…”
 
“Sim, eu ainda não mudei de sexo, nem de nacionalidade.” Resmunguei ironicamente, incapaz de lhe dar uma resposta mais decente.
 
“Desculpa, estava a ter um pesadelo.” Ele parecia ainda estar a recuperar o fôlego ao sentar-se na cama. Com um gesto convidou-me para que eu me sentasse a seu lado, mas eu não reagi e continuei em pé, diante de sua mesa-de-cabeceira.
 
“Um pesadelo, hum?” Foi a única coisa que consegui dizer. Não conseguia olhar para o meu irmão sem me lembrar do que ele me tinha contado na noite anterior… do beijo que ele e Lilïa tinham trocado, e isso estava a deixar-me doido.
 
“Sim. Desculpa-me se te assustei.” Assustar!? Por amor de deus… O meu aspecto miserável não se devia a um susto que eu tivesse apanhado, mas ao facto de ter de estar ali, a fingir que não me importo que o meu irmão namore com a única rapariga por quem eu alguma vez senti algo.
 
“Que horas são?” Perguntou-me Bill e só então eu me apercebi que estava à demasiado tempo calado, a fitar uma tábua do chão que estava ligeiramente solta, aquela que me tinha denunciado.
 
“Já passa das quatro da tarde.” Confirmei inexpressivamente ao verificar o visor do meu telemóvel.
 
“Oh! Desculpa maninho, desculpa!” Pediu-me o Bill, saltando da sua cama rapidamente e atirando-se nos meus braços. Mas o que é que lhe deu? “Eu disse-te que íamos passar o dia juntos, e depois acabo por adormecer!”
 
Oh não… Eu tinha-me esquecido disso. Eu estava a tentar a todo o custo fugir do Bill, e agora ia ter de passar o dia inteiro com ele? “Não te preocupes, Bill, podemos estar juntos outro dia… Não precisa de ser hoje.” Eu não consigo olhar-te nos olhos hoje…
 
“Nem pensar! Eu vou já levantar-me, arranjar-me e nós vamos os dois passear juntos, sem mais ninguém!” Ele largou os meus braços de uma vez e começou a apanhar a sua roupa que estava espalhada pelo chão do quarto. Estava de facto radiante com a ideia de passar o dia comigo, e entusiasmado ao ponto de eu achar que ia ser difícil demovê-lo.
 
“Bill, a sério, não precisas.” Implorei, desta vez sinceramente, lutando para pôr um sorriso no meu rosto mas a não conseguir fazê-lo.
 
Foi com um nó na garganta, uma dor lancinante no peito e o meu coração a sangrar que acrescentei, “Vai ter com a Lilïa, eu fico bem sozinho.”
 
“Ela hoje não pode estar comigo, combinámos para amanha.” Respondeu o meu irmão com naturalidade, sem se aperceber que eu estava a morrer por dentro, “Por isso, meu maninho querido, sou todo teu!”
 
 “Uau, que bom...” Suspirei desinteressado. Não queria nada passar o dia inteiro com o meu irmão. Ele já se estava a vestir à minha frente, sem qualquer tipo de pudor, e eu aproveitei para me dirigir à porta.
 
“Vai-te vestir também.” Recomendou-me o Bill, rindo-se não percebi bem do quê, “Vamos à praia!”
 
“Que remédio...” Resmunguei, e eu tenho a certeza que o meu irmão não me ouviu porque continuou, agora a cantarolar alegremente enquanto se vestia. Estas férias estavam a ser fantásticas para ele, não haja dúvidas… e para estarem a ser fantásticas para ele, estavam a ser um inferno para mim.
 
Arrastei-me de volta para o meu quarto, sentindo-me ainda mais miserável do que quando tinha acordado, e nem tinha sido assim à tanto tempo atrás. O meu corpo parecia não me pertencer, o meu ritmo respiratório estava desordenado com o meu ritmo cardíaco, e a minha mente enchia-se de imagens dolorosas que eu não queria sequer imaginar…
 
Eu sabia que amar nos tornava fracos, nos tornava vulneráveis… mas não tinha ideia do quão miseráveis ficamos. Finalmente pude constatar que sempre tivera razão, amar faz-nos mal… é uma doença. Eu só tinha de arranjar uma forma de me curar.
* * *
Continua...
Eu sei que este capitulo foi pequinino e que não compensa o tempo que estiveram à espera, mas eu prometo que o próximo, para além de ser maior, vai ser rico em emoções fortes! xD E vai também ser narrado pelo Tom ^^ Vou tentar postar o proximo capitulo entre amanhã e segunda-feira...
 
Antes de me despedir, não podia deixar de agradecer os comentários fantásticos que me deixaram! Sabem que vos Adoro a Todos ^^ Vocês dão-me motivação para continuar x) Muito obrigada!
 
Loads of Kisses to All of You!
 
sinto-me: Ataque de espirros --'
música: Os meus Atchins! x'D
publicado por Dreamer às 17:23
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 19

Olá meus amores! :D

 

Estou super atrasada com a escrita do capitulo vinte, mas não vos queria deixar sem Fic este fim de semana x) Tenho tido vários azares este fim de semana... Ontem à noite tive um encontro imediato com uma barata esfomeada num restaurante japonês --' E hoje a tentar fazer o almoço queimei quatro dedos... ambos os polegares e os indicadores. Não foi bonito de se ver aqui a Dreamer a gritar sozinha em casa com os quatro dedos debaixo de água. --'

 

Hoje devia ter estudado... mas não consegui concretizar essa tarefa muito bem. Estou com a cabeça noutro lado, que nem sei bem que lado é. Sinto-me meio perdida.

 

Antes da fic queria deixar um aviso: Entre amanhã e Sexta-Feira vai ser muito dificil vir aqui aos blogs porque vou participar numa Workshop de Arquitectura... Portanto, para além de ser dificil postar, também me vai ser dificil comentar os vossos blogs. No proximo Sabado e proximo Domingo vou actualizar-me, não se preocupem.

Espero que me compreendam, amores!

 

Agora, sem mais conversa,

ENJOY! x)

 

* * *

Chapter Nineteen
 
 
O telefone continuava a chamar e não havia meio de o Gustav atender. Eu já não sabia o que fazer para acalmar o ritmo frenético do meu coração. As minhas mãos transpiravam e todo o meu corpo tremia… Não, não pode ser”, Tentei convencer-me a mim mesmo, “Não deve haver ameaça de morte nenhuma, o Tom deve ter ouvido mal…”
 
“Hallo?” Ouvi uma voz grave responder ao meu ouvido, e eu quase caí da cama abaixo. O Gustav tinha finalmente atendido.
 
“Estou? Estou, Gustav?!” Chamei tentando ouvi-lo melhor, mas a chamada parecia estar com algumas interferências. Afinal eu estava no meu do Oceano Pacifico e ele no centro da Europa.
 
 “Ah, és tu!” Exaltou ele ao reconhecer a minha voz. Ele parecia estar a rir-se. Como poderia ele estar a rir numa situação destas!? “Como tens passado, Bill?”
 
“Estou preocupado, ora essa!” Respondi-lhe de imediato sem sequer pensar. O meu coração parecia estar prestes a sair-me pela boca, mas eu consegui-me controlar o suficiente para continuar a falar, “Quando cheguei ao apartamento o Tom disse-me que tinha falado contigo sobre ameaças de morte! Estou assustadíssimo! O que é que aconteceu?”
 
Ouvi um gargalhada do outro lado do telefone e só tive vontade de começar a pontapear tudo à minha frente. Mas hoje estavam todos a gozar comigo?
“Eh, acalma-te, Billie…” Pediu-me o Gustav, não tardando a explicar-me, “Isso são problemas com o Jost. O Tom deve ter-se explicado mal, deve ter-te feito parecer que a situação é mais grave do que ela realmente é. O coitado não me parecia estar muito sóbrio ao telefone...”

“Pois, não estava mesmo…”
Disse, respirando um pouco mais calmo. Se fosse algo de muito grave o Gustav reagiria de uma forma completamente diferente. Pelo menos agora tinha certeza que eu e a Lilïa não havíamos sido expostos, “O anormal do meu irmão pregou-me um susto de morte! Mas que raio se passa, afinal?”
 
“Bem, o Jost não está muito feliz.” Ouvi a voz do Gustav tornar-se verdadeiramente marcada por preocupação, “O Georg está a dar demasiado nas vistas em Las Vegas. Acho que anda a passear em público com a rapariga que conhecemos lá, a Alicia.”
 
“Sim, e então Gustav? Isso é um problema?” Perguntei confuso. O Jost nunca se intrometeu nas nossas relações… e aliás, aquilo que o Georg devia estar a fazer em Vegas com a Alicia, era exactamente aquilo que eu estava a fazer com a Lilïa aqui, com a diferença de ele corria mais riscos de ser visto e reconhecido do que eu.
 
“O problema, Billie, é que parece que ele se anda a enrolar com ela em público.” Agora, para além de preocupação, a voz do Gustav estava cheia de reprovação, “Já saíram fotografias deles os dois a beijarem-se em revistas, as fãs mais fanáticas estão a passar-se… O Jost tem recebido na nossa caixa de e-mail centenas de ameaças de morte dirigidas à pobre Alicia!”
 
“Oh meu deus, que loucura…” Gaguejei com o meu coração a retomar o ritmo louco de antes. Afinal o meu maior medo tinha-se concretizado, um jovem amor estava a ser ameaçado e quem sabe até destruído por uma imprudência estampada em capas de revistas… Eu e Lilïa estávamos seguros de tal ofenda, mas Georg e Alicia já não tiveram a mesma sorte.
 
“Pois, agora imagina o Jost, stressado como ele é. Já pediu ao Georg para voltar para a Alemanha, mas ele não quis.” A voz do Gustav chegava a mim distante e distorcida, não por um erro telefónico, mas por eu estar a ter dificuldade em concentrar-me. “Então, em vez disso, o nosso querido produtor mandou para Vegas uma equipa inteira de seguranças para os proteger caso alguma dessas ameaças se venha a revelar verdadeira.”
 
Eu não conseguia parar de pensar que poderia ser eu no lugar do Georg, e Lilïa no lugar da pobre Alicia, “Gustav, tu já chegaste a falar com Georg?” Perguntei, esforçando-me por recuperar a lucidez.
 
“Sim, claro que falei… O que ele diz é que está apaixonado, Bill. Que ele e a Alicia estão a namorar e que esse namoro se mantinha quer ele estivesse em Vegas ou na Alemanha.” Oh, como eu compreendia o Georg. Eu podia regressar à Alemanha neste momento que o que sinto por Lilïa jamais se alteraria.
 
Tentei assumir a situação, interiorizá-la, e pensar numa forma para remediar o escândalo que se havia gerado. Tentei colocar-me no lugar do Georg, imaginar que o que existe entre mim e Lilïa era a mesma relação sólida que existe entre Georg e Alicia… e depois tentei pensar numa forma de tornar esse meu relcionamento público, pensar na forma como diria aos nossos fãs que eu havia encontrado o amor da minha vida.
 
Depois apercebi-me que não poderia ser nada feito muito bruscamente, isso só desencadearia reacções extremistas como aquelas que estavam a ser vistas agora com as ameaças de morte… Eu e Lilïa não poderíamos ser vistos em público juntos, muito menos aos beijos! Nada poderia ser assumido no inicio, teríamos de ser pacientes, levar o nosso tempo para preservar a privacidade e a segurança daquelas que aquelas que amamos.
 
Uma raiva começou a crescer dentro de mim. Como é que o Georg podia ter sido tão imprudente? Como é que ele não tinha pensado nas consequências das suas acções?
 
“Nós não podemos fazer as coisas assim!…” Comecei a falar em voz alta, partilhando a minha opinião com o Gustav. Sem me aperceber, eu estava a falar no plural, “Nós não podemos assumir namoros de um dia para o outro, aparecer em sítios públicos com raparigas, ser fotografados aos beijos… Não podemos!”
 
“E o que pensas que eu lhe disse!?” Ripostou Gustav no mesmo tom. Ele partilhava a mesma opinião que eu, “O Georg já não ouve ninguém, Bill. Mas o pior é que eu acho que ele está mesmo apaixonado...”
 
“Eu tenho de falar com ele… O Georg tem de ser chamado à razão.” Talvez eu conseguisse fazer isso. Se eu lhe contasse aquilo que existe entre mim e Lilïa e ele percebesse que estamos os dois na mesma situação, talvez aí o Georg me desse ouvidos.
 
“Espero sinceramente que consigas fazer isso.”Suspirou a voz preocupada do Gustav do outro lado do telefone.
 
“Vou tentar pelo menos.” Garanti-lhe enquanto a minha garganta apertava de angústia. Eu tinha de mudar o assunto de alguma forma para nos aliviar o ânimo. Recorri ao assunto mais básico, “Tens-te divertido na neve?”
 
“Sim, muito! Os meus pais e a minha irmã estão a adorar, também… Passamos os dias na neve. Está a ser muito relaxante…” A voz do Gustav começou a soar muito mais alegre. Percebi que ele estava satisfeito por mudar de assunto. “E as vossas férias como estão a correr? O Tom já se meteu com muitas raparigas? Ele que não dê barraca nenhuma, não precisamos de nada disso agora com os problemas que o Georg já tem.”
 
“Não te preocupes com isso,” Descansei-o dando graças a deus por Maili ser tão pouco movimentada, “Que eu tenha contado foram só quatro ou cinco raparigas, e nenhuma fez nenhum drama. Aqui em Maili estamos «protegidos» das atenções públicas, não é uma praia muito frequentada.”
 
“Sim, os paparazzi andam doidos à vossa procura! Ainda ninguém sabe onde vocês estão.” Riu-se o Gustav e eu fui inundado por uma corrente de alívio.
 
“Ainda bem!” Admiti sem pensar duas vezes no que estava a dizer, “Se nos encontrassem seria um pesadelo…”
 
“Um pesadelo… Porquê!?” Oh não, eu já tinha falado demais. Como me mantive calado, sem saber o que responder, ainda dei mais razões ao Gustav para ele ficar desconfiado, “O que é que se passa, Bill!?”
 
“Nada Gustav, não se passa nada.” Tentei dissuadi-lo, consciente que ele continuaria a insistir.
 
“Bill, eu conheço esse tom. Estás a mentir.” Esse é o mal de nos conhecermos tão bem entre os quatro. Mesmo que queiramos, já não conseguimos esconder nada uns dos outros.
 
“Não te preocupes, Gustav. Vai tudo correr bem…” Disse-lhe, esforçando-me por o convencer e acalmar antes que ele começasse a dramatizar. Se o Gustav soubesse do que há entre mim e Lilïa iria passar-se, principalmente por estarmos a correr os mesmos riscos de Georg e Alicia.
 
“Não me digas que o Tom deu alguma barraca!?” Eu podia dizer que sim e o assunto morria por aí. Já era comum as acompanhantes do Tom dramatizarem depois do meu irmão lhe dar com os pés… Mas eu não consegui mentir.
 
“Não, o problema não é o Tom…”
 
“Então… Tu!?” Detesto a forma como o Gustav consegue tirar conclusões acertadas de tudo. Não demorou muito para que eu começasse a ouvir a sua voz zangada, “Oh não, Bill! Tu também não, por favor! Já nos basta o Georg!”
 
“Mas isto é sério, Gustav. O que eu sinto é verdadeiro.” Tentei confessar-lhe já que não havia outra saída. Ele tinha de compreender que eu já não conseguia passar sem Lilïa.
 
“O Georg também diz isso.” Ripostou-me ele de forma brusca, como se o argumento de Georg fosse uma mentira… como se o meu também o fosse!
 
“E se calhar ele diz a verdade!” Respondi-lhe já quase gritando. O Gustav tinha de compreender a minha situação, e a do Georg também.
 
“As férias estão a fazer-vos mal…” Observou ele, rindo-se ironicamente dos nossos sentimentos.

“Pelo contrário…!” Garanti, sentindo-me ofendido, “ Eu nunca me senti tão bem. Tão… livre!”
 
Do outro lado do telefone os gritos começaram. E o Gustav so grita quando está mesmo, mesmo muito enervado, “Por amor de deus! Bill, se não queres que essa tua rapariga receba ameaças de morte também, não dês nas vistas… Tem muito cuidado, imploro-te! Depois quem ouve do Jost sou eu, o único idiota de nós os quatro que atende o telemóvel quando ele nos liga durante as férias!”
 
“Está bem, eu prometo que tenho cuidado…” Agora estava mais descansado. Sabia que o Gustav podia não compreender completamente aquilo que eu sentia, mas ele continuava preocupado comigo e respeitava a minha escolha de não ignorar este amor.
 
“Portem-se bem, Kaulitz! Os dois, hãn!!”Refilou ele, já em tom de brincadeira.
 
“Sim senhor!” Ri-me, entrando também na sua brincadeira, e iniciando as despedidas. “Diverte-te por aí, Gustav.”
 
“Adeus, fiquem os dois bem…” Despediu-se ele, agora mais sério.
 
Eu já estava prestes a premir a tecla vermelha do telemóvel quando ouço o Gustav a chamar-me, e coloco novamente o auscultador junto do ouvido.
 
“Quero que saibas Billie, que fico mesmo muito feliz por teres encontrado alguém tão importante. Estou a torcer para que corra tudo bem entre vocês os dois.”
 
A voz dele soou tão sincera que eu fiquei sem palavras. Afinal parecia que ele compreendia os meus sentimentos… e, apesar de extremamente preocupado, estava a torcer pela minha felicidade!
 
Eu fiquei verdadeiramente emocionado, pelo que, antes de desligar a chamada, fui incapaz de dizer mais do que um sentido: “Obrigado.”
 
Agora eu estava sozinho, deixado só no meu quarto com os meus recentes medos e inseguranças. Talvez o que aconteceu ao Georg e à Alicia fosse um aviso para mim, para eu ter cuidado no futuro quando estivesse com Lilïa…
 
… Mas não foi só isso que ficou a pairar na minha mente quando finalmente me enrolei nos meus lençóis à espera de adormecer. Nós, eu e Lilïa, havíamo-nos beijado… Beijado, só isso. Nem sequer tínhamos falado sobre o beijo, nem sobre o seu significado. Eu sabia que aquele beijo tinha tido bastante significado para os dois, aliás, eu senti que Lilïa partilhava dos mesmos sentimentos que eu… No entanto a questão que se coloca é «Que relação existe entre nós?» e «Até onde é que estamos dispostos a ir para a preservar?”.
 
Georg e Alicia têm uma relação forte, eles já são inseparáveis… Mas será que eu e Lilïa também o somos? Quando eu regressar à Alemanha, o que vai ser de nós?

 

* * *

Continua...

Espero que tenham gostado deste capitulo enorme xD Vou tentar continuar a escrever o capitulo vinte que será mais um narrado pelo Tom x) Queria agradecer muitissimo pelos comentários que deixaram no capitulo anterior... São mesmo muito importantes para mim!

 

Um Obrigado do tamanho do mundo para vocês ^^

Adoro-vos x)

 

Loads of Kisses to All of You!

 

sinto-me: Where is my mind?
música: Au Revoir Simone - Sad Song
publicado por Dreamer às 18:49
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 18

Olá meus amores x)

 

Eu acho que nunca postei a estas horas xD Mas hoje teve de ser. Ontem estive quase uma hora a tentar postar este capitulo, mas o sapo estava-se a armar em parvo e não deixou. Eu bem que lhe bati, mas ele não me ligou nenhuma à mesma. Como logo à noite não vou estar em casa, não vou poder postar... Decidi deixar aqui o capitulo agora :D

 

Não podia ficar mais feliz por ver que os comentários estão a regressar :D Muito obrigada pelas vossas opiniões, cada uma faz toda a diferença, todas são importantíssimas ^^ Queria aproveitar para dedicar este capitulo a algumas leitoras bastante fiéis que não mencionei no outro post...  Algumas são novas leitoras, mas outras acompanhavam os meus blogs antes de eu ter desaparecido, e continuam a acompanhar agora!  Muito obrigada, são muito importantes para mim ^^
 
• Sara
Liliana
x Puky 
Pipaa
Bitter - Sweeter
Sofia Oliveira
loucaportom
Kellγ Ŧ
Andressa
Melancia
 
Antes do capitulo queria dizer que a Fic vai entrar agora numa nova fase… Será mais dramática e menos «cor-de-rosa», mas acho que vão compreender isso no final do capitulo xD Mas sem mais demoras!
 
A Fic,
ENJOY! x’D
 
* * *
Chapter Eighteen
 
 
Quando atravessei a porta de vido do hotel ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido… Eu e Lilïa havíamo-nos beijado! Ainda conseguia sentir o seu sabor nos meus lábios… Ainda conseguia sentir o seu calor nos meus braços! Oh, Lilïa…!
 
Eu ia saltitando num passo apressado enquanto atravessava o hall do hotel até aos elevadores, sem conseguir controlar a minha explosão de felicidade ou o sorriso gigantesco que tinha nos lábios. Apetecia-me cantar, apetecia-me dançar, saltar, gritar aos quatro ventos o sentimento que pulsava forte no meu peito! Mas como estava a ser observado pelos funcionários do hotel tive de me controlar ao máximo.
 
Assim que a porta do elevador abriu no meu andar, e eu me vi sozinho no corredor, fiz tudo aquilo que tinha contido em mim. Larguei-me a correr, saltando e dançando ao mesmo tempo como se estivesse num palco em plena actuação. Quando me apercebi, estava a cantarolar o instrumental da música «Ich Brech Aus» e não me impedi de continuar, cantando-a em plenos pulmões enquanto entrava no apartamento que estava a dividir com o meu irmão.
 
“Ich geb Dir an mir Schuld,
Had das alles nie gewollt!
Du lässt mir leider keine Wahl,
Das ist jetzt das letzte Mal! Das letzte Mal!”
 
Não pensei sequer na possibilidade de encontrar o Tom acompanhado, isso não fazia parte das minhas preocupações. Aliás, a minha lista de preocupações estava em branco neste momento, eu não sentia preocupação alguma, apenas alegria e vontade extrema de a exprimir.
 
“Ich fühl mich,
claustrophobisch eng!
Mach platz,
bevor ich mir 'n Ausweg spreng!
Du hälst, mich nicht auf!
Ich brech aus!!”
 
Fui dançando animadamente enquanto procurava o meu irmão pelo apartamento, queria contar-lhe tudo o que me tinha acontecido… queria contar-lhe tudo sobre Lilïa. Felizmente não tive de procurar muito, encontrei o Tom deitado no sofá com uma das suas guitarras nos braços. Parecia estar a tocar uma das nossas músicas, mas estava a tocar com ritmo tão lento que eu nem a consegui reconhecer… e não estava acompanhado.
 
Admirei-me por não encontrar o Tom com uma companhia feminina, já não era normal para ele passar as noites sozinho. Não achei que isso fosse um mau sinal, talvez, finalmente, o meu irmão esteja a ir no caminho certo.
 
“Hey Tommy!” Cumprimentei alegremente, saltando para cima de um outro sofá e fazendo dele o meu trampolim. “Hoje estás sozinho?”
 
“Não, meu anormal,” Respondeu-me o Tom num resmungar brusco e mal-humorado, enquanto acariciava a silhueta da guitarra, “Não vez que estou com a minha menina?”
 
Okay, eu conhecia aquele tom de voz arrastado. Parei de pular no sofá no mesmo momento, e analisei os seus olhos castanhos raiados de sangue, “Tom… Tu estás bêbado?”
 
“Sim estou, porquê?” Respondeu-me ele naturalmente, sem olhar para mim, dedilhando dois ou três acordes atrapalhados.
 
“Oh, mano… Para que é que fizeste isso?” Perguntei-lhe tristemente. Detestava quando ele bebia, mas ainda mais quando bebia assim, sozinho e sem razão aparente… isso queria dizer que algo de muito errado se passava.
 
“Como a maioria… Bebi para esquecer.” Resmungou ele, como se estivesse a falar sozinho.
 
“Esquecer o quê?” Insisti para que ele desabafasse comigo, mas a resposta que obtive foi um seguimento de grunhidos incompreensíveis. 
 
“Esquecer o quê, Tom? Não te percebi…” Repeti ansioso.
 
“NADA!” A reacção dele foi muito brusca. O Tom levantou-se do seu sofá e saiu a gritar da sala e enfiou-se no seu quarto, “EU NÃO DISSE NADA!”
 
Eu tive de o seguir, e decidi mudar a minha abordagem. Era melhor ir com calma, “Bolas, está aqui uma pessoa toda feliz, e tu só sabes responder mal!” Disse-lhe rindo.
 
Ele respondeu-me friamente, de repente parecia sóbrio, “Nem todos podem ser tão felizes como tu, Bill.”
 
“Credo mano, que horror… Não fales assim.” Ele tinha-me dado arrepios ao dizer aquilo. Foi como que um mau pressagio se abatesse sobre mim. Foquei-me naquilo que me fazia feliz para afastar aquele mau estar. “Queres ou não ouvir como correu o meu encontro com a Lilïa?”
 
“Tanto faz…” Respondeu-me o meu irmão, encolhendo os ombros enquanto se despia para se deitar.
 
Apesar de saber que ele podia não estar a ouvir-me com a sua total atenção, eu contei-lhe tudo, sem poupar nenhum pormenor. Falei-lhe da surpresa que Lilïa havia reservado para mim, descrevi-lhe as danças, as músicas, os kahikos…  Falei-lhe de cada membro da família Wai-ola: O simpático Noa, a atenciosa Maïle, o acelerado Makoa e Kimo, aquele que eu ainda não tinha conhecido.
 
Depois contei-lhe de cada tópico que eu e Lïlia falámos, contei-lhe dos bizarros automóveis da sua família, da viagem de regresso ao Hotel… E como é óbvio não podia descorar o nosso maravilhoso beijo. Desabafei com o Tom tudo o que senti ao beijar os lábios aveludados de Lilïa e tudo o que estava a sentir agora… esta onda de sentimentos na qual eu me afogava voluntariamente.
 
Quando terminei o meu irmão já estava deitado na sua cama, quase incapaz de manter os seus olhos abertos. A única resposta que obtive dele foi um apático, “Uau… Boa, Bill. Fico feliz por ti, mano...”
 
Agora que olhava bem para Tom, achei que eu estivesse a comportar-me um pouco como Makoa… Tinha falado até a garganta me doer e tinha levado o meu irmão à exaustão… Ou assim eu justificava a falta de entusiasmo por parte dele.
 
Levantei-me com um sorriso nos lábios, achando estar a deixar o meu irmão adormecido no seus lençóis. No entanto quando lhe virei costas ouvi-o murmurar, “A propósito Bill, o Gustav ligou.”
 
“Ai sim?!” Exaltei de felicidade, não tínhamos noticias dele nem do Georg desde que tínhamos aterrado no aeroporto de Honululu, “Quando é que ele ligou?”
 
“Mesmo depois de saíres.” Suspirou o meu irmão, deitando-se de barriga para baixo e enterrando a sua cabeça na almofada.
 
“O que é que o Gustav disse?” Insisti. Por um lado queria mesmo muito ter notícias dele, por outro estava a tentar fazer com que o meu irmão ficasse sóbrio de uma vez por todas. “Estão a correr bem as férias dele na neve?”
 
A voz do Tom chegou a mim abafada pela almofada. “Não sei… não me lembro do que é que ele disse.”
 
“Tom!” Impliquei quase histericamente. Ele não se podia ter esquecido assim do conteúdo de um telefonema.
 
“Acho que tinha alguma coisa a ver com ameaças de morte…” Respondeu-me o Tom da mesma maneira, e eu senti o meu coração a parar.
 
“O quê!?” Gaguejei exasperadamente, como se tivesse levado um murro no estômago. Parecia que o ar me havia sido sugado dos pulmões, eu não conseguia respirar. “Ameaças de morte!?”
 
“Sim, e ele pediu para ligares quando chegasses.” O meu irmão estava tão calmo que eu não conseguia acreditar que ele estivesse a falar a sério… Mas pensado melhor, ele estava tão bêbado que uma ameaça de morte lhe podia parecer menos assustadora que um  mosquito.
 
“Oh meu deus! Vou já ligar para ele…” Consegui gaguejar antes de correr para agarrar o telemóvel do Tom, que estava na sua mesa-de-cabeceira, e começar a marcar o número do telemóvel do Gustav. Eu estava num estado de nervos angustiante, os meus dedos tremiam tanto que me enganei quatro vezes antes de marcar o número correcto.
 
“Eu vou dormir, Bill… Vai falar ao telemóvel para o teu quarto!” Ordenou-me o Tom enquanto me atirava com uma das suas almofadas. O estado de calma dele só me enervava mais.
 
“Tu não estás preocupado!?” Gritei-lhe zangado, com vontade de lhe bater até que ele ficasse sóbrio.
 
“Estou a ficar com uma valente ressaca, isso sim.” Resmungou-me ele novamente, atirando uma segunda almofada na minha direcção, “SÁI! JÁ DISSE!”
 
Eu preferi não argumentar mais, quando está bêbado o Tom é mesmo um caso perdido. Saí então do quarto dele, batendo com a porta violentamente atrás de mim e fui fechar-me no meu próprio quarto.
 
Premi a tecla verde depois de me sentar na minha cama. Não conseguia estar em pé, os nervos eram demasiados e estavam a dar-me tonturas… Senti um aperto forte na garganta enquanto ouvi o telemóvel começar chamar… Aqueles segundos antes do Gustav atender estavam a parecer-me horas! Os pensamentos voavam velozes na minha mente.
 
Quem seria o alvo das ameaças de morte? Seria um de nós, da banda? Ou seria um amigo nosso… um familiar?
 
O que mais me assustava ainda era a possibilidade de eu ter sido visto com Lilïa durante esta noite… Se eu tivesse sido reconhecido em alguma altura, certamente que os paparazzi não tardariam a aparecer! E uma fotografia minha e da Lilïa a beijarmo-nos era, definitivamente, um excelente argumento para uma ameaça de morte por parte de alguma fã fanática e desesperada…
 
* * *
Continua…
Dramatismo… perceberam agora porquê? xD
Preciso mesmo muito de opiniões sinceras, portanto estejam à vontade, Comentem ^^
 
Loads of Kisses to All of You!
ps.1 [ Eu já não passo sem pê-ésses xD ] Tentei mudar a música para algo a condizer com esta nova fase, mas ando desde ontem à procura e não encontro nenhuma que encaixe como eu quero --' Durante a minha busca encontrei esta que estão a ouvir, eu gosto bastante dela, mas acho que não encaixa bem aqui… Vou tentar procurar outra --' Alguém tem ideias?
ps.2  Pus mais fotos dos quatro meninos ali ao lado, gostam? x) Brevemente acho que ainda vou acrescentar mais quatro xD
 
sinto-me: Acabada de acordar... +.+
música: O meu vizinho a cortar relva --'
publicado por Dreamer às 11:13
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 17

Olá meus amores x)

 

Depois de estar uns dias de greve, graças aos fantasminhas que têm andado por cá sem comentar, regresso com mais um capitulo da Fic! [ que por acaso é um capitulo bastante importante ^^ ] Fica desde já o aviso aos fantasminhas: Eu só vos peço uma opinião simples, basta uma frase, desde que seja sincera... Já disse várias vezes: Eu dependo muito de saber as vossas opiniões para conseguir continuar! ^^

 

Este capitulo é dedicado a todos os que comentaram o anterior, porque tiveram de esperar mais uns dias dos que era suposto para o ler. Desculpem-me! E culpem os fantasminhas! x'D Foi graças a alguns comentários que decidi transformar este capitulo naquilo que ele é, muito obrigada pela inspiração. Vocês são-me muito! ^^

 

Eloise

MiladY

Biah_th

Peter Inviction

elly-ana 

Prongs ^-^

Lila

Pink_Si_Dark 

MaryKaulitz^^ 

DramaQUEEN™ 

Ana Kaulitz

Tri TH 

Sweet Girl

 

E agora...

ENJOY! ^^

 

* * *

Chapter Seventeen
 
 
“O teu carro… É amarelo!” Gaguejei enquanto soltava uma gargalhada assim que entrámos na garagem. Eu já tinha aprendido que, com Lilïa a meu lado, eu podia esperar de tudo… mas nada me tinha preparado para um carro amarelo!
 
“Sim é amarelo, porquê? Não gostas!?” Perguntou-me ela, metade preocupada e outra metade ofendida também.
 
“Não! Eu… Adoro, por acaso!” Garanti-lhe, rindo enquanto passava as mãos pelo frio e amarelo capot do Honda Civic de 1978. “Só não estava à espera...”
 
Aquele sorriso maravilhoso regressou ao rosto de Lilïa e os seus olhos jade brilharam com intensidade. Percebi que ela gostava mesmo muito daquele carro.
 
Enquanto ela procurava o que eu achei ser a chave do carro, dei uma vista de olhos na ampla garagem e encontrei mais duas viaturas ali estacionadas: um jeep e uma pick up.
 
Lilïa reparou em mim e não tardou a explicar, “Aquele é o Jeep Wrangler do meu irmão mais velho Kimo, chegaste a conhecê-lo?” Como fiz um olhar confuso ela aprofundou a explicação com um sorriso, “Era ele que estava a tocar Ipu Heke com o meu pai… E aquela é a velha carrinha pick up da família, o meu pai recusa-se a desfazer-se dela.”
 
Olhei novamente para o conjunto bizarro de viaturas. O jeep vermelho estava coberto de lama e tinha três pranchas de surf amarradas a ele. A pick up estava mais ferrugenta do que qualquer outro carro com que eu alguma vez me cruzei na vida… em verdade, acho que nunca tinha visto nada tão ferrugento.
 
O pequeno e amarelo Honda Civic de 1978 era bastante normal quando comparado com os outros dois. “Dos três, acho que prefiro o teu…”
 
“Eu também!” Riu-se Lilïa, chamando-me depois para que eu me juntasse a ela. “Já tenho a chave. Entra!”
 
Tomei de livre vontade o lugar do pendura, enquanto Lilïa se sentou ao volante. Era uma sensação estranha estar num carro com ela, não sei bem porquê. Talvez por estar habituado a passear com ela na praia, não imaginava que ela tinha um carro, muito menos que conduzia.
 
Vi-a demorar mais do que era suposto a sentar-se. Primeiro não percebi a razão, mas depois reparei que ela estava a descalçar as suas sandálias… Esperem, a descalçar-se!?
 
“Lilïa? Tu estás… a descalçar-te?” Perguntei confuso. Seria isto algum costume havaiano também, ou era somente a sua família que o fazia?
 
“Não consigo conduzir calçada. Peco a sensibilidade toda nos pés…” Explicou-me ela com a maior simplicidade. Ao ver que eu continuava assustado e confuso ela acrescentou, rindo: “Não te preocupes, sou a única na família a fazer isso. Não é nenhuma tradição da ilha, sou eu que sou doida.”
 
Acabámos os dois a rir do caricato da situação. Depressa as nossas gargalhadas foram abafadas pelo ronco ensurdecedor do Honda Civic, quando a Lilïa rodou a chave na ignição.
 
Observei-a com agrado enquanto ela engatava a primeira mudança e arrancava com o carro. Mas ainda não tínhamos sequer saído da garagem quando eu me lembrei, dando um salto no banco:
 
“Não me despedi dos teus pais!”Parecia-me falta de educação não me despedir de alguém que me tinha recebido tão bem e com tanta simpatia.

“Eles já devem estar a dormir, não levam a mal.” Descansou-me a Lilïa, carregando a fundo no acelerador enquanto deixávamos a casa dela para trás.
 
Os vidros do carro estavam abertos, pelo que chegava até nós uma brisa agradável. Essa mesma brisa ia agitando os cabelos de Lilïa, fazendo-os dançar docemente. Depressa fiquei hipnotizado por essa dança e pela intensidade do brilho dos seus olhos… Eu não conseguia deixar de a admirar.
 
Fui apanhado em flagrante quando Lilïa tirou os olhos da estrada por um momento.
 
“Porque é que estás a olhar assim para mim?”Inquiriu-me ela, rindo-se e olhando agora mais para mim do que para a estrada.
 
“Por nada, nada…!” Justifiquei-me atrapalhado, sentindo-me corar. Ia permanecer calado, mas decidi dar-lhe uma resposta mais sincera, “Não estava à espera que conduzisses…”
 
“Porque não? Tu não conduzes?” Realmente, tanto eu como ela tínhamos vinte anos, era normal que conduzíssemos.
 
Fiquei subitamente envergonhado quando me apercebi da resposta que teria de lhe dar. “Erm… Eu e o meu irmão tentámos tirar a carta de condução ao mesmo tempo. Ele passou no exame e eu não…”
 
“O que aconteceu?” A sua pergunta não era feita com gozo, mas com simples curiosidade e talvez uma ponta de preocupação.
 
“Preferia não falar sobre isso…” Achei que essa resposta fosse suficiente para ela não insistir mais, mas para mal dos meus pecados não foi. Ela continuava a olhar para mim, com aqueles olhos cor de jade… eu vi que a pergunta continuava no ar.
 
 “Okay, se queres mesmo saber…” É agora que ela vai achar que eu sou um falhado! “…Entrei em pânico e atropelei um pombo.”
 
“Bill!!”Ela gritou o meu nome e encolheu-se no banco. Como é óbvio o carro deu uma guinada, mas a Lilïa recompôs-se e corrigiu o problema com facilidade.
 
Depois olhou para mim com um semblante grave e perguntou-me incrédula, “Como é que atropelaste um pombo!?”
 
“Não sei!”Quase gritei também, com vontade de me esconder no buraco mais próximo, “Estavam a passar imensos à minha frente. Foi uma sorte ter atropelado só um!”
 
“Assassino de pombos!”Acusou-me, com um beicinho fofinho.
 
Não demorou para estarmos os dois a rir novamente. Sentia-me tão bem e tão à vontade estando assim com a Lilïa… Não sei se era só impressão minha, mas ela parecia sentir-se tão bem como eu.
 
Mais cedo do que eu tinha desejado, os risos cessaram. Tínhamos chegado à porta do hotel onde eu estava hospedado.
 
“Estás entregue, rockstar.” Brincou ela, ao estacionar o carro bem perto da entrada. O rugir do motor deixou de se ouvir, restou-nos um silêncio estranhamente constrangedor.
 
Eu não sabia o que dizer para além de um atrapalhado, “Obrigado pela boleia.”
 
Aquele foi oficialmente o momento mais estranho que eu e a Lilïa vivemos. Ambos estávamos encolhidos no nosso banco a olhar um para o outro expectantes, sem ter certeza de como agir…
 
Esta era normalmente aquela parte dos filmes em que o casal dá o seu primeiro beijo… Mas que merda de pensamento! Eu não sabia o que ela sentia por mim, muito menos se ela queria que eu a beijasse!... O que era suposto eu fazer?
 
Arrisquei a minha sorte, calando o meu nervosismo, e depositei-lhe um beijo carinhoso no seu rosto. As suas faces ficaram rosadas e um sorriso tímido nasceu nos seus lábios no mesmo momento…  
 
O meu coração disparou. Sentia-me cada vez mais tentado a arriscar provar os seus lábios, mas algo me dizia que ainda não era a altura certa. Eu teria de ser paciente e calar aquela ansiedade… tinha de esperar que ela me desse um sinal.
 
 
“Vemo-nos amanhã?” Perguntei rapidamente, querendo esquecer o sentimento que me pulsava no peito.
 
“Só se for à noite…” Informou-me a Lilïa, subitamente tímida, “Amanhã é Sábado. Durante o dia o restaurante vai estar cheio de turistas e pessoas locais. Só poderei estar contigo depois de dançar à noite.”
 
Num primeiro momento pareceu-me o plano perfeito, mas depois lembrei-me da promessa que tinha feito ao meu irmão, e senti uma tristeza estranha apoderar-se de mim. “Oh, eu combinei sair com o meu irmão amanhã à noite. Temos estado um pouco afastados e eu queria passar tempo de qualidade com ele... Ele tem andado estranho, precisa de mim.”
 
“Não tem problema.” Confortou-me Lilïa, cobrindo as minhas mãos com as suas num gesto cúmplice. “Passa pelo restaurante no Domingo, então… sabes onde me encontrar.”
 
“Fica prometido, Lilïa.” Garanti-lhe, acariciando suavemente os seus dedos adoravelmente finos.
 
O meu coração disparou quando uma das duas pequenas mãos subiu para o meu rosto numa carícia. Os seus olhos cor de jade estavam fixos nos meus, brilhando como duas pedras preciosas, “Gostei muito de passar esta noite contigo, Bill.”
 
“De certeza que eu gostei mais.”Arrisquei dizer com um sorriso, levando a minha própria mão a remover do rosto de Lilïa uma madeixa do seu cabelo negro, e a permanecer lá depois, numa demorada carícia. Vi-a fechar os seus olhos por um breve momento, saboreando o meu toque frio na sua face quente.
 
Seria este o sinal que eu esperava?
 
Não sei explicar o que aconteceu a seguir, nem como aconteceu… Só sei que não aguentei nem mais um segundo, e tive de encurtar a distância entre nós, conduzindo suavemente o rosto de Lilïa na direcção do meu.
 
A sua respiração estava acelerada, tal como a minha, mas não ela me repeliu, apenas cerrou os seus olhos, entregando-se ao beijo que estava para vir.
 
Quando os nossos lábios finalmente se tocaram, fizeram-no de uma forma tão terna e tão cheia de sentimento que um arrepio de puro prazer percorreu a minha coluna. O seu sabor era uma mistura salgada e doce que depressa me viciou, eu sabia que ia querer repetir aquele beijo muito mais vezes. Apesar do espaço reduzido a que estávamos sujeitos, consegui abraçá-la e ela a mim. Os nossos corações ficaram tão perto que eu quase que os conseguia sentir pulsar em sintonia…
 
… Mas tão depressa como este beijo se desenrolou, ele se quebrou. Poderia ter durado uma eternidade, ainda assim nos pareceria ter sido demasiado curto.
 
Tanto ela como eu nos encolhemos novamente nos nossos lugares timidamente, ambos com as faces rosadas, incertos do que fazer a seguir.
 
Como eu não queria arruinar aquele sagrado momento com palavras estúpidas e atrapalhadas, escolhi sair do carro, afastando os nossos corpos, mas sem ser capaz de afastar os meus olhos dos seus.
 
“Até à vista, rockstar.” Despediu-se ela de mim, com o mesmo sorriso tímido, enquanto rodava a chave da ignição novamente e arrancava logo de seguida, enchendo a atmosfera à nossa volta com aquele velho ronco do motor.
 
“Adeus, hawaiian girl.”Murmurei-lhe de volta, sem saber se ela me tinha ouvido ou não.
  

* * *

Continua...

Como devem calcular, adorei escrever este capitulo! Foi provavelmente aquele que me deu mais gozo escrever até ao momento x) Espero que gostem tanto dele como eu, porque ele é definitivamente o meu favorito até agora.. ^^

 

Já sabem, quero saber opiniões sinceras! :D

Loads of Kisses to All of You!

 

ps.1 Como houve gente com curiosidade, preparei duas montagens para saberem a localização da já tão falada Maili Beach, e dentro de Maile, onde ficam o Hotel onde os Kaulitz estão hospedados, e a Casa que também é Restaurante da familia da Lilïa. Aqui está a primeira, onde fica Maili, e Aqui a segunda, onde se passa a maior parte da acção, e se vêem o Hotel e a Casa.

ps.2 Não podia deixar de vos mostrar ao automóveis apresentados neste capitulo. Aqui está uma imagem do carro da Lilïa, Aqui do jeep do Kimo, e Aqui da pick-up do Noa. Espero que gostem ^^

ps.3 [ Ena, tantos pê-ésses xD ] Se são fantasminhas e estão a ler isto, toca a comentar! x'D 

 

 

sinto-me: Tenho a perna dormente --'
música: Do You Want a Piece of Meat!? x'D
publicado por Dreamer às 20:17
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 16

Olá meus amores! :D

 

Desculpem a demora do capitulo, mas estive com bastantes problemas... E agora, felizmente, parece que já tudo a acalmar. Chamem-me louca, mas decidi encurtar as minhas férias. Está-me a fazer mal ficar tanto tempo sem fazer nada... Inscrevi-me numa Workshop de Arquitectura e decidi fazer melhoria da minha nota da disciplina de Resistência dos Materiais. [ eu sei que sou louca --' ] Entretanto consegui avançar um pouco esta Fic e também aquela de twincest de que eu vos tinha falado ^^

 

Mas menos conversa e mais Fic,

ENJOY! xD

 

* * *

Chapter Sixteen
 
 
“Aposto como não tens nada disto na Europa!” Exclamou Makoa, enquanto me dava cotoveladas e se ria.
 
O espectáculo de dança tinha terminado há poucos momentos, e ainda ecoava à nossa volta o som dos aplausos. Lilïa, assim como as restantes dançarinas, haviam-se retirado depois de um largo agradecimento e ela ainda não tinha regressado para perto de mim, como tinha prometido que faria.
 
Para o outro lado do balcão já havia regressado Maïle, que estava novamente atarefada a satisfazer a mais pedidos dos clientes. Enquanto isso eu estava entregue ao sempre entusiasmado Makoa, que continuava a dar-me cotoveladas para que eu lhe respondesse. “É uma das coisas bonitas de cá, sabes? Eu não sou muito dado a tradições. Sou o primeiro da família a ter um computador e a saber usá-lo, e fui o primeiro a comprar um telemóvel, acreditas? Mas tenho de admitir, a nossa tradição é linda!”
 
“Sim, sim… Tenho de concordar contigo. É absolutamente fascinante.” Ri-me enquanto o interrompia. Parecia que Makoa não conseguia ficar calado, não que isso me incomodasse, eu ficava era preocupado por não saber como é que ele conseguia respirar sem nunca se calar.
 
“É mesmo…” Continuou ele, como se eu não tivesse falado, “Sabes? Desde o ataque a Pearl Harbor que os meus bisavós saíram de Honululu para construir aqui esta casa… Acreditas? Esta mesma casa! Foram dos primeiros a vir viver para Maili! Quando cá chegaram regressaram às origens e voltaram a ligar-se à tradição antiga… Achavam que o mundo estava a evoluir no sentido errado, e que os avanços tecnológicos só serviam para alimentar mais guerras. Disparates, se me perguntas a mim! Mas é por eles se terem ligado tanto às tradições que criaram este restaurante, e já na altura deles havia estas amostras das danças… Tudo para relembrar os havaianos dos seus costumes!”
 
O acelerado Makoa estava a fornecer-me demasiada informação ao mesmo tempo. Eu estava disposto a tentar acompanhar porque me fascinava conhecer a história da sua família… Mas era cada vez mais difícil compreender o seu discurso atrapalhado.
 
“Estou a ver que o meu irmão mais novo te encurralou…” Disse-me uma voz feminina atrás de nós. A voz que eu mais queria ouvir....
 
“Lilïa, já aqui estás!” Festejei o seu regresso com um sorriso. De repente, já não me sentia tão ameaçado pelo simpático, mas desgastante Makoa. Ela estava novamente belíssima, com o mesmo vestido cor de pérola que havia usado antes do espectáculo e com o cabelo apanhado da mesma forma, com a delicada flor branca.
 
“Quando é que me ias dizer que o Bill, era «O Bill» dos Tokio Hotel?” Perguntou o rapaz ultrajado à sua irmã, como se eu não estivesse ali mesmo à sua frente.
 
A resposta de Lilïa foi o mais sincera que poderia ser, “Erm... Eu achei que isso não era importante.”
 
O queixo de Makoa caiu, “Não era importante!?” Quando continuou, o rapaz já estava a gritar, “Eu sou fã dele à anos e tu achas que não é importante!?”
 
Para minha surpresa, Lilïa manteve-se bastante calma e ainda se riu com a reacção do irmão, “Ora! Eu sabia lá…”
 
Apesar de ele ter continuado a refilar Lilïa, pela segunda vez naquela noite, pegou na minha mão. Mas desta vez riu-se ao meu ouvido, antes de me guiar numa corrida através das mesas, “Anda Bill, vamos fugir do Makoa!”
 
“Ei, esperem aí!” Gritou o rapaz, tentando seguir-nos, mas foi travado pelo seu pai. Ao que parecia, precisava de ajudar nas tarefas do restaurante.
 
Lá porque já não tínhamos ninguém a correr no nosso encalço, não parámos de correr. Estava a saber bem, correr enquanto nos riamos das nossas próprias figuras, e sempre de mãos dadas. Só parámos mesmo quando chegámos ao areal. 
 
Aí sentamo-nos na areia, lado a lado, e ainda rindo... e com as nossas mãos ainda entrelaçadas. Só quando o nosso riso esmoreceu é que a mão dela, fina e delicada, largou a minha suavemente. Durante um primeiro momento em que nos mantivemos silenciosos, desejei continuar a segurar a mão dela… mas ainda bem que ela me fez pensar noutra coisa, iniciando uma conversa:
 
“Desculpa ter-te deixado com o Makoa, eu não sabia que ele te conhecia…” Disse-me ela, sorrindo para mim novamente, “O meu irmão chateou-te muito?”
 
“Não!!” Menti, soltando uma gargalhada. Ele tinha-me chateado um pouco mas eu não tinha levado aquilo a mal. “Ele só… fala muito depressa.”
 
“Eu sei, às vezes é insuportável.” Riu-se ela comigo. E durante outro delicioso momento, os nossos olhos ficaram presos. Esperei que ela estivesse a sentir o que eu estava a sentir… Aquele formigueiro no corpo, aquelas borboletas no estômago…
 
“Gostaste da surpresa?” Perguntou-me ela, encurtando a distância entre nós e posicionando-se de frente para mim. Estávamos tão próximos agora que eu conseguia sentir o seu cheiro misturado com a maresia. O seu tom dourado brilhava na luz do luar e eu não podia estar mais hipnotisado.
 
“Foste… Foi uma surpresa maravilhosa!” Gaguejei atrapalhado, quase dizendo aquilo que o meu coração sentia verdadeiramente. Tenho de aprender a controlar-me…
 
Sem nos apercebermos ou nos esforçarmos por isso, começámos uma animada conversa. Os temas iam sucedendo-se naturalmente, não era preciso forçá-los.
 
Descobri que eu e a Lilïa temos opiniões diferentes em praticamente tudo, mas foi isso que me fascinou naquela conversa, a sua diferença, a sua maneira de ver as coisas, os seus gostos… Curiosamente, apesar de sermos tão diferentes e termos origens tão divergentes, nunca entrámos em discussão, muito pelo contrário. Ambos queríamos compreender ao máximo o outro, perceber o seu ponto de vista.
 
Era tão fácil falar com ela e tão interessante ao mesmo tempo. Senti que nos tornávamos mais cúmplices e que compreendíamos mais um do outro a cada momento que passava.
 
Para dizer a verdade, não sei quanto tempo ficámos ali. Sei que o barulho no restaurante atrás de nós já tinha sido silenciado, e a única coisa que ouvíamos à nossa volta era o som da rebentação.
 
Foi quando os bocejos de Lilïa se começaram a verificar com mais frequência que eu decidi perguntar, apesar de querer ficar ali indeterminadamente, “Não está a ficar tarde para ti? Se calhar é melhor eu ir andando…”
 
Durante um momento Lilïa hesitou na sua resposta. Percebi que ela queria dizer que não, que podíamos ficar juntos mais um pouco. Mas depois um bocejo interrompeu-a e ela teve de ser sincera. “Não leves a mal, Bill, mas eu estou muito cansada. Foi um dia de loucos e eu já só consigo ver a minha cama à frente.”
 
“Eu compreendo, não te preocupes.” Garanti-lhe com um sorriso. Ela deve ter-se levantado muito mais cedo do que eu e passou o dia inteiro a trabalhar, devia mesmo estar a ficar com muito sono.
 
Levantámo-nos os dois ao mesmo tempo, e eu comecei as indesejadas despedidas, “Vou andando então…”
 
“Vais onde, tonto?” Riu-se Lilïa para mim, enquanto punha as suas mãos nas ancas, “Eu levo-te ao hotel!”
 
 “Não precisas de ir a pé este caminho todo, tu mesma disseste que estás cansada.” Recusei de imediato a sua oferta. Claro que queria estar com ela o máximo de tempo possível, mas também queria ser um cavalheiro.
 
“Eu não vou levar-te a pé, Bill…” Riu-se ela, enquanto me encaminhava areal acima, na direcção do restaurante, “Vou levar-te ao hotel de carro. No meu carro.”
 
“Tu conduzes!?” Balbuciei incrédulo. Lilïa surpreendia-me a cada momento que passava. Que mais me reservaria ela?
 
“É claro que conduzo! Um Honda Civic de 1978, para ser mais precisa… O meu pequeno amor.” Confirmou ela, soltando uma pequena gargalhada melodiosa à medida que passávamos ao lado do restaurante, agora vazio, e nos íamos aproximando do que parecia uma garagem construída na mesma madeira negra que a casa.
 
Durante um breve momento Lilïa parou para olhar para mim, já que eu continuava de queixo caído, com a mesma expressão surpreendida no meu rosto.
 
Aí ela avaliou o meu olhar com um sorriso, e acautelou-me, “Não olhes assim para mim, Bill Kaulitz. Há muita coisa em mim que tu ainda não conheces!”
 

* * *

Continua...

Espero do fundo do coração que tenham gostado ^^ 

 

Antes de me despedir queria, claro, agradecer a todos os que comentaram! Sem dúvida que ajudaram a trazer inspiração aqui para os meus lados e me deram vontade de escrever ^^ Sem vocês fica sempre tudo muito mais dificil, por isso não deixem de COMENTAR x)

 

Loads of Kisses to All of You!

ps. Como houve bastante gente a perguntar, eu esclareço: Não fui eu que inventei os nomes das personagens... São nomes verdadeiros e de origem havaiana. Em relação às danças, aos kahikos e aos instrumentos, tive de fazer uma pesquisa rápida sobre o assunto, claro, mas também são o mais proximo da realidade que eu consegui recriar ^^ A praia de Maili, a casa da Lilïa e o Hotel em que os Kaulitz estão hospedados também existem na realidade, se tiverem curiosidade posso postar um printscreen do GoogleEarth para vos mostar x)

 

sinto-me: Aliviada.
música: Jason Mraz - You and I Both (acoustic)
publicado por Dreamer às 19:33
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 15

Olá meus amores :D

 

Cá estou eu, com o corpo completamente amaçado depois do concerto de Kaiser Chiefs. Talvez amanhã faça um post dedicado ao concerto, hoje estava demasiado cançada xD Posso adiantar que eu e Rick acabámos por encontrar dois amigos nossos, o Johnny e o Menphis, não faziamos ideia que eles iam ao concerto --' Acabámos por nos divertir os quatro à brava... mas eu depois relacto isso melhor ^^

 

Entretanto, como prometido, terminei o Capitulo Quinze... e cheguei à conslusão que ele está demasiado grande e que dava para dividir em dois. Mas como não postei durante o fim de semana, compenso-vos hoje com este capítulo de tamanho duplo ^^

 

Espero que não me matem pelo tamanho do capitulo,

ENJOY! x'D

 

* * *

Chapter Fifteen
 
 
Ainda estava a tentar recompor-me, depois de Lilïa me ter deixado sozinho. Eu tinha-me sentado ao balcão, próximo da mãe de Lilïa, enquanto ela estava atarefada a descascar frutas e fazer batidos. Eu esforçava-me para calar a timidez e arriscar uma conversa com Maïle, mas ela parecia-me demasiado ocupada. Durante a minha indecisão, recebi um encontrão de um rapaz moreno que não devia ter mais do que quinze anos. “Mãe, os italianos da mesa seis querem um Irish Coffee.”
 
Sem parar de descascar o ananás do qual se estava agora a ocupar, Maïle lançou um olhar divertido ao filho e respondeu-lhe, “Vai dizer-lhes que aqui só temos bebidas, batidos ou licores de frutas E se eles queriam um Irish Coffee, que fossem ao Starbucks!”
 
O rapaz parecia incrédulo, e também não era para menos. Eu próprio não percebi se ela estava a falar a sério ou a brincar.
 
“Mãae…?!” Implorou o rapaz, sem saber o que fazer. Pelo que me pareceu, não era a primeira vez que tinham aquela conversa.
 
“Vai lá dizer-lhes…” Riu-se Maïle, descascando agora uma manga bastante madura. O rapaz ainda não se tinha afastado quando a mãe começou a desabafar comigo, “Estes turistas têm uma lata!… Vêem a um restaurante havaiano pedir um café irlandês! Já viste isto, Bill?”
 
Eu senti-me subitamente envergonhado e sem saber o que responder. Quando é que este ataque de timidez ia passar? Só fui capaz de murmurar através de risos nervosos, “Pois… Realmente. Que lata…”
 
O rapaz que já estava a caminho da mesa dos italianos, parou abruptamente e olhou para mim, com os seus olhos cor de jade arregalados. A incredibilidade e o espanto estavam gravados no seu rosto.
 
“Ei, espera lá!…” Indagou ele, aproximando-se de mim cautelosamente, “Tu és o Bill Kaulitz!”
 
Pelos vistos havia um membro na família que sabia quem eu era realmente. Fui tão apanhado de surpresa que a única coisa que consegui gaguejar foi, “Pois sou. Erm… Olá!”
 
O rapaz começou aos saltos à minha frente, estava de facto felicíssimo por me ver. Quando começou a falar, fê-lo tão depressa que eu tive dificuldade em acompanhar o seu inglês, “Eu chamo-me Makoa! Sou um fã numero um teu, do Tom, do Georg, do Gustav! Pá, eu adoro os Tokio Hotel! Nem acredito que te estou a conhecer! Li num blog que vocês tinham tirado férias, mas não sabia que tu tinhas vindo para o Havai! O Tom também veio contigo? Sei que o Georg foi visto em Las Vegas… Mas e o Gustav?”
 
Makoa continuou a disparar questões atrás de questões, sem nunca parar para me deixar responder. Achei que o melhor era interrompê-lo e fazer-lhe a pergunta mais simples de todas para ele abrandar o interrogatório, “Tu és o irmão mais novo da Lilïa, não és?”
 
“Sou pois!” O rapaz riu-se num salto, ainda mais feliz. Ele transpirava entusiasmo, “Tu conheces a ‘Lïa?!”
 
“Conheço sim. Foi ela que…” Tentei responder sucintamente, mas atrapalhei-me com as palavras.
 
“Filho, o Bill é o rapaz que a tua irmã convidou hoje para ver o espectáculo…” Fora Maïle a falar. Sem que eu me apercebesse ela tinha terminado as suas tarefas e estava agora do lado de fora do balcão, junto de nós.
 
“Espectáculo?!”Gaguejei em voz baixa, nenhum dos dois pareceu ter-me ouvido. Ia haver um espectáculo? De quê!?
 
“Então tu és o rapaz alemão que ela conheceu!” Concluiu Makoa alegremente. Pelos vistos toda a gente sabia que eu viria esta noite...Eu devia ter percebido logo que eras tu...”
 
“Pois…” Ri-me com ele, encolhendo os ombros e sem saber ao certo o que fazer.
 
Com um aceno de mão, Makoa afastou-se, dirigindo-se finalmente à tal mesa seis, onde quatro italianos pareciam cada vez mais impacientes. Aproveitei o facto de estar sozinho com Maïle para lhe perguntar:
 
“Maïle, desculpe… Há pouco disse ao Makoa que eu era o rapaz a quem a Lilïa queria mostrar o espectáculo… A surpresa que Lilïa tem para mim é um espectáculo?”
 
 “Eu e a minha grande língua!…” A senhora riu-se e ponderou antes de me responder, Não é bem um espectáculo, sabes?”
 
Como eu continuei a olhá-la, ansiando uma resposta mais concreta, ela acrescentou, “Aqui no restaurante, todas as Sextas e Sábados, fazemos umas apresentações para os turistas de… Ora, porque não vês com os teus próprios olhos?”
Ainda Maïle não tinha acabado de falar, quando me apercebi que a melodia de guitarras acústicas que preenchia o ar desde que eu havia ali chegado acabara por esmorecer, dando lugar a um silêncio misterioso. Toda a gente naquele restaurante pareceu notar a ausência da melodia, pelo que se tornaram eles mesmos silenciosos… expectantes.
 
Eu sabia que algo estava prestes a acontecer, mas nada me podia ter prevenido para o que de facto aconteceu a seguir.
 
Outra melodia encheu o ar, mas não era tocada, apenas cantada. Uma voz feminina vibrante cantava no que deduzi ser a língua indígena havaiana. Nada mais se ouviu no espaço em redor para além da sua voz, doce, melodiosa e hipnotizante. Um arrepio de prazer percorreu a minha coluna ao ouvi-la, a sua afinação era tão perfeita verso após verso que era quase inumana.
 
Eu não conseguia vê-la ainda, a figura feminina havia entrado no espaço por uma das portas laterais, uns pilares bloqueavam a minha visão… Segundos antes de poder ver o seu rosto, eu reconheci o timbre da sua voz. Só podia ser uma pessoa… Mas como era possível?
 
Usando um vestido comprido cor de sangue, de saia rodada, e ostentando um colar de folhas verdes, uma coroa de flores laranja, e colar e pulseiras de pequenas pedras negras vulcânicas, estava Lilïa… Cantando e encantando, enquanto caminhava lentamente, de pés descalços e com os braços dançando ao ritmo da melodia que ela própria fazia ecoar em redor.
 
Eu só podia estar a vivenciar um sonho. A única coisa que me mantinha lúcido eram os constantes arrepios nas minhas costas, já que a voz e o canto de Lilïa tendiam a levar-me para longe dali.
 
Percebi finalmente para onde ela se dirigia quando finalmente os seus pés pisaram a esplanada vazia no terraço. Aí, ao seu doce canto chegou ao final. Era virou-se para a plateia que assistia hipnotizada, juntou as mãos à frente dos braços e fez um chamamento na mesma língua em que havia estado a cantar.
 
Só então reparei que à sua espera estavam dois homens ajoelhados no chão, com um instrumento de madeira estranho nas suas mãos. Esses dois homens, Noa e um rapaz que deveria ter quase vinte e cinco anos, começaram a tocar, criando um ritmo bem mais veloz, que era a continuação da melodia entoada por Lilïa. E então eles mesmo começaram a cantar… e Lilïa começou a dançar.
 
Os seus pés mexiam-se ao ritmo acelerado que seu pai, e deduzi que o outro fosse também irmão, iam marcando. Os seus braços iam dançando ágil mas suavemente em volta do seu tronco, enquanto ela se ia deslocando, desenhando perfeitos círculos no terraço e balouçando gentilmente sempre… sempre com mais maravilhoso dos sorrisos nos seus lábios.
 
Durante vários minutos fiquei demasiado hipnotizado para conseguir sequer pensar, o meu coração explodia no meu peito. Mas lentamente a consciência voltava a mim, e eu conseguia racionalizar o que estava a acontecer à minha frente.
 
Não era uma dança Hula que eu estivesse habituado a ver nas televisões ou em filmes, não era uma coisa banal, nem tinha aquele teor de sedução que muitas vezes lhe associamos… era um ritual sagrado, carregado de elevado simbolismo e dotado de uma beleza única.
 
“Dança tradicional…” Consegui murmurar. Achei que o tinha feito só para mim, mas Maïle ouviu-me.
 
“Exactamente, Bill.” Elucidou-me ela depois, “São cânticos e danças feitos em tributo a deuses, à natureza, a feitos históricos, a lendas, a sentimentos… São kahikos.”
 
Agora percebi o que Lilïa queria dizer quando disse que a mãe dela estaria ali para me explicar o que estava a acontecer. Decidi arriscar perguntando mais…
 
“E que kahiko é este?” Eu estava abismado com aquela visão, queria saber tudo o que Maïle me pudesse ensinar sobre a cultura havaiana.
 
“Este kahiko é um tributo ao Amor…” Explicou-me ela, e eu pude detectar orgulho nas suas palavras, e ainda mais nos seus olhos, enquanto admirava a filha. Como eu a compreendia.
 
Os meus olhos estavam perdidos nela, na sua dança, no seu sorriso… às vezes parecia que os meus olhos encontravam os dela, mas Lilïa nunca saía do ritmo. Também o meu coração descontrolado parecia agora bater ao mesmo ritmo que o seu pai e irmão tocavam.
 
A curiosidade cresceu novamente, e eu tive de perguntar, “Que instrumentos são aqueles? Nunca vi nada parecido…”
 
Desta vez não foi Maïle quem me respondeu, mas sim Makoa que já se tinha juntado a nós, “São Ipu hekes. Instrumentos de precursão locais.”
 
Não fiz mais perguntas, embora as tivesse. Queria aproveitar o momento, já que estava ciente de que a música devia chegar ao final. E assim foi. Achei, estupidamente, que aquela seria única música que cantariam. Bati palmas entusiasticamente, como aliás qualquer pessoa no restaurante… Mas Lilïa não teve tempo para fazer uma vénia em agradecimento, porque o ritmo dos Ipu hekes já tinha recomeçado.
 
Mas desta vez Lilïa já não estava sozinha no terraço. De ambos os lados tinham surgido várias dançarinas, não deviam ser mais do que dez. Todas elas traziam as mesmas vestes e adereços de Lilïa e todas se moviam ao mesmo tempo, desenhando os mesmos gestos com os seus braços e movendo os seus corpos ao mesmo ritmo.
 
Primeiro cantaram os dois homens, fazendo estremecer a plateia com as suas notas graves, depois foi a vez das mulheres de nos deliciarem com suas vozes melodiosas. Por mais improvável que possa parecer, eu conseguia distinguir o timbre de Lilïa acima de todos os outros.
 
“Agora está a ser feito um tributo a Pele,” Informou-me Maïle, acordando-me do meu transe, “Pele é a deusa do vulcão Kilauea da Grande Ilha. Neste kahiko pede-se que a deusa acalme o vulcão, para que as populações da ilha sejam poupadas aquando das erupções…”
                                                                         
“E resulta?” Perguntei eu, sorrindo sem me aperceber, e com os meus olhos presos em Lilïa.
 
“As erupções do vulcão Kilauea nunca foram violentas, Bill.” Maïle respondeu-me no mesmo tom materno orgulhoso. “Não se dá nenhuma explosão como na grande maioria dos vulcões por todo o mundo. A lava limita-se a escorrer lentamente montanha abaixo, dando tempo às pessoas para fugirem. Os danos são sempre materiais, raramente se perdem vidas.”
 
Perante aquela dança, aquele cenário de beleza, até parecia plausível que a tal deusa Pele de facto existisse, e que aquele tributo fosse do seu agrado.
 
Deixei-me fascinar enquanto aquele grupo cantou e dançou vários kahikos durante o que me pareceu uma doce eternidade. Raras eram as vezes em que o meu olhar se afastava de Lilïa, e algumas delas eu quase que podia jurar eu o seu olhar encontrava o meu…
 
… Pode parecer louco, mas a partir de um certo momento, foi como se mais ninguém estivesse naquele espaço para além de nós. A melodia dos Ipu hekes estava dentro dos nossos corpos, era a batida dos nossos próprios corações. E a sua dança e o seu canto era o que nos mantinha aos dois suspensos naquele mundo, reservado só para nós.

 

* * *

Continua...

Queria agradecer a todos os comentários que recebi, acreditem que fizeram a diferença e me deram apoio para escrever este capitulo duplo, que foi bastante dificil de escrever :D Também reparei que continua a haver leitores que não comentam... Amores, eu já vos avisei que não mordo! xD

 

A vossa opinião é mesmo muito importante para mim, acreditem que sem vocês e o vosso apoio, escrever torna-se muito dificil... Por isso, COMENTEM! :D

 

Loads of Kisses to All of You!

NOTA: Queria deixar dois links de videos para vocês verem com os vossos olhos as danças que eu tentei descrever. Aqui a primeira, a individual da Lilïa [ é de um concurso que existe no Havai todos os anos, «Miss Aloha Hula»... é bastante engraçado de ver x) ] e Aqui a primeira que é dançada em grupo ^^ Aconcelho vivamente o segundo video, acho-o lindo x) Os instrumentos usados pelos senhores são os tais Ipu Hekes ^^

 

sinto-me: Ai, as minhas pernas! x'D
música: Oasis - Wonderwall
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 14

Olá meus amores ^^

 

Hoje já me estou a sentir um pouco melhor... e por isso cá vai mais fic x) A grande novidade, e provavelmente uma das poucas coisas boas [ talvez a única ] que aconteceu esta semana, deu-se à coisa de três horas na sala de cinema 11 do Forum de Almada:

 

Rick - Sabes, os Kaiser Chiefs vêem a Lisboa no Domingo. ^^

Dreamer *Lamenta-se por não ter ninguém com quem ir* - Eu sei --'

Rick - Estava a pensar... Queres ir comigo?

Dreamer *Dá um pulo na cadeira do cinema e guincha* - I DO!! :D

 

E pronto, às 17h48 estavamos na fnac a comprar os bilhetes [ que foram caros à brava --' ] e já os tenho à minha frente! Pela primeira vez em muitos dias, Dreamer is Happy ^^

 

Mas chega de conversa,

Aqui vai a Fic!

ENJOY! ^^

 

* * *

Chapter Fourteen
[ BILL ]
 
 
“Oh, não… Eu não posso chegar atrasado! Não posso chegar atrasado!”Eu ia repetindo este mantra histericamente, como se ele me fosse ajudar a correr mais depressa pelo areal da praia de Maili.
 
Já tinha o meu par de ténis numa das mãos, enquanto levava as minhas meias na outra… Não havia mais nada que eu pudesse fazer para correr mais depressa do que já estava a correr. Ainda bem que já era noite cerrada e que não havia ninguém por perto para ver as minhas figuras. Só um ou dois holofotes iam iluminando o meu caminho.
 
“Quase… Estou quase, Lilïa!” Gritei enquanto corria sozinho. Que palerma, ela nem me podia ouvir!
 
Eu estava eléctrico. A conversa com o meu irmão tinha corrido bem, apesar de eu continuar desconfiado das suas mudanças de humor súbitas… Ele tinha-me dito para eu ir ter com a Lilïa, para eu ser feliz com ela, e era mesmo isso que eu tencionava fazer...
 
Os meus olhos já conseguiam alcançar o restaurante, construído em madeira negra sobre o areal, que também era a casa da Lilïa… Estava muito iluminado, com luzes de todas as cores, e tinha inclusivamente o exterior iluminado com tochas ardentes e enfeitado com faixas de flores coloridas… Percebi de imediato que se tratava de um restaurante típico, e muito tradicional, havaiano que devia ter bastante sucesso, já que era noite de Sexta-Feira e estava repleto de clientes.
 
Os clientes acediam ao restaurante por um nível mais elevado do que o areal, onde havia o acesso para os carros e o parque de estacionamento… Tive de ralhar comigo mesmo, “Sou mesmo um anormal! Podia ter vindo de táxi que já cá estava à séculos!”
 
Sentei-me nuns degraus de madeira que davam acesso ao restaurante para calçar as meias e os ténis, e para me compor, ainda amaldiçoando a minha estupidez. Eu estava mais de dez minutos atrasado…
 
“Estou a ver que as rockstars na Alemanha não gostam de ser pontuais…” Disse uma voz feminina, extremamente melodiosa atrás de mim. Eu sabia de quem era aquela voz…
 
“Lilïa!...” Exclamei ao levantar-me para a encarar, ao mesmo tempo senti as minhas bochechas aquecerem… Boa, eu estava a corar, e ela estava absolutamente belíssima…
 
O seu cabelo negro caía-lhe suavemente pelas costas, penteado para um dos lados, onde tinha uma flor branca linda sobre a orelha. No seu corpo dourado assentava um vestido cor de pérola que caía mesmo cima dos joelhos. A luz flamejante das tochas ia pintando tons mais amarelados no seu vestido e fazia os seus olhos cor de jade sobressair… Oh, eu nunca tinha visto nada tão belo.
 
Gaguejei um pouco, tentando desculpar-me, enquanto ela me olhava com um largo sorriso, mas fingia-se aborrecida, cruzando os braços e franzindo uma sobrancelha, “Desculpa, Lilïa, eu fui um parvo em vir a pé. Ainda vim a correr a maior parte do caminho, mas acabei por me atrasar!”
 
Ela soltou uma gargalhada sonora, “Tu vieste a pé!?”
 
“Vim…” Respondi-lhe ainda mais envergonhado, se é que isso era possível. “Estraguei os teus planos por me ter atrasado?”
 
“Não estragaste nada, Bill, seu tonto…” Desculpou-me ela, ainda sorrindo, enquanto encurtava a distância entre nós, “Eu só queria ter mais tempo para te mostrar o restaurante, antes da surpresa… Mas assim vai ter de ser uma apresentação relâmpago.”
 
“Hãm!?” Foi a única coisa que consegui indagar. Apresentação relâmpago antes de uma surpresa… Isso queria dizer o quê? A minha expressão deve ter reflectido bem o meu estado de confusão, porque a Lilïa se apressou a acrescentar.
 
“Não te preocupes, faz tudo parte do meu plano para esta noite!” Riu-se Lilïa novamente, pegando na minha mão com delicadeza e fazendo-me segui-la escadas acima, até ao interior do restaurante.
 
Eu não me apercebi muito bem do que se estava a passar à minha volta quando atravessamos a multidão de turistas e clientes e entrámos finalmente no restaurante da família da Lilïa. Eu estava mais concentrado na pequena mão delicada e quente que rodeava a minha cuidadosamente. Eu não conseguia ver nem ouvir mais nada, só conseguia sentir a mão dela na minha. Sei que o ar se enchia com uma melodia de guitarras acústicas, mas não eu conseguia compreendê-la, só a considerava bastante agradável.
 
Foi uma surpresa quando ouvi uma voz masculina, muito grave e rouca chamar-nos: “Lilïa! O que ainda andas aqui a fazer com esse rapaz? Não devias já estar a preparar-te?”
 
Ela, que estava a conduzir-nos na direcção de um terraço, parou abruptamente e mudou de direcção, para se dirigir ao balcão do restaurante. Atrás desse balcão estava um homem que devia ter quase cinquenta anos. A sua pele era dourada como a de Lïlia, e os seus olhos eram do mesmo tom de jade. Percebi, mesmo antes dela nos apresentar, que aquele só poderia ser o seu pai.
 
“Vem cá, Bill, vou te apresentar o meu pai.” No rosto do homem rasgou-se logo um grande sorriso, e ele estendeu-me a sua mão direita, “Pai, este é aquele meu amigo de quem te falei, Bill Kaulitz… E Bill, este é o meu pai, Noa Wai-ola.”
 
“Aloha! Sê bem-vindo, rapaz!” Proclamou ele sorrindo, enquanto me apertava a mão firmemente com os seus dedos calejados. “É um prazer conhecer-te.”
 
“O prazer é todo meu…” Gaguejei, tentando ser o mais simpático possível, mas a verdade era que estava a morrer de timidez.
 
A filha ainda abriu a boca para continuar a falar, mas logo fomos interrompidos por uma mulher que tinha os mesmos cabelos negros que Lilïa, ou melhor… Era uma cópia de Lilïa, com a diferença de ser vinte anos mais velha. “Filha, o que ainda estás aqui a fazer? Estão todos à tua espera…!”
 
“E esta é a minha mãe, Bill… Maïle Wai-ola.” Riu-se Lilïa, apontando para mim e depois para a sua mãe. Pelos vistos Maïle não tinha reparado em mim.
 
“Ah, desculpa querido, não te vi…” Disse-me ela, apertando a minha mão também, mas com muito mais delicadeza do que Noa, “Então és tu o rapaz a quem a ‘Lïa queria mostrar-”
 
“Shiu, mãe!” Pediu-lhe Lilïa com uma gargalhada, “Não estragues a surpresa agora!”
 
A mulher riu-se com ela, abraçando-a pelos ombros, suavemente, como só uma mãe orgulhosa sabe, “Não é claro que não, querida, desculpem-me.”
 
Eu dei por mim a sorrir com eles, “Então ainda não é agora que eu vou saber o que é essa tal surpresa?” Perguntei timidamente. Sentia-me um pouco a mais, eles eram uma família, bastante próxima e cúmplice por sinal, eu era só um intruso.
 
“A ‘Lïa é mesmo assim, Bill,” Respondeu-me Noa, enquanto retirava o seu avental, fincando só com uma camisa colorida e uns calções de banho, e passava de trás do balcão para a frente, para vir ter connosco, “Ela adora fazer surpresas!”
 
Enquanto dava uma cotovelada ao pai e lhe lançava olhares cúmplices, Lilïa proclamou, “Ainda bem que já todos sabem como eu sou… Agora, ainda pai, temos trabalho a fazer!”
 
 E dito isto, pegou no braço de Noa e começou a arrastá-lo na direcção de uma porta que dizia «autorized personal only».Antes de se afastar demasiado, ainda me disse, “Bill tu podes ficar com a minha mãe enquanto eu não venho… O meu irmão mais novo, Makoa, também deve andar por aí.”
 
“Está bem…”Respondi-lhe a medo. A cada passo que ela dava, mais nervoso eu ficava. Eu não queria estar sozinho com Maïle, tinha acabado de a conhecer! Ela era mãe de Lilïa… O que é que ela saberia sobre mim? Que tema de conversa era suposto nós termos?
 
 “Espera Lilïa!”Chamei-a, gritando e correndo atrás dela, de tão assustado que estava. Ainda bem que ela ainda não tinha atravessado a porta para a qual se dirigia.
 
Ela parou abruptamente, e cedeu passagem a Noa, para que ele entrasse, fez-lhe sinal, garantindo que não demoraria. Depois voltou-se para mim, e eu pude ver que ela trazia preocupação no seu olhar cor de jade.
 
 “Passa-se alguma coisa, Bill? Estás bem?”
 
Eu estava demasiado corado, ela deve ter reparado nisso. O facto de eu estar a gaguejar não ajudou muito, “Eu estou bem, não é… Erm… Pois. Eu sei que este restaurante é dos teus pais, e que vindo aqui, eu já devia estar à espera de os conhecer… mas nem sequer me lembrei que isso poderia acontecer! Eu estou…”
 
A voz falhou-me de vez, mas ela terminou a frase por mim, “Estás cheio de vergonha, estou a ver…” Depois soltou uma gargalhada melodiosa e acrescentou, “Nem acredito que estou na presença de uma rockstar envergonhada!”
 
“Pois, é mais ou menos isso…” Admiti, sendo incapaz de a olhar nos olhos durante muito tempo. Eu estava a ser ridículo! “Desculpa, Lilïa.”
 
O meu nervosismo desapareceu no momento em que ela colocou as suas mãos nos meus ombros, e me disse, ainda sorrindo, “Não tens com o que te preocupar, a minha mãe vai ficar contigo, para… explicar-te o que vai acontecendo. Podes ficar à vontade com ela, não tens de te envergonhar… Às vezes acho que ela é que tem vinte anos e eu os quarenta! Vais dar-te lindamente com ela. Além disso, assim que eu acabar venho logo ter contigo.”
 
Pois… Eu só retive metade do que a Lilïa me disse. Fiquei bloqueado na parte de «explicar o que vai acontecendo.»Tive de lhe perguntar, O quê?… A tua mãe vai explicar-me o que vai acontecer? Explicar o quê? O que é que vai acontecer?”
 
A mão direita Lilïa fez uma espécie de massagem no meu ombro, e depois ela começou a afastar-se, entrando pela porta que eu não queria que ela entrasse, “Já não deve demorar muito para começar, Bill, só falto mesmo eu! Verás com os teus próprios olhos em poucos minutos.”
 
“Espera!”Ainda lhe gritei novamente. Mas desta vez ela já não me respondeu. Eu limitei-me a ficar ali congelado, ainda hipnotizado pelo dançar do seu cabelo negro, antes de Lilïa desaparecer por completo atrás da porta.
 
* * *
Continua... 
Agora a fic segue um caminho diferente, vamos saber mais sobre a Lilïa, a sua vida e a sua familia... Espero que gostem, e não deixem de dar a vossa opinião! COMENTEM :D
 
Antes de me despedir, queria agradecer a todos os maravilhosos comentários que me deixaram, muito obrigada mesmo ^^ Eu sei que sou dona de uma insegurança patética, mas isto é genético --' 
 
Loads of Kisses to All of You!
 
 

 

sinto-me: Kaiser Chiefs! Weeeee ^^
música: Kaiser Chiefs - Oh My God
publicado por Dreamer às 18:47
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 13

Olá meus amores!

 

Antes de mais queria pedir desculpas por não ter postado ontem. O dia foi particularmente mau, e o de hoje não está a ser muito melhor... Não consigo escrever, nem consigo pensar como deve ser. É complicado descrever o que sinto, e sei que não é do vosso interesse, portanto não vos vou fazer perder o vosso tempo agora. Querem fic, e é isso que vão ter :D

 

O capitulo de hoje é um os poucos capitulos da fic que não vai ser narrado pelo Bill, mas sim, pelo Tom. Será para se saber, finalmente, o que se passa na cabeça do Tom ^^

 

Sem mais demoras,

ENJOY!

 

* * * 

Chapter Thirteen
[ TOM ]
 
 
Não… Eu não consigo acreditar no que eu estou a fazer…
 
Desde que o Bill se trancou na casa de banho para se arranjar para o seu encontro, que eu não movi o meu corpo inerte, dolorido e pesado daquele sofá. A televisão continuava desligada, mas isso não me importava minimamente. Por mim aquele aparelho inútil podia nem sequer ter sido inventado.
 
Eu não sei como é que eu continuava a conseguir fugir ao assunto, mas o facto é que não tenho outra escolha. Não posso admitir o que sinto, por mais que isso me consuma cá dentro. É para o bem do meu irmão, e para o bem dela…
 
Não consigo acreditar no que estou a fazer porque também não consigo racionalizar esta coisa que sinto. Sei que estava bem até aterrar na ilha de Honululu. Tenho a certeza que eu era o mesmo Tom de sempre até colocar os meus olhos naquela rapariga, ou melhor, naquela sereia, naquela visão do paraíso… Lilïa.
 
Antes, todas as mulheres eram belíssimas, todas elas me atraíam e todas me satisfaziam quando as levava para a cama. No entanto, agora… Oh, agora, uma mulher atraente e sedutora, é só mais uma de entre tantas! A Claudette, a Christinne, a Stacey ou a Caroline, nenhuma delas fez o meu coração bater descompassado como a Lilïa o fez.
 
Pela primeira vez na vida sentia-me vulnerável, preso. Era como se eu não a conseguisse arrancar a Lilïa da minha cabeça… ou do meu coração. Estava constantemente a perder-me enquanto revia na minha mente o brilho dos seus olhos cor de jade, o seu sorriso doce, as linhas esbeltas do seu corpo…
 
 Eu nunca, NUNCA!, me tinha sentido assim. Atracção, Paixão, Amor? Eu não sei dar nome a este sentimento estranho!… Só sei que nunca devia ter acontecido! Sinto-me… frágil.
 
Magoa-me o facto de saber que o Bill está apaixonado por ela. Senti dor quando os vi juntos na praia a conversar… quando vi aqueles olhos jade brilharem para ele. Eu queria estar no lugar do Bill… Aliás, eu vi-a primeiro! Ela devia ter sido minha logo na nossa primeira noite aqui. Mas subestimei o aquele sentimento que tomou conta de mim e deixei o Bill ter a sua oportunidade com ela…
 
… Deixei que o Bill avançasse, porque achava que ia sentir por outra rapariga qualquer aquilo que Lilïa havia provocado em mim! Mas a verdade é que isso não aconteceu, claro.
 
Com a Claudette senti uma mera decepção. Com a Christinne, elevada frustração. E com Stacey e a Caroline, foi o desespero total e completo… Estar na cama com duas raparigas e não sentir absolutamente nada é deveras desesperante. Mas estar a dormir no meio delas e sonhar com a Lilïa, era uma perfeita loucura! Só ajudou a confirmar que este sentimento era demasiado forte para eu o continuar a ignorar.
 
Não posso falar ao meu irmão sobre isto… nem pensar! Eu quebraria o coração ao Bill, porque, como ele me acabara de dizer, afastar-se-ia de Lilïa se eu o pedisse… E então sairíamos os dois magoados desta situação.
 
Que merda! O amor só serve para magoar as pessoas! Não sei como me deixei enfeitiçar.
 
Sentei-me melhor no sofá e liguei finalmente o televisor, mas continuei sem prestar atenção às imagens que ele me mostrava…
 
Eu já tinha feito a minha escolha. Ia deixar o Bill aproximar-se da Lilïa, namorar com ela, se a relação deles fosse nessa direcção. Eu não servia para isso… namorar. Sei satisfazer uma mulher na cama, e sei fazê-lo muito bem. Mas namorar com alguém não é só ter uma vida sexual… Tem de haver outro tipo de carinhos, cumplicidade, compreensão, afecto… Temos de ser sensíveis aos problemas um do outro, saber partilhar, saber tolerar… e eu sou péssimo a fazer tudo isso. Sou frio, egoísta e insensível. Jamais saberia como agradar a Lilïa, só a magoaria, como faço a todas que se cruzam no meu caminho.
 
… E a Lilïa não é só mais uma.
 
Tenho a certeza que o Bill saberá agradá-la melhor do que eu, ele não a fará sofrer. Eu conheço o meu irmão. Ele é sensível, um romântico incurável, um idiota chapado… sabe fazer uma rapariga feliz e merece ele próprio ser feliz.
 
Além disso, as nossas férias vão durar apenas duas semanas… Quando regressarmos à Alemanha, a Lilïa não vai passar de uma recordação, não é verdade? Acho que posso fazer o sacrifício de ignorar que ela existe durante duas semanas.
 
OH! Eu não consigo acreditar no que eu estou a fazer!…
 
Estou a entregar a Lilïa de mão beijada ao meu irmão! É a primeira vez que me apaixono, eu nem sequer sabia que era capaz de o fazer, e agora não luto para ser feliz?
 
“É o melhor para ela, e é o melhor para o Bill… Tu és um insensível, não sabes amar!…” Murmurei para mim mesmo, tentando convencer-me, mas agonizava por dentro. A Lilïa devia ser minha!…
 
A minha mente e o meu coração ardiam num conflito constante… A minha mente já tinha decidido que abdicar da Lilïa para o meu irmão era a única solução viável. No entanto, o meu coração, que tinha passado vinte anos em silêncio, parecia não ter qualquer intenção de perdê-la.
 
Eu já não sabia o que fazer, nem a qual das entidades dar ouvidos… daí as minhas constantes mudanças de humor. De cada vez que a angústia se tornava mais insuportável, servia-me da companhia de uma nova rapariga para me desviar do meu problema… Mas nunca obtinha o sucesso pretendido.
 
Fitei as imagens na televisão, e percebi que o programa em qual estava sintonizada era num jogo de futebol, mas nem me quis dar ao trabalho de reconhecer as equipas… Os meus pensamentos estavam bem longe.
 
Bastava eu ter escolhido outro local para eu e Bill passarmos férias que nada disto teria acontecido. Bastava ter escolhido outra das muitas ilhas do Havai… bastava ter escolhido outra das muitas praias da ilha de Honululu! Porquê? Porque é que eu próprio tinha escolhido Maili?… Era uma praia pouco frequentada por turistas, é certo, mas como ela existem outras tantas! Foi como se o destino me chamasse aqui, como se eu estivesse destinado a conhecê-la…
 
“Oh por amor de Deus, Tom” Refilei comigo mesmo de modo que só eu ouvisse, “Estás a ficar lamechas… Destino!?”
 
Dei por mim a rir-me da minha própria idiotice… No entanto o meu coração continuava a sangrar, Não é justo que eu tenha de desistir da minha primeira… única paixão.
 
“Tom! TOM!... Já estou pronto!!” Só dei conta que o meu irmão já havia saído do seu quarto quando o ouvir gritar entusiasmado. Pelo menos um de nós estava feliz. “O que achas? Pareço-te bem?”
 
Demorei a levantar-me do sofá para o encarar. Quando o fiz quase me engasguei. Ele não estava bem… ele estava óptimo!
 
Parecia-se mais com o Billie, o meu irmão, e menos com o «Bill Kaulitz» que aparece nas revistas ou nas capas dos álbuns. Ele quase não tinha maquilhagem, só um leve risco preto nos olhos. O seu cabelo estava sem volume, apanhado num rabo-de-cavalo por baixo de um dos meus bonés pretos. Vestia roupas bastante simples, uma camisola vermelha com algumas estampas negras e umas calças de ganga escuras, e quase não usava nenhuns acessórios, somente uma corrente à cintura, uma pulseira e um anel… Eu não via este Bill à anos!
 
“Uau! Ressuscitaste, Bill!” Exclamei indo na direcção dele. O meu irmão emanava felicidade, e isso ajudava-me a acreditar que estava a fazer o que era correcto… abdicar da Lilïa.
 
O meu irmão deu uns saltos no ar, satisfeito consigo mesmo, “Tinha saudades de não me ter de preocupar tanto com o meu aspecto…”
 
“Óptimo!...” Foi a única palavra que me saiu da boca. Tentei forçar um sorriso, mas não fui muito bem sucedido.
 
Os olhos dele descaíram para o seu relógio, “Oh não! São oito e meia… Tenho de ir, mano!” E disparou a correr na direcção da porta do nosso apartamento, gritando por cima do seu ombro numa gargalhada histérica, “Deseja-me sorte!”
 
Ele já tinha fechado a porta atrás de si, quando eu murmurei amargamente, “Boa sorte, Bill…”

 

* * *

Continua...

Espero postar o proximo capitulo amanhã, mas como o escrevi ontem não está nada de especial. Aliás, não está nada como eu gostava que estivesse --' Enfim, COMENTEM :)

 

Loads of Kisses to You!

ps. mia e Sara! Pois é, No Twincest... Ainda tentei mudar o rumo às coisas e experimentar essa opção, mas estava a ficar uma bela poraria --' Como foi a primeira vez que tentei escrever sobre Twincest, ficou mesmo horrivel. Mas ficou a vontade de criar uma história com esse tema brevemente! ^^ Esta fic vai seguir seguir o que eu tinha pensado para ela no início, peço desculpa se vos desiludo --'

 

 

sinto-me: Lost.
música: TV on the background.
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 12

Olá meus amores :D

 

Estava tão entretida a jogar "Need For Speed Underground 2" que me ia esquecendo de postar a fic xD Para quem não conhece o jogo, ficam aqui com um trailer à maneira, para terem uma ideia de como é ^^ Sim, é um jogo de carros, ou melhor, de street racers x) Não pensem mal de mim, mas tenho uma panca gigantesca por carros *--* Qualquer dia faço um post dedicado a essa minha panca no meu outro blog, para vocês me compreenderem :D

 

E agora... A Fic!

ENJOY!

 

* * *

Chapter Twelve
 
 
Entrei no quarto de hotel devagar, quase temendo o cenário que pudesse encontrar. O facto de estar tudo no mais profundo dos silêncios era um bom prenúncio: ou continuavam os três a dormir, ou a Caroline e a Stacey já se tinham ido embora.
 
Fechei a porta o mais silenciosamente possível atrás de mim, depois caminhei do mesmo modo até ao quarto do meu irmão e arrisquei uma espreitadela para o seu interior. Soltei um suspiro de extremo alívio quando encontrei a cama dele vazia.
 
“Tom?... Tom, estás por aqui?” Chamei-o, já que não conseguia vê-lo em lado nenhum. Teria ele saído? Segundos depois obtive a minha resposta.
 
“Estou aqui, sim. Espera só um segundo, Bill, vou já…” E momentos depois vi-o a sair da sua casa de banho, com uma toalha enrolada em torno da cintura e outra na cabeça. O seu olhar continuava estranho, baço e vazio. “Elas já se foram embora, se é isso que queres saber.”
 
“Essa era uma das coisas que eu queria saber, sim…” Respirei de alívio, assim as coisas iam ser muito mais fáceis. “Também queria ter uma conversa séria contigo mano, e não saio daqui enquanto não a tiver.”
 
Ele virou-me as costas no mesmo momento, nada de que eu não estivesse à espera, “Outra vez a mesma merda? Já não tivemos conversas que cheguem?”
 
Ele foi direito ao seu armário e começou a tirar roupa ao acaso, duvido que ele estivesse a prestar atenção ao que estava a fazer. “Queres que eu abrevie tudo num pequeno resumo, Bill?”
 
Continuou depois enquanto tirava a toalha da cabeça e vestia uma t-shirt, num tom de óbvia gozação, “Não, não se passa nada comigo. Sim, sinto-me lindamente! E não, não vou parar de levar quem eu quiser para a minha cama… Isso nunca foi um problema para ti, não é agora que vai ser!”
 
Era claro como a água que o meu irmão estava a mentir-me.
 
Eu continuava à porta do quarto, de braços cruzados, e tentando soar o mais calmo possível. “Tom, eu estou a tentar ter uma conversa civilizada contigo.”
 
“Não, Bill, não estás!” Quase me gritou ele enquanto vestia os boxers e as calças, “Estás a ser um chato impertinente, e estás a armar-te na nossa mãe ou alguma coisa do género… Estás insuportável, sabes?”
 
Uma gargalhada nervosa escapou-me, antes de eu conseguir responder, “Não é nada disso, idiota… Eu estou preocupado contigo! Não é normal agires assim. Estás descontrolado…”
 
Caminhei finalmente até ao Tom, enquanto ele tentava calçar umas meias. Sim, tentava, porque as mãos tremiam-lhe de nervos o suficiente para ele ser incapaz de realizar aquela simples tarefa.
 
“Tu não estás bem, Tom,” Falei-lhe calmamente e em voz baixa, “Tenho a certeza disso, não precisas de continuar a mentir… E tenho medo que estejas assim por alguma coisa que eu esteja a fazer…”
 
“Não sejas tão convencido, Bill Kaulitz.” Foi a única resposta amarga que o meu irmão me deu, antes de sair do quarto em passo de corrida. Ele continuava a fugir de mim e eu tinha a certeza que tinha chegado ao ponto crítico da questão… Não podia desistir agora de saber o que realmente se passava.
 
Ganhei coragem, e persegui-o até à sala. Então enchi os pulmões e berrei-lhe, “É por causa da Lilïa, não é? Estás assim porque eu me estou a aproximar dela… E querias ser tu no meu lugar.”
 
A reacção do meu irmão assustou-me. Primeiro ele ficou a olhar para mim, com uma expressão bastante grave, abrindo e fechando a boca como se me fosse dizer algo… mas depois cerrou-a com força, e desviou os seus olhos dos meus, não sendo capaz de me encarar quando me disse num tom demasiado amargo:
 
“Estás a delirar, Bill… É que só pode.”
 
“Tom, por favor, diz-me a verdade…” Implorei-lhe, enquanto tomava os seus ombros nas minhas mãos, obrigando-o a olhar para mim, “Eu não terei coragem de ir sair com a Lilïa hoje à noite, ou qualquer outra vez, sabendo que te estou a magoar ao fazê-lo!”
 
O meu irmão riu-se amargamente, “Que disparate! Estás a achar que eu estou… apaixonado pela Lilïa, é?”
 
Assustei-me ao ouvir aquela pergunta, ele que tinha sido tão evasivo até ali, estar a ser assustadoramente directo, “Sim, mano. É isso mesmo…” Confessei amedrontado. Seria essa a verdade?
 
“E afastavas-te da Lilïa, se eu te dissesse que estava apaixonado por ela?” De repente fiquei cheio de frio. Não sabia ao certo como responder, não sabia se teria forças para me manter afastado de Lilïa… mas tinha a certeza de uma coisa:
 
“Eu não quero que sofras por minha causa, Tom.”
 
Eu estava a espera de tudo, menos da reacção que o meu irmão teve a seguir. Olhou-me fundo nos olhos como há muito tempo não fazia, e deu-me um abraço forte, soltando uma gargalhada nervosa.
 
Eu não podia estar mais confuso. Isto queria dizer que o Tom estava mesmo apaixonado pela Lilïa? Mas se assim era, para quê o súbito ataque de riso?
 
“Tom…?” Chamei, com a cabeça a andar à roda.
 
Ele soltou o abraço e afastou-se de mim outra vez. Num relance consegui ver os seus olhos, continuavam baços, apesar de ele ter um sorriso estranho no rosto quando me respondeu. “Fico feliz que te preocupes comigo, mano, a sério… Mas agora vai lá à tua vida, vai ter com a Lilïa e diverte-te.”
 
Humm… Isto estava cada vez mais estranho. “Tom, estou a ficar zonzo com as tuas mudanças de humor, a sério. Deixa-me ver se percebi…” Sentei-me num dos sofás para respirar fundo, eu estava verdadeiramente confuso, mas o meu irmão não me seguiu. Ele olhava a paisagem através de uma das janelas, “… Tu não estás a ser um anormal para as raparigas com quem tens estado, nem estás a evitar-me, por estares magoado comigo… ou por eu me estar a aproximar da Lilïa?”
 
O meu irmão continuava a fitar a paisagem quando me respondeu simples e inexpressivamente, “Não, Bill…”
 
Fui invadido por uma enorme sensação de alívio. Então, os meus medos pareciam não ter fundamento, o motivo tinha de ser outro, “Mas Tom… Tu não és assim normalmente. Costumas ter o mínimo respeito pelas raparigas com quem estás… O que se passa?”
 
Vi-o soltar uma enorme gargalhada, que nada tinha a ver com as gargalhadas que dava normalmente, parecia falsa, “Sei lá o que se passa… Apetece-me estar assim.”
 
Eu não continuei a insistir por palavras. Levantei-me e fui ter com o Tom, para que ele fosse forçado a olhar-me… para que ele não pudesse mentir-me.
 
Fiquei a fitá-lo, esperando uma resposta mais concreta, mas o meu irmão fugiu novamente, rindo da mesma forma, “Oh Bill, que raio de pergunta! Sei lá eu a razão... Estou assim, ponto final.”
 
Cruzei os braços, pensativo, enquanto explorava opções. O Tom já me tinha dito que eu podia ir ter com a Lilïa, ou seja, isso não o estava a perturbar… apesar de uma leve desconfiança ainda me estivesse a assombrar.
 
O que eu precisava era de um plano para alegrar o meu irmão, distraí-lo de tudo o que o estava a deixar neste estado. Já sei!
 
“Devo-te ter deixado sozinho tempo demais, Tom… Amanhã vamos sair os dois juntos, só nós os dois. Vamos ter uma noite de irmãos! E tu vais perceber o quão horrível tens sido para as raparigas cá em Maili.”
 
O Tom olhou voluntariamente para mim pela primeira vez naquele dia. Esboçou um sorriso distorcido quando murmurou, “Parece uma boa ideia… Obrigado.”
 
Eu fui aos saltinhos na sua direcção, estava tão mais aliviado. Sentia que finalmente estava a conseguir tirar o Tom do estado de apatia em que ele tinha entrado. Não resisti a dar-lhe um abraço enquanto me ria, “Não tens de agradecer, meu idiota. Tenho andado tão aluado com a Lilïa que não temos estado tempo nenhum de jeito juntos! Amanhã vamos corrigir isso.”
 
Assim que pôde o Tom saiu do meu abraço e deu dois passos atrás para se afastar. Mas ele não podia fugir por muito tempo, eu estava determinado a enchê-lo de mimos, o coitado bem precisava.
 
“Está bem, então Bill.” Disse ele em voz baixa, tentando parecer mais entusiasmado do que estava, “Fica combinado… Agora vai arranjar-te, não deixes a rapariga à tua espera.”
 
“Oh, mas é claro!” Quase gritei ao sentir o meu coração a disparar, querendo sair do um peito. Como é que eu me poderia ter esquecido? Tinha de me despachar para ir ter com a Lilïa! Tinha de tomar banho, secar o cabelo, escolher uma roupa decente… Oh, eu ia demorar horas, e já não me restava assim tanto tempo! “Eu… Eu vou agora. Até já, Tommie!”
 
Ainda vi o meu irmão a acenar-me com um pequeno sorriso no rosto, e depois a deixar-se cair em cima do sofá, diante de uma televisão desligada. Logo de seguida corri para a minha casa de banho… Agora que tinha resolvido os problemas com o meu irmão, eu tinha de me despachar.

 

* * * 

 Continua...

Espero sinceramente que tenham gostado. ^^ Por favor, não deixem de dar a vossa opinião... Ando um pouco à nora com o capitulo catorze, e precisava de saber o que acham da fic até agora para eu puder pôr as minhas ideias em ordem... Por isso, COMENTEM :D

 

Loads of Kissses to All of You! ^^  

 

sinto-me: Vrummmm! ^^
música: Black Betty - Spiderbait
publicado por Dreamer às 19:45
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Dreamer @ 02-04-2008
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