Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

"Forever Sacred" - Chap 17

Olá meus amores x)

 

Depois de estar uns dias de greve, graças aos fantasminhas que têm andado por cá sem comentar, regresso com mais um capitulo da Fic! [ que por acaso é um capitulo bastante importante ^^ ] Fica desde já o aviso aos fantasminhas: Eu só vos peço uma opinião simples, basta uma frase, desde que seja sincera... Já disse várias vezes: Eu dependo muito de saber as vossas opiniões para conseguir continuar! ^^

 

Este capitulo é dedicado a todos os que comentaram o anterior, porque tiveram de esperar mais uns dias dos que era suposto para o ler. Desculpem-me! E culpem os fantasminhas! x'D Foi graças a alguns comentários que decidi transformar este capitulo naquilo que ele é, muito obrigada pela inspiração. Vocês são-me muito! ^^

 

Eloise

MiladY

Biah_th

Peter Inviction

elly-ana 

Prongs ^-^

Lila

Pink_Si_Dark 

MaryKaulitz^^ 

DramaQUEEN™ 

Ana Kaulitz

Tri TH 

Sweet Girl

 

E agora...

ENJOY! ^^

 

* * *

Chapter Seventeen
 
 
“O teu carro… É amarelo!” Gaguejei enquanto soltava uma gargalhada assim que entrámos na garagem. Eu já tinha aprendido que, com Lilïa a meu lado, eu podia esperar de tudo… mas nada me tinha preparado para um carro amarelo!
 
“Sim é amarelo, porquê? Não gostas!?” Perguntou-me ela, metade preocupada e outra metade ofendida também.
 
“Não! Eu… Adoro, por acaso!” Garanti-lhe, rindo enquanto passava as mãos pelo frio e amarelo capot do Honda Civic de 1978. “Só não estava à espera...”
 
Aquele sorriso maravilhoso regressou ao rosto de Lilïa e os seus olhos jade brilharam com intensidade. Percebi que ela gostava mesmo muito daquele carro.
 
Enquanto ela procurava o que eu achei ser a chave do carro, dei uma vista de olhos na ampla garagem e encontrei mais duas viaturas ali estacionadas: um jeep e uma pick up.
 
Lilïa reparou em mim e não tardou a explicar, “Aquele é o Jeep Wrangler do meu irmão mais velho Kimo, chegaste a conhecê-lo?” Como fiz um olhar confuso ela aprofundou a explicação com um sorriso, “Era ele que estava a tocar Ipu Heke com o meu pai… E aquela é a velha carrinha pick up da família, o meu pai recusa-se a desfazer-se dela.”
 
Olhei novamente para o conjunto bizarro de viaturas. O jeep vermelho estava coberto de lama e tinha três pranchas de surf amarradas a ele. A pick up estava mais ferrugenta do que qualquer outro carro com que eu alguma vez me cruzei na vida… em verdade, acho que nunca tinha visto nada tão ferrugento.
 
O pequeno e amarelo Honda Civic de 1978 era bastante normal quando comparado com os outros dois. “Dos três, acho que prefiro o teu…”
 
“Eu também!” Riu-se Lilïa, chamando-me depois para que eu me juntasse a ela. “Já tenho a chave. Entra!”
 
Tomei de livre vontade o lugar do pendura, enquanto Lilïa se sentou ao volante. Era uma sensação estranha estar num carro com ela, não sei bem porquê. Talvez por estar habituado a passear com ela na praia, não imaginava que ela tinha um carro, muito menos que conduzia.
 
Vi-a demorar mais do que era suposto a sentar-se. Primeiro não percebi a razão, mas depois reparei que ela estava a descalçar as suas sandálias… Esperem, a descalçar-se!?
 
“Lilïa? Tu estás… a descalçar-te?” Perguntei confuso. Seria isto algum costume havaiano também, ou era somente a sua família que o fazia?
 
“Não consigo conduzir calçada. Peco a sensibilidade toda nos pés…” Explicou-me ela com a maior simplicidade. Ao ver que eu continuava assustado e confuso ela acrescentou, rindo: “Não te preocupes, sou a única na família a fazer isso. Não é nenhuma tradição da ilha, sou eu que sou doida.”
 
Acabámos os dois a rir do caricato da situação. Depressa as nossas gargalhadas foram abafadas pelo ronco ensurdecedor do Honda Civic, quando a Lilïa rodou a chave na ignição.
 
Observei-a com agrado enquanto ela engatava a primeira mudança e arrancava com o carro. Mas ainda não tínhamos sequer saído da garagem quando eu me lembrei, dando um salto no banco:
 
“Não me despedi dos teus pais!”Parecia-me falta de educação não me despedir de alguém que me tinha recebido tão bem e com tanta simpatia.

“Eles já devem estar a dormir, não levam a mal.” Descansou-me a Lilïa, carregando a fundo no acelerador enquanto deixávamos a casa dela para trás.
 
Os vidros do carro estavam abertos, pelo que chegava até nós uma brisa agradável. Essa mesma brisa ia agitando os cabelos de Lilïa, fazendo-os dançar docemente. Depressa fiquei hipnotizado por essa dança e pela intensidade do brilho dos seus olhos… Eu não conseguia deixar de a admirar.
 
Fui apanhado em flagrante quando Lilïa tirou os olhos da estrada por um momento.
 
“Porque é que estás a olhar assim para mim?”Inquiriu-me ela, rindo-se e olhando agora mais para mim do que para a estrada.
 
“Por nada, nada…!” Justifiquei-me atrapalhado, sentindo-me corar. Ia permanecer calado, mas decidi dar-lhe uma resposta mais sincera, “Não estava à espera que conduzisses…”
 
“Porque não? Tu não conduzes?” Realmente, tanto eu como ela tínhamos vinte anos, era normal que conduzíssemos.
 
Fiquei subitamente envergonhado quando me apercebi da resposta que teria de lhe dar. “Erm… Eu e o meu irmão tentámos tirar a carta de condução ao mesmo tempo. Ele passou no exame e eu não…”
 
“O que aconteceu?” A sua pergunta não era feita com gozo, mas com simples curiosidade e talvez uma ponta de preocupação.
 
“Preferia não falar sobre isso…” Achei que essa resposta fosse suficiente para ela não insistir mais, mas para mal dos meus pecados não foi. Ela continuava a olhar para mim, com aqueles olhos cor de jade… eu vi que a pergunta continuava no ar.
 
 “Okay, se queres mesmo saber…” É agora que ela vai achar que eu sou um falhado! “…Entrei em pânico e atropelei um pombo.”
 
“Bill!!”Ela gritou o meu nome e encolheu-se no banco. Como é óbvio o carro deu uma guinada, mas a Lilïa recompôs-se e corrigiu o problema com facilidade.
 
Depois olhou para mim com um semblante grave e perguntou-me incrédula, “Como é que atropelaste um pombo!?”
 
“Não sei!”Quase gritei também, com vontade de me esconder no buraco mais próximo, “Estavam a passar imensos à minha frente. Foi uma sorte ter atropelado só um!”
 
“Assassino de pombos!”Acusou-me, com um beicinho fofinho.
 
Não demorou para estarmos os dois a rir novamente. Sentia-me tão bem e tão à vontade estando assim com a Lilïa… Não sei se era só impressão minha, mas ela parecia sentir-se tão bem como eu.
 
Mais cedo do que eu tinha desejado, os risos cessaram. Tínhamos chegado à porta do hotel onde eu estava hospedado.
 
“Estás entregue, rockstar.” Brincou ela, ao estacionar o carro bem perto da entrada. O rugir do motor deixou de se ouvir, restou-nos um silêncio estranhamente constrangedor.
 
Eu não sabia o que dizer para além de um atrapalhado, “Obrigado pela boleia.”
 
Aquele foi oficialmente o momento mais estranho que eu e a Lilïa vivemos. Ambos estávamos encolhidos no nosso banco a olhar um para o outro expectantes, sem ter certeza de como agir…
 
Esta era normalmente aquela parte dos filmes em que o casal dá o seu primeiro beijo… Mas que merda de pensamento! Eu não sabia o que ela sentia por mim, muito menos se ela queria que eu a beijasse!... O que era suposto eu fazer?
 
Arrisquei a minha sorte, calando o meu nervosismo, e depositei-lhe um beijo carinhoso no seu rosto. As suas faces ficaram rosadas e um sorriso tímido nasceu nos seus lábios no mesmo momento…  
 
O meu coração disparou. Sentia-me cada vez mais tentado a arriscar provar os seus lábios, mas algo me dizia que ainda não era a altura certa. Eu teria de ser paciente e calar aquela ansiedade… tinha de esperar que ela me desse um sinal.
 
 
“Vemo-nos amanhã?” Perguntei rapidamente, querendo esquecer o sentimento que me pulsava no peito.
 
“Só se for à noite…” Informou-me a Lilïa, subitamente tímida, “Amanhã é Sábado. Durante o dia o restaurante vai estar cheio de turistas e pessoas locais. Só poderei estar contigo depois de dançar à noite.”
 
Num primeiro momento pareceu-me o plano perfeito, mas depois lembrei-me da promessa que tinha feito ao meu irmão, e senti uma tristeza estranha apoderar-se de mim. “Oh, eu combinei sair com o meu irmão amanhã à noite. Temos estado um pouco afastados e eu queria passar tempo de qualidade com ele... Ele tem andado estranho, precisa de mim.”
 
“Não tem problema.” Confortou-me Lilïa, cobrindo as minhas mãos com as suas num gesto cúmplice. “Passa pelo restaurante no Domingo, então… sabes onde me encontrar.”
 
“Fica prometido, Lilïa.” Garanti-lhe, acariciando suavemente os seus dedos adoravelmente finos.
 
O meu coração disparou quando uma das duas pequenas mãos subiu para o meu rosto numa carícia. Os seus olhos cor de jade estavam fixos nos meus, brilhando como duas pedras preciosas, “Gostei muito de passar esta noite contigo, Bill.”
 
“De certeza que eu gostei mais.”Arrisquei dizer com um sorriso, levando a minha própria mão a remover do rosto de Lilïa uma madeixa do seu cabelo negro, e a permanecer lá depois, numa demorada carícia. Vi-a fechar os seus olhos por um breve momento, saboreando o meu toque frio na sua face quente.
 
Seria este o sinal que eu esperava?
 
Não sei explicar o que aconteceu a seguir, nem como aconteceu… Só sei que não aguentei nem mais um segundo, e tive de encurtar a distância entre nós, conduzindo suavemente o rosto de Lilïa na direcção do meu.
 
A sua respiração estava acelerada, tal como a minha, mas não ela me repeliu, apenas cerrou os seus olhos, entregando-se ao beijo que estava para vir.
 
Quando os nossos lábios finalmente se tocaram, fizeram-no de uma forma tão terna e tão cheia de sentimento que um arrepio de puro prazer percorreu a minha coluna. O seu sabor era uma mistura salgada e doce que depressa me viciou, eu sabia que ia querer repetir aquele beijo muito mais vezes. Apesar do espaço reduzido a que estávamos sujeitos, consegui abraçá-la e ela a mim. Os nossos corações ficaram tão perto que eu quase que os conseguia sentir pulsar em sintonia…
 
… Mas tão depressa como este beijo se desenrolou, ele se quebrou. Poderia ter durado uma eternidade, ainda assim nos pareceria ter sido demasiado curto.
 
Tanto ela como eu nos encolhemos novamente nos nossos lugares timidamente, ambos com as faces rosadas, incertos do que fazer a seguir.
 
Como eu não queria arruinar aquele sagrado momento com palavras estúpidas e atrapalhadas, escolhi sair do carro, afastando os nossos corpos, mas sem ser capaz de afastar os meus olhos dos seus.
 
“Até à vista, rockstar.” Despediu-se ela de mim, com o mesmo sorriso tímido, enquanto rodava a chave da ignição novamente e arrancava logo de seguida, enchendo a atmosfera à nossa volta com aquele velho ronco do motor.
 
“Adeus, hawaiian girl.”Murmurei-lhe de volta, sem saber se ela me tinha ouvido ou não.
  

* * *

Continua...

Como devem calcular, adorei escrever este capitulo! Foi provavelmente aquele que me deu mais gozo escrever até ao momento x) Espero que gostem tanto dele como eu, porque ele é definitivamente o meu favorito até agora.. ^^

 

Já sabem, quero saber opiniões sinceras! :D

Loads of Kisses to All of You!

 

ps.1 Como houve gente com curiosidade, preparei duas montagens para saberem a localização da já tão falada Maili Beach, e dentro de Maile, onde ficam o Hotel onde os Kaulitz estão hospedados, e a Casa que também é Restaurante da familia da Lilïa. Aqui está a primeira, onde fica Maili, e Aqui a segunda, onde se passa a maior parte da acção, e se vêem o Hotel e a Casa.

ps.2 Não podia deixar de vos mostrar ao automóveis apresentados neste capitulo. Aqui está uma imagem do carro da Lilïa, Aqui do jeep do Kimo, e Aqui da pick-up do Noa. Espero que gostem ^^

ps.3 [ Ena, tantos pê-ésses xD ] Se são fantasminhas e estão a ler isto, toca a comentar! x'D 

 

 

sinto-me: Tenho a perna dormente --'
música: Do You Want a Piece of Meat!? x'D
publicado por Dreamer às 20:17
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Dreamer @ 02-04-2008
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