Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 11

Awww... Estou mesmo emocionada. Este é o último capitulo da fic! :') Foi optimo escrevê-la e partilhá-la com vocês. Espero que tenham gostado, e espero também não vos desapontar com este ultimo capitulo... Bem, sem mais conversas, aqui vai ele...

 

* * *

 

Nunca perdi tanto a noção do tempo como naquela noite. Quando me lembrei de olhar para o relógio já passava das quatro da manhã. “Temos de dormir, Tom… Nem que seja só um bocadinho.” Aconselhei-lhe com um bocejo.

 

“Dorme tu, meu amor, que eu não consigo tirar os olhos de ti… muito menos adormecer.” Depois ele beijou-me os lábios, um beijo curto mas muito doce. Lembro-me de passar a minha mão ao de leve na face dele e de acariciar os lábios dele com os meus dedos… Mas depois ficou tudo negro.

 

Quando voltei a abrir os olhos estava num quarto estranho. A luz entrava com muita força através das persianas. Entrei em pânico, “Tom!” Quase gritei ao sentar-me na cama. Reconheci o quarto… Era o quarto dele. Mas eu estava sozinha na cama que tínhamos partilhado na noite anterior. Olhei para o relógio na parede, eram quase oito da manhã.

 

Será que tinha sido tudo um sonho? Eu estava vestida, e não me lembrava de ter voltado a vestir o pijama durante a noite… “TOM!” Desta vez gritei com toda a minha força: precisava dele. Precisava que ele me dissesse que não tinha sido um sonho!

 

Ouvi passos no corredor e momentos depois a porta abriu-se. “Que foi Sway? Aconteceu alguma coisa?” Era o Tom, pela cara dele vi que ele estava confuso e preocupado.

 

Num primeiro momento tive medo de lhe perguntar o que quer que fosse… Aliás, como é que eu lhe ia perguntar? Por acaso não fomos para a cama ontem à noite, não? Vi que ele trazia consigo um tabuleiro com pequeno-almoço para dois.

 

“Tom?” Chamei-o em voz baixa quando ele se sentou a meu lado na cama e colocou o tabuleiro entre nós os dois, “Aquilo… Aquilo foi verdade? Aconteceu mesmo?”

 

Eu estava muito seria quando lhe perguntei, mas se tivesse realmente sido um sonho eu podia sempre dar a volta ao assunto.

 

Primeiro ele olhou para mim confuso, mas depois largou uma gargalhada: “Aquilo o quê, tontinha?”

 

Eu sentei-me muito direita e tive a certeza que estava a ficar pálida como a parede atrás de mim… “Nós…” Gaguejei eu num murmúrio quase inaudível. Tinha sido mesmo um sonho, então…

 

“Por acaso estás a falar disto?...” Perguntou-me o Tom antes de passar por cima do tabuleiro e me roubar o beijo mais hipnotizante que eu alguma vez experimentei.

 

Eu abracei-me e a ele, mais feliz que nunca enquanto ele se ria, “Olha, agora que arranjei uma mulher para namorar, ela tem amnésia! Queres ver que eu tenho de gravar uma cassete como naquele filme?!”

 

Rimos os dois enquanto tomámos o pequeno-almoço que ele mesmo tinha preparado. O Tom explicou-me que durante a madrugada viu que eu tinha ficado com frio e que me tinha vestido.

 

Quando acabámos de comer ele pousou o tabuleiro no chão e deitámo-nos abraçados na cama. O Tom tinha o olhar dele fixo no tecto, parecia distante. Então eu comecei a beijá-lo, primeiro a bochecha, depois o canto da boca. Quando os meus lábios iam beijar os dele, ele olhou para mim como se nunca me tivesse visto antes:

 

“Sway?” O olhar dele quase que me assustou.

“Que se passa, Tom?”

 

Ele demorou a responder, como se estivesse à procura das palavras correctas para o fazer, “Eu… Isto não é uma coisa que eu sinta todos os dias. Aliás, nunca me tinha sentido assim… Sway, eu acho que te amo.”

 

Parecia que o meu coração tinha parado de bater quando ele me disse aquilo. Eu abracei me ao pescoço dele e aproximei a minha cara da dele, “Achas ou tens a certeza, Tom Kaulitz?” Perguntei-lhe numa pequena risada.

 

Ele riu-se também e olhou-me nos olhos, “Tenho a certeza, Sway.”

 

“Ainda bem…” Disse-lhe eu, passando os meus dedos pelo piercing dele, “Porque eu também tenho a certeza que te amo.”

 

Nunca me hei-de esquecer do brilho nos olhos dele quando lhe disse aquilo. Ambos nos derretemos com o sorriso do outro e os nossos corpos entrelaçaram-se como na noite anterior. Beijámo-nos num beijo que não teve fim, enquanto tirávamos a roupa ou ao outro e nos entregávamos como se fosse a primeira vez.

 

FIM!

 

* * *

 

Tadaa! Acabou... :( Snif! Estão à vontade para me dizerem o que acharam! Ah! E tenho de anunciar que há uma nova fic... Que vou tentar postar ainda hoje! Chama-se An Deiner Seite, e é diferente desta... e muito maior. xD Kuss!

 

sinto-me: Entusiasmada
música: Question! - System of a Down
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 10

Aqui está mais um capitulo desta fic que está a chegar ao fim... Aproveitem bem que este é o penultimo! Ah! E também aviso que este capítulo devia ser para maiores de dezoito!! Portanto atenção xD

 

* * *

 

“Tenho medo que me queiras usar como fizeste a todas as raparigas até hoje, Tom. Desculpa-me se te magoo a dizer isto, mas… Mas eu gosto demasiado de ti para querer ser tua só por uma noite.” As palavras saíram da minha boca como se não fosse eu a comandá-las, mas era precisamente isso que eu sentia.

 

O Tom recuou parecia que tinha levado um murro no estômago, ou pior. Temi ter sido demasiado rude. “Tem graça,” disse ele num sorriso distorcido, “Eu também gosto demasiado de ti para querer que sejas minha só por uma noite…”

 

Houve ali um primeiro momento em que eu achei que ia desmaiar. Os meus joelhos fraquejaram de tal maneira que eu quase caí no chão. Depois as lágrimas inundaram-me dos olhos e só não caíram graças ao meu súbito controlo emocional. Eu sabia que o Tom estava a falar a verdade.

 

Já o tinha visto curtir com imensas raparigas e nunca tinha visto aquela sinceridade nos seus olhos. Ele era frio e falso com elas, enganava-as em cada olhar, mas agora era diferente… Havia um brilho especial, um brilho raro.

 

As mãos dele guiaram-me para os seus braços novamente e desta vez eu abracei-o também. Senti o calor do corpo do Tom quando pousei a minha cabeça no ombro dele. Nunca pensei que pudesse sentir aquele conforto e protecção só por estar abraçada a alguém.

 

“Sabes que mais, Sway?” O Tom perguntou-me num murmúrio com os lábios dele a tocarem a minha orelha, “Eu gosto demasiado de ti para querer que sejas minha só por esta vida…”

 

Não! Era impossível isto ser real! Trinquei o meu lábio inferior à espera de acordar, mas isso não aconteceu. Quando eu abri os olhos, o Tom estava a olhar-me fixamente e os lábios dele estavam a muito poucos centímetros dos meus.

 

Foi como se naquele momento o tempo parasse e o mundo todo à nossa volta desaparecesse. Só tínhamos ficado nós os dois.

 

Senti os lábios dele a beijarem os meus num toque suave e terno, enquanto me abracei ao pescoço dele. O beijo dele era como fogo intenso que me queimava, mas ao mesmo tempo era tão viciante que eu não quis largá-lo nunca.

 

As mãos dele começaram a percorrer o meu corpo e aquele desejo insaciável que já tínhamos sentido antes começou a reinar. No momento seguinte ele obrigou-me a recuar até que as minhas pernas bateram contra a cama.

 

Não foi preciso ele insistir para eu me deixar cair de costas em cima da colcha e puxá-lo comigo. Durante um primeiro momento ficámos quietos, ele em cima de mim, simplesmente a olharmo-nos.

 

Depois a mão dele começou a percorrer a minha face e ele ficou muito sério de repente. “Eu compreendo que tenhas medo de que o que eu sinto por ti não seja real.” Começou ele a falar muito baixo eu não resisti em acariciar-lhe o cabelo, “Mas, Sway, por favor acredita que eu nunca me senti assim antes, de verdade. Não sei o que me deu: não consigo parar de pensar em ti… Quero estar a teu lado a toda a hora, quero tocar-te, quero sentir-te… Quero beijar-te.”

 

Os olhos dele denunciavam tudo o que ele estava a dizer e eu deixei que ele me beijasse mais uma vez. Depressa ele interrompeu o beijo para continuar, “A sério, Sway, eu não sei o que é que tu me fizeste, estou completamente doido por ti… Pergunta ao Bill…”

 

“Não preciso de lhe perguntar,” Eu tinha um sorriso gigantesco rasgado nos meus lábios, “O Bill já me contou tudo.”

 

“Traidor de merda,” Riu-se o Tom enquanto a mão dele me acariciava o pescoço e depois descia para a cintura. As minhas mãos desceram do cabelo para o peito dele, era tão bom senti-lo perto de mim.

 

Então ele beijou-me novamente, mas desta vez não nos separámos. Em vez disso abraçámo-nos com todas as forças que tínhamos, como se temêssemos acordar de um sonho.

 

Quando já não aguentávamos mais, ele tirou-me a roupa e eu tirei-lhe a dele. Os nossos corpos abraçaram-se ternamente quando rastejámos para debaixo dos lençóis. Depois os lábios dele cobriram os meus e muito lentamente ele entrou dentro de mim. Fomos ganhando ritmo à medida que o desejo e o prazer aumentavam. Ele puxava-me cada vez mais para ele enquanto as minhas mãos se cravavam nas costas dele e as minhas unhas o arranhavam.

 

As nossas bocas não se separaram nunca: a minha língua ia brincando com o piercing do Tom enquanto as mãos dele percorriam o meu corpo. Não sei quanto tempo ficámos ali, mas aquele desejo insaciável não nos permitia parar um segundo que fosse.

 

Ambos começámos a soltar gemidos quando o prazer e o esforço atingiram o auge. Então fomos abrandando até ficarmos com o olhar preso um no outro. Eu não podia estar mais feliz, nem mais ofegante… e ele também não.

 

O Tom deitou-se de costas e abriu os braços para me receber e eu aceitei o abrigo dele. Os nossos corpos encaixaram na perfeição e quase que podia jurar que os nossos corações estavam a bater ao mesmo ritmo. “Tu quase que me matavas, Sway…”

 

Eu senti-me corar e não tive como responder. Em vez disso aninhei-me contra o corpo dele e fiz por tentar adormecer. Mas isso revelou-se impossível. Estava demasiado feliz para sequer pregar olho, e apesar de estar-mos em silêncio a trocar carícias com as nossas mãos, eu sabia que o Tom também não ia conseguir adormecer tão cedo.

 

* * *

 

Espero que tenham gostado e que não estejam demasiado chocadas... lol xD Amanha vem o ultimo capitulo! Kuss! :D

 

sinto-me: Nas núvens... xD
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Sábado, 12 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 9

Ora bem, cá vai mais um capitulo... e espero que n fiquem mto tristes por saber que esta fic está a chegar ao fim! lol Mas ainda há mais dois capitulos depois deste! Por isso não percam :D

 

* * *

 

Aquele banho quente estava a saber-me tão bem que eu perdi completamente a noção do tempo. Não estava só a aquecer-me o corpo, mas também a alma. Era como se a água afastasse de mim aquele medo e aquela insegurança… Não saber se o que o Tom sentia por mim era sincero ou não, estava a dar comigo em doida.

 

Quando eu fechava os olhos e punha a cabeça debaixo do chuveiro via a cara do Tom na minha mente… e mesmo quando abria os olhos ele continuava lá. Era impossível parar de pensar nele. Era impossível dizer que não o amava.

 

Mais calma, fechei a torneira, enrolei a toalha à volta do meu corpo e saí da banheira. Com aquela confusão toda com Tom, esqueci-me completamente de trazer roupa comigo, portanto foi mesmo assim que saí da casa de banho.

 

O quarto estava escuro, tal e qual como eu o tinha deixado. Tirei a toalha, atirei-a para cima da cama e fui buscar a minha roupa.

 

“É pena estar tão escuro, não vejo praticamente nada…” Eu dei um grito histérico ao ouvir a voz do Tom ali tão perto… Ele estava sentado na cama, a toalha tinha aterrado no colo dele. E eu nua!

 

“O que é que estás aqui a fazer?!” Perguntei-lhe envergonhadíssima enquanto lhe arranquei a toalha das mãos e me enrolei nela o mais depressa que pude.

 

“Este é o meu quarto, lembras-te?” Os meus olhos foram-se adaptando ao escuro e eu fui capaz de ver o vulto dele levantar-se da cama e vir na minha direcção.

 

“Mas eu preciso de me vestir!” Quase gritei eu em pânico constatando que ele só estava de boxers.

 

Vi-o cruzar os braços e parar a poucos centímetros de mim, “Eu cá acho que estás muito bem assim… Aliás, estavas bem melhor à poucos segundos atrás.”

 

“Tu és demente Tom Kaulitz.” Disse-lhe fugindo dele, e indo na direcção das gavetas onde tinha a minha roupa. Ele não foi atrás de mim, mas eu tive a certeza de estar a ser seguida com o olhar. “Importas-te? Já nem sequer tenho privacidade para me vestir?”

 

“Estás à vontade Sway,” Disse o Tom com uma risada, “Mas eu não prometo que não olhe.”

 

“O que me havia de sair na rifa…” Suspirei enquanto dava o meu melhor para vestir as cuecas por baixo da toalha de costas para ele. Consegui ainda vestir o top do pijama sem mostrar nada, mas a toalha escorregou-me antes de eu vestir os calções. Boa, viu-me as cuecas… E grande parte do rabo! Para meu azar a porcaria das cuecas eram pequenas.

 

“Hehe! Eu sabia que ia acabar por ter sorte!” O riso do Tom fez-se estremecer, mas rapidamente ripostei:

 

“Não é nada que não esteja à vista na praia!” Assim que vesti os calções, fui na direcção do interruptor para acender a luz, mas o Tom agarrou-me o braço.

 

“Assim estamos melhor…” Sussurrou ele num tom de voz que não parecia o dele. Não era o Tom atrevido a falar, era outro Tom…

 

“E o que é que queres fazer?” A minha pergunta era meramente casual, mas teve uma interpretação digna do rapaz que estava à minha frente.

 

“Há muita coisa que podemos fazer…” O murmúrio do Tom foi tão arrebatador e a carícia que ele me fez no braço foi tão sedutora, que eu quase me atirei nos seus braços. “Queres que te dê um exemplo?”

 

Podes dar os exemplos todos que tu quiseres... Pensei eu, mas não fui capaz de falar, muito menos de me afastar dele quando me agarrou pela cintura com uma mão e enterrou a outra no meu cabelo.

 

O Tom puxou-me num gesto lento na direcção dele e eu achei que estivesse a sonhar. Ele acariciou o meu cabelo enquanto o meu corpo se colou ao dele devagar. Eu não consegui reprimir um gemido quando senti o calor dele. Quis abraçá-lo, mas os meus braços não se mexeram, continuaram para baixo, muito firmes.

 

Senti o Tom guiar a minha cara na direcção da dele, estávamos tão perto que eu conseguia ouvi-lo respirar. Os lábios dele estavam tão perto, eu queria desesperadamente que ele me beijasse, mas tinha medo… Tinha medo que o Bill se tivesse enganado em relação aos sentimentos do Tom e que eu não fosse mais do que uma estatística na lista de curtes do Tom.

 

Esse pensamento assustou-me de tal maneira que quando eu me apercebi já tinha empurrado o Tom para trás.

 

Ele ficou muito quieto a observar-me com a dúvida nos olhos, “Que se passa?” Perguntou-me sem quase mexer os lábios.

 

Era agora, tinha chegado o momento da conversa que andávamos a evitar desde que eu tinha chegado à casa deles… e eu não sabia o que fazer. Andei até ao outro lado do quarto e pousei as mãos na parede. Não conseguia olhá-lo nos olhos enquanto admitia isto. “Tenho medo, Tom.”

 

“Medo?!” Ele parecia chocado. Obrigou-me a encará-lo, “Estás com medo de mim, Sway?”

 

Eu hesitei, não era suposto estarmos a ter aquela conversa. Nós éramos amigos, não devia haver mais nada para além disso… Não podíamos correr o risco de estragar a amizade preciosa que tínhamos.

 

“Isto é muito complicado, Tom.” Tentei justificar o meu silêncio, mas era tão difícil. Ele fez-me encará-lo de novo quando eu lhe voltei as costas.

 

“Sway…?” Estava a custar-me tanto ver o Tom naquele estado, aquela cara preocupada, sem saber o que fazer.

 

As palavras saíram da minha boca sem eu sequer pensar nelas, “Eu não quero ser mais uma…”. Ele deu uma gargalhada incrédula e eu evitei o seu olhar. Mas depois ganhei forças e encarei-o, se a hora tinha chegado de expormos os nossos sentimentos, eu ia ser sincera.

  

* * *

 

Vá, sofram de ansiedade! O próximo capitulo só vem amanha! xD

Küss!

 

sinto-me: Melancolica +.+
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 8

Ontem foi mais um dia sem postar, o que quer dizer que foi mais um dia infernal :x Trabalhar até às quatro da manhã e acordar às oito da manhã para voltar a trabalhar não combina... mesmo. Mas deixemo-nos de tristezas, porque hoje o dia é de festa: dei folga a mim mesma! xD

 

* * *

 

Eu tinha a roupa molhada e fria agarrada ao corpo, se não tomasse um banho quente depressa, ia ficar doente de certeza. Enquanto subíamos as escadas os meus dentes começaram a bater freneticamente.

 

“Oh Sway, estás com frio?” Perguntou-me o Tom em tom de provocação quando chegámos lá a cima, “Anda cá que eu aqueço-te!” Ele agarrou-me uma vez mais, mas ainda foi pior. O corpo dele estava tão molhado e tão frio quanto o meu. Tive de o empurrar senão morria congelada.

 

Entretanto o Bill escreveu-nos mais uma nota: “Vão mas é trocar de roupa senão amanhã estão piores que eu.”

 

“Eu sou da opinião que devíamos tirar esta roupa, ponto.” E dito isto colocou aquele sorriso provocador irresistível nos seus lábios, enquanto brincava com o seu piercing. Eu achei que fosse morrer ali mesmo, fiquei tão envergonhada que nem consegui responder.

 

“Quem cala, consente…” E agarrou-me puxando-me para o quarto dele. Eu soltei uma risada nervosa e olhei em pânico para o Bill que parecia estar a divertir-se.

 

“Façam o que entenderem, desde que não me acordem!” Escreveu ele o mais depressa que pôde, e depois piscou-me o olho. A conversa que tínhamos tido naquela tarde veio-me instantaneamente à cabeça. Será que o Bill tinha razão?

 

Antes que eu pudesse protestar, o Tom já me tinha puxado para dentro do quarto e fechado a porta. “Tom, que raios estás a fazer?!” Quase gritei quando ele tirou a camisola, estava mesmo a despir-se! Meu deus, que corpo…

 

“Vá Sway, anda cá, deixa-me ajudar-te!” E com aquele olhar de playboy começou a tentar tirar-me a camisola.

 

Eu tive de correr para o outro canto do quarto e gritar, “Não sejas doido, Tom Kaulitz! Tem juízo!”

 

“Como é que queres que eu tenha juízo ao teu lado?” Ele já estava a alcançar-me outra vez. Quase me encurralou, mas eu saltei por cima da cama para lhe fugir.

 

Agora com a cama a separar-nos sentia-me mais segura, por isso comecei a dar ordens. “Vais pegar nas tuas coisinhas, e vais tomar um banho quente…” Caí na asneira de olhar para o tronco nu dele e perdi completamente o raciocínio. Obviamente que ele reparou e começou a rir convencido.

 

“Agora Tom Kaulitz!” Foi a única coisa que lhe consegui gritar.

 

Como se não me tivesse ouvido saltou por cima da cama e veio na minha direcção, “Tu não ouviste nada do que eu te disse?” Perguntei-lhe eu a sentir a minha voz fraquejar.

 

“Claro que ouvi,” Sussurrou ele aproximando os lábios dele dos meus. Eu recuei, mas fiquei encurralada entre ele e a parede.

 

“Então porque é que ainda estás aqui?” Vi que os olhos dele estavam presos aos meus lábios. As mãos dele começaram a acariciar-me o rosto muito delicadamente.

 

“Porque só há duas casas de banho cá em cima, Sway, a do quarto do Bill e a do meu quarto.” Justificou-se e os seus olhos brilharam com provocação. “A do quarto do Bill não pode ser usada porque ele não quer ser incomodado… E a do meu quarto está mesmo atrás de ti.” Ups… pois era!

 

Fui incapaz de responder, quer dizer… O meu cérebro demorou mais do que o habitual a processar o que ele tinha dito. Tudo o que eu queria era abraçar aquele corpo e ignorar tudo o resto.

 

“Então…” Gaguejei eu, “Então, pega nas tuas coisas e vai à casa de banho lá de baixo. Já!” Surpreendi-me a mim mesma com a maneira descarada com que eu estava a dar ordens um dos donos da casa.

 

Mas se ele não ia pegar em roupa lavada para levar para a casa de banho lá de baixo, ia eu! Durante aquela semana, o Tom tinha-me oferecido o quarto dele para eu dormir e ele tinha dormido na sala, por isso eu sabia onde estava a roupa dele.

 

“Estava na esperança de tomarmos banho juntos…” Ele ainda disse, mas eu empurrei-o logo. Peguei nas primeiras boxers que apanhei e num pijama e pus-lhe nas mãos.

“Isso só nos teus sonhos!” Rematei empurrando-o para fora do quarto. O que ele fez a seguir foi completamente inesperado.

 

Voltou atrás para me dar uma doce carícia no rosto e olhou-me nos olhos quando disse: “Nos meus sonhos, Sway, já passámos muito à frente disso.”

 

Não foi tanto o que ele disse que me deixou congelada na porta do quarto a vê-lo descer as escadas, foi a maneira como ele o disse. Não estava a provocar-me, nem a armar-se em bom. Estava a dizer a verdade, como se realmente tivesse sonhado comigo mais do que isso.

 

“Oh Tom…Quem me dera que isso fosse mesmo verdade…” Deixei escapar num murmúrio triste, já sozinha, quando fechei a porta do quarto atrás de mim.

 

* * *

 

Isto está a aquecer, não está? xD Não percam o próximo capitulo porque eu também não! LOL

 

sinto-me: Muito Feliz! lol
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 7

Olá olá! Desculpem não ter postado ontem, mas cheguei tardíssimo a casa e ainda tive de trabalhar... Architecture sucks :x Mas aqui vai, o sétimo capitulo!Eu gosto particularmente deste capitulo, é assim... erm... especial! xD

 

* * *

 

Consegui sentir o olhar penetrante do Tom fixo em mim, mas fingi que não vi e comecei a lavar o primeiro tacho cheio de molho ressequido.

 

Pensaram que ele ia ficar quieto à espera que eu lavasse o tacho? É claro que não… Enquanto eu esfregava o tacho cada vez com mais força, sem obter resultados nenhuns, ele começou a brincar com a água.

 

“Tom…” Murmurei sem levantar os olhos do que estava a fazer, mas o Tom estava a divertir-se portanto não ia parar. Ele parecia mesmo um miúdo a chapinhar a mão dele no lava-loiça cheio de água e espuma.

 

Olhei para ele de raspão, e vi o olhar provocador que ele me estava a lançar. “Estás a divertir-te, espero eu…” Disse-lhe entre dentes, mas ele não respondeu, em vez disso começou a atirar a água para cima de mim.

 

“Tom! Que raios estás a fazer!?” Refilei largando o tacho dentro do lava-loiça e colocando as mãos cheias de espuma nas minhas ancas.

 

“Estou a divertir-me, minha querida!” E antes que eu pudesse impedi-lo, ele apontou a torneira para mim e abriu-a. O jacto de água atingiu-me em cheio na cara, ao mesmo tempo ele desatou a rir.

 

Ele não devia estar à espera que eu reagisse, por isso não foi a tempo de me parar antes de eu lhe agarrar o braço e virar o jacto para a cara dele. Agora era eu a rir-me.

 

Não éramos só nós que estavam a ficar molhados, os móveis à nossa volta e o chão estavam a ficar completamente encharcados. Mas continuámos a nossa guerra pelo controlo da torneira, rindo e gritando, até que o Tom escorregou na água e se apoiou em mim. Eu fui apanhada de surpresa e escorreguei também.

 

Desta vez fui eu quem caiu em cima dele. “Estás bem, Tom?” Perguntei atrapalhada tentando levantar-me, mas escorreguei novamente, e desta vez bati com a minha cabeça na dele, “AUTCH!” Gritámos em uníssono e ficámos caídos um ao lado do outro a rir encharcados dos pés à cabeça.

 

Ele estava novamente a olhar para mim com aquele olhar estranho, especial e muito sincero. E eu não consegui resistir e retribui o olhar. Não sei quanto tempo passou até ele falou muito baixo, enquanto desviava uma madeixa do meu cabelo que tinha deslizado para a minha cara:

 

“Onde é que nós íamos à bocado…?” Então avançou para cima de mim, baixando a sua cabeça na direcção da minha.

 

Eu fiquei sem ar, ele estava prestes a beijar-me! Foi aí que ouvimos alguém a bater na porta da cozinha e ficámos suspensos. Quando olhámos, vimos o Bill com olhar de sono e a bater o pé, enquanto segurava uma folha de papel na mão.

 

O Tom e eu levantámo-nos rindo da cara do Bill que entretanto tinha ficado pasmado a olhar para o estado da cozinha: já haviam tachos sujos no chão, havia molho especial por toda a parte, e claro, parecia que tinha chovido lá dentro.

 

Ainda a rir, eu e o Tom lemos o papel: “Pombinhos, eu vou-me deitar. Resolvam os vossos assuntos e sejam sinceros um com o outro, por favor!… Depois podem comer-se e fazer filhos à vontade. Só não podem é acordar-me. Até amanhã e divirtam-se.”

 

“Bill!” Repreendi com um guincho. Fazer filhotes? Não estará ele a exagerar um pouco? Mas o Tom pareceu adorar a ideia e abraçou-me por trás.

 

“Ah, o meu irmão é que me compreende!” Riu ele com uma gargalhada que me fez derreter.

 

Mas o Bill ainda estava chocado a olhar para a cozinha, por isso pegou na caneta que tinha dentro do bolso das calças e acrescentou, “Não sei porque foram travar uma batalha campal na cozinha, mas deixem estar isso… Amanhã ligamos à Dona Helga para ela vir cá tartar do assunto.”

 

“Oh, vais chamar a Dona Helga para vir limpar a porcaria que nós fizemos? Ela não é nossa mãe...” A Dona Helga era a empregada deles que só costumava ir lá às sextas-feiras. A mim parecia-me mal estar a pedir-lhe para limpar aquela confusão.

 

“Não há problema, Sway, ela ajuda-nos sempre nestas situações.” Respondeu-me o Tom ainda a abraçar-me, “Tu não querias saber o estado em que fica a sala quando eu e o Bill nos decidimos a discutir a meio do jantar.”

 

Bem, pude perfeitamente imaginar os manos Kaulitz aos gritos um com o outro e comida a voar em todas as direcções. Já tinha presenciado uma cena dessas à um tempo atrás. Acabámos os três a rir que nem uns perdidos sujos de comida da cabeça aos pés. Sim, eu que não tinha nada a ver com o assunto, acabei por levar com comida também.

 

“Pronto, pronto. Os meninos é que sabem.” Ri-me enquanto saíamos da cozinha em direcção das escadas, “Só acho é que a Dona Helga nos vai dar um raspanete... e dos grandes!”

 

* * *

 

E já está, foi o sétimo capitulo! Amanhã há mais! Pensam que esta noite da Sway com os manos Kaulitz está a chegar ao fim? Tirem daí a ideia que ainda está muita coisa para vir! :D

 

sinto-me: Quero férias! :x
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publicado por Dreamer às 10:58
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 6

Ora cá vai mais um capitulo desta fic... Este é mais pequenino, mas espero que gostem à mesma! xD

 

* * *

 

“Vocês só sabem é criticar, mas quando começam a comer a minha massa, nunca mais param!” Riu-se o Tom enquanto pegava na loiça para levar para a cozinha, “Olhem para isto, não sobrou um pedacinho de esparguete para contar a história!”

 

Eu olhei de imediato para o Bill com um sorriso. Todas as refeições era a mesma coisa: O Tom cozinhava a sua massa especial, eu e o Bill reclamávamos, mas no fim acabávamos sempre a devorá-la. Nem eu, nem o Bill queríamos admitir que a massa especial do Tom era verdadeiramente deliciosa, senão ele gabar-se-ia para o resto da vida, se é que já não o fazia agora!

 

Enquanto o Tom levava a loiça para a cozinha, eu fui buscar os medicamentos para o Bill tomar: Três comprimidos diferentes e dois xaropes, felizmente para ele, não precisava de mais injecções.

 

Sentei-me ao lado do Bill enquanto ele os tomava. Não consegui evitar uma risada quando ele fez uma careta ao engolir uma colher do segundo xarope.

 

Os seus olhos denunciaram o cansaço e a sonolência que os cinco medicamentos provocavam nele. Percebi que ele queria ir sentar-se no sofá para descansar quando ele pousou os olhos nos meus. “Anda, eu vou contigo.” Disse-lhe, mas da cozinha ouviu-se um grito misturado com uma gargalhada:

 

“O Bill não precisa da tua ajuda para dormir, Sway! Já eu agradecia uma mãozinha para não ter de lavar esta loiça toda sozinho!” Eu podia visualizar o sorriso do Tom quando disse aquilo, como poderia eu resistir?

 

O Bill fez-me sinal com a cabeça, Está tudo bem, e então eu levantei-me da mesa, dei-lhe um abraço forte e fui ajudar o Tom.

 

Quando cheguei à cozinha, nem quis acreditar no que estava a ver: a loiça suja da refeição era apenas uma pequena pilha, comparada à loiça que o Tom tinha sujado para confeccionar a sua massa especial! E ainda por cima estava toda espalhada e a pingar molho para bancada, a mesa e o chão.

 

“Desta vez esmeraste-te,” Lamentei, desviando-me da loiça suja, “Era preciso tudo isto Tom Kaulitz?”

 

“A minha massa é especial por alguma razão,” Respondeu o Tom com aquele sorriso maroto, “Mas não penses que te vou revelar o seu segredo!”

 

Eu sorri para ele, mas depressa desviei o olhar para a loiça a ser lavada. Tinha de calar aqueles pensamentos irresistíveis e loucos, aquele desejo de me agarrar ao pescoço dele… Meu deus, ele é tão lindo…Suspirei para mim mesma, antes de deitar mãos ao trabalho:

 

“Bem Tom, é melhor fazermos isto a meias, eu lavo e tu passas por água, pode ser?” Perguntei, já arregaçando as mangas e separando os pratos dos tachos.

  

“Por mim tudo bem, minha linda…” Ele encolheu os ombros e veio para o meu lado num passo rápido. Sentir o Tom perto era tão reconfortante, quem me dera ficar assim para sempre.

 

* * *

 

Eu sei que foi muuuito curto, mas o capitulo de amanha vai compensar este e muuuito :D Não percam!

 

sinto-me: Com sono! xD
música: P.L.U.C.K. - System of a Down
publicado por Dreamer às 23:20
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Domingo, 6 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 5

Olá, olá! :D Cá vai o quinto capitulo da fic! Espero que gostem, e não se esqueçam de deixar a vossa opinião! Beijinhos!

 

* * *

 

“Vá, preguiçosos! Venham jantar!” Gritou o Tom do andar de baixo enquanto eu ajudava o Bill a levantar-se. Ele começou a tossir uma tosse seca que lhe cortava a respiração e que o fazia contorcer-se de dor, mas eu amparei-o.

 

Quando a tosse parou, os seus olhos pousaram nos meus, agradecendo-me, “Não tens que agradecer nada, Bill. Eu estou aqui para ti.”

 

Ele sorriu novamente, mas desta vez não foi tão sincero. Estava a pensar em algo que o estava a preocupar, a falta de brilho nos seus olhos denunciava-o. Estava a pensar na cirurgia que ia fazer dali a três dias. E em como tinha cancelado uma tour de dezenas de concertos esgotados por causa daquele percalço. Estava a pensar nos milhares de fãs que tiveram de ir para casa, em vez de assistir a um concerto perfeito.

 

“Olha para mim,” pedi-lhe, já que ele tinha os seus olhos fixos no chão à sua frente. Assim que ele o fez eu continuei o meu discurso com toda a força que tinha dentro de mim, “Vai tudo correr bem, Bill.”

 

Desta vez foi ele a chorar. Estava sempre tudo bem com ele enquanto eu e o Tom o conseguíamos fazer pensar em outras coisas para além da cirurgia, mas quando o medo se apoderava dele, arrasava-o.

 

O Bill deixou-se sentar na cama de novo e eu ajoelhei-me à frente dele. Tive vontade de chamar o Tom, mas sabia que ele já vinha a caminho.

 

“Bill por favor, não te deixes ir abaixo assim… O mundo todo está a apoiar-te, eu sei que sim… eu vi!” Disse-lhe num sussurro sentindo as lágrimas inundar-me os olhos outra vez, enquanto eu tomava as mãos dele numa das minhas e lhe limpava as lágrimas com a outra. Estavam a ser dias cheios de emoções fortes, sem sombra de dúvidas.

 

“Parecem duas criancinhas a chorar, vocês… Não têm vergonha?” Riu-se o Tom quando chegou ao quarto. Ele sabia perfeitamente o que se passava, mas brincou para nos fazer rir… E conseguiu.

 

“Vá! Não quero mais lamurias.” Continuou ele, primeiro a puxar-me para cima pelas minhas costas. Colocou as mãos dele nas minhas ancas, no sítio exacto onde a minha pele estava descoberta, entre as calças e a camisola. Sentiu-se mais um momento estranho quando me levantei e o meu corpo ficou colado ao dele, mas foi muito breve.

 

Depois o Tom pegou no irmão e abraçou-o dizendo numa risada, “Só não estás curado ainda porque ainda não comeste a minha massa especial vezes suficientes!”

 

“Sim, Tom, é isso mesmo.” Garanti eu disfarçando a vontade que tinha de me lançar nos braços dele, “Há de chegar uma altura em que o Bill vai estar tão farto de comer a tua massa, que vai recuperar a voz só para te rogar que pares de a fazer!”

 

Se o Bill tivesse voz ele teria dado uma gargalhada bem grande, em vez disso, fê-lo com o olhar. O Tom, ao contrário do irmão, colocou as mãos nas suas ancas fingindo-se escandalizado, “Olha a espertinha, hã?! Posso-te lembrar que não há mais comida nesta casa para além da que está no tacho à nossa espera, Sway?”

 

Eu dei a minha mão ao Bill, puxando-o para a porta comigo e proclamei, “Assim que nós deitarmos as mãos àquele tacho, Tom, vai mesmo deixar de haver comida nesta casa!”

 

Ambos nos lançámos a correr pela escada abaixo em direcção à cozinha, rindo como uns perdidos. Enquanto isso o Tom corria em nosso alcance, disposto a fazer tudo para que não acontecesse nada de mal à sua tão adorada massa com molho especial.

 

* * *

 

Tada! Fim do quinto capitulo, espero que estejam a gostar, porque eu estou a adorar escrever! xD

 

sinto-me: Relaxada :D
música: Break Away
publicado por Dreamer às 17:25
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Sábado, 5 de Abril de 2008

Was it a Dream? - Cap 4

Só porque me pediste dessa forma tão fofinha, Bunna, vou postar o quarto capitulo desta fic! Enjoy! :D

 

* * *

 

Fiquei com os olhos presos à sombra do Tom enquanto ele descia as escadas, e durante aquele momento foi como se nada mais existisse. O jeito dele deixava-me sempre sem palavras e completamente maravilhada. Quem me dera poder estar com ele todos os dias…Desejei eu, quando me lembrei que estaria lá apenas até o Bill recuperar. O Bill! Ele estava mesmo atrás de mim à séculos e eu tinha me esquecido dele… outra vez!

 

Quando me voltei na cama, o mais rápido que pude, encontrei-o com os olhos postos em mim, a sorrir descaradamente. E eu sabia porque é que ele estava a sorrir, mas fiz de tudo para me fingir desentendida. No segundo seguinte, ele escrevia muito apressadamente no bloco de notas que tinha à sua frente: “Ele sente o mesmo por ti, sabias?”

 

Sentei-me muito direita na cama do Bill e corei de novo. Mas que raios se passava comigo? “De que é que estás a falar?” Perguntei-lhe tentando esconder o furacão de sentimentos que tinha dentro de mim.

 

“Oh, Sway,” Escrevinhou o Bill novamente, sem tirar os olhos dos meus, “Até um cego veria que estão caidinhos um pelo outro… Não sei de que estão à espera!”

 

Entrei em pânico. Será que ele estava a falar a sério? Ele tinha que estar a brincar comigo. Não. Era tão surreal que só podia ser um sonho! “Não Bill, o Tom e eu não…” Deixei escapar num sussurro sem sequer ser capaz de acabar a frase.

 

O Bill sorriu para mim sinceramente e aproximou-se. Abraçou-se a mim como se me fosse dizer um segredo, mas em vez disso, pegou no caderno e começou a escrever. Eu lia cada palavra à medida que ele a ia escrevendo, o meu queixo foi caindo aos poucos e o meu coração acelerando cada vez mais:

 

“Sway, ambos sabemos como o Tom é com mulheres. E é por isso mesmo que eu acho que há qualquer coisa de diferente… de especial.

 

Foi ele quem teve a ideia de ficares connosco estas semanas antes da minha cirurgia, e foi ele que insistiu que ficasses para a recuperação. É claro que eu adoro ter-te aqui, a tua presença faz-me muito bem, mas foi ele quem quis primeiro. Não é normal, tu sabes… Ele não procura as raparigas, ele deixa que elas venham ter com ele e depois ele leva-as para a cama...

 

Precisavas de ver como ele passou os dias antes de tu chegares! Ele não parava quieto um segundo, sempre a falar de ti, sempre a perguntar-se se tu ias querer ficar cá mais tempo, sempre a imaginar como as coisas iam ser… Eu nunca tinha visto o Tom tão entusiasmado!

 

Ah, e o no dia em que ele te foi buscar ao aeroporto… Eu não te contei, mas mesmo sabendo que o teu voo só chegava às dez da noite, ele estava no aeroporto às sete da tarde! Não parava de dizer, «Se ela chegar mais cedo e não tiver lá ninguém, ela perde-se!»

 

E minha querida, conhecendo o meu irmão como eu o conheço, tenho a certeza que ele ficou de pé à porta do cais de desembarque até tu chegares.”

 

O Bill parou de escrever por um momento e olhou profundamente nos meus olhos. Ele sabia a importância daquilo que me estava a dizer, e o quão feliz me estava a fazer naquele momento.

 

Eu comecei a tremer enquanto lágrimas me caíam dos olhos e os meus lábios se rasgavam num sorriso distorcido. Agora tinha eu ficado sem voz. O Bill abraçou-me carinhosamente, e fazendo-me festas nos ombros. No rosto dele estava espelhado um sorriso igual ao do Tom.

 

Lentamente, ele recomeçou a escrever. A suas letras, mais cuidadas e bem desenhadas diziam, “Eu vejo nos teus olhos que sentes o mesmo por ele… E ainda bem que és tu.

 

Embora o Tom nunca tenha admitido, eu sei que ele andava à procura daquela rapariga especial, aquela para namorar mesmo, não só para curtir por uma noite ou levar para a cama… E eu acho que ele te encontrou a ti, Sway.”

 

O Bill pousou a caneta novamente, deixando que ela rolasse ruidosamente pelo caderno para os lençóis. Eu estava completamente apática, como podia aquilo ser verdade? Calmamente, ele tomou a minha cara nas suas mãos e pousou a testa dele na minha sem conseguir parar de sorrir.

 

Eu estava tão emocionada que não lhe consegui retribuir o sorriso. Em vez disso lancei-me nos braços dele a chorar e murmurando um “Obrigada.” Ele agarrou-me com força e ficou a passar as suas mãos pelas minhas costas até que eu me acalmasse. Felizmente isso aconteceu antes do Tom nos chamar para o jantar.

 

* * *

 

PLIM! Fim do quarto capitulo e eu estou com a lagrimita no canto do olho! xD Amanhã há mais, não percam! O próximo capitulo tem muitas lágrimas e também muitas gargalhadas... Emoções fortes! :D

 

sinto-me: Feliz!
música: Black
publicado por Dreamer às 21:19
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Was it a Dream? - Cap 3

Aqui está o terceiro capitulo! Espero que gostem! :D

 

* * *

 

O sol já se tinha posto quando o Tom se mexeu e delicadamente largou a minha mão. Sentou-se à minha frente e à do Bill e acabou por acordar o irmão bruscamente. Percebi pela cara rabugenta do Bill que se pudesse falar, tinha insultado o irmão.

 

“Por acaso vocês não estão com fome?” Aquele tom era tão característico dele. Só o Tom mesmo para falar em comida quando estávamos mais interessados em dormir, “Vá lá, o meu estômago está a matar-me!”

 

Eu sorri-lhe e o Bill também, e ambos nos deitámos na cama fingindo adormecer de novo, sem dizermos uma palavra.

 

“Oh, por favor! Eu faço a minha massa com molho especial!” Tentou convencer-nos, deitando o corpo dele por cima dos nossos e lançando-nos olhares provocadores.

 

“Não, a tua massa outra vez, não!” Roguei-lhe com uma gargalhada, e o Bill não precisou de falar para sabermos que concordava comigo. “Estou aqui à uma semana e comi todos os dias essa tua massa que é tudo menos especial!”

 

“Ousas falar mal do meu molho especial e atreves-te a recusar?! É a melhor massa do mundo!” Reclamou o Tom agora deitando-se exclusivamente em cima de mim, tentando fazer-me cócegas novamente. “Se não for esse o jantar, és condenada a ataques de cócegas de duas horas, três vezes por dia!”

 

Eu não conseguia fazer mais nada para além de me rir, tentar sair debaixo dele e agarrar-lhe as mãos. “Pára, por favor!...” Pedia-lhe vezes sem conta, mas ele não parava. Sem nos apercebermos, as nossas cabeças aproximaram-se tanto que sentimos a respiração um do outro. Só aí as nossas gargalhadas se acalmaram. Os nossos olhos fixaram-se numa réplica do que tinha acontecido na sala naquele mesmo dia.

 

Se o Bill não batesse duas palmas bem alto ao nosso lado, aquele feitiço não se tinha quebrado e algo mais poderia ter acontecido. Tínhamo-nos esquecido por completo que o Bill estava na mesma cama que nós.

 

Quando nos erguemos, atrapalhadíssimos, encontrámos o Bill a mostrar-nos uma folha do seu caderno. Lá tinha escrito com um rabisco revoltado: Eu não disse que vocês se tinham esquecido de mim?

 

“Vá, não sejas assim!” Demandou Tom, ajeitando o boné na sua cabeça. Eu limitei-me a corar e a lançar um sorriso tímido ao Bill. Não sei se era por ele e o Tom serem gémeos, mas ele também sabia que havia algo ente nós.

 

“Eu vou fazer o jantar, e ignoro qualquer tipo de oposições! Vai ser a minha massa. Quem não quiser, não come.” Refilou o Tom brincando, e então virou-nos as costas com aquele sorriso que me punha fora de mim. Deixou-me sem saber o que ele sentia, nem o porquê daqueles súbitos momentos de desejo intenso. Com o Tom tudo era uma incógnita.

 

“Queres ajuda?” Ainda lhe perguntei eu, mas ele respondeu-me sem sequer olhar para trás:

 

“Tu já não me enganas, Sway. Se eu te deixasse a menos de um metro do tacho, sabotavas o meu molho especial.”

  

* * *

  

Terceiro capitulo postado! Se pedirem com muita força, ainda aqui ponho mais um capitulo hoje! :D 

 

sinto-me: Sonhadora!
música: Beautifull Lie - 30 Seconds to Mars
publicado por Dreamer às 19:53
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Was it a Dream? - Cap 2

Tive de postar isto agora, não consegui esperar mais... lol. Esta loucura só pode ser curada através dos sonhos, não é verdade? :D E então, aqui vai: segundo capitulo, que é inteiramente dedicado à minha fantástica, perfeita, maravilhosa e maior amiga Buna! Não sei que faria sem ti, for real. =)

 

*  *  *

 

Subimos as escadas depressa em direcção ao quarto do Bill. O Tom foi atrás de mim, e eu pude quase jurar que os olhos dele estavam postos em mim.

 

Quando chegámos à porta do quarto, encontrámos o Bill sentado na sua cama, envolto nos seus cobertores e ainda a beber o chá quente que eu lhe tinha preparado. Ao ver-nos colocou as mãos na cintura e fez um olhar inquisidor mas ao mesmo tempo brincalhão.

 

O Tom e eu soltámos uma gargalhada, mas foi ele quem falou, “Tu não penses que te livras de nós, maninho!” Ele cruzou os braços e encostou-se à ombreira da porta.

 

Eu sentei-me na cama ao lado do Bill e abracei-lhe os ombros com carinho, repousando a minha cabeça junto da dele, “O chá está bom?”

 

Ele respondeu-me com um aceno positivo da cabeça e um sorriso nos lábios. Há já duas semanas que não conseguia pronunciar uma palavra, por isso pegou num bloco de notas e numa caneta que estavam na mesa-de-cabeceira.

 

Depressa escreveu num gatafunho atrapalhado, Muito obrigada por teres vindo, Sway. Não sei o que eu e o Tom faríamos sem ti.

 

“Lá nisso tens razão,” Comentou o Tom expiando o que o irmão tinha escrito. Sem mais demoras, sentou-se ao meu lado e abraçou-se a mim beijando-me a testa. O meu corpo derreteu e eu estremeci ligeiramente, parecia um sonho.

 

Alguns momentos mais tarde, aperciei o prazer de estar assim, confortavelmente sentada entre o Tom e o Bill, na cama a tarde inteira, a ver vários episódios seguidos de Prision Break. Uma coisa tão simples fazia-me tão feliz.

 

De repente senti algo quente tocar a minha mão. Era a mão do Tom a deslizar para a minha. Eu senti um arrepio percorrer-me a espinha, não de repulsa mas de prazer puro. Não sabia se era correcto ou errado, mas acabei por lhe apertar a mão com um sorriso estúpido nos lábios. Ele respondeu acariciando os meus dedos com os dele. Se o Bill não estivesse quase a dormir, eu tinha a certeza que ele tinha reparado.

 

* * *

 

Capitulo pequeno, eu sei. Mas é para compensar o anterior que era grande de mais! xD Não te esqueças de dizer o que achas!

 

sinto-me: Sonhadora... lol
música: Echleon - 30 Seconds to Mars
publicado por Dreamer às 02:35
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Dreamer @ 02-04-2008

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